Diferentes tipos de psicoterapia

Os psicólogos costumam recorrer a uma ou mais “Escolas de Psicologia” ou modelos teóricos e metodologias de  psicoterapia. As bases teóricas funcionam como roteiro para esses profissionais, isto é, orientam-nos no processo de compreender os pacientes (ou clientes, como preferem alguns) e seus problemas e a encontrar soluções para as queixas apresentadas. Na Psicologia Clínica, as abordagens para atendimentos psicoterápicos são classificadas em cinco grandes categorias:

1.    Psicanálise e terapias psicodinâmicas. São abordagens centradas no Inconsciente, na mudança de comportamentos, sentimentos e pensamentos disfuncionais a partir da compreensão de significados e motivações não percebidos pela razão, cuja causa subjacente seja, inicialmente, desconhecida por ter origem no Inconsciente.  Os pacientes aprendem sobre si mesmos, acessando conteúdos antes desconhecidos, reconhecendo dinâmicas inconscientes, percebendo complexos, transferências, resistências e explorando as manifestações disso nas interações pessoais, na interrelação com o outro e consigo mesmos; muitas vezes precisam ressignificar experiências para libertar-se do aprisionamento de vivências traumáticas ou de algum modo impactantes. A Psicanálise está intimamente relacionada a Sigmund Freud, cujos modelos teóricos foram ampliados e até modificados desde as formulações iniciais.  A Carl Gustav Jung cabe o mérito de ter desenvolvido a Psicologia Analítica (ou junguiana), inclusive a partir de postulados freudianos ampliados ou revistos. Carl Jung ampliou, por exemplo, a noção de Inconsciente e da atuação deste sobre a psicodinâmica das pessoas, desenvolvendo o conceito de Inconsciente Coletivo, que transcende o pessoal e é igualmente influente sobre os indivíduos. Há forte base de pesquisas acadêmicas confirmando a eficácia das terapias psicodinâmicas.

2.    Terapia comportamental. Esta abordagem está, basicamente, centrada no papel da aprendizagem sobre o desenvolvimento de comportamentos considerados funcionais e disfuncionais.

1.    Ivan Pavlovfez contribuições importantes para a terapia de comportamento ao descobrir o condicionamento clássico ou aprendizagem associativa. É famoso o experimento de Pavlov com cães que começavam a babar ao ouvirem um sino de jantar, após o som ter sido associado a alimentos.

2.    “Desensitizing” (dessensibilização) é o condicionamento clássico em ação: Um terapeuta pode ajudar um cliente com uma fobia através da exposição repetida ao que quer que seja que causa ansiedade.

3.    Outro pensador importante foi EL Thorndike, que descobriu o condicionamento operante. Este tipo de aprendizagem depende de recompensas e punições para moldar o comportamento das pessoas.

4.    Diversas variações têm sido desenvolvidas desde o surgimento da terapia comportamental na década de 1950. Uma das variações é a terapia cognitivo-comportamental, cujo foco está nos pensamentos (cognições) e comportamentos.

5.    A terapia cognitiva. A terapia cognitiva enfatiza o que as pessoas pensam e não o que elas fazem. Os terapeutas cognitivos acreditam ser o pensamento disfuncional o que leva a emoções ou comportamentos disfuncionais. Ao mudar os pensamentos, os indivíduos podem mudar a forma como se sentem e o que fazem. As teorias psicodinâmicas discordam da generalização disso e defendem que, em certas patologias e dificuldades comportamentais ou psicoemocionais, pode haver interferência de algo mais profundo, que transcende o pensamento racional, mas que pode ser “acessado” por meio de associação livre ou análise de sonhos; estes são considerados um mecanismo de comunicação entre o Inconsciente e a consciência (ou a percepção racional); Além dessas duas, há outras técnicas para se acessar conteúdos inconscientes, usadas por terapeutas analistas.

3.    Terapia humanista. Esta abordagem enfatiza a capacidade das pessoas de fazer escolhas racionais e desenvolver todo o seu potencial máximo. A preocupação e o respeito pelos outros também são temas importantes. Filósofos humanistas, como Jean-Paul SartreMartin BuberSøren Kierkegaard influenciaram esse modelo de terapia.

Três tipos de terapia humanista são especialmente influentes:

a. Terapia Centrada no Cliente(ou terapia rogeriana, do Carl Rogers), que rejeita a ideia de terapeutas como autoridades sobre experiências internas de seus clientes. Em vez disso, os terapeutas ajudam os clientes a mudarem, enfatizando sua preocupação, cuidado e interesse.

b. Gestalt-terapia: enfatiza o que se chama de “holismo organicista”, a importância de se estar consciente do aqui e agora e aceitar a responsabilidade por si mesmo; tem como figura central Fritz Pearls.

c.Terapia existencial: incide sobre o livre-arbítrio, a autodeterminação e a busca de significado.

4. Terapia integrativa ou holística. Muitos terapeutas não amarram-se a nenhuma das abordagens. Em vez disso, eles misturam elementos de diferentes abordagens e adaptam o tratamento de acordo com as necessidades de cada cliente.

