Gabarito dos Correios/2011

As pessoas estão chegando ao meu blog em busca do gabarito das prova dos Correios/2011, aplicadas no domingo passado (15.05.2011). Mas esse  gabarito  AINDA NÃO FOI PUBLICADO pelo Cespe/UnB. Aguardem mais um pouco, candidatos . A divulgação está atrasada e talvez a justificativa seja o elevado número de participantes. O Cespe costuma ser absurdamente eficiente.

De acordo com notícia do CorreioWeb, o índice de abstenção chegou a 20,4%, isto é 168.029 concorrentes, de um total de 823.674  inscritos.

O site oficial da divulgação do gabarito é o seguinte: CESPE/UNB/GABARITO2011.

Psicólogos convocados para a Secretaria de Saúde

A Secretaria de Saúde do GDF vai empossar mais psicólogos aprovados no concurso público de 2008. Esses profissionais, convocados no dia 14 de março passado, vão tomarão posse na próxima sexta-feira (08/04/2011), no auditório da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepcs). Ao todo são 432 aprovados nessa seleção, que está prestes a completar dois anos de validade (no dia 17 de abril/2011). Se for renovado, fica valendo o cadastro reserva até 2013, conforme autoriza a lei e estava previsto no  edital do concurso. 

De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria da Saúde (SES), foram convocados 29 médicos, de diversas especialidades, 300 técnicos administrativos e 103 técnicos em outras categorias profissionais.  Há psicólogos nesse grupo também, as candidatas classificadas em 80º e 81º lugar, além do classificado em 19º dentre os Portadores de Necessidades Especiais. Entre os fisioterapeutas já foram convocados mais candidatos: 168 até o momento. Técnico em Nutrição, 76.

Ao que parece, a Secretaria de Saúde do GDF vai aproveitar mais gente do cadastro reserva nos próximos meses, já que no recém-lançado concurso para profissionais de saúde, a SES não inclui Especialistas em Saúde. Sabe-se que há ainda demanda por muitos psicólogos, nutricionistas e fisioterapeutas na rede pública de saúde. Mas talvez devamos dar um crédito ao GDF desta vez e supor que continuarão acontecendo contratações para melhorar os serviços dessa área tão descuidada no DF.

Concurso do HFA para psicólogos

Aos candidatos aprovados no concurso de 2009 para o Hospital das Forças Armadas (HFA), duas informações: a primeira é que o prazo de validade do certame, dois anos, acaba de ser prorrogado por mais dois. Assim, essa seleção continuará valendo até março de 2013. A segunda informação: uma fonte segura acaba de me informar que eles já convocaram onze pessoas (até a classificação 11ª). Dentre os médicos anestesistas já forma chamados ao trabalho 72. Desses, mais da metade já pediu exoneração. Entre os psicólogos a rotatividade é menor: dificilmente quem se classificou abaixo da trigésima posição chega a ser convocado…

Pensamento construtivo leva ao sucesso

Todos nós vivemos em duas dimensões, a interna e a externa.  O que acontece em uma dessas dimensões não pode influenciar a outra, a menos que se construa uma ponte  conectando-as.  A ponte que pode ligar as duas dimensões e mudar a dimensão externa é o COMPORTAMENTO. Os pensamentos pertencem à dimensão interna. Com o pensamento pode-se alterar o funcionamento fisiológico do corpo, porque há conexão entre o pensar e o funcionamento do corpo, e pode-se alterar respostas emocionais como, por exemplo, desenvolver a motivação.

Comecei a escrever  sobre isso devido à queixa de uma das visitantes deste blog, que afirmou mais ou menos o seguinte: “Desejo passar em concurso público, mas recorro a todo tipo de desculpa para não estudar”.

As provas de concurso estão na dimensão externa. O desejo de ser aprovado está na dimensão interna. Para obter aprovação será necessário criar uma ponte entre as duas coisas, isto é, pôr em prática um comportamento específico: estudar!

A principal característica da Psicologia Cognitivo-comportamental é a importância que dá aos pensamentos, às crenças e cognições do indivíduo. Assim, aceita-se que uma emoção advém de um pensamento, um modo de enxergar determinada situação ou contingência. Ou seja,  posso achar inútil sentar numa mesa por várias horas para estudar se  eu tiver o pensamento, a crença de que passar em concurso público é coisa só pra gênios.

