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Sai resultdo final do FNDE

Está publicado no Diário Oficial da União de terça-feira (29.01), na página 26 da terceira seção, o resultado final  do concurso para o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), para carreira de especialista em financiamento e execução de programas e projetos educacionais. A convocação para a próxima etapa, a do curso de formação, está prevista para a segunda quinzena de fevereiro. Foram oferecidas 191 vagas para especialidades de níveis médio e superior, todas destinadas a Brasília.

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Vem aí edital para novo concurso do GDF

Atenção, psicólogos do Distrito Federal! Deve sair em breve edital da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejus) com regras para seleção de efetivos para essa secretaria do GDF. A cobrança está sendo feita pelo Ministério Público do Distrito Federal (MPDF). A Sejus tem ate o dia 31 de gosto deste ano para concluir o processo seletivo. Os contratados vão trabalhar nas unidades de medidas sócio-educativas para crianças e adolescentes. O GDF queria contratar servidores temporários, mas o MP não permite. Houve também intenção da Sejus de fazer seleção PARA EFETIVOS por meio de análise curricular! Pasmem: isso não está previsto na nossa legislação! Uma promotora de Justiça de Defesa da Criança e do Adolescente, Jaqueline Gontijo, está de olho no cumprimento do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), assinado entre MPDF e o GDF, quanto a essas contratações. De acordo com a Sejus, o edital sairá em breve.

Postado em 02.07.08

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Reabertas inscrições para Adolescente Aprendiz

As inscrições para o programa Adolescente Aprendiz, dos Correios, serão reabertas no dia 11 de fevereiro. A ECT publicou ontem (29.01.08) retificações no edital, alterando regras, em atendimento a ação movida pelo Ministério Público Federal. São 2.950 vagas para estudantes de 14 a 18 anos de idade. O critério da comprovação de residência na cidade onde há vagas foi eliminado. As inscrições poderão ser feitas nos postos de atendimento indicados no edital de abertura do concurso, publicado em dezembro de 2006, conforme diz a retificação do edital, no final da página sobre essa seleção. O salário para o cargo de aprendiz é de R$ 380, acrescidos de vale-transporte, alimentação e atendimento médico e odontológico. A seleção está sob a responsabilidade do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). Os aprendizes devem jornada de trabalho de 20 horas semanais, por um período de dois anos consecutivos. Os concorrentes farão provas escritas objetivas, mas a data ainda não está marcada. Veja informações sobre reabertura das inscrições, datas e outras informações em notas anteriores deste blog. Acesse também o site Trabalho e Formação Profissional. É aconselhável que os jovens interessados consultem o edital, publicado em novembro de 2007 e as respectivas retificações.

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Edital do Adolescente Aprendiz tem algumas mudanças

Atenção, jovens interessados no programa Adolescente Aprendiz! Como já foi informado no post anterior, os Correios reabriam as inscrições para a seleção. Os candidatos devem observar alguns detalhes importantes:

Primeiro: OS CANDIDATOS NÃO PODEM FAZER MAIS DE UMA INSCRIÇÃO, conforme prevê o item 9.8.2 (“o candidato somente poderá efetuar uma única inscrição no concurso); quem se inscreveu em dezembro de 2006 NÃO deve fazer nova inscrição, sob risco de ter a inscrição anulada – por duplicidade;

Segundo: o conteúdo programático e os locais de provas são os mesmos descritos no edital de dezembro de 2007, exceto no caso do Senai de MG, que agora será FATEC/BH FACULDADE SENAI DE TECNOLOGIA da

R. Santo Agostinho, 1717 – Bairro Horto de Belo

Horizonte (MG);

Terceiro: O limite máximo de idade é de 18 anos no ato da inscrição e o mínimo é de 14 anos completos no ato da CONTRATAÇÃO;

Quarto: Não será necessário comprovar residência próxima ao local da vaga pleiteada;

Quinto: candidatos que ainda não têm carteira de identidade podem se inscrever apenas com a Certidão de Nascimento (do jovem ou do responsável).

A data de aplicação da prova AINDA NÃO FOI DIVULGADA. Isso deve ser feito depois de encerradas as inscrição, ou seja: após o dia 13 de fevereiro de 2008.

 

Postado em 29.01.08

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Empresa Correios reabre inscrições para Adolescente Aprendiz

 

 

A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) – ou simplesmente Correios – anunciou hoje (29.01.08) a reabertura das inscrições para o programa Adolescente Aprendiz. Os interessados, jovens de no máximo 18 anos de idade, poderão se inscrever nos dias 07 e 08 de fevereiro e 11 a 13 de fevereiro, nos postos de inscrição descritos no anexo 2 do edital de abertura. Os que se inscreveram em dezembro do ano passado NÃO precisam nem devem se inscrever novamente. Leia a NOTA dos Correios. Todas as informações sobre o edital dos Correios e as retificações podem ser vistas no final da página dos Correios que trata do processo seletivo para o programa Adolescente Aprendiz.

