Campanha da APA incentiva busca por psicoterapia

 Textos e filmes postados no site da  Associação Americana de Psiquiatria (APA) divulgam informações esclarecedoras sobre psicoterapia. A intenção parece ser evitar o excesso de medicação entre os americanos e levar à reflexão de que em alguns casos não é necessário tomar pílulas, podendo ser a “cura pela fala” mais adequada e eficaz. O texto a seguir é uma tradução adaptada da campanha da APA. Link para original do texto e  vídeos está no final deste post.

“ O que é psicoterapia?

É o caminho por meio do qual  psicólogos podem  ajudar as pessoas a viver uma vida mais feliz, mais saudável e mais produtiva. Na psicoterapia, psicólogos aplicam procedimentos cientificamente validados para ajudar as pessoas a desenvolver hábitos mais saudáveis, mais eficazes. Existem várias abordagens teóricas e respectivas metodologias de prática clínica  para a psicoterapia, entre elas a psicodinâmica (Psicanálise e Junguiana), a cognitivo-comportamental, interpessoal e outras, que auxiliam os indivíduos a trabalhar/elaborar adequadamente as questões pessoais de cada paciente (ou cliente).

A psicoterapia é um tratamento colaborativo baseado na relação entre um indivíduo e um psicólogo. Fundamentada no diálogo, ela fornece  ambiente de apoio que permite falar abertamente com alguém que é objetivo, neutro e imparcial. Você e seu psicólogo irão trabalhar em conjunto para identificar e mudar os padrões emocionais, de pensamento e comportamento que estão impedindo a pessoa de se sentir bem. No momento em que estiver pronto (a), a pessoa não só vai ter resolvido o problema que a levou à terapia como também terá aprendido novas habilidades para lidar melhor com quaisquer desafios que surgirem no futuro.

Quando você deve considerar a psicoterapia?

(…)  Algumas pessoas procuram a psicoterapia por se sentirem deprimidas, ansiosas ou irritadas por tempo prolongado. Outras podem querer ajuda para suportar ou lidar com  uma doença crônica que está interferindo no estado emocional e no bem-estar físico. Outras, ainda, podem ter problemas de curto prazo e desejam ajuda para superá-las. Elas podem estar passando por separações, se deparando com a síndrome do ninho vazio, sentindo-se oprimidas no novo emprego ou lamentando a morte de um membro da família, por exemplo.

Sinais de que a pessoa pode se beneficiar de terapia incluem:

  • Sente uma sensação prolongado de desamparo e tristeza;
  • Os problemas não parecem  melhorar, apesar dos próprios esforços e  da ajuda de familiares e amigos.
  • Acha difícil se concentrar em tarefas de trabalho ou para realizar outras atividades cotidianas.
  • Se preocupa demais, espera o pior ou está constantemente no limite.
  • As ações, tais como beber muito álcool, uso de drogas ou agressividade, estão prejudicando a si próprio e a outras pessoas.

Quais são os diferentes tipos de psicoterapia?

Existem muitas abordagens diferentes para a psicoterapia. Psicólogos geralmente se orientam por uma mais metodologias. Cada perspectiva teórica funciona como um roteiro para ajudar o psicólogo a entender seus pacientes, os problemas deles e a  encontrar/desenvolver soluções. O tipo de tratamento que você vai receber dependerá de uma série de fatores, incluindo a orientação teórica do profissional.

A perspectiva teórica do psicólogo vai afetar o que acontece na sessão. Os psicólogos que usam a terapia cognitivo-comportamental, por exemplo, têm uma abordagem prática para o tratamento. Seu psicólogo pode pedir-lhe para resolver determinadas tarefas concebidas para ajudar a desenvolver habilidades de enfrentamento mais eficazes. Esta abordagem envolve frequentemente trabalhos de casa. Seu psicólogo pode pedir-lhe para reunir mais informações, tais como a exploração madeireira suas reações a uma situação particular que eles ocorrem. Ou o seu psicólogo pode querer que você praticar novas habilidades entre as sessões, como pedir a alguém com uma fobia de elevador para a prática de apertar botões de elevador. Você também pode ter tarefas de leitura para que você possa aprender mais sobre um determinado tópico.

Em contraste, as técnicas psicanalítica e humanista se concentram mais em falar do que fazer. Você pode passar as suas sessões conversando sobre suas primeiras experiências para ajudar você e seu psicólogo a  entender melhor as causas dos seus problemas atuais.