Adaptado de:  Encyclopedia of Psychology

 

Os psicólogos costumam recorrer a uma ou mais “Escolas de Psicologia” ou modelos teóricos e metodologias de  psicoterapia. As bases teóricas funcionam como roteiro para esses profissionais, isto é, orientam-nos no processo de compreender os pacientes (ou clientes, como preferem alguns) e seus problemas e a encontrar soluções para as queixas apresentadas. Na Psicologia Clínica, as abordagens para atendimentos psicoterápicos são classificadas em cinco grandes categorias:

1.    Psicanálise e terapias psicodinâmicas. São abordagens centradas no Inconsciente, na mudança de comportamentos, sentimentos e pensamentos disfuncionais a partir da compreensão de significados e motivações não percebidos pela razão, cuja causa subjacente seja, inicialmente, desconhecida por ter origem no Inconsciente.  Os pacientes aprendem sobre si mesmos, acessando conteúdos antes desconhecidos, reconhecendo dinâmicas inconscientes, percebendo complexos, transferências, resistências e explorando as manifestações disso nas interações pessoais, na interrelação com o outro e consigo mesmos; muitas vezes precisam ressignificar experiências para libertar-se do aprisionamento de vivências traumáticas ou de algum modo impactantes. A Psicanálise está intimamente relacionada a Sigmund Freud, cujos modelos teóricos foram ampliados e até modificados desde as formulações iniciais.  A Carl Gustav Jung cabe o mérito de ter desenvolvido a Psicologia Analítica (ou junguiana), inclusive a partir de postulados freudianos ampliados ou revistos. Carl Jung ampliou, por exemplo, a noção de Inconsciente e da atuação deste sobre a psicodinâmica das pessoas, desenvolvendo o conceito de Inconsciente Coletivo, que transcende o pessoal e é igualmente influente sobre os indivíduos. Há forte base de pesquisas acadêmicas confirmando a eficácia das terapias psicodinâmicas.

2.    Terapia comportamental. Esta abordagem está, basicamente, centrada no papel da aprendizagem sobre o desenvolvimento de comportamentos considerados funcionais e disfuncionais.

1.    Ivan Pavlovfez contribuições importantes para a terapia de comportamento ao descobrir o condicionamento clássico ou aprendizagem associativa. É famoso o experimento de Pavlov com cães que começavam a babar ao ouvirem um sino de jantar, após o som ter sido associado a alimentos.

2.    “Desensitizing” (dessensibilização) é o condicionamento clássico em ação: Um terapeuta pode ajudar um cliente com uma fobia através da exposição repetida ao que quer que seja que causa ansiedade.

3.    Outro pensador importante foi EL Thorndike, que descobriu o condicionamento operante. Este tipo de aprendizagem depende de recompensas e punições para moldar o comportamento das pessoas.

4.    Diversas variações têm sido desenvolvidas desde o surgimento da terapia comportamental na década de 1950. Uma das variações é a terapia cognitivo-comportamental, cujo foco está nos pensamentos (cognições) e comportamentos.

5.    A terapia cognitiva. A terapia cognitiva enfatiza o que as pessoas pensam e não o que elas fazem. Os terapeutas cognitivos acreditam ser o pensamento disfuncional o que leva a emoções ou comportamentos disfuncionais. Ao mudar os pensamentos, os indivíduos podem mudar a forma como se sentem e o que fazem. As teorias psicodinâmicas discordam da generalização disso e defendem que, em certas patologias e dificuldades comportamentais ou psicoemocionais, pode haver interferência de algo mais profundo, que transcende o pensamento racional, mas que pode ser “acessado” por meio de associação livre ou análise de sonhos; estes são considerados um mecanismo de comunicação entre o Inconsciente e a consciência (ou a percepção racional); Além dessas duas, há outras técnicas para se acessar conteúdos inconscientes, usadas por terapeutas analistas.

3.    Terapia humanista. Esta abordagem enfatiza a capacidade das pessoas de fazer escolhas racionais e desenvolver todo o seu potencial máximo. A preocupação e o respeito pelos outros também são temas importantes. Filósofos humanistas, como Jean-Paul SartreMartin BuberSøren Kierkegaard influenciaram esse modelo de terapia.

Três tipos de terapia humanista são especialmente influentes:

a. Terapia Centrada no Cliente(ou terapia rogeriana, do Carl Rogers), que rejeita a ideia de terapeutas como autoridades sobre experiências internas de seus clientes. Em vez disso, os terapeutas ajudam os clientes a mudarem, enfatizando sua preocupação, cuidado e interesse.

b. Gestalt-terapia: enfatiza o que se chama de “holismo organicista”, a importância de se estar consciente do aqui e agora e aceitar a responsabilidade por si mesmo; tem como figura central Fritz Pearls.

c.Terapia existencial: incide sobre o livre-arbítrio, a autodeterminação e a busca de significado.

4. Terapia integrativa ou holística. Muitos terapeutas não amarram-se a nenhuma das abordagens. Em vez disso, eles misturam elementos de diferentes abordagens e adaptam o tratamento de acordo com as necessidades de cada cliente.

Adaptado de:  Encyclopedia of Psychology