Diferença entre neurose e psicose

Uma analogia visual pode clarificar a diferença entre neurose e psicose. Na neurose, o psiquismo está em desequilíbrio, com o funcionamento alterado. Na psicose, a alteração é mais grave e irreversível. O sujeito “saiu da casinha”, na linguagem popular. Meu didata em psicologia analítica, saudoso professor Moacir Rodrigues, fazia a seguinte analogia: “na neurose, o indivíduo é como uma pessoa que percebe sua casa danificada e sai dela, buscando forma de reparar os estragos; quando ele volta, encontra a casa no lugar e consegue entrar nela e reparar os danos. Na psicose, o sujeito entra em colapso psíquico, sai da “casa”, perambula por outros “lugares”, mas não consegue voltar e tampouco restaurar a casa danificada. A Psicanálise recusa a ideia de que a psicose é irreparável, mas ela predomina em todas as outras escolas de psicologia. A prática clínica tem exemplos que confirmam a irreversibilidade da psicose, mas em se tratando de psiquismo humano, quem pode se sentir autorizado a dar garantias  ou fazer afirmações definitivas? O que é incontestável é que os transtornos mentais são terrenos de singularidades, onde inexiste possibilidade de padronizar relações causais e/ou manejo de tratamento, sem correr o risco de errar muito. Em resumo, na doença mental, tudo é possível, até a cura da psicose.

A primeira imagem,  aqui representa a neurose; a segunda imagem 2, a psicose.

Analogia de neurose

Analogia de psicose

 

Consenso entre especialistas: adolescente NÃO pode usar drogas

A TV Senado exibiu em agosto deste ano (2018) um debate esclarecedor sobre os prós e os contra a legalização da maconha.

A maconha provoca psicose?

Tem impacto na aprendizagem?

Vicia?

Afeta menos a saúde do que o cigarro?

Deve ser liberada?

São questões que sempre surgem quando o assunto é o uso da maconha na adolescência. E o que já foi esclarecido pela ciência? O que é mito e o que é verdade?Vale conferir:

Maconha e adolescência: o que é mito e o que é ciência

folha de maconha

Maconha

Brasil tem médicos querendo trabalhar no interior, sim!

Sim, temos médicos brasileiros querendo trabalhar no interior do Brasil. Mas em condições adequadas, sem risco de perder o emprego por ato político discricionário, com merecido plano de carreira e salário digno.

“Uma crise política

A crise que pode afetar milhões de brasileiros com a saída imediata dos médicos cubanos deve ser atribuída, em primeiro lugar, ao governo de Cuba, que decidiu usar os carentes brasileiros para retaliar um governo de direita que venceu a eleição presidencial com críticas ao programa e a Cuba.

Ficou claro que o governo Bolsonaro iria exigir que os médicos cubanos fizessem o teste para revalidação do diploma, com o que Cuba não concorda. A exigência nem é uma decisão ideológica, mas as críticas ao que seria “trabalho escravo” dos médicos, sim, e com razão.

A forma de pagamento do trabalho, com o governo cubano ficando com a maior parte do salário, e a proibição de que as famílias dos médicos viajem junto, representam uma atitude de governo que não se coaduna com os hábitos e costumes de uma democracia, com uma ameaça implícita aos que deixaram suas famílias por lá.

A saída poderia ter sido anunciada com antecedência, para não deixar desamparados os milhões de brasileiros atendidos pelos médicos nos rincões do país. A solução, porém, é mais fácil do que parece.

No lugar dos cerca de 8 mil médicos cubanos que deixarão o país, basta convocar imediatamente os cerca de 8 mil médicos que se candidataram na mais recente seleção para o programa, para apenas 983 vagas oferecidas aos brasileiros.

O programa, na verdade, pode ser feito integralmente por médicos brasileiros, pois o fato é que o país não tem falta de médicos, mas o problema é a má distribuição deles pelo território nacional. Mais da metade está no eixo MG, RJ, SP, PR, SC E RS.

Segundo o médico Marco Lages, do hospital Miguel Couto no Rio, temos mais que o dobro da recomendação da Organização Mundial de Saúde, em vez de um mínimo de 1 médico para cada mil habitantes, temos 2,18.

