Insuficiência Renal Crônica: uma conversa sobre emoções

Fizemos este trabalho (eu e a psicóloga Mel Mendes) com muito carinho, sensibilizadas com o enorme sofrimento dos pacientes que faziam hemodiálise no Hospital Universitário da UnB. É uma espécie de cartilha ou encarte esclarecedor. A intenção era, de alguma forma, oferecer ajuda às pessoas que sofrem tanto com as dores e limitações da Insuficiência Renal Crônica, a partir do esclarecimento de alguns aspectos da doença.  Os pacientes que aparecem no trabalho nos deram autorização para publicarmos os depoimentos deles e demonstraram contentamento em poder ajudar outros pacientes a partir dos depoimentos deles. São pessoas admiráveis, fortes, resilientes, que acordam todos os dias com o desafio de superar as dificuldades causadas por um rim deficiente. Alguns, acordam e se levantam diariamente graças à esperança de poderem fazer um transplante. Ouvimos muitas histórias de superação e de angústia também, mas em nenhum caso havia o sentimento de desistência em relação à Vida. Aprendemos muito com aqueles pacientes. E somos gratas a eles por isso.

O Arquivo completo de  INSUFICIÊNCIA RENAL CRÔNICA: UMA CONVERSA SOBRE EMOÇÕES está abaixo:

Insuficiência Renal Crônica – uma conversa sobre emoções

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Compreensão e tratamento da Síndrome do Pânico

Abaixo, o resumo de um texto sobre pânico que escrevi  alguns anos atrás, após atender uma adolescente com essa queixa e realizar extensa pesquisa sobre o assunto. O artigo completo postei no meu outro site, no Psique Online, que pode ser visto no link http://www.psiqueonline.net/

Compreensão e tratamento da Síndrome do Pânico no enfoque da Gestalt-terapia

Resumo: As concepções teóricas e as técnicas de intervenção da Gestalt-terapia são freqüentemente usadas na prática clínica para tratamento do pânico, apesar da inexistência de estudos abordando essa relação. Tendo em vista essa lacuna, o objetivo deste artigo, resultante de ampla revisão literária e atendimento clínico a pacientes com queixa de pânico, é analisar a origem, o desenvolvimento e o tratamento desse tipo de neurose de acordo com as concepções e propostas da Gestalt-terapia. Sob essa ótica, a conclusão obtida é que o pânico tem origem em experiências traumáticas envolvendo conflito entre situações ao mesmo tempo intolerantes e indispensáveis. De modo geral, tratar o pânico exige uma visão bio-psicopatológica do distúrbio, com intervenção associada de medicamentos e psicoterapia. Especificamente sob o enfoque da Gestalt-terapia, tratar uma neurose de pânico inclui a identificação e desconstrução dos mecanismos de bloqueio de contato que prejudicam a relação do sujeito com seu meio e consigo mesmo, causadores do transtorno.

TEXTO COMPLETO

Você é viciado em internet? – versão II

Há outra versão do teste referido no post anterior, do Instituto Delete, também com 20 perguntas. O primeiro teste foi divulgado inicialmente em 2007. Este segundo vem sendo propagado este ano.

Faça o teste

Para avaliar o seu nível de dependência, atribua à resposta a cada pergunta o valor adequado segundo a seguinte escala:

0 – não se aplica
1 – raramente
2 – ocasionalmente
3 – frequentemente
4 – quase sempre
5 – sempre