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A mitologia em nós

 

Por que nos interessa estudar sobre mitologia? Porque queremos saber como o mundo foi criado e desejamos entender o processo de desenvolvimento interior do homem. Segundo Moacir Rodrigues, didata em psicologia junguiana, a visão extrovertida da mitologia preconiza que o homem inventou os deuses; a partir da projeção de suas próprias características, manifestações no mundo e anseios interiores. A visão introvertida, por sua vez, diz: os deuses existem porque são uma verdade; são verdades primordiais dos arquétipos. Projeções ou verdade, as duas versões estão falando do indivíduo, de como ele nasceu e se desenvolveu. Mas trata-se de uma verdade simbólica, subjetiva, que pertence à psique (à alma) e não ao mundo físico. Cada deus, seja da mitologia grega, egípcia, romana, asteca, africana ou qualquer outra, representa aspectos nossos; os deuses são representações das características dos seres humanos. Temos dentro de nós um panteão de deuses. E predomina em cada um de nós um tipo de expressão mítica simbolizado por um deus específico. Há quem tenha mais de Zeus; em outra pessoa Athena se expressa com mais vigor; há quem tenha mais semelhanças com Pã e por aí vai. E essa visão não deve ser vista como um ataque ou contradição à crença em um deus único, defendida sobretudo pela teologia judaico-cristã. A bem da verdade, mesmo essas religiões reconhecem a existência de outros deuses além do Deus supremo e criador do universo. O que é Maria Santísssima senão uma deusa? E Jesus Cristo? O Espírito Santo, os santos e anjos? São divindades. E todos esses Deuses têm em si representações de arquétipos. Maria é a Grande Mãe. Jesus é o Salvador, assim como Dionísio o fora para os gregos. À propósito, a interessante obra de Edward F. Edinger, O Arquétipo Cristão, faz uma analogia com as várias fases da vida de Cristo e o processo de individuação do homem. Outro livro que mostra a mitologia entrelaçada com nossa realidade é Deuses e o Homem, de Jean Shinoda Bolen. A nós, psicoterapeutas, interessa sobretudo a relação entre mitologia e a psicoterapia, o que pode ser melhor compreendido com a leitura das obras citadas. Neste blog há umpouco mais desse assunto no post de título Alquimia, psicoterapia e nossas dificuldades concretas.

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Alquimia, psicoterapia e nossas dificuldades concretas

“O que torna a alquimia tão valiosa para a psicoterapia é o fato de suas imagens concretizarem as experiências de transformação por que passamos na psicoterapia”. A frase é de Edwuard F. Edinger, no livro Anatomia da Psique – o Simbolismo Alquímico na Psicoterapia. É uma obra fundamental para terapeutas junguianos e todos que se proponham entender a realidade da psique. Nela, a analogia entre psicoterapia e processos alquímicos, grande pilar das descobertas de Carl Jung, é explicada minuciosamente, explorando em detalhes cada um dos sete principais processos alquímicos: calcinatio, solutio, coagulatio, sublimatio, mortificatio, separatio e coniuntio.

Jung demonstrou que o simbolismo alquímico era, em grande parte, produto da psique inconsciente. Assim, as imagens alquímicas fornecem base objetiva para abordagem de sonhos e outros materiais inconscientes. “Vi logo que a psicologia analítica coincidia de modo bastante singular com a alquimia. As experiências dos alqumistas eram, num certo sentido, as minhas próprias experiências, e o mundo deles era, num certo sentido, o meu” (Jung, Memórias, Sonhos e Reflexões, ed.2005, pág. 181).

Para clarificar essa analogia de forma simplificada, facilitando a compreensão de todos que tenham interesse pelo tema, tomo por exemplo neste curto texto o processo alquímico da sublimatio. Obviamente, a leitura do livro do Edinger ampliará consideravelmente a compreensão do que tento explicar aqui, embora trate-se de leitura densa e a obra não funcione como aqueles livros de auto-ajuda.

Em alquimia, a sublimatio é a operação que transforma o material em ar por meio de sua elevação e volatilização. Originado do latin sublimis, o termo sublimação significa “elevado”. É um processo de elevação por meio do qual uma substância inferior se transforma, se eleva em movimento ascendente.

Edinger afirma que todas as imagens oníricas que lembram movimento para cima, como escadas, elevadores, alpinismo, montanhas e voar, entre outras, pertencem ao simbolismo da sublimatio; podem estar indicando uma permanência maior nesse estado e ta dificuldade para viver no plano concreto.

Ao lidar com problemas concretos, precisamos ficar “acima” deles, nos elevar. Recorremos a nossa bagagem espiritual, intelectual e vivências pessoais para enxergá-los “de cima”, e portanto, por um anglo maior, com visualização ampla de possibilidades, interligações e implicâncias.

O problema reside em permanecer “no alto”, em não descer para resolver o problema! Poetas, filósofos, intelectuais, artistas, educadores e outros pensadores realizam com freqüência esse movimento ascendente e costumam enxergar aspectos que os outros não vêem. Mas, infelizmente, dominados por intricados complexos e forças arquetípicas, desenvolvem uma dificuldade em fazer o movimento de volta, a descida para o “estado sólido”, o mundo fora das nuvens, menos belo e mais duro, pouco agradável e nada poético, mas necessário. Essa espécie de fixação no estado de sublimação costuma resultar, no mundo concreto, em sérias dificuldades financeiras e na incapacidade de formar patrimônio material, necessário à segurança e ao bem-estar no mundo atual.

Veja o que diz Edinger sobre isso (in Anatonia da Psique, 2005, pág. 136):

“A sublimatio é uma ascensão que nos eleva acima do emaranhado confinador da existência terrestre, imediata, e de suas particularidades concretas, pessoais. Quanto mais alto nos elevamos, tanto maior e mais ampla nossa perspectiva, mas, ao mesmo tempo, tanto mais distantes ficamos da vida real e tanto menor a nossa capacidade de agir sobre aquilo que percebemos. Tornam-nos expectadores magníficos, mas impotentes.”

