.Página Principal

A Técnica e Prática da Psicanálise

Estudando para  prova de conhecimentos específicos de Psicologia, reencontrei-me com o excelente trabalho do psiquiatra Ralph Greenson. Transcrevo alguns trechos:

“As fixações são causadas fundamentalmente pelas gratificações excessivas e a regressão é ativada por sofrimento ou perigo excessivo.”

“O objetivo fundamental da análise é aumentar a força relativa do ego em relação ao superego, ao id e ao mundo externo.”

“Um conflito neurótico é um conflito inconsciente entre um impulso do id procurando descarga e uma defesa do ego impedindo a descarga direta do impulso ou seu acesso à consciência.”

“A tecnica psicanalítica visa diretamente o ego porque só o ego tem acesso direto  ao id, ao superego e ao mundo externo. O objetivo da terapia analítica é fazer com que o ego renuncie às suas defesa patogênicas ou encontre outras mais convenientes.”

“Elaboração é o trabalho psicológico que ocorre depois que houve uma compreensão interna e provoca uma mudança estável no comportamento.”

Trechos do livro A TÉCNICA E A PRÁTICA DA PSICANÁLISE. Greenson, Ralph. Editora Imago, RJ, 1981.

.Página Principal

Mitologia e Psicologia

Os mitos são representações espontâneas  vindas do inconsciente, de verdades psicológicas e espirituais. Para Jung, os mitos fazem sentido porque representam, de forma alegórica, os arquétipos, ou seja: padrões de vida universalmente reconhecidos. Um mito está para a humanidade como o sonho está para o indivíduo. O sonho mostra a alguém uma verdade psicológica importante sobre si próprio; mostra uma verdade piscológica importante que se aplica a toda a humanidade.

.Página Principal

Heroína real: Amanda Gurgel

Um vídeo emocionante: professora solta o verbo em defesa da Educação no País, com lucidez, propriedade, franqueza, sem melindres políticos e sem papas na língua. Desconstrói fala de secretária da Educação, Betânia Ramalho, em audidência pública na Assembléia Legislativa de Natal (RN), e destaca a inoperância dos deputados, muuuuito mais bem remunerados – injustamente – do que os professores. Vale assistir.

Veja o VÍDEO.

Depois do sucesso no YouTube e nas redes de relacionamentos, a dedicada professora foi entrevistada no programa do Faustão, na Globo,  e na Record.

E deu início a um movimento via interne por mais recursos destinados à Educação. Pra começar, ela pede que as pessoas “retuitem”  a expressão ”  #10% do PIB já “

.Página Principal

Cópia Fiel no III Fórum de Psicologia do UniCeub

Nos dias 24 e 25 de maio será realizado o III Fórum de Psicologia do UniCeub. O evento debate temas atuais e conta com a participação de profissionais, professores e alunos. Como parte da programação  será exibido e discutido o filme CÓPIA FIEL, em cartaz no Embracine, o cinema do shopping CASAPARK. O filme trata das relações conjugais com dinâmica original.  O antropólogo José Bizerril, a psicóloga transpessoal Suzana Joffily e a analista junguiana Carmelita Rodrigues (esta blogueira) vão abordar o filme por diferentes ângulos, em exposições individuais, e responder às perguntas da assistência. Na próxima terça-feira, dia 24, a partir das 14h30, no auditório do Bloco 3 do UniCeub.

Concursos

Gabarito dos Correios/2011

As pessoas estão chegando ao meu blog em busca do gabarito das prova dos Correios/2011, aplicadas no domingo passado (15.05.2011). Mas esse  gabarito  AINDA NÃO FOI PUBLICADO pelo Cespe/UnB. Aguardem mais um pouco, candidatos . A divulgação está atrasada e talvez a justificativa seja o elevado número de participantes. O Cespe costuma ser absurdamente eficiente.

De acordo com notícia do CorreioWeb, o índice de abstenção chegou a 20,4%, isto é 168.029 concorrentes, de um total de 823.674  inscritos.

