Turma da Mônica: diga não às drogas

Veja o arquivo abaixo: história em quadrinhos com a qualidade do que faz Maurício de Souza para ajudar pais e educadores a proteger crianças e adolescentes do engano de consumir drogas. Leitura fácil e agradável.  É possível imprimir e distribuir ou projetar com o DataShow em sala de aula, reuniões de família, encontros de evangelização… MUITO ÚTIL!!!

Revista da Turma da Mônica sobre drogas

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Francisco de Assis e sua espiritualidade cósmica

Um momento de comunhão de pensamento na palestra de Boff ontem na Bienal do Livro foi quando ele referiu-se a Francisco de Assis como um dos grandes Espíritos que surgiu no seio das religiões.   A plateia o aplaudiu antes mesmo de ele justificar a referência. Em seguida ele explicou:  “por duas razões. A primeira é que Francisco de Assis se associou a uma das Cruzadas que foram combater os muçulmanos, mas ele deixou os ‘cruzados’ para trás e foi conversar com o sultão. E se fizeram amigos. Rezaram juntos. E quando ele voltou, foi ao papa dizendo ‘os islâmicos, aqueles que veneram a Alá e têm o Corão como livro sagrado são piedosos e mais piedosos do que nós; não podemos fazer guerra contra eles porque são nossos irmão e nos ensinam a piedade’. Segundo Leonardo Boff, a partir daquele encontro com  o sultão, Francisco de Assis adotou a categoria teológica ALTÍSSIMO que a passou a usar sempre. “Altíssimo Onipotente e Bom Senhor” tornou-se expressão usada por Francisco de Assis por influência dos irmãos islâmicos. Continua explicando Boff: “ali ele dialogou com o outro; não fez da diferença uma desigualdade; se encontraram na espiritualidade. Ficaram amigos.”

A segunda razão, continuou explicando Bof, é que “Francisco de Assis é aquele que reinventou uma espiritualidade cósmica; considerando cada ser um irmão ou uma irmã; tirando a lesma do caminho para que não fosse pisada; enfaixando o raminho quebrado para que ele pudesse se revitalizar e se refazer;  pedindo para que os frades deixassem em suas hortas um cantinho para as ervas daninhas porque elas têm direito  de existir e do jeito delas, louvam a Deus. Isto é, tudo que existe merece viver. Essa dimensão nós precisamos resgatar hoje; ter uma relação não somente de dominação ou apenas utilitária com os seres, mas a reconhecer que cada ser tem valor em si mesmo; são companheiros nossos na comunidade de vida; são nossos irmãos e irmãos; e ao abraçá-los, estamos abraçando a Deus. Essa mística cósmica que faz falta hoje; o sentimento profundo de pertença, de caminharmos juntos com a natureza; não como quem está em cima dominando, mas como quem está ao pé, caminhando e exercendo aquela função que as escrituras judaico-cristã nos dizem, que fomos colocados no Jardim do Eden para cuidar, cuidar de todos os seres.”

Ouvir Leonardo Boff é sempre oportunidade de crescimento e aprendizado. Quando eu aprender a editar áudios, posso publicar aqui a gravação dessa fala completa de Boff.

Aliança entre ciência e religião

Livro recomendado por Leonardo Boff: “CRIAÇÃO”, a Sagrada aliança entre ciência e religião, na definição de Boff.  A ideia básica do livro é a de que  ciência e a religião não precisam ser  antagonistas . O autor explica os motivos ambientais e espirituais para nos alarmarmos com a poluição, o aquecimento global e o rápido declínio da diversidade biológica do planeta. O texto, em formato de carta destinada a um pastor evangélico, sugere que  a ciência e a religião, DUAS MAIORES FORÇAS DA HUMANIDADE,  devem usar o poder  para construir uma aliança fundamentada no respeito mútuo, passando por cima de “diferenças metafísicas básicas” e buscando alcançar objetivos práticos, para resolver  os mais graves problemas do século XXI.

A obra mais conhecida desse autor é “O Futuro da Vida”. Nesse, o biólogo Edward O. Wilson faz defesa apaixonada da necessidade de se conservar a biodiversidade.