O problema começa por um dos princípios do SUS, transferir a responsabilidade da gestão da saúde para cada município ou estado. Um médico que aceita proposta de uma prefeitura para trabalhar em outra cidade, larga tudo para se transferir para essa região, não tem garantias e pode se dar mal quando muda o prefeito ou acaba a verba. Lages diz que essa situação é comum.

Com a chegada do Mais Médicos, diversos desses brasileiros foram demitidos para a contratação de cubanos. A fonte do pagamento passou a ser o Governo Federal, os estados e municípios ficam sem esse gasto. Além disso, o Governo Federal tinha o interesse político de usar o programa cubano, que é uma das maiores fontes de recursos de Cuba, a exportação de mão de obra médica.

O médico Marco Lages diz que a alocação de médicos brasileiros poderia ser organizada com um Plano de Carreira de Estado que Bolsonaro prometeu na campanha presidencial. A formação desse médico cubano que se transformou em um produto de exportação tão ou mais importante que a cana-de- açúcar e o tabaco, é criticada pelo Conselho Federal de Medicina, que os vê como técnicos preparados para emergências, mas não com a formação completa, e por isso o Revalida deveria ser um filtro.

O médico Francisco Cardoso, perito previdenciário em São Paulo, escreveu um artigo no portal do Conselho Federal de Medicina no início do programa Mais Médicos contando a origem desses médicos cubanos, profissionais formados em “saúde básica”, que trabalham em áreas remotas, rurais e periferias, com base em experiências bastante antigas feitas na Alemanha e na antiga União Soviética. São, segundo ele, práticos de saúde, ou paramédicos como são chamados hoje em dia, e exerciam cuidados básicos junto às populações dessas regiões.

Lages relembra que não somos o único país continental com problemas de acesso à saúde no interior. Canadá e Austrália passam por isso também. E como eles resolveram? Com médicos estrangeiros, mas com uma diferença: todos são avaliados em 2 ou 3 fases antes de assumir o emprego no Yukon ou no Outback, ambientes tão inóspitos quanto a caatinga ou a selva amazônica.

Seria até possível usar paramédicos ou técnicos médicos  para uma ação de emergência em áreas carentes nos rincões brasileiros. Seria possível também fazer trabalhos sociais em regiões inóspitas, dentro do espírito de pagar o financiamento do FIES estimulado pelo governo, como está em estudos. Já sabemos que no momento existem pelo menos 8 mil médicos brasileiros querendo trabalho.

emprego no Yukon ou no Outback, ambientes tão inóspitos quanto a caatinga ou a selva amazônica.

Seria até possível usar paramédicos ou técnicos médicos  para uma ação de emergência em áreas carentes nos rincões brasileiros. Seria possível também fazer trabalhos sociais em regiões inóspitas, dentro do espírito de pagar o financiamento do FIES estimulado pelo governo, como está em estudos. Já sabemos que no momento existem pelo menos 8 mil médicos brasileiros querendo trabalho.”

Fonte: Blog do Merval Pereira

https://blogs.oglobo.globo.com/merval-pereira/post/uma-crise-politica.html

Transtorno de Déficit de Natureza

O pesquisador americano Richard Louv, autor do livro A Última Criança na Natureza, afirma que a falta de contato com a pode ter impactos  negativos sobre o desenvolvimento das crianças.

Em 2016 ele veio a São Paulo para o lançamento de seu livro e deu entrevista  à BBC Brasil e contou detalhes dos estudos que vem realizando em torno do tema, desde o início dos anos 90, quando fazia pesquisas para outro livro, o Childhood’s Future (“O Futuro da Infância”, em tradução livre).

A entrevista é esclarecedora e pode sr lida na íntegra no link abaixo:

Déficit de natureza

 

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Fotos: Carmelita Rodrigues/2018
Legendas:
Foto 1: Trecho do Jardim Botânico de Brasília;  Foto 2: área do Parque Olhos d’Água (Asa Norte-DF); Foto 3: Pomba-verdadeira, no Jardim Botânico de Brasília.

