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O resgate da mitologia

Existe uma espécie de preconceito generalizado contra os pensamentos não-científicos, especialmente contra os métodos filosóficos especulativos e o pensamento mítico.Porém, o estudo da Mitologia não pode ser visto com um interesse meramente histórico. A Mitologia Grega é a base do pensamento ocidental e guarda em si a chave para o entendimento de nosso mundo, de nossa mente analítica e de nossa psicologia. Ao se comparar a Mitologia Grega com as demais mitologias (africanas, indígenas, pré-colombianas, orientais, etc) descobre-se que há entre todas elas um denominador comum. Algumas vezes estaremos frente aos exatos mesmos deuses, apenas com nomes diferentes, sem que exista nenhuma relação histórica entre eles. Este material comum a todas as mitologias foi descoberto pelo psiquiatra suíço Carl Gustav Jung e foi por ele denominado de “Inconsciente Coletivo”. O estudo deste material revela-nos a mente humana e seus meandros multifacetados. Como foi dito, os mitos são atemporais e eternos e estão presentes na vida de cada Ser Humano, não importa em que tempo ou em que local. O estudo da Mitologia torna-se então essencial a todo aquele que pretende entender profundamente o Ser Humano e sua maneira de ver o mundo. Os deuses tornam-se forças primordiais da natureza psíquica humana e readquirem vida e poder. Nota-se a sua utilização no cotidiano em cada pequeno detalhe. A existência real dos deuses mitológicos antigos em todas as suas roupagens étnicas reafirma em última instância a idéia de divindade em si: através dos deuses encontra-se a “idéia de Deus” e, através dela, Deus em toda sua misteriosa ambigüidade. A Mitologia transfere o conhecimento humano de um plano meramente materialista (científico) para um plano psíquico vivo (Inconsciente Coletivo) e deste, para um derradeiro plano espiritual. O desafio está em realizar a verdadeira “religião” (religação) do mundo externo ao mundo interno, do concreto ao abstrato, do material ao espiritual, do mortal ao imortal e eterno.

Escrito pelo médico e psiquiatra  Bernardo de Gregório


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Breve explicação sobre psicoterapia junguiana*

* Pronuncia-se “iunguiana”

A psicoterapia junguiana ou Psicologia Analítica (conhecida, ainda, pelo termo Psicologia dos Complexos) foi criada pelo psiquiatra suíço Carl Gustav Jung**, discípulo de Freud, com o qual rompeu em face de divergências intelectuais. Na verdade o rompimento ocorreu mais por objeção de Freud a alternativas conceituais encontradas por Jung para determinadas concepção freudianas. Freud queria Jung como seguidor e não como reformador de suas idéias psicanalíticas.

Chamada em alemão de “Psicologia Profunda” (Tiefenpsychologie), esta proposta de psicoterapia visa principalmente a conquista da individuação, isto é, a transformação do indivíduo em  um ser pleno, íntegro e autônomo. O Inconsciente Coletivo é uma das idéias básicas da teoria de Jung, assim como os arquétipos, entre eles o mais elevado, o si-mesmo e os que dele derivam: animus/anima, sombra, e idéias arquetípicas. Para Jung, arquétipos são algo como “imagens primordiais” que se originam de uma constante repetição de uma mesma experiência por sucessivas gerações; funcionam como “centros autônomos” que tendem a produzir, em cada geração, a repetição e a elaboração dessas mesmas experiências.

Os terapeutas junguianos têm por método de trabalho a análise de sonhos, a partir da interpretação/associação de cada indivíduo acerca de elementos míticos universais das mais variadas origens. Também aproveitam conteúdos religiosos e manifestações do inconsciente via arte e Imaginação Ativa, técnica desenvolvida por Jung. A Imaginação Ativa parte do pressuposto de que, assim como ocorre com os sonhos, os conteúdos “criados” pela pessoa em processo de imaginação refletem conteúdos internos, por vezes inconscientes. Ativa por ser diferente da passiva. Nesta, a pessoa apenas imagina, “visualiza” mentalmente, podendo expressar verbalmente ou não o conteúdo “criado” imaginativamente. Na imaginação Ativa o indivíduo interage com esses conteúdos criados, por vezes  tomando o lugar deles, isto é, assumindo a configuração de diferentes partes de si mesmo e dando voz a esses conteúdos. Acaba acontecendo um diálogo da pessoa com coisas internas dela mesma e isso tem o poder de favorecer e/ou ampliar a compreensão dos conteúdos, possibilitando a elaboração saudável de vivências, experiências ou percepções. Ocorre, então, o que se chama de ressignificação. Outros processos criativos também têm esse poder de conduzir o indivíduo a um mergulho no interior de si mesmo para buscar o “tesouro” interno que promove o autoconhecimento e a compreensão de verdades universais do psiquismo. Daí porque a pintura, a modelagem, o desenho, a dança e a música, entre outras, são possibilidades de acesso a conteúdos inconscientes.

