Ataque aos orixás da Prainha: uma análise psicológica

Os orixás que dão sentido simbólico à festa da Prainha, organizada anualmente na virada do ano à beira do Lago Paranoá, estão de volta. A reforma custou setecentos mil reais, investimento justo e necessário. A solenidade religiosa, com queima de fogos à meia noite e oferendas aos orixás, é inspirada na festa realizada em Copacabana, no Rio de janeiro. Mas em Brasília o simbolismo afro-brasileiro é vítima de reincidentes ataques, com destruição total ou parcial das estátuas. O que está por trás dessa perseguição? Apenas intolerância religiosa? A presidente da Federação Brasiliense de Umbanda e Candomblé, Marinalva Venozina dos Santos, avalia que há preconceito racial no gesto vândalo, por se tratar de uma religião de negros. Sem desprestigiar a avaliação da Marinalva, enxergo outra razão para as agressões. Preconceito religioso? Sim, em parte. Preconceito racial, possivelmente também, de alguma forma. Mas vejo nisso também uma manifestação de formação reativa, um mecanismo inconsciente de negação ou tentativa de neutralização de “algo” que está dentro do agressor. Ele troca um afeto pelo oposto dele. Algo assim: “Quero, mas não posso amar esse Deus; então eu o ataco”.É a representação de um afeto pelo oposto dele. Quem destrói uma dessas estátuas ou qualquer outro símbolo religioso diferente da fé que professa, na verdade está se defendendo de si mesmo, de seus complexos e medos. Ampliando a análise com mais elementos da Psicologia Junguiana, pode-de se afirmar que no momento da destruição há uma identificação do agressor com a sombra dele, com aspectos sombrios que ele tenta negar e reprimir frequentando uma igreja. Instituições religiosas cristãs pregam o amor, a tolerância, o perdão. Mesmo assim o crente age contrariamente a esses ensinamentos por acreditar que está “a serviço de Cristo” ou sendo fiel à crença do deus único. Mas ao contrário do que ele espera, ao destruir os símbolos, ele não está movido pelas emoções elevadas, de inspiração divina. Está, sim, tomado pela própria sombra, um complexo que ao ser negado ou rejeitado ganha força, adquire personalidade própria e o domina em determinadas circunstâncias, levando- o a agir de forma “sombria”, violenta, destrutiva. Orixás são símbolos arquetípicos, representam forças religiosas relacionadas a nossa necessidade de ligação com o numinoso, qualquer que seja nossa orientação religiosa, Mudam as religiões, permanece a essência dessa relação com Deus. Arquétipos são resquícios de uma ancestralidade remota que existe dentro de todos nós e negar a existência e atuação dessa “força” ou dessa “entidade” não surte qualquer efeito construtivo para o psiquismo humano, ao contrário.

No Correio Braziliense desta quinta-feira (2712.07) há uma notícia sobre a agressão aos orixás.

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Prova dos Correios no domingo

Os Correios informaram hoje (10.01.08) que a empresa está preparando novo edital para o concurso Adolescente Aprendiz. A prova, inicialmente marcada para o próximo domingo (13.01.2008), foi adiada. A empresa avisa também que vai enviar carta aos candidatos já inscritos informando local, data e horário de aplicação da prova, informações que poderão ser encontradas também nos locais onde houve inscrições e no site Correios. Mas não foi informado quando isso ocorrerá, apenas é dada uma previsão: “NOS PRÓXIMOS DIAS”. A pequena nota explica que o “adiamento da prova foi motivado por determinação judicial, que decidiu prorrogar as inscrições.” No novo edital será excluída a exigência de comprovação de endereço na localidade onde há vagas. Esse foi o motivo de contestação alegado nas ações judiciais movidas contra a empresa. Essa regra excluía candidatos a partir do local de residência, o que é inconstitucional. Então, resta aos candidatos já inscritos aguardar. E para quem está interessado e não se inscreveu, haverá novo período de inscrição.

 

Esperança – diário de uma paciente

Internada no Hospital de Base de Brasília, na unidade de Oncologia (tratamento de câncer), dona Maria Helena anotou em um bloquinho suas emoções, reflexões, seus temores e esperanças vivenciados durante o período de internação. As anotações foram entregues à estagiária de Psicologia que lhe sugeriu essa ação, como forma de ocupar o tempo, reduzir a angústia e a ansiedade, entre outras finalidades. Transcrevi na íntegra o emocionante relato, apenas fazendo algumas correções gramaticais. O texto pode ser lido na íntegra na página Depoimento.

Eficiência nas Relações Humanas

Ao visitar a dirigente de um grupo de voluntários que trabalham com idosos asilados e pessoas internadas em hospitais, ela me falou das dificuldades que vinha tendo para administrar desentendimentos internos, dificuldades de relacionamento entre os integrantes do grupo, pessoas mobilizadas pelo sincero desejo de ajudar outras, mas que entravam em atritos e disputas com muita freqüência e quase sempre por razões insignificantes. Sentamos-nos e fomos conversar sobre o assunto. Desse descontraído bate-papo surgiu o texto de título RELAÇÕES HUMANAS EFICIENTES, que postei na página CONVERSANDO.

Resultado do concurso do FNDE

Quer saber se você passou no concurso do FNDE? O resultado da primeira etapa (prova objetiva e de redação) para o cargo de Especialista, de nível superior, já está no site da FGV. Digitando o número de inscrição dá pra saber quantos pontos fez e se foi habilitado ou não. Veja no site  da FGV. Boa sorte! Para o cargo de nível médio o resultado deve sair na próxima semana.