Infidelidade masculina

Este blog acaba de completar dois anos! Uma análise nas estatísticas das mais de 126 mil visitas me surpreendeu: o post mais acessado é o de título “Por que os homens traem?, que você ver neste link”.  Logo atrás vêm os que abordam o TDAH, igualmente visitado por um grande número de pessoas.Isso me leva a concordar com especialistas que andam preocupados com o excesso de diagnósticos de TDAH. Há que se tomar cuidado: nem tudo que parece ser, o é!

Agradeço aos visitantes, de modo especial aos que participam com comentários e acréscimos úteis. Saúde a todos!!!

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Irmãos de Rim

Documentário esclarecedor sobre as aflições e esperanças de quem sofre de Insuficiência Renal  Crônica (IRC): Irmãos de Rim. O que pensam e sentem familiares de doadores e de transplantados; a gratidão aos médicos e aos doadores; a emoção contida na continuidade da vida a partir de um transplante.

Presentes da Petrobras: curtas de qualidade

A Petrobras encontrou um caminho criativo para “distribuir” parte dos milionários recursos obtidos com a exploração do petróleo nacional: apoiando a produção de curta-metragens de excelente qualidade: É o  PortaCurtas. Acredito que o melhor exemplo do bom nível das produções seja Ilha da Flores, de Jorge Furtado, já citado neste site. É uma modesta “socialização” dos petrodólares ( ou petrorreais), mas não deixa de ser uma ação admirável. Conheço outras ações da Petrobras que têm cunho e objetivo semelhantes, como patrocínio a projetos sociais e ações de preservação do meio ambiente. Todas admiráveis pela eficácia e relevância social. Não sou ingênua para considerar suficiente essa “devolução” à sociedade de recursos que na verdade pertencem a todos (o sub-solo do nosso território pertence à União e, portanto, a todos os brasileiros). Mas vou abster-me do caminho fácil, o de apenas criticar, e reconhecer uma iniciativa louvável e útil. Assim, sugiro o filme Amigo Secreto: emocionante, poético, leve e que nos presenteia com a atuação da grandiosa Laura Cardoso, além do charme de Tuca Andrada.  Roteiro e a direção: Marcio Salem.

Saudade

Amanheci sentindo saudade. E pensando sobre o que seja essa emoção. Saudade é uma frustração, por algo experimentado e retirado à revelia dos anseios de nossa alma. Saudade é um vazio e uma presença ausente… é um descontentamento que nos faz querer voar com o vento e ir aonde está o objeto de afeto desejado. Às vezes sentimos saudade de nós mesmos, de algo que fomos, de alguém interno que sentia e enxergava diferente… de um eu ausente.  Não gosto de sentir saudade de mim, menos ainda de outrem.

Desse arroubo de sentimentalismo: quatro links com canções sobre saudade:

http://www.youtube.com/watch?v=6jpXaZhezIo – Com Caetano Veloso

http://www.youtube.com/watch?v=h2S4_DiS6AU&feature=related – Com Bruno e Marrone

http://www.youtube.com/watch?v=k7JjS8eUU9o – Vanessa da Mata e “Nossa Canção”, do RC.

Se você desejar sugerir outras canções, faça-o e eu publicarei.

Congresso sobre TDAH no Rio

Um evento de grande importância para interessados em TDAH, o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade: o IV Congresso Internacional da ABDA (Associação Brasileira do Déficit de atenção). Será no Rio de janeiro, nos dias 31 de julho e 1º de agosto. O preço para não-sócios da ABDA é de R$ 260,00. Os temas são atrativos e interessam aédicos, psicólogos e outros profissionais de saúde. Confira na PÁGINA DO CONGRESSO. A estrela internacional é o holandês Joseph Sergeant, mas a participação do brasileiro Paulo Matos não é menos importante. Matos é autor de livros sobre TDAH e envolvido em várias atividades ligadas ao tema.