Mas a análise dos sonhos, o meio de “interpretar” e compreender os “comunicados” ou alertas do inconscientes costuma ser o recurso preferido da maioria das pessoas que buscam entender-se com o próprio inconsciente. Traumas, lembranças dolorosas, experiências recalcadas ou reprimidas são trazidas para o consciente, para a instância racional do psiquismo a partir da análise de sonhos, por meio de associações que o próprio sonhador faz com os elementos sonhados. Também são considerados por alguns terapeutas junguianos como instrumento de compreensão do psiquismo do paciente alguns conhecimentos antigos da humanidade como o Tarô, a Astrologia e a numerologia, entre outras.

De um modo geral, a psicoterapia junguiana  funciona melhor com  pessoas imaginativas, criativas, de alguma forma artísticas, por ser muito requintada e elaborada. Mas isso não quer dizer de elevada bagagem intelectual, ao contrário: por vezes uma pessoa excessivamente culta e de muito desenvolvimento intelectual acaba por recusar certos conceitos e procedimentos da psicoterapia junguiana por ter  subjugado ou reprimido sua dimensão não-racional, em decorrência de sucessivos aprendizados e treinos comportamentais dentro da visão cartesiana ou apoiada no método científico. Por outro lado, pessoas intelectualmente pouco desenvolvidas, mas de grande sabedoria intuitiva podem apresentar excelentes resultados.

** Pronúncia correta: Carl “Iung”

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Quando o animus se impõe a mulher sofre

Veja a descrição de uma mulher dominada pelo animus, a contraparte masculina que há em todas as pessoas do sexo feminino. É o lado interno , oculto da personalidade da mulher. O animus é um parceiro, mas não pode “dominar”. Deve estar  reconhecido e “integrado” de modo a não apossar-se do ego da mulher. O mesmo vale para os homens em relação à anima, obviamente com manifestações emocionais e comportamentais diversas das inspiradas pelo animus.

Uma mulher dominada pelo animus mostra-se pouco doce, sem a suavidade feminina. Outros aspectos observados:

. Os pensamentos e as opiniões apresentam elevada carga emocional que a controlam, mas atenção: COM ACENTO INTELECTUAL.

. Ideias e opiniões são transmitidas na maioria dos casos com energia emocional de um indivíduo arrogante e prepotente, o que perturba a adaptação ao mundo, os relacionamentos e as pessoas do convívio social e pessoal se sentem obrigadas a construir  “escudos” protetores para entrar em contato com uma mulher dominada pelo animus. Ou seja, as pessoas mantêm-se em postura defensiva e desconfortável na presença dessa  mulher e de qualquer mulher com problema com o animus.

. Por mais que essa mulher queira ser receptiva e doce não consegue porque o ego está sujeito a invasões demolidoras que a impedem de ser amável e gentil. Obviamente que essa “invasão” é inconsciente.

. Em vez de ser receptiva e íntima, ela sempre se mostra propensa a permanentes atritos, sendo dominada por impulsos inconscientes de PODER e CONTROLE, algo típico dos homens e menos comum nas mulheres.

. O animus é uma personalidade não-congruente co o ego;  é “outra” personalidade.

. Mulheres sob o domínio do animus tendem a atacar, ainda que seja apenas pela crítica mordaz da qual quase sempre nem se dá conta.

. Humores e caprichos penetram no inconsciente e  a pessoa é “arrastada” por eles de roldão; o controle dos impulsos é mínimo. Não há o menor domínio também sobre pensamentos e afetos.