 

Trabalhando em parceria com a natureza

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Boneca cabeça de suculenta

A Oficina Verde é uma horta‑jardim montada em uma unidade de saúde mental para crianças e adolescentes do Distrito Federal, sob inspiração da Biofilia, que defende a inclinação natural dos seres humanos para amar todas as formas de vida e se beneficiar da proximidade com a Natureza. O objetivo era melhorar os atendimentos da Unidade, com a criação de área verde que propicie manejo da terra, de animais e plantas, e tornar mais confortável e acolhedora a sala de espera. Observou-se que a iniciativa melhorou a ambiência, inspirou usuários do serviço a replicarem a ideia, propiciou a distribuição de informações, sementes e mudas, e influenciou mudança de hábito entre usuários e servidores da Unidade.

Abaixo, a íntegra do texto, publicado na Revista Científica da Escola Superior de Ciências da Saúde (ESC),  Comunicação em Ciências da Saúde, v. 29, n. Supl 1, p. 62-64:

 

Nova resolução do CFP permite psicoterapia online

Foto para banner

Na foto, simulação de atendimento online

 

Uma nova resolução do Conselho Federal de Psicologia (CFP), a Resolução 11/2018, atualiza e amplia as possibilidades de oferta de serviços de Psicologia mediados pela internet. A principal mudança é que foi derrubada a restrição para se fazer Atendimento Psicoterapêutico, o que antes só era permitido em caráter experimental.

A segunda mudança importante é o fim do limite anterior de vinte sessões com cada paciente. Outra novidade é não mais ser necessário ter ou estar vinculado a um site de psicologia cadastrado, como antes, quando era necessário, inclusive, ter um selo de cadastramento. Mais: se antes eram permitidos apenas “processos prévios de Seleção de Pessoal” agora o que vigora é autorização para se realizar “Processos de Seleção de Pessoal.

A exigência de estar inscrito em um Conselho Regional (CRP) e, obrigatoriamente, obter autorização do CFP para realizar esse tipo de atendimento psicológico estão mantidos, como também todas as regras do Código de Ética do Psicólogo, claro, e as demais regras previstas em outras resoluções da categoria. Além disso, testes psicológicos usados nos atendimentos online devem ter parecer favorável do Sistema de Avaliação de Instrumentos Psicológicos (Satepsi), com padronização e normatização específica.

“A psicóloga ou psicólogo poderá oferecer consultas ou atendimentos psicológicos de diferentes tipos por meio das tecnologias da informação e comunicação. Cada tecnologia utilizada deverá guardar coerência e fundamentação na ciência, na legislação e nos parâmetros éticos da profissão. O atendimento, portanto, não poderá ocorrer de qualquer maneira, cabendo ao profissional fundamentar, inclusive nos registros da prestação do serviço, se a tecnologia utilizada é tecnicamente adequada, metodologicamente pertinente e eticamente respaldada.” (trecho transcrito do Site do CFP).

O atendimento online de crianças e adolescentes só pode ser feito na forma da Resolução, em que é exigido consentimento expresso de ao menos um dos responsáveis legais e mediante avaliação de viabilidade técnica por parte da(o) psicóloga(o) para a realização desse tipo de serviço.

A nova resolução estabelece alguns casos em que o serviço deve ser presencial: atendimento a pessoas e grupos em situação de urgência, emergência e desastres; pessoas e grupos em situação de violação de direitos ou de violência, como casos de abuso sexual, por exemplo.

A nova resolução só vai entrar em vigor no dia 14 de novembro de 2018, quando estará revogada a Resolução nº 011/2012.

Leia a NOVA RESOLUÇÃO na íntegra.

 

Seu Pedro e as promessas dos políticos

Casa dos avós no CE

Cartaz de propaganda política com foto do Lula ao fundo (Foto: Carmelita Rodrigues).

