Cuidados para passar em concurso público

“EQUILÍBRIO FÍSICO E MENTAL CONTRIBUI PARA O SUCESSO DO CONCURSANDO

Estudar para concursos exige muito dos candidatos. A época da preparação necessita de horas de estudo, mas é preciso ter também preparo físico e mental para alcançar o desejado cargo público. Para isso, estar com a saúde em dia contribui em muito para a qualidade dos estudos e da preparação.

De acordo com a psicóloga do Gran Curso, Juliana Gebrim, os cuidados com a saúde física, como o sono reparador, a alimentação adequada, postura correta e condicionamento físico devem ser  os primeiros a serem observados.

_ Quem estuda necessita ter  preparo físico, pois estudar  é extremamente desgastante. A coluna vertebral é pouco cuidada, e devemos prestar atenção no zelo dela, pois a postura física ruim pode levar a uma série de problemas. Muitas pessoas também engordam muito quando estudam. Depois gastam o salário com  saúde mal cuidada, resquícios dessa época.

Além de preparar o corpo, o concursando também precisa  estar com a mente  pronta para encarar o ritmo de estudos. Portanto, o equilíbrio psicológico é fundamental. A psicóloga explica que o estresse é necessário para termos motivação para realizar algo, mas em certo nível ele paralisa, prepara o corpo para a fuga ou para a luta.

_ Jogamos substâncias o tempo todo nele ao lidarmos com o estresse. Cada um tem uma parte do corpo fraca; podemos ter sequelas no estômago, dores na cabeça, dores musculares, etc. É questão de tempo estourar em algum local.

Para evitar o desgaste físico e mental que atrapalha a preparação, Gebrim aconselha a ter a organização como principal guia na hora dos estudos e em outros aspectos da vida.

_ A organização  nessa hora é um conceito bastante amplo. Organização psicológica, como ter equilíbrio e autoconhecimento; organização familiar: não se deixar abater  por pessoas próximas e saber dizer não; organização social: ter relações construtivas; organização biológica: cuidar da saúde; organização subjetiva: ter cuidado com os pensamentos e aspectos inconscientes.

Recursos para lidar com o estresse na rotina de estudos podem contribuir para a qualidade da preparação. Exercícios de alongamento ajudam a diminuir o estresse em dez minutos. No entanto,  momentos de distração , como acessar o Facebook e olhar o celular com frequência, devem ser usados cuidadosamente.

_Isso é perda de tempo e quando as pessoas se dão conta já se passaram horas de estudo desperdiçadas. A organização aqui é necessária. Estude duas horas e descanse dez minutos.  Isso pode aliviar muito a carga afetiva envolvida nos estudos.

A ansiedade é outro fator que deve ser controlado na fase preparatória e na véspera da prova. Gebrim recomenda, também, manter discrição e falar para o mínimo de pessoas que se estuda para concursos  para evitar cobranças.

_ Isso causa um estresse tremendo e ansiedade em relação ao futuro, além de causar medo de não passar.

Ter  foco em um concurso ou área específica e estudar com esse objetivo é uma forma de estar mais bem preparado para quando sair o edital.

(…)

A psicóloga do Gran Cursos recomenda conhecer o local da prova com antecedência e e não estudar nas 40 horas que a antecedem.

_ A cabeça deve estar descansada.”

FONTE:  Revista CONCURSO EM FOCO, do Gran Curso, ano V, edição nº 22/fevereiro de 2012.

 

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https://psicopauta.wordpress.com/2010/02/08/para-passar-em-concurso-publico/

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Quem tem medo de adolescentes?

Transcrevo mais um trecho do artigo da Cybelle Weinberg, este mais destinado a psicólogos e psicopedagogos. Também curto e esclarecedor.

“Conviver com adolescentes não é tarefa fácil. Em casa e na escola, pais e professores são submetidos a críticas sem fim. É próprio da adolescência criticar, questionar, exigir explicações. Para o adulto, normalmente, é um jogo duro ter alguém assim a seu lado. Se esse adulto não tiver “jogo de cintura” e não souber que por trás da agressão do adolescente há muito medo e insegurança, a convivência pode se tornar insuportável.

Trabalhar com adolescentes no consultório também não é tarefa fácil. Na maioria das vezes eles nos são trazidos pelos pais e fazem questão de deixar isso claro – que estão ali porque o pai, a mãe, a orientadora da escola, alguém deseja que ele venha, quase nunca ele.

São fechados, falam pouco, demonstram muito desinteresse. No entanto, se o (a) profissional estiver disposto a lidar com esse desafio, o trabalho pode se desenvolver de forma muito rica.