O site oficial da divulgação do gabarito é o seguinte: CESPE/UNB/GABARITO2011.

.Página Principal

Arrogância e humildade

“A nossa natureza arrogante pode  se disfarçar  de grandiosidade ou de uma enorme autoconfiança, mas na verdade ela está enraizada na inadequação, na insegurança e no medo. A arrogância é uma expressão da nossa obsessão por ser maior, mais inteligente,  mais grandioso e mais importante do que as outras pessoas, para compensar  o que acreditamos estar faltando. Por nos sentirmos tão pequenos  e insignificantes, precisamos parecer maiores  do que somos para provar que, na verdade, somos especiais. Tentando compensar o medo de não sermos bons o suficiente, adotamos a atitude  “sou mais virtuoso que você” e podemos de fato a acreditar que somos melhores do que aqueles  à nossa volta. Embora a arrogância possa nos levar a sermos mais informados, bem relacionados e bem-sucedidos, a sua motivação é esconder  os nossos pontos fracos e exagerar  os nossos pontos fortes. A arrogância proporciona a fachada perfeita, permitindo-nos ser  manipuladores, irresponsáveis, controladores e violadores de regras  –  só para dar alguns poucos exemplos. Ela nos faz  olhar de cima a baixo com condescendência para aqueles que consideramos inferiores a nós. (…) A arrogância aparece na nossa vida usando vários disfarces. Ela se mostra em todos os julgamentos que fazemos contra os outros, está por trás das nossas ironias moralistas e nos mantém leais ao que acreditamos ser verdade mesmo quando há provas do contrário bem diante dos nossos olhos.

Para  descobrir onde e como a arrogância se mostra na nossa vida, só precisamos examinar os nossos julgamentos e nossas projeções. É arrogância julgar os outros e pensar em nós como se fôssemos mais evoluídos do que de fato somos. Sempre que somos afetados pelo comportamento de outras pessoas e pensamos “elas são umas retardadas” ou “por que não conseguem fazer uma  coisa tão simples?” é bom refletir se isso não seria um aviso de que estamos projetando sobre os outros alguns de nossos aspectos indesejáveis  e de que a nossa arrogância está servindo como mecanismo de defesa para que não vejamos algo sobre sós  mesmos que não queremos ver. Sempre que apontamos o dedo, cheios de  razão, ou sempre que temos certeza de que outra pessoa está aquém so seu potencial, precisamos voltar nossos olhos para nós mesmos. Isso requer grande humildade.

A arrogância sem o antídoto espiritual da humildade nos leva a uma mentalidade impenetrável que nos impede de fazer uma  autoavaliação honesta e reconhecer  os nossos impulsos sombrios, as nossas tendências destrutivas e quais dos nossos comportamentos são – e não são – aceitáveis. (…)

O antídoto espiritual: a humildade: quando recorremos à natureza humilde, temos uma consciência  pacífica do nosso lugar no todo maior. Através de olhos humildes, somos capazes de ver as boas intenções  dos outros e celebrar  – em vez de comparar e condenar – as nossas diferenças. A humildade faz de nós pessoas dispostas a aprender e nos abre para a opinião dos outros. Ela também fortalece a  capacidade de ouvir verdadeiramente  a nós mesmos e às outras pessoas. Ela nos dá a chance de não saber tudo e faz com que não nos apeguemos ao resultado a que um dia nos agarramos para nos sentir seguros. A humildade nos dá tanto a disposição para mudar como visão para fazer as mudanças de que precisamos. Despidos da capa  falsa de arrogância, somos humildes o bastante para nos ver como somos, e só então podemos começar a divisar a pessoa que somos capazes de nos tornar.