 

A foto acima ainda está afixada numa velha casa, agora vazia, de uma família de sertanejos do Ceará. Gente humilde, mas também íntegra, trabalhadora, resistente. Quem a pregou foi o Pedro Rodrigues, também chamado de “seu Pedro”, meu tio. Ele nasceu e sempre viveu na mesma casa, construída pelo pai. Após a morte deste, como de costume, a casa e a família ficaram a cargo dos irmãos mais velhos, até passar a ser ele o mais velho e herdeiro das responsabilidades. Uma família patriarcal, sim, e não incestuosa, como defende a deputada Érika Kokay (PT/DF) e por isso sempre houve proteção e respeito, nunca abusos. Os valores ético-morais são até hoje rígidos, em contraste com a frouxidão moral que predomina no País e desencadeia desordem e insegurança.

Meu tio Pedro, depois de um tempo virou petista, como muitos nordestinos; ele acreditou no populismo do Lula, afinal, era este também nordestino, também sertanejo e prometia cuidar do povo, das pessoas humildes, julgou seu Pedro. Ele próprio, dado ao trabalho honesto e à labuta penosa, não precisava de ajuda; só queria o que lhe assegura a Constituição: segurança pública, hospital decente para quando tivesse algum viés da idade avançada e tranquilidade na velhice. A vida toda só trabalhou, lidando na roça; diversão quase não teve. Nunca se afastou mais do que alguns quilômetros da casa e das terras herdadas dos pais. Nos últimos tempos, magro e sem muita energia, ainda cuidava dos bichos, dos parentes que podia ajudar e de duas irmãs, que como ele, nunca se casaram.

Seu Pedro viu entrar e sair governo; e perdeu a conta das promessas que ouvira de políticos na época das eleições ; e já não estranhava quando eles desapareciam depois do pleito e nenhuma das benfeitorias juramentadas vinham. A energia elétrica, uma das promessas recorrentes a cada eleição, só chegou quando ele passava dos sessenta anos de idade. As chuvas, essas também desapareciam. E quando não chovia por seguidas estações, ele assistia angustiado a aflição dos humanos e dos bichos sedentos e famintos; bichos e humanos compartilhando fome e sede.

Nunca nenhum projeto de irrigação ou qualquer coisa que aliviasse as agruras das secas foi realizado por lá, apesar das doces promessas dos que apareciam pra pedir votos. Dnocs, Sudene, Codevasf… siglas e promessas de políticas públicas que nunca beneficiaram os sertanejos – mas sempre consumiam milionárias verbas públicas. E nada mudou até hoje!

Ele viu a irmã caçula ir embora com os sobrinhos, outros parentes partirem, vizinhos, conhecidos, todos eles vendendo seus pertences e reproduzindo na vida real o que Luiz Gonzaga cantou em A grande Partida. Alguns, voltavam tempos depois pra matar a saudade da terra natal; outros, ele jamais reencontrou. Viu os pais morrerem, os irmãos mais novos também e ele foi ficando, resistindo, envelhecendo e teimando em acreditar que era possível viver no sertão. A visão aos poucos também o abandonou: catarata maldita que lhe roubou o gosto de ver o pôr do sol, a aurora, luz revigorante, a babuja  surgindo verde no pós-chuva, e as penas coloridas dos passarinhos. Dedilhando um velho violão nas horas vagas, ia tocando em frente, como na canção do Almir Sater.

Com a eletricidade veio também a TV. Ele acompanhava as campanhas políticas, os discursos de Lula e esperava nele, confiava nele, afinal, era também um sertanejo e de origem humilde, como ele. Não tinha muito, mas não queria nada além de paz e de poder morrer na sua vidinha calma, cuidando das criaturas que Deus pôs sob sua responsabilidade. Tio Pedro acreditou no PT do Lula e no Lula do PT. E pra ele mesmo não queria nada, mas para os vizinhos que nem um pedaço de terra tinham pra cultivar.