Outro exemplo: sentirei raiva de um  chefe que me demitiu se eu o considerar injusto ou incompetente para avaliar situações de trabalho. Essa postura mental terá como consequência, além da emoção raiva, provavelmente um comportamento pouco produtivo na solução da situação de desemprego, possivelmente a postura de vitimização, descrédito com a conduta humana, etc. Isso não ajudará em nada na recolocação profissional. Se em vez de atribuir culpa ao chefe pela perda do emprego a pessoa avaliar criticamente o próprio comportamento, possivelmente perceberá onde errou epoderá corrigir a própria conduta para ser um funcionário mais adaptado à equipe, em outro trabalho, e se livrar  de perder o emprego com frequência.

Do mesmo modo, se desejando passar em um concurso público o indivíduo se livrar de todos os pensamentos que atrapalhem o alcance desse objetivo, ele chegará a essa meta. O desejo de  passar no concurso público é algo pertencente à dimensão interna. A motivação para qualquer ação/emoção também é algo intrínseco, interno, depende do próprio sujeito. No caso dos concursos, cabe a ele ir se automotivando, se disciplinando, reforçando sua determinação de estudar para construir a ponte entre as duas dimensões: estudar até ser aprovado.

Costumam atrapalhar os planos de aprovação em concurso público pensamentos  do tipo “tem muita gente boa concorrendo”; “nunca fui bom aluno, como vou ser melhor numa disputa dessas?”,” não estou acostumado a ficar tantas horas sentado numa cadeira estudando”; “nunca gostei de estudar”, “esses conteúdos são muito difícieis…”  e por aí vai. Tudo isso deve ser reavaliado, ressignificado, desconstruído, susbtituído por cognições eficazes.

Para quem nunca teve o hábito de estudar, será necessário um processo de mudança também comportamental, além de cognitiva. Mas o sentido maior da vida é darmos tudo de nós para alcançar uma meta. E deve-se aprender a  buscar recompensas a longo prazo, diferentemente de como agem as crianças.  O mundo do adulto não permite infatilidades ou fixações na infância que travem a evolução. O que realmente importa é o empenho para atingir um objetivo.

Para passar em concurso público (II)

Estudar para concurso é coisa surreal. Pode subtrair-nos alegrias nos domingos,  diversões de fim de dia e até mesmo minutos valiosos de bom namoro. Por outro lado, enche-nos o coração de esperança, agiganta nossa confiança no futuro e cura-nos de ansiedades por nos dar a sensação de estarmos fazendo nossa parte para realizar anseios. Sim, porque nunca se tem total controle sobre o futuro. Mesmo trabalhando muito por uma meta, ela pode simplesmente não se cumprir, se tal evento estiver fora dos desígnios do Destino, esse Senhor intrometido, mandão na vida alheia.

Estudar querendo passar em concurso público é sacrifico autoimposto, mas ainda assim, sacrifício. Como é chato ver e rever tantas vezes coisas que gostaríamos de já ter definitivamente aprendido. Mas tudo tem sempre tantos lados, tantas facetas, tantas exceções e nada pode escapar. Daí estar-se sempre voltando a pontos para corrigir algo que escapou. Já escrevi anteriormente sobre as condições necesárias para se obter aprovação em seleção pública no post PARA PASSAR EM CONCURSO PÚBLICO, mas de forma mais didática. No outro post falava a psicóloga. Neste, apenas  a concursanda.

Às vezes tenho a impressão de que para passar nessas seleções muito concorridas é preciso neurotizar-se. Mudar de tal forma a própria rotina, entregar-se com tanta dedicação aos livros, cadernos, apostilas e exercícios que nos tornamos antissociais, irritáveis (quando nos atrapalham), que acabamos por mudar algo dentro de nós. É como se precisássemos ficar meio adoecidos, fixados, fascinados e até obstinados.

Tenho gastado horas estudando para uma dessas seleções e há uma única vaga. Somos ao todo 34 inscritos e isso significa que preciso me sair  melhor do que os outros 33 concorrentes. Acredito que tenho um forte aliado: esse campeonato de futebol chamado Copa do Mundo. Não podia ter vindo em hora melhor:  como estou indiferente a essa manipulação da mídia, nos dias de jogo avanço alguns passos em relação aos meus concorrentes. Sei que tudo isso é absurdo, que eu deveria me ocupar de mim mesma, tratar de estudar e esquecer os demais concorrentes, mas e o que fazer com a minha natureza humana? Negá-la. Não dá. Tenho estudado sim, mas também torço para que os outros não façam o mesmo ou, se o fizerem, que o façam com menos afinco do que eu.