Com humildade, a nossa identidade um dia rígida  se torna mais flexível, por isso não nos sentimos mais compelidos a impor as nossas opiniões e a nossa pessoa sobre os outros. (…)

Destituídos da arrogância, das justificativas  e da convicção de estar sempre com a razão, podemos andar sob a luz do dia sem o escudo do orgulho. O nosso lado humilde entende que não somos nem melhores  nem piores do que ninguém. Ele entende que, em circunstâncias diferentes,  podemos fazer exatamente  o que as outras pessoas fazem  e nós criticamos. (…)”

Fonte: COMO ENTENDER O EFEITO SOMBRA EM SUA V IDA, de Debbie Ford. Editora Cultrix, 2010, pág. 169.

O livro acima foi escrito após o sucesso de O Efeito Sombra, do qual Debbie Ford é co-autora. As duas obras exploram o arquétipo Sombra e as consequências dele em nossa vida.

.Página Principal

Orgulho e humildade

“Você sabe por quê o mar é tão grande? Tão imenso? Tão poderoso? É porque foi humilde o bastante para colocar-se alguns centímetros abaixo de todos os rios.  Sabendo receber, tornou-se grande. Se quisesse ser o primeiro, se quisesse ficar acima de todos os rios, não seria mar, seria uma ilha. E certamente estaria isolado.” Artigonal

Jesus continua sendo o maior exemplo de grandeza humilde, do Maior que se fez menor, porque só pode ser humilde quem é verdadeiramente grande. O resto é o resto; o resto é orgulho, vaidade, estupidez humana.

” E disse Jesus: todo aquele que se exaltar será humilhado; e todo aquele que se humilhar, será exaltado.” (Lucas, XIV: 1, 7-11)

Busquei na internet referências sobre a compreensão do orgulho, mas encontrei pouca coisa razoável, a maioria de teor religioso. Se alguém tiver alguma indicação, agradeço. 

.Página Principal

Orgulho e Complexo de Inferioridade

Uma observação clínica me mostrou como o orgulho*, uma manifestação do arquétipo Sombra, e o Complexo de Inferioridade se cruzam. Vou tentar esclarecer meu ponto de vista com um conto:

“Nos tempos da Dinastia Sui, nas terras do imperador Yang Jian, vivia um mestre chinês, Jian Da-Hong, sexagenário, e seus dois discípulos favoritos: Shen Zhu-Nai e Jin-Luan, dois adolescentes. Eles tinham sido entregues aos cuidados do mestre Da-Hong quando tinham sete anos, após terem perdido os pais em conflitos bélicos a serviço do imperador. Os garotos haviam sido submetidos a duras provações, experiências de desamparo e até ameaça de morte, antes de serem finalmente acolhidos, aprenderem com a Vida e com mestre, terem crescido e se reconhecerem homens feitos. Embora diferentes, as vivências traumáticas eram similares no sofrimento que causaram.

Os anos se passaram e os garotos se transformaram em homens mduros e virtuosos. Ambos formaram família e viviam bem. Havia, no entanto, uma diferença muito visível para mestre Hong e todos que conheciam os dois discípulos dele: Shen Zhu-Nai, conquanto tivesse se empenhado em ser homem esclarecido, cumpridor das leis, obediente ao mestre e aos ensinamentos por ele passados, e apesar de viver confortavelmente e ter superado todas as adversidades da infância, parecia amargurado, tinha sempre o semblante duro e agia sempre com muita secura, desconfiado das intenções de todos que dele se aproximavam. Vivia angustiado, permanentemente atormentado pelo desejo de autossuperação e de atingir a perfeição em tudo que fazia.

Jin-Luan, ao contrário, se mantivera doce, amistoso, de fácil convivência, igualmente virtuoso, mas sem cobrar isso das outras pessoas; desenvolveu uma capacidade maior de não julgar os outros e de aceitar as diferenças. Também tinha feridas emocionais antigas que insistiam em se fazerem presentes, mas não culpava o mundo pelas duas dores.