Um amigo de grande bagagem intelectual contou-me que tem muita facilidade para visualisar as questões nas suas múltiplas abrangências e para planejar, elaborar ações ideais. E, ao mesmo tempo, enorme dificuldade para realizar as ações planejadas. No plano pessoal, provavelmente ele deve ver com clareza as causas de suas dificuldades concretas, onde erra e o que deveria fazer para livrar-se dos problemas. Mas a simples compreensão do que deve ser feito não o ajuda. Isso porque será necessário conseguir “descer” do estado de sublimação e submeter-se ao mundo real e enfrentar as necessidades concretas.

A sublimatio pode, também, ter significado de purificação. Num estado de contaminação inconsciente, matéria e espírito que foram misturados devem ser purificados pela separação: “Nesse estado impuro, o espírito deve primeiro buscar sua própria natureza e verá tudo que pertence à carne e à matéria – o concreto, o pessoal, o que é movido pelo desejo – como o inimigo a ser superado. Toda a história da evolução cultural pode ser considerada como um grande processo de sublimatio, no qual os seres humanos aprendem a ver a si mesmos e ao mundo. A filosofia estóica foi vasto esforço para ensinar os seres humanos a atingirem o alvo estóico da apathia por meio da superação das paixões que aprisionam à terra. O idealismo de Platão, bem como todos os sistemas idealistas posteriores, se esforçam por apresentar a vida em termos de formas eternas e idéias universais, com o objetivo de suplantarem a irritante sujeição humana às contingências da matéria.” (Idem, pág. 143).

Ficar acima das coisas, ver a si mesmo com objetividade é chamado em psicologia de “dissociar” e nisso reside o perigo da sublimatio. Quando levada a extremo, esse estado psíquico poderá ser patológico, isso porque a dissociação é fonte de consciência do ego, mas também causa de doença mental.

Se o movimento ascendente eterniza, conduz rumo ao divino, o movimento descendente personaliza. E o ideal é que esses dois estados se combinem, dando origem a outro processo alquímico: a circulatio. A Tábua de Esmeralda de Hermes diz o seguinte sobre a circulatio: “ela ascende da terra para o céu e desce outra vez para a terra, e recebe o poder do que está em cima e do que está em baixo. E, assim, terás a glória de todo o mundo. Desse modo, toda a treva fugirá de ti.”

No plano psicológico a circulatio é fundamental, porque promove o trânsito entre todos os aspectos do ser, incluindo suas polaridades opostas, levando ao equilíbrio de forças conflitantes.

Em psicoterapia junguiana, para lidar com a fixação em estado de sublimtio trabalha-se com sonhos e exercícios de imaginação ativa, entre outros recursos, para promover a consciência acerca dos elementos subjacentes à permanência maior nesse estado psíquico e para “esvaziar” os complexos, de modo a desarticular a dominação dessas forças sobre as ações do paciente. O psicoterapeuta vai se esforçar por desenvolver no paciente a capacidade de fazer circulatio, de realizar movimentos de ascensão e de descida, de subir para o camarote e assistir do alto, mas, em seguida, descer para o palco da própria vida e atuar.

Postado por Carmelita Rodrigues, em 04 de janeiro de 2008

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Nossas dificuldades para viver o amor romântico

Por que os relacionamentos homem-mulher freqüentemente fracassam ou são permeados de muito sofrimento, frustrações e até crimes contra a vida? Uma resposta possível entre tantas é: por causa das expectativas, das exigências impossíveis de serem atendidas.

Para nós ocidentais a experiência do amor romântico é um complexo conjunto psicológico, uma combinação de ideais, crenças, valores, atitudes, anseios e expectativas, por vezes contraditórias, existentes em nosso inconsciente e que se manifestam em forma de emoções, sensações e comportamentos.

Mesmo sem nos darmos conta, por ser fenômeno resultante de forças inconscientes, predeterminamos como deve ser nosso relacionamento com o parceiro ou a parceira, o que devemos sentir e em que deve resultar a relação. Fazemos projeções inconscientes e com base nelas cobramos dos nossos parceiros a realização de nossos anseios mais profundos (entenda melhor isso lendo o post Nos desentendimentos amorosos, escolha entre a espada e a harpa ).

Quase sempre essas expectativas levam à elaboração de um “contrato” unilateral. O outro raramente concorda ou sequer está a par das cláusulas desse instrumento. Não que as partes ajam de má fé; como já foi dito, é algo inconsciente. E mesmo quando o compromisso é “assinado” pelas duas partes ocorrem desentendimentos.

Homem e mulher desenvolvem o lado sentimental de modo diferente; a experiência de envolvimento amoroso tem para as mulheres nuances sutis que os homens vivenciam de forma diversa devido a inúmeros fatores.

Um forte impedimento para o amor romântico construtivo é a predominância de valores patriarcais, em detrimento dos aspectos femininos do ser humano. Em essência, homem e mulher tem o yin e o yang (masculino e feminino), são compostos por animus e anima em suas essências. E essas duas partes de cada um devem estar integradas. Caetano Veloso cantou: “ser um homem feminino, não fere o meu lado masculino”. Não somente não fere, como faz dele um ser completo, melhor.

Orientados pelo anseio de completude e vivendo num mundo de dominação patriarcal em que a força e as virtudes do feminino foram subjugadas, a maioria dos homens busca na mulher o seu lado feminino perdido, os valores femininos da vida e suas tentativas para vivenciá-los por meio da mulher.