Se você se reconheceu nessa descrição, está com problemas na relação com seu animus, o que provavelmente tem-lhe causado sérias dificuldades de interrelacionamentos, na vida pessoal e no trabalho. Será necessário um trabalho de reconhecimento do seu animus de forma a integrá-lo, a tê-lo como aliado. Análise de sonhos são muito eficazes nesse intuito. É difícil descrever isso sem exemplos comprometedores, então nem tentarei.

Referência bibliográfica: JUNG, O MAPA DA ALMA (Murray Stein).

Escrevi mais sobre animus e anima no post NOSSAS DIFICULDADES PARA VIVER O AMOR ROMÂNTICO.

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Senador Requião e sua sombra

Brasileiro é mesmo uma coisa sui generis. Ignora realidades sociais sérias, brinca com coisa importante, foge da busca do conhecimento, supervaloriza a diversão e o lazer, seja cultivando apego exagerado ao futebol e Carnaval ou rendendo audiência e, em conseqüência, milhões de reais a empresas de TV com programas sem qualidade como Big Brother e novelas. Vejam: durante muito tempo reinou a mais absoluta indiferença ou ignorância sobre o fenômeno bullying, embora ele esteja presente bem perto de todos nós, dia-a-dia. Agora, todos resolveram mostrar  “conhecimento” sobre o fenômeno. Mas, que pena, fazendo chacota, como personagens das novelas globais, ou usando inadequadamente o termo como o senador Roberto Requião (PMDB-PR). Ontem (segunda-feira), essa criatura que tem chancela de representante do povo ficou “irritadinho” com um repórter ao ser questionado se ele iria abrir mão da pensão vitalícia pelo exercício de governador do Paraná (UM DISPARATE VERGONHOSO). Tomou violentamente o gravador do repórter Victor Boyadjian, da Rádio Bandeirantes, levou para o gabinete e lá apagou o cartão de memória, deletando as falas dele na entrevista e todo o trabalho do jornalista. Não bastasse isso, ainda foi para o Twitter escrever asneiras em linguagem de adolescentes: “Acabo de ficar com o gravador de um provocador engraçadinho. Numa boa, vou deletá-lo.” E continuou: “Jornalistas querem transformar entrevistas em bullying. Censura não, respeito, sim”. Que tal vocês, parlamentares de baixo valor, entenderem melhor o sentido de RESPEITO  e respeitarem  nossa Nação e nosso povo! Meu Deus, que tipo de representantes estamos colocando nesse nefasto Congresso! A sociedade não pára de se surpreender com a falta de preparo e má-fé dos supostos “legisladores” e “representantes do povo”. Eles até representam o baixo nível intelectual da maioria da população, permitam-me a sinceridade. Mas daí a se autorizarem a perpetuar a involução do povo, vai grande distância. Em vez disso deveriam estar lutando para garantir a elevação do nível educativo do povo. Caro senador, o senhor não foi, até o momento, vítima de bullying. Bullying é muito mais sério do que uma abordagem corajosa de um repórter tentando pressionar um parlamentar por conduta admirável e respeitável. Não é apenas a ele que deve desculpas, mas também aos brasileiros, por representá-los tão mal e, quiça, à Vida, por ser tão INADEQUADO nas funções públicas para as quais ganhou mandato. ODEIO GENTE QUE QUER MAMAR NAS TETAS DOS COFRES PÚBLICOS.  E que ainda se sente no direito de cobrar respeito ou cumprimento da Constituição em benefício próprio, como uma certa procuradorazinha do MPDFT que não vale o que os gatos enterram, presa por inúmeras iniquidades e que anda sonhando com aposentadoria por invalidez  (da decência). Os achaques da Guerner e do Requiãom são a mais clara demonstração de sombra constelada. Escrevi mais sobre o arquétipo Sombra em NOSSA SOMBRA e EFEITO SOMBRA, FILME IMPERDÍVEL.

Leia matéria sobre o ATAQUE DE REQUIÃO.

Matéria sobre DÉBORA GUERNER.