Um dia, angustiado como sempre, Shen Zhu-Nai foi conversar com o mestre:

– Mestre, não entendo… tudo está bem, não tenho grandes problemas, mas apesar disso sinto muito desconforto, me sinto aprisionado a algo, como se alguma coisa me mantivesse cativo, me impedindo de sentir leveza, me privando de expressar algo dentro de mim que não sei o que é. O que pode ser?

O mestre manteve-se calado, com o olhar fixo numa ave que cantava próximo à janela.

– Mestre, está me ouvindo? Por que não me responde?

O mestre permaneceu imóvel e calado. Passados alguns minutos o discípulo fez o costumeiro gesto pedindo para sair e só então o outro homem reagiu e falou:

– Shen Zhu-Nai. Espere. Quando pensou em se afastar um pensamento invadiu sua mente, acompanhado de sentimento similar. O que pensou e sentiu Shen, ao me ver calado diante de sua queixa?

_ Senti-me humilhado. O senhor pareceu ignorar minha dor, mesmo eu tendo lhe confiado inquietação tão íntima.

– Por que sentiu-se humilhado e não apenas impaciente ou irritado com meu silêncio, o que seria normal? Por qual razão eu iria humilhar você?

_ Não sei, mestre, julguei mal sua reação; perdoe-me.

_ Não preciso do seu pedido de perdão porque você não me ofendeu. Desejo apenas que você entenda o que orienta seus pensamentos e suas emoções. Vou lhe confiar um segredo: há pouco Jin-Luan veio a mim com uma queixa semelhante a sua e eu agi da mesma forma: me mantive em silêncio. Diferentemente de você, ele esperou longo tempo compartilhando pacientemente do silêncio comigo até que, desejando não incomodar, me pediu permissão para sair, sorrindo docemente. Eu perguntei o que ele estava pensando sobre o meu silêncio e ele respondeu-me:

– Suponho que o senhor deseja pensar mais sobre o assunto ou espera que eu descubra a resposta sozinho. Nos dois casos, mestre, devo me ausentar. Eu consenti que ele saísse, prometi que o chamaria quando tivesse a resposta que ele buscava. Mas ele não sentiu-se humilhado. Que nome você dá a sua reação?

– Orgulho ferido? Perguntou o rapaz.

_ Sim. Mas além do orgulho há outra erva daninha plantada no seu coração que ainda cresce: o sentimento de menos valia. Perceba que esse sentimento, que vou chamar de Sentimento de Inferioridade existe em vocês dois… e precisamos acabar com isso. Mas me chama a atenção a diferença de reação. E a sua dureza. Estou convencido de que a ausência de doçura em você é resultado de um forte sentimento de orgulho. A pessoa orgulhosa, Shen, sempre acha-se muito valiosa, merecedora de toda a atenção e de todas as benesses do universo. Costumam ser pessoas muito inteligentes, assim como você, mas superestimam o próprio merecimento. Quando a resposta desejada não vem, porque não há pessoas melhores que as demais, efetivamente, o orgulhoso se ressente, se magoa, sente-se humilhado, ferido em alguma parte muito profunda de si mesmo. Tanto quanto você, Jin-Luan foi maltratado pela vida; sofreu e chorou. E como você, superou todas as adversidades, mas sem perder a doçura. Por que? Porque tem menos orgulho que você. Para ele está mais fácil conquistar a sensação de leveza, desejada também por você. A ele basta desvencilhar-se do passado, das feridas de infância que ainda sangram e são a causa do sentimento de menos valia dele. No seu caso, além de lutar contra o persistente sentimento de inferioridade você ainda tem como inimigo o orgulho, a excessiva suscetibilidade diante da frustração, como se o mundo devesse curvar-se diante das suas necessidades e do seu senso de importância exagerados… O rapaz interrompe a fala do ancião e diz:

_ Mestre, eu entendo o que é o orgulho, mas não me considero orgulhoso… só conheço os meus direitos, sempre enxerguei o que me parecia ser meu por direito… O mestre corta-lhe a palavra e acrescenta:

– E sempre se ressentiu de o Destino ter-lhe negado tantas coisas na infância.