Igualmente influenciadas pela versão patriarcal da realidade, as mulheres buscam nos homens valores masculinos. Muitas gastam toda a vida alimentando sentimento de inferioridade em relação ao homem ou competindo com eles para se sentirem em pé de igualdade.

Em que pode resultar o relacionamento entre um homem em conflito com sua anima, plenamente dominado pelo animus, e uma mulher igualmente distanciada de seu animus, tomada apenas pela anima?

Freqüentemente, nesses casos ou naqueles em que apenas uma das partes está sem a integração da sua dimensão complementar, há uma busca equivocada de plenitude no outro, na noção fantasiosa de que existe perdida por aí uma alma gêmea, uma banda de si que está desgarrada e, se for encontrada, irá completar o sentido da vida. Na verdade, essa parte oposta está dentro de cada um e a sensação de completude só ocorre quando acontece a aceitação e a integração do masculino com o feminino dentro de cada um de nós.

Há um princípio alquimista que diz: “só o que está separado pode ser devidamente unido.” Coisas e pessoas “misturadas” de forma confusa terão que ser desembaraçadas, separadas e identificadas antes de serem unidas em novo elemento. A separatio “dá ensejo à existência consciente; é a separação entre sujeito e objeto, entre o eu e o não-eu” (Edinger, 2005). Esse é o objetivo maior da psicoterapia: separar conteúdos, sentimentos, valores confusos e todos os emaranhados do psiquismo, abrindo caminho rumo à individuação, à busca da totalidade do ser.

Posteriormente, neste espaço, ampliaremos essa visão do homem integrado com seu lado feminino e da mulher com sua dimensão masculina num texto sobre o livro Parceiros Invisíveis, do escritor John A. Stanford.

Referências bibliográficas:

. Edinger, Edward F. Anatomia da Psique: O Simbolismo Alquímico da

Psicoterapia. São Paulo, Editora Cultrix, 2005.

. Johnson, Robert A. Imaginação Ativa (Inner Work): como trabalhar com

sonhos, símbolos e fantasias. São Paulo, Editora Mercuryo, 2003.

. _________ . We: A Chave da Psicologia do Amor Romântico. São Paulo,

Editora Mercuryo,1989.

. Jung, C. Gustav. Psicologia e Religião. Petrópolis (RJ), Ed. Vozes, 1984.

. ________ . Memórias, sonhos e Reflexões. São Paulo, Ed. Nova Fronteira, 2005.

. Stein, Murray. Jung, o Mapa da Alma. São Paulo, Editora Cultrix, 2006.

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Nos desentendimentos amorosos, escolha entre a espada e a harpa

Ainda falando de amor romântico (análise iniciada no post anterior ), há outra razão, mais visível, mais concreta, para os desacertos nas relações amorosas: os casais desejam o entendimento, mas sacam da espada em vez de recorrer à harpa. A analogia é de Robert A. Johnson, no livro We – A Chave da Psicologia do Amor Romântico: “A espada não é capaz de construir relacionamentos; ela não pode resolver coisa alguma; não pode unir as coisas; ela só consegue rasgar. Se você quiser ‘juntar os pedaços’ e construir um bom relacionamento, então vai precisar aprender a usar a linguagem da harpa. Você precisa dar segurança à outra pessoa, expressar seu amor, seus sentimentos e sua dedicação. Esta é uma lei absoluta: a espada fere e separa; a harpa une e cicratiza” (Johnson, 1989, pág.54).

A espada simboliza o intelecto, a lógica. A harpa, o sentimento, o lirismo, a intuição e o não-racional. “Deixar a espada significa parar de tentar entender pelo intelecto ou pela lógica, parar de tentar forçar as coisas. Usar a harpa significa esperar pacientemente, usando a voz suave que vem de dentro, esperar pela sabedoria que vem não da lógica ou da atividade, mas do sentimento, da intuição, do não racional e do lírico” (idem, pág.58).

E para que ambos recorram à harpa em vez de usarem a espada é necessário que o lado feminino esteja participando; que o lado feminino atue, tanto no homem quanto na mulher. Na atuação clínica, os psicólogos junguianos conduzem a essa integração recorrendo, principalmente, à imaginação ativa e trabalhando com os sonhos do paciente.

Obviamente, o livro citado vai muito além dessa analogia. Trata-se de uma análise teórica acerca da psicologia do amor romântico; busca revelar a chave secreta para desvendar o mistério dessa nossa dimensão. Resumidamente, na visão de Johnson, a chave é a percepção de que o amor romântico está relacionado com o desejo de elevação espiritual, a aspirações religiosas originárias de resquícios do amor cortês ou courtezia, a crença medieval de que o amor verdadeiro devia ser a adoração extática de um homem por uma mulher e vice-versa, sendo o ser amado a imagem da perfeição. Em decorrência dessa herança, fazemos projeções inconscientes que dificultam o entendimento.

O “amor cortez”, vigente no século XII e descrito na literatura pela primeira vez no mito de Tristão e Isolda, tinha três características. A primeira era a impossibilidade de haver relacionamento íntimo ou sexual entre o cavaleiro e a dama; o envolvimento era de natureza ideal, espiritual, com a finalidade de levá-los a cultivar sentimentos refinados e sutis; a atração física deveria ser sublimada.
A segunda exigência do amor cortêz era que jamais cavaleiro e dama se casassem. Em razão disso, era comum a dama ser casada com outro cavaleiro, podendo o cavaleiro, mesmo assim, adorá-la , tratá-la como uma divindade, tornando-a alvo de suas aspirações espirituais. Aliás, era esse o verdadeiro propósito do amor cortêz, conduzir os dois à elevação, à capacidade de transcender sensações e sentimentos.