Mas não me iludo, e se algum concorrente me lê, não tema: estou consciente de que tenho estudado muito aquém do necessário. Já passei num desses concursos e me lembro bem do esforço aplicado. Em 1986 eu e uma amiga nos inscrevemos em um concurso que oferecia apenas duas vagas. Ela era boa em Matemática e eu, em Português. Resolvemos compensar nossas deficiências e todos os dias estudávamos 8 horas por dia. Eu estava namorando, ela não. À noite ela aumentava a carga horária de estudos dela enquanto eu ia me entregar à lascívia juveenil. Resultado: ela passou em primeiro lugar. E eu? Também fui aprovada, mas  em segundo lugar. Ficamos com as duas vagas! Foi uma felicidade indescritível! Nossa autoestima foi às alturas. Ela, a Selma, assumiu a função e está trabalhando no órgão até hoje. Eu havia passado também em outro concurso e dispensei esse. Anos depois pedi demissão do emprego que assumi (era no Ministério da Justiça, técnica administrativa, ganhava tão mal que passava fome!). Além disso, minha natureza inquieta e minha sede por conhecimentos me instigou a alçar outros voos. Me esborrachei em alguns paredões, em certos voos, mas valeu a pena ter seguido em frente.

O importante é que desde essa época aprendi o que é estudar para passar em um concurso com poucas vagas. Infelizmente não estou em rotina semelhante, não tenho uma parceira de estudos e estou consciente de minhas poucas chances. Mesmo assim, desistir sem fazer o possível seria preguiça. Se é verdade que de grão em grão a galinha enche o papo, preciso descobrir se, de concurso em concurso soma-se a bagagem necessária para a aprovação. Acredito que o provérbio popular não se aplica a esse caso, mas preciso ver isso na prática. Você que me lê, pode torcer por mim? Não sei se isso ajuda, mas atrapalhar,  não atrapalha.

Até Pelé precisava treinar

O brilhante texto abaixo, do psicólogo e hipnoterapeuta mineiro J. Augusto Mendonça,  ilustra com arte a necessidade de empenho, dedicação, persistência e treino para se obter o sucesso, seja como atleta, concursando ou em qualquer meta de vida. Uso aqui o termo “podium” como simbologia para VITÓRIA. Aprecie a metáfora que ensina como ser um campeão (ou  uma campeã).

* SUBIDA AO PODIUM

Ainda não tínhamos completado 18 anos quando fomos, pela primeira vez visitar a cidade de Santos.Depois de conhecer o centro da cidade, passear pelas praias do Gonzaga e de Zé-Menino, fomos visitar o campo do Santos Futebol Clube, na Vila Belmiro. Foi uma visita realmente sensacional. Éramos oito estudantes, ávidos por conhecer as cidades, os costumes, as gentes. E todos fanáticos por futebol. Na época, o Santos de Pelé era a grande atração.

Chegamos ao estádio no início da noite, por volta de 18h30. O porteiro, muito jeitoso, deixou que nós entrássemos para ver o campo e, pasme,  amigo leitor, para ver o Pelé! Ele mesmo, em carne e osso, sozinho, batendo bola. Todos os outros jogadores já estavam no vestiário, tomando bando ou já prontos para ir para casa. Pelé, não. Ele estava lá, batendo bola, correndo de um lado para outro, no campo.

O porteiro conversava conosco, falava do Pelé com muito orgulho. Falava de sua dedicação: chegava antes de todos para os treinos coletivos. Treinava sozinho ou com quem quisesse acompanhá-lo. A vida dele era o futebol e parecia não fazer mais nada. Era como se tivesse vindo ao mundo para jogar bola. Já era tão bom e continuava treinando. Não parava nunca. O porteiro disse que ele ia embora muito tarde; que a diretoria do clube havia dado ordens para que as luzes ficassem acessas para ele, enquanto ele estivesse lá.

Nossos olhos brilhavam, o peito se enchia à medida que o homem ia falando. E nós ali, vendo o Pelé, no treino. Não havia torcedor que não quisesse  um momento desses.

Depois saímos conversando sobre a aventura. E ficamos pensando em muitos outros atletas, em outras modalidades de esporte. Pensamos na dedicação deles, o quanto de tempo eles gastavam em treinos, preparos para, um dia, ganhar uma competição e subir ao podium.

Foi daí que nos veio a idéia: ninguém sobre ao podium no dia da competição. Os atletas que chegam ao podium começam a subir muito tempo antes da data da competição. A cada dia um pouquinho. E treinam todo dia, manhã, tarde e noite. Não param nunca, se querem realmente ser os bons. Enfrentam o tempo, o clima, a natureza. Dedicam-se com relação aos cuidados com a alimentação, ao sono. E continuam treinando, procurando ficar cada dia melhor. Até que, em um dia, muito esperado, sobem ao podium. Longa caminhada, a de um vencedor. Como Pelé.

*Extraído do livro A MAGIA DA HIPNOSE NA PSICOTERAPIA, de J. Augusto Mendonça, editora Psi, São Paulo, 1995. Página 127.