PERGUNTAS

1. Está ligado à Internet mais tempo do que pretendia?
2. Negligencia tarefas domésticas para passar mais tempo ligado?
3. Prefere a excitação da Internet à intimidade com o seu parceiro?
4. Estabelece novas relações com outros utilizadores na Internet?
5. As pessoas próximas de si se queixam sobre o tempo que passa ligado?
6. Os seus afazeres são alterados devido ao tempo que passa ligado?
7. Verifica o correio electrónico antes de qualquer outra coisa que precise  fazer?
8. O seu desempenho ou produtividade no trabalho sofre devido à Internet?
9. Tem uma atitude defensiva ou de secretismo quando alguém lhe pergunta o que está a fazer na Internet?
10. Bloqueia os pensamentos perturbantes sobre a sua vida com pensamentos reconfortantes da Internet?
11. Encontra-se a desejar voltar a estar ligado à Internet novamente?
12. Tem receio de que a vida sem Internet seja aborrecida, vazia e sem alegria?
13. Refila, grita ou fica irritado (a) se alguém o (a) incomoda enquanto está na Internet?
14. Perde o sono devido a estar na Internet até muito tarde?
15. Fica preocupado com a Internet quando não está ligado ou fantasia com estar na Internet?
16. Diz a si mesmo “só mais uns minutos” quando está na Internet?
17. Tenta reduzir a quantidade de tempo que passa na Internet e não consegue?
18. Tenta esconder a quantidade de tempo que passou na Internet?
19. Escolhe passar mais tempo na Internet em detrimento de sair com outras pessoas?
20. Se sente deprimido (a), instável ou nervoso (a) quando não está  na Internet e isso desaparece quando volta a estar ligado?

Depois de ter respondido a todas as questões, some os números que seleciono para cada resposta para obter uma pontuação final. Quanto mais alta for a pontuação, maior é o nível de dependência e os problemas que o uso da Internet provoca.

RESULTADOS

Segue a escala geral para ajudar a medir a sua pontuação:

20-49 pontos: Você é um utilizador médio. Por vezes poderá até navegar na Internet um pouco demais, no entanto, tem controle sobre a sua utilização.

50-79 pontos: Você começa a ter problemas ocasionais ou frequentes devido ao uso da Internet. Deve considerar o impacto na sua vida por ficar ligado à Internet com frequência.

80-100 pontos: A utilização da Internet está causando problemas significativos na sua vida. Deve avaliar as consequências destes impactos e aprender a lidar com a internet de modo mais saudável e produtivo.

Você é viciado em internet?

O Teste de Vício em Internet, o IAT (ou Internet Addiction Test), é a primeira medida validada e confiável de uso dependente da Internet. Desenvolvido pela Dra. Kimberly Young, o IAT é um questionário de 20 itens que mede graus leve, moderado e severo de Vício em Internet.
Para avaliar seu grau de dependência, responda às perguntas a seguir usando essa escala:
1 = Raramente.
2 = Às vezes.
3 = Freqüentemente.
4 = Geralmente.
5 = Sempre.

Ao final, some os pontos e compare o resultado com a tabela existente no final desta matéria.
1. Com que freqüência você acha que passa mais tempo on-line do que pretendia?
( ) Raramente
( ) Às vezes
( ) Freqüentemente
( ) Geralmente
( ) Sempre
( ) Não se aplica
2. Com que freqüência você negligencia as tarefas domésticas para passar mais tempo online?
( ) Raramente
( ) Às vezes
( ) Freqüentemente
( ) Geralmente
( ) Sempre
( ) Não se aplica
3. Com que freqüência você prefere a emoção da internet à intimidade com seu/sua parceiro(a)?
( ) Raramente
( ) Às vezes
( ) Freqüentemente
( ) Geralmente
( ) Sempre
( ) Não se aplica
4. Com que freqüência você constrói novos relacionamentos com amigos usuários online?
( ) Raramente
( ) Às vezes
( ) Freqüentemente
( ) Geralmente
( ) Sempre
( ) Não se aplica
5. Com que freqüência outras pessoas em sua vida se queixam da quantidade de tempo que você passa online?
( ) Raramente
( ) Às vezes
( ) Freqüentemente
( ) Geralmente
( ) Sempre
( ) Não se aplica
6. Com que freqüência suas notas ou tarefas da escola sofrem por causa da quantidade de tempo que você passa online?
( ) Raramente
( ) Às vezes
( ) Freqüentemente
( ) Geralmente
( ) Sempre
( ) Não se aplica
7. Com que freqüência você checa seu e-mail antes de qualquer outra coisa que você precise fazer?
( ) Raramente
( ) Às vezes
( ) Freqüentemente
( ) Geralmente
( ) Sempre
( ) Não se aplica