Elite brasileira tem pavor de pobre que pensa

“Não existe pobre; existe o oprimido, o empobrecido. E o pobre que não conhece a razão de sua pobreza, continua pobre. Mas quando ele sabe que sua pobreza é fruto de um processo de espoliação, de baixos salários, de marginalização, de nunca se ter feito uma reforma agrária, da exploração de sua força de trabalho, quando ele desperta pra isso ele se transforma em  um  crítico da sociedade. AS NOSSAS ELITES NÃO TÊM MEDO DE UM POBRE IGNORANTE;  ELAS TÊM PAVOR DE UM POBRE QUE PENSA, de um pobre que sabe sobre as raízes, as causas de sua pobreza.”

Leonardo Boff (ontem, dia 18.04.2012, em palestra na 1ª BIENAL BRASIL DO LIVRO E DA LEITURA, aqui em Brasília.

Papai, o que é Páscoa?

Papai, o que é Páscoa?
-Ora, Páscoa é… bem… é uma festa religiosa!
-Igual ao Natal?
-É parecido. Só que no Natal comemora-se o nascimento de Jesus, e na Páscoa,
se não me engano, comemora-se a sua ressurreição.
-Ressurreição?
-É, ressurreição. Carmen, vem cá!
-Sim?
-Explica pra esse garoto o que é ressurreição pra eu poder ler o meu jornal.
-Bom, meu filho, ressurreição é tornar a viver após ter morrido. Foi o que
aconteceu com Jesus, três dias depois de ter sido crucificado. Ele
ressuscitou e subiu aos céus. Entendeu?
-Mais ou menos… Mamãe, Jesus era um coelho?
-O que é isso menino? Não me fale uma bobagem dessas! Coelho! Jesus Cristo é
o Papai do Céu ! Nem parece que esse menino foi batizado! Jorge, esse menino
não pode crescer desse jeito, sem ir numa missa pelo menos aos domingos. Até
parece que não lhe demos uma educação cristã! Já pensou se ele solta uma
besteira dessas na escola ? Deus me perdoe ! Amanhã mesmo vou matricular
esse moleque no catecismo!
-Mamãe, mas o Papai do Céu não é Deus?
-É filho, Jesus e Deus são a mesma coisa. Você vai estudar isso no
catecismo. É a Trindade. Deus é Pai, Filho e Espírito Santo.
-O Espírito Santo também é Deus?
-É sim.
-E Minas Gerais?
-Sacrilégio!!!
-É por isso que a ilha de Trindade fica perto do Espírito Santo?
-Não é o Estado do Espírito Santo que compõe a Trindade, meu filho, é o
Espírito Santo de Deus. É um negócio meio complicado, nem a mamãe entende
direito. Mas se você perguntar no catecismo a professora explica tudinho!
-Bom, se Jesus não é um coelho, quem é o coelho da Páscoa?
-Eu sei lá! É uma tradição. É igual a Papai Noel, só que ao invés de
presente ele traz ovinhos.
-Coelho bota ovo?
-Chega! Deixa eu ir fazer o almoço que eu ganho mais!
-Papai, não era melhor que fosse galinha da Páscoa?
-Era… era melhor,sim… ou então urubu.
-Papai, Jesus nasceu no dia 25 de dezembro, né? Que dia ele morreu?
-Isso eu sei: na Sexta-feira Santa.
-Que dia e que mês?
-Sabe que eu nunca pensei nisso? Eu só aprendi que ele morreu na Sexta-feira
Santa e ressuscitou três dias depois, no Sábado de Aleluia.
-Um dia depois!
-Não três dias depois.
-Então morreu na Quarta-feira.
-Não, morreu na Sexta-feira Santa… ou terá sido na Quarta-feira de Cinzas?
Ah, garoto, vê se não me confunde! Morreu na Sexta mesmo e ressuscitou no
sábado, três dias depois! Como? Pergunte à sua professora de catecismo!
-Papai, porque amarraram um monte de bonecos de pano lá na rua?
-É que hoje é Sábado de Aleluia, e o pessoal vai fazer a malhação do Judas.
Judas foi o apóstolo que traiu Jesus.
-O Judas traiu Jesus no Sábado?
-Claro que não! Se Jesus morreu na Sexta!!!
-Então por que eles não malham o Judas no dia certo?
-Ui…
-Papai, qual era o sobrenome de Jesus?
-Cristo. Jesus Cristo.
-Só?
-Que eu saiba sim, por quê?
-Não sei não, mas tenho um palpite de que o nome dele era Jesus Cristo
Coelho. Só assim esse negócio de coelho da Páscoa faz sentido, não acha?
-Ai coitada!
-Coitada de quem?
-Da sua professora de catecismo!

Luiz Fernando Veríssimo