Seu psicólogo pode combinar elementos de vários estilos de psicoterapia. Na verdade, a maioria dos terapeutas não se amarram a uma única abordagem (ou a técnica clínica por ela inspirada). Em vez disso, eles misturam elementos de diferentes abordagens e adaptam ao atendimento de cada paciente, de acordo com as necessidades de cada.”

O texto original  na íntegra está no site da APA.

DSM-5: Lançamento previsto para maio próximo

A  quinta edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5) está quase pronta. A publicação está marcada para maio próximo (maio/2013). O evento tem grande importância para a área da saúde mental. A etapa final da revisão começou em junho de 2012, época em que terminou o prazo para envio de críticas, sugestões e propostas. Houve um período de seis semanas para que pessoas do mundo todo enviassem suas colaborações.

O DSM, elaborado pela Associação Americana de Psiquiatria (APA), é considerado o mais influente manual de psiquiatria do mundo e é usado pelos planos de saúde como referência para autorização de procedimentos médicos, laboratoriais  e psicoterapias. Foram montados 13 grupos de trabalho para a elaboração da quinta edição desse manual, cuja primeira versão surgiu em 1952.

Nos últimos meses, quando as propostas de mudança foram divulgadas pela APA, surgiram fortes embates e disputas ferrenhas, visivelmente devido aos conflitos de interesses: planos de saúde e outros segmentos que mercantilizam a saúde de um lado e de outro, os profissionais de saúde preocupados com as consequências de equívocos nas classificações.

Entre os pontos controversos está o que foi considerado relaxamento dos critérios para classificar pessoas como portadoras de problemas como depressão, esquizofrenia e ansiedade. Os críticos alegam que isso abre possibilidade para que mais pessoas recebam prescrição para uso de remédios, sendo expostas a efeitos colaterais.

Também muito discutido foi a classificação para autismo. Até onde se pôde acompanhar, na nova versão haverá apenas uma  classificação para autismo, variando o grau de severidade ou o espectro do autismo. Quadros leves, como Síndrome de Asperger, deixam de ser considerados doença.

Outra mudança já anunciada: a compulsão sexual, que atualmente integra o grupo das parafilias, pode ganhar categoria própria e passar a englobar pessoas que se masturbam muito, utilizem pornografia em excesso ou que praticam atos que afetem a vida social.

A classificação do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) também vai mudar e ao que tudo indica os laboratórios venceram a queda-de-braço: mais pessoas poderão ser diagnosticadas como portadoras de TDAH (e serem medicadas), pois cai a exigência de os sintomas terem sido diagnosticados em torno dos 7 anos de idade. Agora também adultos com sintomas de hiperatividade e falta de atenção poderiam receber diagnóstico de TDAH. O receio é de que isso dê margem para mais prescrições de metilfenidato, o fármaco mais receitado para essa queixa. Atualmente o metilfenidato, cujo nome comercial é Ritalina, é consumido em escala assustadora no Brasil. Atualmente até concursandos tomam essa droga na esperança de aumentar a concentração nos estudos, um tipo de “dopping intelectual”.

O psiquiatra Cláudio Banzato, professor da Unicamp, diz que o equívoco está em se criar expectativa exagerada em relação ao DSM. “Tomá-lo como ‘livro de receita’ que pode ser empregado de forma ingênua e irrefletida é um erro grave.” Segundo ele, nesse embate, há bons argumentos dos dois lados. “Deve haver preocupação tanto com a medicalização excessiva e o tratamento desnecessário como com a falta de diagnósticos.”

Interessados em ler um breve histórico das revisões do DSM podem acessar o link a seguir: http://www.comciencia.br/comciencia/?section=8&edicao=64&id=815