O primeiro desafio, eu penso, é NÃO se colocar no papel de conselheiro. Esse jovem já se sente por demais invadido para permitir mais uma invasão de nossa parte. Não forçar, esse é o primeiro mandamento. O segundo é ficar atento para a contratransferência, pois facilmente nos colocamos aflitivamente no papel de desejar por eles.

Nosso  trabalho não é fazer com que desejem aprender (como se isso fosse possível!). No máximo podemos ajudá-los a encontrar algum prazer em aprender. Como? Pensemos que o psicopedagogo tem nas mãos um material propício – desenhos, redações, atividades que permitem que ele fale de si. O adolescente é criativo, sente prazer em pensar criticamente; é questionador.

Diferentemente da criança, o adolescente, segundo Piaget, pensa hipoteticamente. É capaz de construir sistemas, teorias, tem uma grande capacidade de reflexão. E, o que torna o trabalho com ele ainda mais interessante, é que ele tem capacidade de pensar sobre o próprio pensamento. Para um profissional que consegue enxergar um sujeito assim cheio de possibilidades, isso não é um prato cheio?”

QUEM É O ADOLESCENTE?

Às voltas com meus estudos sobre psicologia do adolescente, encontrei  rico material, do tempo de faculdade. Tenho mais de 20 pacientes adolescentes e compreender a dinâmica psicológica deles é exercício e desafio árduo. Mas também fascinante. Transcrevo abaixo o texto esclarecedor,  de Cybelle Weinberg, uma psicopedagoga, sociopsicomotricista Ramain-Thiers ( metodologia que atende pessoas com problemas da fala, distúrbios de aprendizagem e comportamento) e psicanalista.

“Adolescer  significa crescer, desenvolver-se. Diferentemente da puberdade, que é um processo biológico, adolescer é conquistar um lugar, adquirir independência e autonomia. E passar por perdas.

Para Arminda Aberastury, a adolescência é uma época de lutos. O primeiro luto é pelo corpo infantil perdido. Aquele corpo de criança, conhecido, transforma-se em  um corpo novo, estranho. E o adolescente observa, passivamente, tudo o que está acontecendo com ele. Seu corpo está em mudança: é umm enigma como ele vai ficar. Por outro lado, aquele corpo familiar , infantil, não existe mais.

O segundo luto é pelo papel e pela identidade infantis. “Você não é mais uma criança!” É a frase que o adolescente mais ouve. Isso o obriga a enfrentar a independência e a responsabilidade que o novo papel exige. E que na maioria das vezes o assusta.

O terceiro é o luto pelos pais da infância. É a perda daqueles pais protetores, que sabiam tudo. Onde foram parar?  Aqueles pais idealizados morreram. Daí o sentimento de desamparo, tão próprio desta época. Além disso, ele se dá conta de que os pais reais estão envelhecendo, quer virão realmente a morrer um dia.

Relacionar-se com os pais, na adolescência, é muito difícil. Toda questão edípica volta, com nova força. É preciso afastar-se dos pais, porque os desejos de matar  o pai rival e os desejos incestuosos em relação  à mãe agora têm uma possibilidade real de concretização. Afastar-se dos pais é uma medida de proteção. Mas como os pais não sabem disso, queixam-se do distanciamento do filho e acusam-no de gostar mais dos amigos do que da família.

Como se fosse pouco,  o adolescente se vê às voltas com sua sexualidade. Seu corpo está pronto para ter uma relação sexual adulta, mas a luta por um papel masculino ou feminino ainda não acabou. Porque não basta ter um corpo de homem ou de mulher – é preciso definir um papel masculino ou feminino.

É a época das primeiras experiências sexuais, dos fantasmas da homossexualidade, do medo de uma gravidez  precoce  e, nos dias atuais, da Aids.

Enfim, esse é o sujeito que temos à nossa frente – um jovem angustiado que esconde seus medos e incertezas atrás de uma máscara de indiferença e arrogância.

Com tantas questões importantes para resolver, não é de admirar que o adolescente tenha dificuldade para prestar atenção na aula e se dedicar aos estudos. A queixa dos professores é de que, na sala de aula, “não estão nem aí”. E não estão mesmo. Estão “em outra”.  Estão resolvendo problemas fundamentais para a vida deles.”

Postado por Carmelita Rodrigues

Separações

“Nas construções do bem, é forçoso contar com a retirada de muitos companheiros e,  em muitas ocasiões, até mesmo daqueles que se nos fazem mais estimáveis.