8. Com que freqüência seu desempenho ou produtividade no trabalho sofre por causa da internet?
( ) Raramente
( ) Às vezes
( ) Freqüentemente
( ) Geralmente
( ) Sempre
( ) Não se aplica
9. Com que freqüência você fica na defensiva ou guarda segredo quando alguém lhe pergunta o que você faz online?
( ) Raramente
( ) Às vezes
( ) Freqüentemente
( ) Geralmente
( ) Sempre
( ) Não se aplica
10. Com que freqüência você bloqueia pensamentos perturbadores sobre sua vida com pensamentos leves da internet?
( ) Raramente
( ) Às vezes
( ) Freqüentemente
( ) Geralmente
( ) Sempre
( ) Não se aplica
11. Com que freqüência você se pega pensando em quando você vai entrar online novamente?
( ) Raramente
( ) Às vezes
( ) Freqüentemente
( ) Geralmente
( ) Sempre
( ) Não se aplica
12. Com que freqüência você teme que a vida sem a internet seria chata, vazia e sem graça?
( ) Raramente
( ) Às vezes
( ) Freqüentemente
( ) Geralmente
( ) Sempre
( ) Não se aplica
13. Com que freqüência você estoura, grita ou se mostra irritado(a) se alguém lhe incomoda enquanto você está online?
( ) Raramente
( ) Às vezes
( ) Freqüentemente
( ) Geralmente
( ) Sempre
( ) Não se aplica
14. Com que freqüência você dorme pouco por ficar navegando até tarde da noite?
( ) Raramente
( ) Às vezes
( ) Freqüentemente
( )Geralmente
( ) Sempre
( ) Não se aplica
15. Com que freqüência você se sente preocupado(a) com a internet quando está offline ou fantasia que está online?
( ) Raramente
( ) Às vezes
( ) Freqüentemente
( ) Geralmente
( ) Sempre
( ) Não se aplica
16. Com que freqüência você se pega dizendo “só mais alguns minutos” quando está online?
( ) Raramente
( ) Às vezes
( ) Freqüentemente
( ) Geralmente
( ) Sempre
( ) Não se aplica

17. Com que freqüência você tenta diminuir a quantidade de tempo que fica online e não consegue?
( ) Raramente
( ) Às vezes
( ) Freqüentemente
( ) Geralmente
( ) Sempre
( ) Não se aplica
18. Com que freqüência você tenta esconder quanto tempo você está online?
( ) Raramente
( ) Às vezes
( ) Freqüentemente
( ) Geralmente
( ) Sempre
( ) Não se aplica
19. Com que freqüência você opta por passar mais tempo on-line em vez de sair com outras pessoas?
( ) Raramente
( ) Às vezes
( ) Freqüentemente
( ) Geralmente
( ) Sempre
( ) Não se aplica
20. Com que freqüência você se sente deprimido(a), mal-humorado(a) ou nervoso(a) quando está offline, e esse sentimento vai embora assim que você volta a se conectar?
( ) Raramente
( ) Às vezes
( ) Freqüentemente
( ) Geralmente
( ) Sempre
( ) Não se aplica

Resultado:
20 – 49 pontos: Você é um usuário médio da internet. Pode ser que, às vezes, você surfe um pouco demais na Web, mas você tem controle sobre seu uso.
50 -79 pontos: Você tem passado por problemas ocasionais ou freqüentes por causa da internet. Vale a pena avaliar o impacto disso em sua vida.
80 – 100 pontos: O uso que você faz da internet está provocando problemas significativos em sua vida. Você deve avaliar o impacto da internet e abordar os problemas causados diretamente por seu uso.

Atendimento psicológico pela internet

Já estou autorizada a realizar atendimentos psicológicos pela internet. Recebi ontem (19.05.15) o selo de credenciamento do Conselho Federal de Psicologia (CFP) e a permissão para esse tipo de serviço.

Mas não por meio deste blog, as regras do CFP não permitem. Tive que fazer um site específico para essa finalidade, o  PSIQUE ONLINE,  atendendo exigência do Conselho Federal de Psicologia.

O link do Psique Online é o  http://www.psiqueonline.net/

Todas as demais informações estão postadas lá, incluindo preços e limitações do serviço.