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Maitê Proença e Deus

A crônica abaixo, escrita pela atriz Maitê Proença, é emociontante. E reveladora. Me fez pensar sobre os recentes casos de suicídio cometidos por Cibele Dorsa e Gilberto Escarpa. Não posso deixar de supor que faltou-lhes aliança com Deus, ensinamentos corretos sobre as questões do espírito e da responsabilidade com a Vida. Filha de pais ateus, Maitê quase teve o mesmo fim, como tantas pessoas que passam por duras provações, mas são salvas por forças Superiores, quando há, talvez, um conhecimento interior, inconsciente, talvez de vidas passadas, da existência do Numinoso e da nossa responsabilidade para com a Vida. Acredito que todos os pais deveriam saber sobre Deus e ensinar sobre Deus a seus filhos, pois quando os cuidados deles falharem, haverá o socorro do pai MAIOR. E o filho saberá em quem se apoiar. Quando isso não existe, facilmente são aprisionados por  ”falsos-deuses”: as drogas. Sim, estou atribuindo o suicídio dessas personalidades ao uso de drogas e ao sentimento de vazio e insignificância que elas provocam, à desestruturação do psiquismo e da saúde como um todo. O uso de drogas é estratégia de fuga para quem, infelizmente, não aprendeu a se apoiar na fé.

O clarão é Deus

Maitê Proença

  Deus surgiu na minha vida aos 6 anos de idade, e chegou junto com o pecado. Filha de pais ateus, até então, eu não havia sido apresentada a uma coisa nem outra. Um dia colocaram-me num colégio de freiras no qual rapidamente fui atualizada sobre essas questões importantes da vida. Ali aprendi que algumas faltas eram mais graves que outras. Matar, por exemplo. Mas eu nunca matei ninguém… Ah, é? E, quando você caminha, o que acontece com todas aquelas formigas que vão sendo pisoteadas? Assustada, passei meses andando de cabeça baixa para evitar tamanho pecado. Trocaram-me de colégio.

Passou-se um ano, e surgiu o assunto da primeira comunhão. Você não vai fazer? Não sei, o que é isso? É para Deus te perdoar dos pecados. Ahn… Em casa, minha mãe tirava dúvidas a sua maneira: Deus é como Papai Noel, só existe para quem acredita nele. E ela sabia que eu já não acreditava. Assim, pulamos a primeira comunhão.”

(…)

Assim, fui percebendo que Deus não dava a mínima se a gente queria chamá-lo de Buda, Maomé, Oxalá ou Jesus. Deus não cabia numa caixinha, nem na minha compreensão, e isso de certa forma me confortava.

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Medo de morrer

“Inteiramente despreparados, embarcamos na segunda metade da vida… damos o primeiro passo na tarde da vida; pior ainda, damos esse passo com a falsa suposição de que nossas verdades e ideais vão servir-nos como antes. Mas não podemos viver a tarde da vida de acordo com o programa da manhã – pois o que foi grande pela manhã vai ser pouco à tarde, e aquilo que pela manhã era verdade, à tarde se tornará mentira.” Carl Jung, in The Stages of Life –  Collected Works of CG Jung – 8, § 339.

Tenho ouvido muitas pessoas de meia-idade  se queixarem de estar com “medo de morrer”. Penso que, efetivamente, as pessoas na meia-idade estão morrendo,  em termos simbólicos, claro. É o começo compulsório da transformação, como ocorre à crisálida, que após envolver-se em si mesma,  ressurge transformada em ser alado, mais leve, mais colorido, renascida.

Encontrei um artigo lúcido sobre esse tema, do terapeuta Wanderley Oliveira:

“A crise existencial da meia-idade é um movimento natural da vida mental, no qual as feridas, traumas e assuntos pendentes na vida inconsciente emergem ao consciente para serem resolvidos.

Coincidentemente, essa crise ocorre em uma determinada faixa etária, entre os 35 e 55 anos, sendo possível também verificar-lhe a presença antes ou depois dessa idade.

Nessa etapa psíquica da vida, que muito se assemelha ao fenômeno biológico da ovulação feminina, a mente expurga no tempo certo o “óvulo” maduro e que necessita ser trabalhado, reconhecido pelo consciente, no intuito de organizar a vida mental.

É assim que vários assuntos que foram mal conduzidos durante a infância e a juventude regressam em forma de crise inesperada, levando a criatura às mais diversas e imprevisíveis alterações no seu mundo emocional e comportamental.