É preciso agüentar a separação, quando necessária, como árvores toleram a poda.

Erro grave reter conosco um ente amigo que anseia por distância.

Em vários casos, os destinos se assemelham às estradas que se bifurcam para atender aos desígnios do progresso.

Não devemos servir de constrangimento para ninguém.

Se alguém nos abandona, em meio de empreendimento alusivo à felicidade de todos e se não nos é possível atender à obra, em regime de solidão, a Divina Providência suscita o aparecimento de novos companheiros que se nos associam à luta edificante.

Nunca devemos pedir ou exigir de outrem aquilo que outrem não nos  pode dar.

Saibamos orar em silêncio uns pelos outros. Apenas  Deus pode julgar o íntimo de cada um.”

Trecho do livro SINAL VERDE, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ditado por André Luiz.

Cinco principais arrependimentos de doentes terminais

Um livro, publicado recentemente nos Estados Unidos, convoca à reflexão de vida a partir de depoimentos de doentes terminais. “Os cinco principais arrependimentos dos doentes terminais” é a tradução mais próxima do  título: THE TOP FIVE REGRETS OF THE DYING. Foi escrito por Bonnie Ware, uma enfermeira especializada em cuidar de pessoas próximas da morte. O site do Hospital Albert Einstein  publicou uma interessante análise da geriatra Ana Cláudia Arantes,  especialista em cuidados paliativos dessa unidade de saúde de SP. Ela comentou o livro, conforme trechos abaixo:

1. Eu gostaria de ter tido coragem de viver uma vida fiel a mim mesmo, e não a vida que os outros esperavam de mim

“À medida que a pessoa se dá conta das limitações e da progressão da doença, esse sentimento provoca uma necessidade de rever os caminhos escolhidos para a sua vida, agora reavaliados com o filtro da consciência da morte mais próxima”, explica Dra. Ana Cláudia.

“É um sentimento muito frequente nessa fase. É como se, agora, pudessem entender que fizeram escolhas pelas outras pessoas e não por si mesmas. Na verdade, é uma atitude comum durante a vida. No geral, acabamos fazendo isso porque queremos ser amados e aceitos. O problema é quando deixamos de fazer as nossas próprias escolhas”, explica a médica.

“Muitas pessoas reclamam de que trabalharam a vida toda e que não viveram tudo o que gostariam de ter vivido, adiando para quando tiverem mais tempo depois de se aposentarem. Depois, quando envelhecem, reclamam que é quando chegam também as doenças e as dificuldades”, conta.

2. Eu gostaria de não ter trabalhado tanto

“Não é uma sensação que acontece somente com os doentes. É um dilema da vida moderna. Todo mundo reclama disso”, diz a geriatra.

“Mas o mais grave é quando se trabalha em algo que não se gosta. Quando a pessoa ganha dinheiro, mas é infeliz no dia a dia, sacrifica o que não volta mais: o tempo”, afirma.

“Este sentimento fica mais grave no fim da vida porque as pessoas sentem que não têm mais esse tempo, por exemplo, pra pedir demissão e recomeçar”.

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Cordel corajoso desprestigia BBB e irrita Globo

Corre na internet a informação de que o cordel abaixo  deixou a TV  Globo e o Pedro Bial indignados. Só se tiver restado ao Bial e aos diretores dessa emissora um pouco de dignidade, o que duvido.  O autor é Antonio Barreto, um baiano letrado de elevada consciência social. Vale ler e disseminar.

Curtir o Pedro Bial

E sentir tanta alegria

É sinal de que você
O mau-gosto aprecia
Dá valor ao que é banal
É preguiçoso mental
E adora baixaria.

Há muito tempo não vejo
Um programa tão ‘fuleiro’
Produzido pela Globo
Visando Ibope e dinheiro
Que além de alienar
Vai por certo atrofiar
A mente do brasileiro.

Me refiro ao brasileiro
Que está em formação
E precisa evoluir
Através da Educação
Mas se torna um refém
Iletrado, ‘zé-ninguém’
Um escravo da ilusão.

Em frente à televisão
Longe da realidade
Onde a bobagem fervilha
Não sabendo essa gente
Desprovida e inocente
Desta enorme ‘armadilha’.

Cuidado, Pedro Bial
Chega de esculhambação
Respeite o trabalhador
Dessa sofrida Nação
Deixe de chamar de heróis
Essas girls e esses boys
Que têm cara de bundão.

O seu pai e a sua mãe,
Querido Pedro Bial,
São verdadeiros heróis
E merecem nosso aval
Pois tiveram que lutar
Pra manter e te educar
Com esforço especial.