A terceira exigência era que ambos deviam manter acesa a paixão, fazendo arder intensamente a chama do desejo um pelo outro, mas esforçando-se para espiritualizar esse sentimento. Os dois deveriam ser símbolos do mundo arquetípico divino e nunca reduzir a paixão aos aspectos mundanos do sexo ou do casamento.

O amor romântico procede daí, isto é, começou como busca de elevação espiritual. Inconscientemente, procuramos ainda este mesmo caminho nas nossas relações amorosas. Esse ideal de amor cortêz se apoderou de nosso psiquismo e se tornou uma força arquetípica inconsciente com grande repercussão na nossa vida.

O impulso religioso é uma busca pela totalidade, pelo self. Quando uma pessoa se torna objeto de adoração de outra, ela adquire um poder numinoso, um potencial divino para dar luz à ao ser que a ama – ou de apagar a luz, quando a paixão termina. O ser amado é visto como imagem e símbolo de Deus (imago dei). Ao valorizar tanto e buscar com desenfreada ânsia o amor romântico, o homem ocidental está na verdade buscando sua totalidade, perseguindo aspirações religiosas.

Acontece que o homem atual nega suas aspirações espirituais, influenciado por idéias de cientificismo distorcido e super valorização do que é concreto, objetivo e material, em detrimento das questões do espírito, das verdades subjetivas da alma. Há uma valorização exagerada do poder de produção, da necessidade de controlar, possuir e consumir. Os anseios espirituais estão relegados aos subterrâneos da alma. Mas eles se fazem presentes, se manifestam como força inconsciente nas nossas projeções, nos êxtases e desesperos, nas paixões e em outras reações envolvidas no amor romântico.

Negado, reprimido, o instinto religioso se desloca para onde ele pode atuar: os envolvimentos amorosos. “O mundo da alma e do espírito, a força irresistível da potencialidade religiosa da psique, abruptamente, invade o mundo comum dos relacionamentos humanos. Aquilo que sempre desejamos – a visão de unidade e do supremo propósito – nos é, de uma vez, desvelado na forma de outro ser humano” (Johnson, 1989, página 90).

Em razão disso, novelas, livros, filmes, peças de teatro, músicas e qualquer “produto” que explore as intensas paixões fazem tanto sucesso. Mas é também por isso que geralmente fracassam nossos esforços em ter casamentos e relações perfeitos. Esses envolvimentos estão contaminados de projeções e aspirações vigorosas e desconhecidas. Pegamos nosso anseio de totalidade e o projetamos nos nossos amores, um redirecionamento de energias que tende a falhar porque cada um deve ser pleno e total em si mesmo. Se acreditamos, inconscientemente, que nosso parceiro ou nossa parceira tem obrigação de nos manter sempre feliz, de tornar nossa vida plena, vamos exigir muito do outro, vamos cobrar atitudes e resultados impossíveis de serem atingidos.

Referências bibliográficas:

. Edinger, Edward F. Anatomia da Psique: O Simbolismo Alquímico da Psicoterapia. São Paulo, Editora Cultrix, 2005.

. Johnson, Robert A. Imaginação Ativa (Inner Work): como trabalhar com sonhos, símbolos e fantasias. São Paulo, Editora Mercuryo, 2003.

. _________ . We: A Chave da Psicologia do Amor Romântico. São Paulo, Editora Mercuryo,1989.

. Jung, C. Gustav. Psicologia e Religião. Petrópolis (RJ), Ed. Vozes, 1984.

. ________ . Memórias, sonhos e Reflexões. São Paulo, Ed. Nova Fronteira, 2005.

. Stein, Murray. Jung, o Mapa da Alma. São Paulo, Editora Cultrix, 2006.

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Oportunidades no serviço público

O Centro de Seleção e de Promoção de Eventos da UnB(Cespe/UnB) está com inscrições abertas para vários concursos: Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Instituto Rio Branco, Corpo de Bombeiros Militar do Espírito Santo e Prefeitura Municipal de Vila Velha (ES). O tribunal oferece 89 vagas para Analista Judiciário e Técnico Judiciário, com remunerações que variam entre R$ 3.232,52 e R$ 5.484,08. As inscrições variam entre R$ 60,00 e R$ 80,00. O concurso do INSS oferece 2 mil vagas. Há 1,4 mil vagas para Técnico do Seguro Social e 600 vagas para Analista do Seguro Social. As remunerações são de R$ 1.989,87 e R$ 2.243,78, respectivamente. As inscrições custam entre R$ 47,00 e R$ 56,00. Para os interessados em fazer carreira diplomática, as inscrições vão até o dia14 de fevereiro para o processo seletivo do Instituto Rio Branco. A taxa é de R$ 120,00 e a remuneração inicial é de R$ 7.751,97. Informações pelo telefone 3448 0100.

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Barbacena realiza mais um Festival da Loucura

Espaço para ver, ouvir, expressar, analisar e entender a loucura ou para vivenciar que “de loucos todos temos um pouco”. É a proposta doo III Festival da Loucura, que acontecerá em Barbacena (MG) entre os dias 3 e 6 de abril. São esperadas mais de 50 mil pessoas para os quatro dias de festival. A edição deste ano debate o tema “A loucura em diversos ramos”, com palestras e seminários sobre artes plásticas, literatura, futebol e drogas. O evento é gratuito e inclui variadas atividades sócio-culturais como o show do cantor Marcelo D2, no primeiro dia do encontro. A cantora Pity (4 de abril), as bandas Luxúria e Manacá (5 de abril) são outras atrações do festival que será encerrado com a banda cover do Cazuza, no dia 6. Haverá ainda exibições de cinema eeatro, exposições de artes plásticas e trabalhos feitos por pessoas com transtorno mental. As atividades acontecem na Praça da Estação, no centro da cidade.