Seu Pedro já se foi, não vive mais entre nós; desencarnou em 2016, aos 86 anos, por complicações da idade e de uma surra que levou de um bandido. Um jovem covarde invadiu a casa do idoso, onde vivia com a irmã, também octogenária, bateu no seu Pedro com um pedaço de pau, até derrubá-lo, e levou o dinheirinho da aposentadoria que ele guardava em casa para gastar com as necessidades do cotidiano. Meu tio Pedro morreu sem compreender que a omissão do político que ele defendia devotadamente fez a violência urbana crescer e chegar até a zona rural; e chegar até ele. Não teve tempo de juntar as peças e perceber que também aquele político havia prometido sem cumprir e cujos erros e omissões tiveram consequências federais, já que pedira votos não apenas para vereador ou deputado local, mas para Presidente do País!

Meu tio  morreu um pouco naquele dia em que sua casa foi invadida e ele, agredido a pauladas covardemente. O bandido machucou-lhe o corpo e alma de idoso que só precisava e merecia proteção, que não teve. Ele defendia outro bandido porque este distribuiu algumas esmolas, que nem chegaram ao lugarejo dele,  mas ele via na TV e acreditava. E nunca nenhuma das promessas do velhaco sertanejo político foi cumprida e nunca o sertão do Ceará, onde morreu o velho e cansado Pedro, recebeu qualquer cuidado, além de umas caixas para guardar água da chuva e uma privada de alvenaria no fundo do quintal; muito menos que esmolas.

Nunca nenhuma universidade federal, bancada com o dinheiro suado de muitos trabalhadores do Brasil, inclusive imigrantes nordestinos, se importou ou se importa com os sertanejos resistentes; nunca levaram até os rincões rurais humildes um pouco de tecnologia, de conhecimento, de desenvolvimento pra ajudar aquelas pessoas a sobreviverem no sertão sedento, de águas e de políticas públicas sérias. Nunca nada além de TV e falácias de políticos.

E até hoje, com discursos de homens talhados na prática da enganação, os sertanejos seguem sofrendo. As crianças nunca tiveram e ainda não têm escolas dignas; nem atendimento médico. As mulheres ainda curam seus males e de seus filhos com chás e benzedeiras; e muitas ainda têm filhos com a ajuda de parteiras. Os jovens continuam crescendo sem perspectiva de trabalho ou de futuro; e como manda a natureza, repetem o ciclo de miséria tendo filhos, que lhes darão netos e assim sucessivamente. Mas eles votam. Então, os políticos voltam, de tempos em tempo.

Nunca nenhuma promessa de progresso se cumpre; nunca nenhum centavo da milionária arrecadação de tributos vai pra eles. E deveria; porque os filhos deles, expulsos pela seca e falta de trabalho, envelhecem na labuta dura das grandes metrópoles, mas principalmente porque os sertanejos nordestinos são também brasileiros. Ano após ano só mentiras, promessas vazias, falácias e depois esquecimento, abandono. Agora tem mais um,  com sorriso falso prometendo mundos e fundos aos nordestinos em troca de ser eleito presidente, exatamente como fizera Lula. E inclusive, indiretamente, pedindo votos para o mesmo Lula que abandonou os sertanejos à própria sorte, embora esses ainda não percebam isso.

Olhar pra essa fotografia me inspira a escrever essas mal arranjadas ideias para lembrar aos irmãos nordestinos, incluindo os sertanejos, que eles não precisam de esmolas… Bolsa Família ou coisa parecida. Precisam sim, de políticas públicas responsáveis que gerem trabalho digno; precisam de projetos de desenvolvimento que lhes permitam permanecer nas suas terras; necessitam de boas escolas para seus filhos; precisam ter de volta a tranquilidade que sempre existiu entre as pessoas simples do campo, acostumadas a dormir e acordar cedo, com a confiança de adormecer numa rede armada no alpendre, de janela aberta e porta escancarada – pro vento amenizar o calor do torrão seco.

Mas agora percebo que eles precisam também de algo mais: de malícia! Para conseguir  separar o joio do trigo no terreno da política, como fazem na colheita dos grãos. Irmãos nordestinos, não se deixem usar por mentirosos que repetem promessas antigas, tão conhecidas de vós e jamais cumpridas. As cores das logomarcas mudaram; os discursos, também; mas as intenções são as mesmas: chegar ao poder a qualquer custo, doe a quem doer. Cuidado, irmãos, com os lobos vestidos de pele de cordeiro.