Muitos já se sentem mal
Com seu discurso vazio.
Pessoas inteligentes
Se enchem de calafrio
Porque quando você fala
A sua palavra é bala
A ferir o nosso brio.

Um país como Brasil
Carente de educação
Precisa de gente grande
Para dar boa lição
Mas você na rede Globo
Faz esse papel de bobo
Enganando a Nação.

Respeite, Pedro Bienal
Nosso povo brasileiro
Que acorda de madrugada
E trabalha o dia inteiro
Da muito duro, anda rouco
Paga impostos, ganha pouco:
Povo HERÓI, povo guerreiro.

Enquanto a sociedade
Neste momento atual
Se preocupa com a crise
Econômica e social

Você precisa entender
Que queremos aprender
Algo sério – não banal.

Esse programa da Globo
Vem nos mostrar sem engano
Que tudo que ali ocorre
Parece um zoológico humano
Onde impera a esperteza
A malandragem, a baixeza:
Um cenário sub-humano.

A moral e a inteligência
Não são mais valorizadas.
Os “heróis” protagonizam
Um mundo de palhaçadas
Sem critério e sem ética
Em que vaidade e estética
São muito mais que louvadas.

Não se vê força poética
Nem projeto educativo.
Um mar de vulgaridade
Já se tornou imperativo.
O que se vê realmente
É um programa deprimente
Sem nenhum objetivo.

Talvez haja objetivo
“professor”, Pedro Bial
O que vocês tão querendo
É injetar o banal
Deseducando o Brasil
Nesse Big Brother vil
De lavagem cerebral.

Isso é um desserviço
Mal exemplo à juventude
Que precisa de esperança
Educação e atitude
Porém a mediocridade
Unida à banalidade
Faz com que ninguém estude.

É grande o constrangimento
De pessoas confinadas
Num espaço luxuoso
Curtindo todas baladas:
Corpos “belos” na piscina
A gastar adrenalina:
Nesse mar de palhaçadas.

Se a intenção da Globo
É de nos “emburrecer”
Deixando o povo demente
Refém do seu poder:
Pois saiba que a exceção
(Amantes da educação)
Vai contestar a valer.

A você, Pedro Bial
Um mercador da ilusão
Junto a poderosa Globo
Que conduz nossa Nação
Eu lhe peço esse favor:
Reflita no seu labor
E escute seu coração.

E vocês caros irmãos
Que estão nessa cegueira
Não façam mais ligações
Apoiando essa besteira.
Não deem sua grana à Globo
Isso é papel de bobo:
Fujam dessa baboseira.

E quando chegar ao fim
Desse Big Brother vil
Que em nada contribui
Para o povo varonil
Ninguém vai sentir saudade:
Quem lucra é a sociedade
Do nosso querido Brasil.

E saiba, caro leitor
Que nós somos os culpados
Porque sai do nosso bolso
Esses milhões desejados
Que são ligações diárias
Bastante desnecessárias
Pra esses desocupados.

A loja do BBB
Vendendo só porcaria
Enganando muita gente
Que logo se contagia
Com tanta futilidade
Um mar de vulgaridade
Que nunca terá valia.

Chega de vulgaridade
E apelo sexual.
Não somos só futebol,
baixaria e carnaval.
Queremos Educação
E também evolução
No mundo espiritual.

Cadê a cidadania
Dos nossos educadores
Dos alunos, dos políticos
Poetas, trabalhadores?
Seremos sempre enganados
e vamos ficar calados
diante de enganadores?

Barreto termina assim
Alertando ao Bial:

Reveja logo esse equívoco
Reaja à força do mal.
Eleve o seu coração
Tomando uma decisão
Ou então: siga, animal.

Sobre o autor: Antonio Barreto nasceu nas caatingas do sertão baiano, Santa Bárbara/Bahia-Brasil. Professor, poeta e cordelista. Amante da cultura popular, dos livros, da natureza, da poesia e das pessoas que vieram ao Planeta Azul para evoluir espiritualmente. Graduado em Letras Vernáculas e pós graduado em Psicopedagogia e Literatura Brasileira. Seu terceiro livro de poemas, Flores de Umburana, foi publicado em dezembro de 2006 pelo Selo Letras da Bahia. Vários trabalhos em jornais, revistas e antologias, tendo publicado aproximadamente 100 folhetos de cordel abordando temas ligados à Educação, problemas sociais, futebol, humor e pesquisa, além de vários títulos ainda inéditos. Antonio Barreto também compõe músicas na temática regional: toadas, xotes e baiões.