Algo em mim mudou

Uma canção terapêutica: “Bem-vindo amor próprio”, da cantora Lilian. Para trabalhar o autoperdão, autossuporte e a importância de amar a si mesmo(a), inclusive como condição para ser capaz de amar a outrem.  “Algo bom em mim se modificou… posso perdoar, posso aceitar, sou o meu amor”. Amei descobrir essa bela música! Recomendo escutarem!

BEM-VINDO, AMOR PRÓPRIO

Queremos um Brasil com ordem e progresso

Em 2007 eu postei aqui  no Psicopauta um texto em que eu dizia acreditar que veria chegar o tempo em que as pessoas iriam às ruas pedir a volta dos militares. Foi um texto profético: temos visto na atualidade muitas manifestações públicas defendendo e pedindo a volta de um governo militar para o Brasil. No texto eu argumentava que,  obviamente, não desejava as arbitrariedades ditatoriais de figuras que estiveram no poder, inclusive extrapolando as atribuições e os limites dos cargos que exerciam. Tampouco defendia as torturas e os assassinatos que existiram nem qualquer tipo de injustiça ou violência abusiva. Ocorre que, já naquela época eu enxergava sinais de crescente desordem no País e ouvia das pessoas reconhecimento de mérito dos governos militares no combate à bagunça institucionalizada. Havia, sim, nos anos de linha dura,  menos impunidade a transgressores e menos liberdades individuais se sobrepondo aos interesses coletivos.E as pessoas começavam a se dar conta disso, a sentir falta de ordem.

Enquanto o texto esteve publicado, eu fui muito agredida, inúmeras vezes; me acusaram de alienação, de não conhecer a historia do Brasil, de ignorar o mal que a ditadura militar fez aos brasileiros e etc. Nada disso é verdade. Não sou alienada e de certo que não defendo qualquer tipo de abuso contra a Vida. Acontece que sou a favor da disciplina e entendo que liberdade individual sem cerceamento só dá certo entre pessoas de bom senso, pessoas evoluídas e íntegras. Do contrário, os indivíduos primitivos vão extrapolar e invadir o direito alheio. Entendo que ao se defender os direitos dos indivíduos deve-se necessariamente destacar ao mesmo tempo e com a mesma veemência o dever delas. Na mesma proporção que temos direitos, temos também deveres. “O seu direito termina onde começa o do outro”; ouvíamos isso nas escolas. Os países desenvolvidos, de população mais civilizada que a nossa, mostram-nos que os direitos coletivos  devem sobrepor-se aos individuais, caso contrário a vida em coletivo fica inviável e os índices de  violência sobem, como ocorre no Brasil, principalmente a violência urbana, onde espaços e serviços precisam ser compartilhados.

Devo acrescentar que também recebi à época manifestações de apoio, principalmente de alguns militares, mas parecíamos doidos pregando no deserto. Hoje a situação é bem diferente. O candidato militar Bolsonaro, um capitão do Exército e cujo vice é um general, está assustando os adversários devido às grandes chances de ser eleito, como apontam  as manifestações populares de apoio a ele. As pesquisas? Ah, essas, quem confia nos resultados delas?

Quem diria, né?  As pessoas pedindo de volta a linha dura dos militares. Como explicar isso? A explicação advém da própria realidade brasileira, com as sucessivas experiências pseudodemocráticas dos substitutos dos militares, incluindo pessoas que receberam enorme apoio popular para chegar ao poder e que, uma vez instalado nele, agiram como os porcos do livro de George Orwell, em A Revolução dos Bichos. Esquecendo-se dos compromissos assumidos com o País e com o povo, os indignos “representantes” da população puseram em prática inúmeras e variadas estratégias para espoliar, extorquir e oprimir o povo, mas pregando sempre o contrário com discursos falaciosos ou  populistas, jurando estar governando para a população.

Quando defendem Bolsonaro, na verdade o que as pessoas querem é o direito à paz, à segurança; querem o fim da bandidagem instituída; querem o Estado no comando e não organizações criminosas.Querem andar nas ruas sem medo de assalto ou morte –  e hoje pessoas morrem por balas perdidas até na sala da própria casa! Hoje os transgressores não respeitam idosos, gestantes, crianças, religiosos nem mesmo Deus, a quem desconhecem! Matam outras pessoas com a naturalidade de quem cospe em sinal de repulsa;  assassinam contando com a certeza de que nenhuma punição do Estado sofrerão; roubam cargas, destroem escolas, assaltam bancos, esfaqueiam ciclistas, destroem patrimônio público, desviam bilhões de verba pública… é infinita a lista de crimes cometidos contra os direitos coletivos e contra os individuais, claro. As pessoas comem de lixeiras na falta de emprego; moram nas ruas por impossibilidade de manter um lar… e se escutam nefastas criaturas repetirem que na época de fulano ou de beltrano os pobres eram prioridade! Hipócritas e mentirosos infernais! Ao prometer votos a um Bolsonaro, o que as pessoas querem e pedem, na verdade, é um Brasil em que predomine o que está escrito na nossa bandeira: ORDEM E PROGRESSO!

Que fique claro: eu não estou declarando meu voto a Bolsonaro nem defendendo que votem nele! A candidatura dele ainda está em análise, como a dos demais, com exceção, claro, de figuras que sequer merecem ser consideradas como candidatas a coisa alguma. Estou tentando explicar que o apoio popular a ele não é desarrazoado, ao contrário, expressa o anseio das pessoas pelo fim da corrupção – de verdade – e da desordem no Brasil. Em quem votar cabe a cada um decidir.