Livros

ABUSO DE PODER

ABUSO DE PODER NA PSICOTERAPIA e na medicina, serviço social, sacerdócio e magistério

Autor: Adolf Guggenbühl-Craig Editora Paulus – São Paulo, 2004.

O tema central do livro é o mal que involuntariamente o analista ou psicoterapeuta pode fazer ao paciente quando se propõe a ajudá-lo, o que atinge também o padre, médico, assistente social, professores e outros “profissionais de ajuda”. Por trás da intenção filantrópica, das ações generosas ou de doação aos outros pode estar oculta a sombra de poder (do psicoterapeuta e dos demais profissionais), a ânsia de poder disfarçada de humanismo. O livro é considerado um clássico da literatura junguiana por mostrar com clareza a força que o arquétipo Sombra tem sobre as pessoas, de modo particular os “ajudadores”. A sombra profissional do psicoterapeuta que pretende ajudar seus pacientes é o charlatão, aquele que trabalha não para seus pacientes, mas para si próprio. A resistência do paciente incentiva o charlatanismo no psicoterapeuta, estabelecendo uma aliança com a sombra do psicoterapeuta. Quando essas duas forças se constelam, o processo terapêutico passa a ser destrutivo. O psicoterapeuta está mais sujeito à sombra arquetípica do que os outros; isso significa que a análise está condenada ao fracasso? Não, mas será preciso ler o livro para entender o que o autor propõe como saída ou defesa para os perigos dessa profissão.

.Página Principal

Concurso dos Correios

A prova para o cargo de Psicólogo Júnior, dos Correios (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos – ECT), aplicada ontem (domingo, 22), teve 70 questões. Dentro do conteúdo de conhecimentos específicos, 30 itens foram de Psicologia Organizacional, seis de Teorias da Personalidade, uma questão sobre o Código de Ética e três exigindo conhecimento sobre sintomas relatados no DSM-IV. Estranhamente, os elaboradores da prova “desenterraram” a Janela de Johari, uma técnica que, segundo uma psicóloga veterana em Psicologia Organizacional, está em desuso há muitos anos. O fato de terem explorado mais a organizacional não foi surpresa para os candidatos, considerando o edital do concurso. O restante da prova foi composto de 20 de Português e 10 de Informática, no último caso, todas bem fáceis, vale registrar. Ah! O edital não previa vagas para o cargo, só formação de cadastro reserva. Mas atuais funcionários dos Correios garantem que a empresa leva a sério as seleções e realmente convoca candidatos bem classificados, a medida que surgem vagas.

.Página Principal

Psicologia do desenvolvimento

Vitória, no Espírito Santo, será o local do VI Congresso Brasileiro de Psicologia do Desenvolvimento, que vai acontecer de 06 a 09 de setembro. O tema principal é “Psicologia do Desenvolvimento e suas interfaces com a educação e a saúde”. Em três simpósios avançados, professores da Argentina (José Antonio Castorina), UK (Chris Sinha) e EUA (Carol Lidz), vão apresentar resultados de pesquisas recentes. Clique em http://www.sbpd.org.br/cbpd2007/
e esclareça qualquer dúvida.

.Página Principal

Uma entrevista com Freud

Descobri um site com conteúdo interessante para quem admira Freud. Os apenas simpatizantes também vão gostar. “PÁGINA DE FREUD”. O endereço: http://www.geocities.com/~mhrowell/paginadefreud.html
É só copiar e clicar. Tem inclusive o que talvez tenha sido a última entrevista com Freud. Revela  um Freud mais modesto, quase humilde. O estilo do jornalista é delicioso: meio poético. Está um pouquinho desatualizado, mas quem tem a mania de só valorizar o que é novo é a mídia, não os cientistas. Espero que gostem.E por favor, opinem…

.Página Principal

A força dos mitos

Por trás de histórias como a do jovem Édipo, que se relacionou sexualmente com a própria mãe, ou de um certo Homem que morreu para salvar a humanidade estão “forças” por vezes incontroláveis que dominam nossos comportamento: os mitos e suas forças arquetípicas. Qual é a explicação de Carl Jung, o teórico da Psicologia Analítica, sobre essas influências e como essas “metáforas” podem ser usadas com finalidades terapeuticas? Para Jung, a arte e a religião são importantes expressões da psique e podem ser instrumentos de “cura” na medida em que podem propiciar ao indivíduo condições de “contato” e compreensão de seus próprios símbolos. Em A Força dos mitos, na página ARTIGOS deste blog, você pode ler uma introdução acerca da relação entre psicologia e mitologia.

.Página Principal

Esperança – diário de uma paciente

As anotações de uma paciente internada no Hospital de Base de Brasília, na unidade de Oncologia (tratamento de câncer), são uma leitura deliciosa, repleta de sentimentos puros e um convite à reflexão. Tive acesso ao manuscrito de dona Maria Helena, um bloquinho de anotações que uma estagiária de Psicologia lhe deu de presente, e transcrevi na íntegra o emocionante relato (apenas fazendo algumas correções gramaticais). Não foi possível pedir-lhe autorização para a publicá-lo, mas estou convencida de que ela não se importaria que outras pessoas lessem o que ela escreveu… só poderá entender isso quem também o ler. Dei-lhe o título de Esperança – diário de um paciente, na página Depoimentos.

Livros

O Terapeuta e o Lobo

8573962798.jpgEm vez de fazer uma resenha, quero comentar o que considero ser uma grande descoberta pessoal: o livro O Terapeuta e o Lobo.  A obra detalha a experiência do uso do conto como técnica terapêutica, principalmente para o trabalho com crianças que vivem em abrigos, fortemente marcadas por experiências de separação e abandono. O autor, Celso Gutfreind, um psiquiatra brasileiro que também escreve livros infantis, explica que o conto pode ajudar as crianças a encontrarem representações de seus arcaísmos psíquicos e a construírem pensamentos: “o trabalho com os contos auxilia as crianças que vivem em abrigos, marcadas pela separação e o abandono, a encontrarem representações para o próprio sofrimento; ajuda-as a encontrarem uma forma de expressão, um discurso próprios”. A eficácia do método corrobora a tese ainda defendida pela moderna psiquiatria infantil de que a simbolização é a grande saída para a doença mental. A técnica – terapia de grupo para crianças – é detalhada no livro e, resumidamente, consiste em três etapas: contar a história (com arte, emoção e criatividade); encenar o conto (psicodrama) e desenhar o que foi contado e encenado. O desenho, nesse caso, funciona também como instrumento de avaliação, facilitando aos psicoterapeutas observarem a construção das representações conscientes e inconscientes relacionadas ao conto.

Mas o autor alerta:
“Uma terapia que tenha o conto como mediador só pode ser realizada eficazmente por adultos que apreciem o conto e a arte de contá-los.”
Boa leitura.