Diagnóstico e tratamento de TDAH

O diagnóstico do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é eminentemente clínico e deve ser realizado preferencialmente por avaliação multidisciplinar, levando-se em conta diversos aspectos. Ainda não existe marcador biológico para TDAH. Exames complementares, como o P300 (Potencial Evocado Auditivo) e Eletrocardiograma (EEC), podem ser úteis às vezes para o diagnóstico diferencial e/ou para se detectar co-morbidades, como também para controle do tratamento. Estudos apontam a prevalência de dois terços de comorbidades nos casos de TDAH. Conhecer a dosagem de ferritina também pode auxiliar no diagnóstico: baixos níveis de ferro no organismo causam agitação em algumas pessoas. Até  mesmo os níveis hormonais devem ser avaliados, já que o hipertireoidismo pode produzir sintomas parecidos com os do TDAH. Por isso é de fundamental importância avaliar se a criança ou o adolescente é ou está hiperativa(o). Alterações nos contextos social ou familiar podem resultar em respostas psicoemocioais disfuncionais semelhantes aos do TDAH e, uma vez que essas alterações sejam compreendidas e corrigidas, a inquietação e/ou desatenção da criança pode desaparecer. Em casos definidos como sendo de TDAH também é recomendável tratamento multidisciplinar, incluindo reeducação psicopedagógica, reforço escolar, psicoterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia (em alguns casos), atividades paralelas relacionadas a esporte, música ou artes e farmacoterapia (tratamento medicamentoso), também só para alguns casos.

Educação desde o berço: necessidade real

A psicóloga e mestre em Psicologia do Desenvolvimento Candice Marques de Lima alerta para que os pais comecem a impor regras às crianças desde antes da idade escolar, mesmo no caso das crianças menores, que serão deixadas em berçários. Confira na entrevista.

 

Revista Escolha!Como os pais devem preparar seus filhos para a mudança de rotina quando começam a frequentar a escola?

 

Candice Marques de Lima – A educação de horários e normas deve acontecer primei­ro em casa. Criança precisa ter horário para dormir, acordar, comer; precisa saber respei­tar as pessoas. São situações que podem pa­recer óbvias, mas que algumas famílias infe­lizmente delegam à escola. Se a criança não aprendeu esses valores em casa, isso pode gerar situações de dificuldade de adaptação na escola. Geralmente, as escolas oferecem um período de adaptação que possibilita que os responsáveis pela criança possam ficar (na instituição) na primeira semana, durante al­guns horários de atividade. Isso é importante para uma transição de casa para a escola, assim a criança não se sente desamparada.

 

Revista Escolha!No caso dos pais que precisam colocar seus filhos bem menores em berçários ou creches, como isso deve ser feito?

Candice – Esse período de adaptação, do qual falei anteriormente, é fundamental em berçários e creches.

 

Revista Escolha! – Depois que já está na escola, como acompanhar essa criança em relação à adaptação, ao desenvolvimento e ao trabalho educacional? Que sinais os pais devem identificar nos filhos que podem denunciar contra ou a favor da instituição?

Candice – As escolas geralmente têm reuniões com os responsáveis pela criança e é importante que estes se organizem para comparecer nessas situações. Conversar com a criança e observar o que ela tem aprendido são também indicadores importantes para avaliar o trabalho da escola. Além disso, ela fala ou se expressa, de alguma maneira, se está gostando ou não da escola. Por isso, os pais devem estar atentos ao comportamento da criança para saber de sua satisfação em relação à instituição.

 

Fonte: Revista Escolha!

http://linhaeditorial.com/nossas-revistas/

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Sonho com gatos

Abaixo, transcrevo trecho do livro O MUNDO MÍSTICO, MÁGICO E MARAVILHOSO DOS SONHOS*:

 “Os gatos são intuitivos, instintivos, indiferentes, mediúnicos, sexies,  independentes, às vezes sem consideração, furtivos, orgulhosos, curiosos, sensuais, relaxados, egoístas, caprichosos e brincalhões. Assim, representam qualquer uma dessas qualidades. Simbolizam medos ocultos ou lembranças de amor e carinho, dependendo das experiências e associações da   pessoa que sonha… Considere com cuidado a ação do sonho, além de seus sentimentos e suas  associações pessoais relativos a gatos, e determine qual o institnto não-desenvolvido ou parcialmente desenvolvido que eles representam.  Um bando de gatos: os iguais se atraem. Sugere que suas características felinas afetam os outros e despertam neles esses mesmos aspectos, ou que você atrai pessoas felinas.  GARRAS DE  GATO: potencial para ferir os outros, mesmo que seja brincando. Necessidade de ter mais cuidado com palavras e com atos. GATO ESTRANHO: Natureza ou traços felinos que você desconhece, mas que precisa encarar. Podem ser bons, ruins ou ambas as coisas.”

* Autora: Wilda B. Tanner,  Ed. Pensamento, página 114.

Capa livro de sonhos