A mitologia em nós

Psicopauta

Por que nos interessa estudar sobre mitologia? Porque queremos saber como o mundo foi criado e desejamos entender o processo de desenvolvimento interior do homem. Segundo Moacir Rodrigues, didata em psicologia junguiana, a visão extrovertida da mitologia preconiza que o homem inventou os deuses; a partir da projeção de suas próprias características, manifestações no mundo e anseios interiores. A visão introvertida, por sua vez, diz: os deuses existem porque são uma verdade; são verdades primordiais dos arquétipos. Projeções ou verdade, as duas versões estão falando do indivíduo, de como ele nasceu e se desenvolveu. Mas trata-se de uma verdade simbólica, subjetiva, que pertence à psique (à alma) e não ao mundo físico. Cada deus, seja da mitologia grega, egípcia, romana, asteca, africana ou qualquer outra, representa aspectos nossos; os deuses são representações das características dos seres humanos. Temos dentro de nós um panteão de deuses. E…

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Uso da maconha e situação no Uruguai após a legalização

O programa Fantástico exibiu ontem (13.09.15) uma matéria bem feita sobre a legalização da maconha no Uruguai. O repórter Álvaro Prereira Júnior, o cinegrafista e os produtores produziram um material informativo e útil sobre o consumo da erva. Importante lembrar, no entanto, que a realidade socio-econômica e até psicológica da população do Uruguai é bem diferente da existente no Brasil. Destaco o alerta do pesquisador José Alexandre Crippa, da Faculdade de Medicina da USP, que estuda a maconha há 20 anos: “a maconha não é uma substância inócua. Pessoas com transtornos psiquiátricos e jovens até o período de maturação cerebral (até 24 e 25 anos de idade) têm uma propensão maior para desenvolver no futuro problemas físicos e problemas de transtorno do humor.” Além disso, o repórter Álvaro Pereira acrescentou: “o uso constante, a longo prazo, pode causar danos. Para embasar essa afirmação ele citou um artigo recente do New England Journal of Medicine, de autoria de Nora D. Volkow. Alexandre acrescenta: “Quanto mais cedo a pessoa começar a usar, maior a chance de causar dependência e prejuízo no funcionamento cerebral”.

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