Parecendo sentir vergonha de reconhecer a verdade nas palavras do mestre, o rapaz calou-se.

– Peço-lhe que medite sobre isso, que avalie o quanto o orgulho ferido na criança do passado ainda está presente em você e veja como isso orientou as suas decisões inconscientes de isolamento e de autoproteção, construindo escudos e carapaças que lhe dão a aparência assustadora e por vezes aversiva, quando seu desejo é parecer doce e acolhedor, o que efetivamente você o é em essência. Percebeu, Shen, o que estou tentando lhe mostrar? Que a origem do sentimento de limitação, de aprisionamento é o escudo protetor que você próprio criou para defender-se de ter seu orgulho ferido? Que esse foi o mecanismo que adulterou sua essência e roubou de você a doçura? Livre-se do sentimento de prepotência, livre-se do orgulho e compreenda que todas as pessoas, errando ou acertando, têm igual valor aos olhos do Universo, não importando as conquistas materiais e intelectuais que tenham acumulado. Na contabilidade do Universo contam mais as conquistas do sentimento, a ampliação de consciência.

O rapaz calou-se, desejando refletir sozinho sobre o que ouvira, e pediu permissão para afastar-se; queria meditar. O mestre consentiu, feliz, antevendo um início de caminhada produtiva na direção do autoconhecimento e da desejada paz interior.”

Com essas analogias estou tentando expressar minha percepção de que o Complexo de Inferioridade surge e cresce com vivências de desamparo e sofrimento intensos na infância e que a superação desse sentimento ou o disfarce dele ocorrerá por caminhos diferentes. Nas pessoas em que o orgulho atua como manifestação da Sombra de forma muito intensa, o indivíduo vai afastar-se da doçura, vai perder a leveza e alimentar um forte senso crítico como forma de autoproteção. Naquelas em que o orgulho é menor, embora igualmente desenvolvam o Complexo de Inferioridade, não perderão a doçura porque se sentirão menos aviltadas; não terão o sentimento, por vezes inconsciente, de que algo lhe foi “roubado” ou negado. Não acharão que as pessoas e o mundo lhe ameaçam. Essas precisam também livrar-se do sentimento de menos valia e terem a autoestima reforçada, mas é mais fácil para elas se abrirem para receber o que a Vida lhes oferece de bom.

* “O orgulho vos induz a julgardes mais do que sois, a não aceitar uma comparação que vos possa re­baixar, vos conduz a vos considerardes, ao contrário, tão acima dós vossos irmãos, quer em espírito, quer em posição social, quer mesmo em vantagens pessoais, que o menor paralelo vos irrita e aborrece. E o que acontece, então? Entregai-vos à cólera.”

(Allan Kardec. O Evangelho Segundo Q Espiritismo. Capítulo IX. Bem-aventurados os Brandos e Pacíficos. A Cólera.).

.Página Principal

Palavras de um mestre

“Ser normal é talvez a coisa mais útil e conveniente com que podemos sonhar; mas a noção de ser humano normal , tal como o conceito de adaptação, implica limitar-se à média[…]. Ser ‘normal’ é o ideal dos que não têm êxito, de todos os que ainda se encontram abaixo do nível geral de adaptação. Mas para as pessoas dotadas de capacidade acima da média, que não encontram qualquer dificuldade em alcançar êxitos e em realizar sua cota-parte de trabalho no mundo, para essas pessoas a compulsão moral a não serem nada a não ser normais  significa o Leito de Procusto*: mortal e insuportavelmente fastidioso, um inferno de esterilidade e desespero.” C. G. Jung

*  A expressão “leito de Procusto” é  aplicada a situações em que ocorre uso de força, concreta ou subjetiva, para atropelar as diferenças existentes entre os indivíduos ou desrespeitar as  subjetividades ou circunstâncias especiais que caracterizam os sistemas de vida adotados pelas pessoas.