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Um pensamento

O aspecto mais triste da vida de hoje é que a ciência ganha em conhecimento mais rapidamente que a sociedade em sabedoria

Isaac Asimov – Escritor e bioquímico que popularizou a ciência; autor de obras de ficção científica como “Leis da Robótica”. Natural da Rússia, obteve a nacionalização norte-americano em 1928. Nasceu em Petrovich, em 2 de janeiro de 1920, e morreu em New York, em 6 de abril de 1992.

Concursos

GDF vai contratar psicólogos

Vem aí mais uma seleção pública simplificada para psicólogos no DF. Desta vez será para a Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania do Governo do Distrito Federal (GDF). Um total de 158 vagas serão distribuídas entre profissionais da Psicologia, Assistência Social, Pedagogia e Agente Social, neste último caso, de nível médio. Os profissionais selecionados vão substituir servidores temporários contratados pelo GDF em abril e junho do ano passado. Os aprovados vão atuar no Centro de Atendimentos Juvenil Especializada (Caje) e abrigos públicos, como o Centro de Abrigamento e Reencontro (Cear), de Taguatinga.  A expectativa é de que o edital seja publicado a partir do dia 23 de janeiro. Os classificados vão trabalhar por 12 meses, sem possibilidade de renovação contratual. A medida atende a acordo firmado entre o Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT) e as secretarias de Justiça e de Planejamento do DF, no Termo de Ajuste de Conduta (TAC) assinado em fevereiro de 2007 com a Promotoria da Infância e da Juventude. No documento, os dois órgãos se comprometiam a contratar – por 12 meses improrrogáveis – funcionários temporários para atuar em unidades destinadas a adolescentes submetidos ao cumprimento de medidas sócio educativas.

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Especialização em Gestalt-terapia


Começa no dia 12 de fevereiro o curso de especialização em Psicologia Clínica na abordagem gestáltica, oferecido pelo Instituto de Gestalt-terapia e atendimento Familiar (IGT), do Rio de Janeiro. As aulas serão dadas sempre às terças-feiras, à noite. Serão formadas turmas de no máximo doze alunos.
Informações adicionais sobre o curso, incluindo nomes e currículo dos coordenadores, podem ser obtidas no site do IGT, que funciona na Tijuca (RJ),
na Rua Haddock Lobo, 369/709. Telefone para informações: (21) 2567-1038

 

Livros

Despertando para o inconsciente

Uma manhã, como de hábito, uma mulher entrou em seu carro para ir trabalhar. Durante o trajeto de alguns quilômetros, sua imaginação começou a elaborar uma grande aventura. Via-se como uma mulher simples, vivendo em épocas passadas, entre guerras e cruzadas. Tornou-se heroína, salvando seu povo por meio de lutas e do sacrifício; depois, encontrou-se com um príncipe nobre e forte, que por ela se apaixonou.

Com a mente consciente assim totalmente ocupada, ela dirigiu o carro por várias ruas, passou por semáforos, sinalizou corretamente nos momentos certos e chegou em segurança ao estacionamento do seu local de trabalho. Voltando à realidade, percebeu que não era capaz de se lembrar do trajeto percorrido. Não se lembrava de um único cruzamento, de uma única entrada à direita ou à esquerda. Assustada, perguntou-se: “Como pude percorrer todo esse trajeto sem me dar conta? Onde estava minha mente? Quem dirigia enquanto eu sonhava? Mas fatos semelhantes já haviam acontecido antes, de forma que mudou o rumo dos eus pensamentos e entrou no escritório.

Diante de sua mesa de trabalho começou a planejar as atividades do dia, quando foi interrompida por um colega que entrou furiosamente em seu escritório, atirando um memorando que ela fizera circular e vociferando por causa de detalhes do mesmo com os quais não concordava. Ela ficou pasma! A raiva do colega era francamente desproporcional às dimensões dos detalhes! Que tinha dado nele?

O rapaz, por sua vez, escutando a própria voz alterada, percebeu que estava fazendo uma tempestade em copo d’água. Confuso, murmurou uma desculpa e saiu. Chegando a sua sala, perguntou-se: Que deu em mim? De onde veio isso? Em geral não faço estardalhaço por tão pouco. Simplesmente não era eu!”

Sentiu que fervia de raiva e que, apesar nada ter a ver com o tal memorando, ainda assim a fúria se abatera sobre ele por causa daqueles pequenos detalhes. De onde vinha aquela raiva toda, exatamente, não sabia.

Se essas duas pessoas tivessem parado para pensar, talvez tivessem percebido que estavam sentindo a presença do inconsciente em suas vidas naquela manhã. De vários modos, nas idas e vindas do dia-a-dia, o inconsciente age sobre nós e através de nós. Às vezes, o inconsciente trabalha lado a lado com a mente consciente e assume o controle quando esta está concentrada em outra coisa. (…)

Outras vezes, o inconsciente elabora fantasias tão cheias de símbolos e imagens vivas que acaba por envolver totalmente a mente consciente, mantendo nossa atenção presa por um bom lapso de tempo. Fantasias de aventura, perigo, sacrifício heróico e amor. São exemplos primários de como o inconsciente invade a mente consciente e procura manifestar-se – por meio da imaginação, usando a linguagem simbólica de imagens carregadas de emoções.