Repetindo: PSIQUE ONLINE 

Sonhar com doenças e ferimentos

Os sonhos revelam que as doenças têm um propósito… 

Nós junguianos acreditamos que os sonhos, excetuando-se os premonitórios e os residuais do cotidiano, são importantes comunicados do Inconsciente à mentte racional. Parecem estapafúrdios na maioria das vezes pelo fato de a linguagem do Inconsciente ser SIMBÓLICA, exigindo interpretação da simbologia dos elementos do sonho. Os elementos podem ter representação universal ou pessoal, dependendo de cada caso. De modo particular, eu entendo todos os sintomas e todas as doenças como manifestações da alma, como alertas para algo que reivindica atenção – para ser modificado, integrado ou atendido. As doenças nunca são mero castigo de Deus ou do Universo ou azar e nem mesmo mera causalidade. Sempre têm uma relação com o propósito de vida do indivíduo, com a jornada evolutiva do Espírito Eterno, que habita em todos nós.

A seguir, uma boa demonstração de como entender a representação universal dos sonhos.

Wilda Tanner contou, no livro O Mundo Místico Mágico e Maravilhoso dos Sonhos, que o médico russo e chefe da equipe de pesquisa do Instituto de Cirurgia Neurológica de Leningrado, Vasili Kasatkin, chegou à seguinte conclusão sobre os sonhos, após estudar extensivamente sonhos de alguns pacientes. E transcreve fala dele: “Fica muito claro que os sonhos são sentinelas que cuidam de nossa saúde enquanto dormimos… tumores do cérebro, doença mental, doenças do coração, do pulmão e do estômago são comumente representadas nos sonhos de duas semanas a um ano antes de a pessoa saber que está doente!” Ele recomenda, segundo o relato de Tanner: “consulte um médico e conte a ele todos os detalhes de qualquer sonho que fique se repetindo; sonhos que se repetem são os primeiros sinais de doenças sérias. Mesmo que o médico não seja treinado para interpretar sonhos, um sonho recorrente irá chamar a atenção dele para determinada área do corpo, que deve ser mais bem pesquisada.”

Um sonho isolado sobre problema orgânico ou físico pode dizer respeito a um problema passageiro; atenção especial deve ser dada a um sonho recorrente, ou seja, aquele que se repete – integralmente ou no componente principal. Esse deve ser considerado um aviso importante acerca de alguma doença física ou  mental. O Dr. Kasatkin ensina que sonhar com ferimentos em determinada área do corpo pode indicar uma doença naquela parte. Por exemplo: um ferimento na área do peito pode ser uma indicação de problema no coração, pulmão ou na área do peito em geral.

A seguir um trecho ipsi literis do citado livro de Tanner:

“Investigando esse tema, descobrimos que Norman Cousins, no livro Anatomy of an Ilness, diz `tudo o que você sente e aquilo em que você acredita afetam a sua saúde´. Ele relata que, em certa ocasião, foi anunciado ao público de um estádio lotado que várias pessoas haviam sido vítimas de intoxicação alimentar; a isso se seguiram episódios de vômitos e desmaio em massa; quando a notícia foi desmentida, os sintomas desapareceram imediatamente! Esse é um exemplo excelente de histeria de massa ou consciência da espécie. As emoções provocam reações físicas”. As emoções negativas contidas por muito tempo nos fazem ficar doentes. Por outro lado, pensamentos e sentimentos positivos podem ser altamente terapêuticos. Perdão, amor, boa vontade, gentileza, esperança, alegria e, acima de tudo O RISO são remédios maravilhosos. Em algumas pesquisas sobre sonhos, fornalhas quebradas simbolizam doenças do estômago; defeitos na fiação elétrica representam distúrbios nervosos; casas representam a estrutura óssea, enquanto partes de um automóvel representam partes do corpo, como por exemplo, os faróis representam os olhos. O segredo é observar os sonhos recorrentes  e os símbolos repetidos. Carl Jung, falando sobre os sonhos e diagnósticos disse: `é como se fosse o trabalho de um poeta, e não de um médico racional, que falasse de infecções, febres, de toxinas, etc.` (Jung, 1961).”

Fonte: O Mundo Místico Mágico e Maravilhoso dos Sonhos. Tanner, W. Editora Pensamento, SP, 1997.