Saudade de Michael Jackson

Escrevi no Twitter @CarmelRodrigues ” Michel Jackson nunca precisou de um cirurgião plástico: sempre foi lindo! Precisou, sim, de um bom pai e de psicoterapia.” Neste espaço posso ampliar a idéia: fico imaginando que os dólares do artista foram inebriantes demais para a ética dos médicos por ele consultados e, diante da possibilidade de lucrar com o procedimento, nenhum deles ousou dizer a ele que em vez de alterar sua imagem real precisava mudar a distorcida imagem que tinha de si mesmo. Michel Jackson tinha a beleza negra verdadeiramente encantadora para os olhos isentos de racismo. Possuía no rosto e no corpo a graça de traços negros que muitos desejam ter. Mas como convencer um adolescente, depois um jovem e, mais tarde, um homem maduro, neurotizado, com autoimagem distorcida, tomado por sentimentos de menos valia, decorrentes de  uma infância desprotegida e usurpada, de que era belo? Seria necessário tratar antes a neurose, esvaziar os complexos (complexo paterno, de inferioridade e possivelmente muitos outros). Fico imaginando que toda a caminhada dele poderia ter sido diferente e talvez ainda tivéssemos esse gênio entre nós, dando graça, arte, beleza e poesia em nosso mundo, se o dinheiro não tivesse falado mais alto do que a ética e o espírito humanista. Agora nos resta um sentimento estranho, misto de frustração e saudade. Estranho isso de sentir saudade de alguém com quem nunca falamos, nunca nos avistamos e para quem nunca existimos.Estranho, mas real. Sinto saudade de Michek Jackson como se ele fizera parte de minha realidade porque, em verdade, fez, embora de forma simbólica.

Nossa sombra

“Quando nos empenhamos em ser bons demais, acabamos engendrando, em nosso inconsciente, a reação oposta. Se tentamos viver demais sob a luz, uma quantidade equivalente de treva irá se acumulando dentro de nós. Se ultrapassamos os limites de nossa capacidade natural para  o amor e a bondade, acabamos criando dentro de nós mesmos a parcela exata oposta de ódio e crueldade. A psicologia adverte as pessoas contra a tentativa de quererem ser melhores do que são e insiste que, ao invés de lutar demais por uma ‘bondade forçada’, o que importa é tomar consciência e viver, não em função de ideais que não conseguimos acompanhar, mas sim a partir do centro interior de cada um, que é o único elemento capaz de nos colocar em equilíbrio.”

O trecho acima é do livro MAL – O LADO SOMBRIO DA REALIDADE, de John A. Sanford (Ed. Paulus, pág. 35). Indispensável para quem deseja dar os primeiros passos na compreensão da impossibilidade de sermos santos. E de compreender que nem Deus espera isso de nós.  Fala de Sombra, esse arquétipo que conduz muito de nossa vida e pode ser fator de destruição, se não for reconhecido, se for negado, em vez de ser integrado. A sombra é  o lado obscuro, ameaçador e indesejado de nossa personalidade. É a parte de nós reprimida por causa do ideal do ego (aspiração de padrões considerados ideais por nós, pelos nossos pais ou  pela sociedade). Em um dos mais interessantes capítulos, comenta a superioridade espiritual e psicológica de Jesus em comparação a Paulo de Tarso, e como Cristo não pregava a falsa bondade, ao contrário. O livro introduz também o conceito de “persona”, a  máscara a qual recorremos, uma “vestimenta” de que nos servimos para estar  no mundo. A persona tem função psicológica social e útil, mas deve ser vista por nós como tal: apenas uma persona, e não nossa configuração real. Conhecer essas e outras subpersonalidades é de fundamental importância para a saúde e até para a adequação social (o que conduz à qualidade de  vida). Para não me estender, sugiro a leitura da obra, de estilo leve, compreensível por todos, enfim, um leitura a um só tempo útil e agradável.