Outra forma de sentirmos o inconsciente é por meio de uma onda emocional repentina, a euforia inexplicada ou a raiva irracional que invadem a mente consciente e a dominam. Essa onda emocional não faz sentido para a mente consciente, pois ela não a criou. (…)

O conceito de inconsciente é obtido pela simples observação da vida diária. Há um material contido em nossa mente do qual não nos apercebemos a maior parte do tempo. Algumas vezes nos surpreendemos com uma recordação, uma associação feliz, um ideal, uma crença que inesperadamente surge de um lugar desconhecido. Sabíamos que o carregávamos em algum lugar dentro de nós, desde há muito – mas onde? Numa parte desconhecida da psique, além dos limites da mente consciente.

O inconsciente é um universo maravilhoso, composto de energias invisíveis, forças, formas de inteligência – até personalidades distintas – que não são percebidas mas que vivem dentro de nós. Seu domínio é muito maior do que supomos; algo com vida própria e completa, toda sua, que corre paralelamente à vida comum do nosso dia-a-dia. O inconsciente é a fonte secreta de muito do que entendemos como nossos pensamentos, nossas emoções e comportamentos. Influencia-nos de forma poderosa, por não suspeitarmos de sua existência.

(…)

Algumas vezes, essas personalidades escondidas são embaraçosas e violentas e nos sentimos humilhados quando se revelam. Outras vezes, descobrimos que temos qualidades boas e poderes que desconhecíamos. Nos valemos de fontes escondidas que nos permitem fazer coisas que normalmente não faríamos, como por exemplo, nos expressarmos com clareza e inteligência inusitadas, comportando-nos com sabedoria, generosidade e compreensão, a ponto de nos surpreendermos: “Sou diferente do que pensava; tenho qualidades – tanto positivas quanto negativas – que não conhecia em mim.” Essas qualidades vivem no inconsciente, onde estão “longe dos olhos, longe do coração.

Somos muito mais do que o “eu” que conhecemos. A mente consciente só consegue concentrar-se, de cada vez, em uma única área limitada do nosso ser total. Apesar de todo o esforço par ao autoconhecimento, só uma pequena porção do vasto sistema de energia do inconsciente consegue ser incorporada à mente consciente ou atuar no nível consciente. Então temos de aprender como ir ao inconsciente e como ser receptivos às suas mensagens: é a única maneira de conhecermos as partes desconhecidas de nós mesmos.

Abordando o inconsciente, voluntária ou involuntariamente – O inconsciente manifesta-se por meio de linguagem simbólica. Não é somente por um comportamento involuntário ou compulsivo que sentimos o inconsciente. Ele dispõe de dois caminhos naturais para estabelecer uma ligação e conversar com a mente consciente: um deles é o sonho; o outro, a imaginação. Ambos são canais de comunicação altamente sensíveis eu a psique desenvolveu para que os níveis consciente e inconsciente possam conversar entre si e trabalhar em conjunto.

O trecho acima, retirado do livro Imaginação Ativa – Inner Work,de Robert A. Johnson, exemplifica parcialmente o conteúdo do livro, importante instrumento de compreensão de intervenções psicológicas da abordagem junguiana. Nele é explicada a relação entre o inconsciente e sua linguagem e do inconsciente e os Arquétipos, importante conceito desenvolvido por Carl Gustav Jung.

Na Segunda parte do livro é explicado o trabalho com sonhos, o método das quatro etapas (as associações, a dinâmica, as interpretações e os rituais). A objetividade das descrições fazem o trabalho assemelhar-se a um “manual’, tanto para a perfeita compreensão dos conceitos quanto a utilização deles na prática clínica ou individualmente (por quem já tenha certa habilidade para tal).

No capítulo sobre Imaginação Ativa é abordado de forma detalhada o segundo caminho de comunicação do inconsciente com a mente consciente. Aí se inclui a definição e as etapas desse processo psicoterápico (também são quatro: o convite, o diálogo, os valores e os rituais). É leitura recomendada pelos grandes mestres, como Moacir Rodrigues, notório psicólogo junguiano de Brasília.

▪ Robert A. Johnson é autor dos livros She, He e We, obras que traduziram para a linguagem popular os conceitos da Psicologia Junguiana.

▪ Imaginação Ativa – Inner Work: como trabalhar com sonhos, símbolos e fantasias, de Robert A. Johnson São Paulo, Ed. Mercuryo, 2003, pág. 09.

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Depressão e obesidade

Hoje é o dia das notícias relacionadas à UnB. Então vamos a mais uma. Um estudo comprovou o que já vinha sendo percebido pelos profissionais de saúde:pessoas que sofrem de depressão têm maior predisposição para o excesso de peso. Os efeitos colaterais dos antidepressivos e características como a inatividade física e a compulsão alimentar podem ser as causas disso. Essa constatação foi obtida por um estudo da Universidade de Brasília (UnB), feita com 300 indivíduos portadores da doença. A maioria deles (62%) estava acima do peso. Desses, 34% apresentavam sobrepeso (Índice de Massa Corporal entre 25 e 30)  e 28% tinham obesidade (IMC está acima de 30). O estudo foi realizado pela nutricionista Helicínia Peixoto. Ela avalia que a depressão interfere diretamente no estado nutricional do paciente, tanto para provocar perda de peso quanto obesidade. Mas a tendência maior é para o sobrepeso porque alguns antidepressivos estimulam o apetite e a própria depressão leva ao sedentarismo. Uma notícia completa sobre esta pesquisa está publicada no Banco de Pautas da UnB.

