Casa arrumada

Por  Carlos Drummond de Andrade (1902-1987)

“Casa arrumada  é assim:
Um lugar organizado, limpo, com espaço livre pra circulação e uma boa entrada de luz. Mas casa, pra mim, tem que ser casa e não um centro cirúrgico, um cenário de novela.

Tem gente que gasta muito tempo limpando, esterilizando, ajeitando os móveis, afofando as almofadas…
Não, eu prefiro viver numa casa onde eu bato o olho e percebo logo:
Aqui tem vida…
Casa com vida, pra mim, é aquela em que os livros saem das prateleiras e os enfeites brincam de trocar de lugar.

Casa com vida tem fogão gasto pelo uso, pelo abuso das refeições
fartas, que chamam todo mundo pra mesa da cozinha.
Sofá sem mancha?
Tapete sem fio puxado?
Mesa sem marca de copo?
Tá na cara que é casa sem festa.
E se o piso não tem arranhão é porque ali ninguém dança.

Casa com vida, pra mim, tem banheiro com vapor perfumado no meio da tarde. Tem gaveta de entulho, daquelas que a gente guarda barbante, passaporte e vela de aniversário, tudo junto…

Casa com vida é aquela em que a gente entra e se sente bem-vinda.
A que está sempre pronta pros amigos, filhos…
Netos, pros vizinhos…
E nos quartos, se possível, tem lençóis revirados por gente que brinca ou namora a qualquer hora do dia.
Casa com vida é aquela que a gente arruma pra ficar com a cara da gente.

Arrume a sua casa todos os dias…
Mas arrume de um jeito que lhe sobre tempo pra viver nela…
E reconhecer nela o seu lugar.”

Vale a pena beber e se drogar?

Uma das maiores empresas de marketing do mundo resolveu passar uma mensagem para todos através de um vídeo criado pelo TAC (Transport Accident Commission) e teve um efeito fantástico na Austrália.

Depois da mensagem, 40% da população da Austrália deixou de usar drogas e de consumir álcool nas datas comemorativas.

Se você ainda não está dominado (a) pelo vício, das drogas lícitas ou não,  ASSISTA AO VÍDEO  CHOCANTE, no link abaixo.  E oriente  seus filhos, sobrinhos, amigos etc… Pelo menos neste Natal e nas festas de fim de ano, festeje sem arriscar a vida. Se beber não dirija. E fuja dos “comprimidinhos” da ilusão.
                                                                  VÍDEO

Um pouco de Psicologia Transpessoal*

“Ignorar uma situação não significa eliminá-la ou superá-la. Tal postura permite que os seus fatores constitutivos  cresçam e se desenvolvam, até o momento em que se tornam insustentáveis, chamando a atenção para serem enfrentados.

O mesmo ocorre com os conflitos psicológicos. Estão presentes no homem que, invariavelmente, não lhes dá valor, evitando deter-se neles, analisar a própria fragilidade, de modo a encontrar os recursos que lhe facultem diluí-los.

Enraizados profundamente, apresenta-se na consciência sob disfarces diferentes, desde os simples complexos de inferioridade, os narcisismos, a agressividade, a culpa e a timidez, até os estados graves de alienação mental.

(…)

O ser consciente deve trabalhar-se sempre, partindo do ponto inicial da sua realidade psicológica, aceitando-se como é e aprimorando-se sem cessar.

Somente consegue essa lucidez aquele que se autoanalise, disposto a encontrar-se sem máscaras, sem deterioração. Para isso, não se julga, nem se justifica, não se acusa nem se culpa. Apenas descobre-se.”

Trechos do livro O SER CONSCIENTE, de Divaldo Franco e Joanna de Ângelis. Página10. Alvorada Editora, 1997 – 6ª edição.

psicologia transpessoal é uma abordagem da Psicologia considerada por Abraham Maslow (1908-1970) como a “quarta força”, sendo a primeira força a Psicanálise, seguida do Comportamentalismo, e do Humanismo. É uma forma de sincretismo teórico, que abarca conteúdos de muitas escolas psicológicas, como as teorias de Carl Gustav Jung, Maslow, Viktor Frankl , Fritjof Capra, Ken Wiber e Stanislav Grof. Surgiu em 1976, junto aos movimentos New Age, nos EUA, pelo pensamento de Maslow, que dizia que o ser humano necessitava transcender sua psique, conectando-se a outras realidades, procurando pela Verdade, de forma a entender sua existência e ajudar a si próprio. Fonte: Wikipedia