Dia Internacional das “Doidas”

Ser mulher é: … Se alguém lhe pedisse para completar essa frase, o que você diria? Apresentei essa provocação a algumas pessoas e colhi pérolas valiosas. Seguem algumas:
“… é ter sempre um jeito de começar de novo”, Inês, neurologista.
“… ser cheia de palavras, mas nem sempre saber qual usar”, Cristiane, psicóloga.
“… se dedicar à família, à casa e ao trabalho; é conciliar tripla jornada; cuidar de tudo, de todos e de si”, Vanessa, jornalista.
“… É mostrar para que veio ao mundo, em todas as situações”, Denise, policial militar.
“… ser guerreira”, Leandro, do Operacional.
“… dar o ‘peito’ a quem precise de carinho”, Saman, nutricionista (bem pertinente!).
“… ser uma fonte inesgotável de paciência e amor”, Glauber, Segurança.
“… ser forte, guerreira e mãe”, Maralúcia, técnica administrativa.
“… padecer no paraíso e ainda assim manter a capacidade ser feliz”, Y. enfermeira.
“… é viver – e não padecer – no paraíso”, Angélica, psicóloga.
“… ser doce e sábia”, Priscila, estudante de psicologia.
“… ser um ser paciente mesmo que não queira” Sarah, enfermeira.
“… a melhor coisa que Deus fez”, Cida, agente administrativa.
“… uma dádiva de Deus”, Maria dos Remédios, copeira.
“… viver a vida com toda intensidade”, Acylina, psicóloga.
“… é ser algo difícil de definir, um ser complexo”, Simone, fonoaudióloga.
“… DOIDA! Toda mulher é um pouco doida”.

Essa última frase foi dita por um psiquiatra, com entusiasmo e batendo as mãos na mesa para dar ênfase à fala ou, quem sabe, para desabafar. Confesso que a ideia reverberou em minh’ alma, fazendo eco com minhas loucas percepções. Sim, é o que penso também: só mesmo sendo doida para amar tanto! E cuidar tanto! Para amar a ponto de acreditar que o ser amado vai mudar, melhorar, vai crescer um dia… e insistir, dar sempre mais uma chance. Essas “doidas” se doam de forma tão intensa que chegam a anular-se, a ignorar demandas do próprio Self.

Quase toda mulher, ou melhor, quase toda doida tem algo de terapeuta, das que enxergam sempre a necessidade do outro de ser salvo ou curado – de alguma forma, mesmo que não haja merecimento. Na verdade nem chegam a julgar isso. E haja sacrifício. Então, meu caro doutor, se “ser doida” é o equivalente a ser intensa, profunda, abundante, sim, somos todas umas doidas – varridas! E é isso que dá sentido à vida de uma mulher: fazer loucuras por amor, seja ele do tipo que for.

Talvez algumas das citações acima sejam disfarces poéticos para a dor que lhes sangra o peito muitas vezes. Mas isso também faz parte da natureza de uma mulher: cobrir com flores os defeitos, as dores. Recorrer a subterfúgios para não sucumbir às incompreensões e ingratidões, às frustrações e decepções.

E sim, pode acontecer de ela se cansar; e desistir. Não de amar e cuidar. Mas, cansando-se, mudar o depositário de suas dádivas, caso aconteça de o ser amado ser muito, muito mesmo, recalcitrante. Então, convém não abusar.

E sabe de mais uma coisa, doutor? Não há cura para essa doidice. Quem lhe garante isso é uma mulher, digo, uma doida. É apenas possível amenizar os sintomas. O remédio, porém, não é fabricado em laboratórios nem distribuído em forma de comprimidos ou solução. A terapêutica só pode ser produzida no coração. E a porção mágica precisa ser ministrada diretamente, de um coração pra o outro.
Carmelita, psicóloga e doida.

Crianças de pais divorciados consomem mais açúcar

As crianças cujos pais se separam são mais propensas a consumir bebidas doces do que crianças de pais morando juntos. Isso as coloca  em maior risco de obesidade na vida adulta. É o que revela estudo da San Francisco State University.

Para minimizar o impacto da separação e proteger as crianças, os pais devem preservar algumas rotinas da família, inclusive para evitar o desenvolvimento de hábitos alimentares pouco saudáveis. Outro cuidado que os pais deveriam adotar para garantir a saúde dos filhos no período de transição é arranjarem tempo para falar todos os dias com os filhos e/ou sentarem-se para comer juntos com eles.

“Quando as famílias se separam, uma das coisas que mais impactam as crianças é a quebra nas rotinas do dia-a-dia”, informou Jeff Cookston, professor de Psicologia da universidade de São Francisco e principal pesquisador do estudo. “As crianças estão à procura de consistência em seu ambiente doméstico e rotinas familiares que fornecem segurança e continuidade,” diz Jeff.

Cookston e seus colegas entrevistaram pais e filhos de famílias com pais casados e divorciados e pediu-lhes para manter diários de cinco dias de seus hábitos alimentares. Quando eles analisaram os dados,  descobriram que as crianças cujos pais estavam separados ou divorciados recentemente eram muito mais propensas a beber bebidas adoçadas com açúcar do que as de pais com o casamento mantido.

Uma das explicações pode ser o fácil acesso aos alimentos doces. Além disso, o divórcio pode provoca estresse sobre os familiares, incluindo as crianças, e beber bebidas açucaradas pode ser uma “solução rápida” para lidar com o estresse.

“Eles são muito agradáveis e acessíveis. O cérebro recebe uma bebida refrescante ou energética como uma grande dose de diversão.Também não envolve muito pensar, exceto para a decisão de comprá-los ou trazê-los para dentro de casa”, disse ele.

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