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Elaboração de projeto de pesquisa

O Decanato de Extensão da Universidade de Brasília (UnB) está com inscrições abertas para o curso Elaboração de Projeto de Pesquisa. A iniciativa é voltada para pessoas que querem concorrer a vagas de mestrado ou doutorado e têm dificuldade para elaborar o projeto de pesquisa. São 30 horas/aula, com os assuntos A pesquisa na ciência; Elaboração de projeto de pesquisa e Atividades práticas de elaboração. A  coordenação do curso é do professor da Faculdade de Educação Física, Paulo Henrique Azevêdo. As aulas serão dadas entre os dias 11 e 22 de fevereiro, às segundas, quartas e sextas-feiras, das 19h às 21h30h. As inscrições para uma das 35 vagas podem ser feitas na secretaria da Faculdade de Educação Física, das 8h30 às 11h30, e das 14h30 às 17h30, a partir do dia 21 de janeiro e até a data de início do curso. O investimento é de R$ 130,00. Haverá certificado para os participantes.
Informações pelo telefone 3307 2252 (Judith), ou e-mail gesporte@unb.br.

Concursos

UnB vai contratar novos professores

O MEC autorizou a Universidade de Brasília (UnB) a contratar novos professores, inclusive de Psicologia. A UnB planeja abrir seleção para 30 cargos, docência dos seguintes cursos: antropologia, sociologia, economia, direito, matemática, história, saúde coletiva, pedagogia, ciências contábeis, psicologia, ciências biológicas, letras, geociências, engenharia elétrica e jornalismo. A data de abertura do edital ainda não foi definida, mas as contratações estão previstas para os próximos três meses. Mas essas 30 vagas são as primeiras contratações; a demanda é bem maior. A universidade criou recentemente novos cursos e será necessários contratar cerca de 500 professores até 2010. A UnB planeja abrir concursos para contratar 162 novos servidores técnico-administrativos este ano. Veja a previsão de vagas para cada curso, segundo informações da Secretaria de comunicação da UnB:
Antropologia – 3 vagas
Sociologia – 2 vagas
Economia – 2 vagas
Direito – 2 vagas
Matemática – 2 vagas
História – 2 vagas
Saúde coletiva – 1 vaga
Pedagogia – 1 vaga
Ciências Contábeis e Atuarias – 1 vaga
Psicologia – 2 vagas
Ciências Biológicas – 3 vagas
Letras – 1 vaga
Geociências – 1 vaga
Engenharia Elétrica – 1 vaga
Jornalismo – 1 vaga

Postado por Carmelita Rodrigues, em 15.01.08

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Aniversário do blog e minha gratidão

 

Este blog completa hoje seis meses de existência. É, pois, aniversário de meio ano! Agradeço aos mais de 23 mil internautas que o acessaram nesse período, de modo especial aqueles que me ajudaram a formatá-lo, opinando, enviando comentários, apresentando necessidades a serem atendidas. Dos meus visitantes, há um grupo especial que chegou até ele meio que por acaso: os adolescentes. Vieram buscando informações sobre o programa Adolescente Aprendiz, dos Correios. Eu acolhi a demanda deles e continuarei a atendê-los. Eles são bem-vindos. São os mais participativos e, porque ainda têm algo da espontaneidade infantil, me ajudam sem se dar conta disso e, certamente, sem ter a intenção de fazê-lo. Vou contar como eles chegaram até aqui: certo dia, postei uma nota sobre uma seleção para psicólogos dos Correios. Então, muitos escreveram, alguns meio desesperados, querendo saber onde seria uma tal prova do dia 13. Nenhum deles explicava de que prova estavam falando. Precisei descobrir sozinha e isso levou tempo. Soube tratar-se da prova para esse programa e descobri que a aplicação estava suspensa! Apesar disso, nenhum outro site – contaram-me depois, informava sobre a suspensão, exceto a página oficial da ECT, desconhecida dos adolescentes (parece-me que eles preferem os blogs aos sisudos sites oficiais). Percebi que havia esta demanda e resolvi ajudar meus amiguinhos teens. Afinal, o propósito deste blog é propagar idéias e conhecimento científico, mas também prestar serviço. Passei a postar informações sobre o programa Adolescente Aprendiz e continuarei a fazê-lo. E sempre que possível, informarei também sobre outras ações relacionadas aos adolescentes. Mas há também adultos que contribuem com esse esforço meio quixotesco, o de gastar horas escrevendo sobre psicologia, sem compensação financeira. Há, no entanto, compensação subjetiva. Agradeço a esses adultos, amigos ainda desconhecidos, mas amigos, que me apóiam e motivam.Li em algum lugar uma entrevista que fazia referência a um dos conselhos de dona Canô, mãe de Caetano Veloso e Maria Bethania. Ela teria ensinado que toda pessoa precisa ter a sua “quitanda”. “Quitanda pra ela tem o sentido de “espaço” onde se pode ser autêntico, expressar com liberdade anseios, idéias e pensamentos; onde se pode fazer o que “der na telha”. Este blog é minha quitanda. Mas o sentido dele aumenta quando há a participação e a acolhida de outras pessoas. E todos são bem-vindos, adolescentes, adultos, psicólogos, não psicólogos, sábios, nem-tão-sábios. Todos estarão, de alguma forma, me auxiliando na caminhada pessoal. Obrigada, então, a todos vocês!
Postado por Carmelita Rodrigues, em 15.01.08