É questionada a vida profissional, a relação afetiva, os laços de parentesco, os objetivos pessoais, a forma de viver e sobreviver. E diante de todos os questionamentos a criatura talvez, pela primeira vez em sua vida, faça honestamente uma pergunta a si mesma: e eu, o que quero da vida? O certo e o errado começam a ser questionado pela pessoa. O que antes preenchia e dava motivação parece totalmente desconexo, fora de lugar. É um período de muita depressão, porque os conflitos que foram temporariamente negados regressam ou intensificam abruptamente. Nessa fase, muitas pessoas alcançam certa estabilidade financeira, os filhos já são independentes e muitas mudanças contribuem para deixar a criatura mais em contato consigo mesma, depois de muitos anos na luta pela sobrevivência e pelos deveres. Outros que não tiveram a mesma trajetória, chegam a essa idade com frustrações dolorosas em todas as áreas de sua vida e, por essa outra porta, também penetra a crise existencial com outros gêneros de angústia. LER MAIS.

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Ainda sobre separações

O que dói mais nas separações? O projeto de família frustrado ou interrompido? A sensação de ter (supostamente) fracassado? O sentimento de perda? As cobranças externas? A solidão? O fim de semana sem a costumeira companhia? Ou tudo isso junto e muito mais? Qual é o antídoto? Penso que não existe. Mas a gente aprende uma coisa importante dentre muitas: nada é para sempre. Com as separações, as despedidas, as mudanças involuntárias, as inesperadas perdas aprendemos que nada é para sempre,  apesar das promessas de infinitude, de eternidade;  a vida não permite que nada dure para sempre: sem mudanças não há crescimento. Separações são como topadas de grande dimensão, que podem causar muitos estragos ou muitos avanços, mudanças construtivas. Ninguém deseja separar-se do ser amado, mas a vida também não nos quer separados de nós mesmos. Avante! “Tudo passa sobre a Terra”.

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Recomeços

“Amor é isto: a dialética entre a alegria do encontro e a dor da separação. De alguma forma a gota de chuva aparecerá de novo, o vento permitirá que velejemos de novo, mar afora. Morte e ressurreição. Na dialética do amor, a própria dialética do divino. Quem não pode suportar a dor da separação, não está preparado para o amor. Porque o amor é algo que não se tem nunca. É evento de graça.  Aparece quando quer, e só nos resta ficar à espera. E quando ele volta, a alegria volta com ele. E sentimos então que valeu a pena suportar a dor da ausência, pela alegria do reencontro.”

Ruben Alves

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Separação

Soneto da Separação

 

De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.

De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.

De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.

Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.

Vinícius de Moraes


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Chacina no Rio: o que fazer para evitar outras

A escola precisa acompanhar de perto alunos que não se socializam. A afirmação é de educadores e psicólogos da Universidade de Brasília (UnB). Professoras da Faculdade de Educação afirmam que os educadores precisam olhar seus estudantes com atenção e intervir quando acharem necessário.

“Crianças caladas e com dificuldades de socialização necessitam atenção especial no ambiente escolar, defende Ilma Passos Veiga, professora emérita da Faculdade de Educação da UnB. Para evitar casos como o de quinta-feira, (07.04.11) no Rio, ela recomenda que desvios comportamentais detectados por educadores sejam reportados às famílias e, em casos extremos, a médicos e psicólogos. “A escola tem a necessidade de acompanhar de perto esses alunos. É muito importante manter diálogo com a família. Muitas vezes é preciso até mesmo recorrer a especialistas médicos”, analisa a pesquisadora.”   MATÉRIA COMPLETA.

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A Morte do Cisne na versão street dance: espetacular!

Uma amiga me enviou o link. Assisti e chorei; me emocionei profundamente. Assisti novamente e chorei de novo. A arte genuína tem esse poder: nos arrebata a alma.

Esse garoto é fabuloso. É o John Lennon da dança! Nosso John Lennon. E veja o que é dar tapa com luvas de pelica na cara de preconceituosos.

Assista clicando no link: John Lennon brasileiro e sua street dance inspirada.

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Efeito Sombra: filme imperdível

Ontem  assisti a dois filmes sobre o arquétipo Sombra. O primeiro, o documentário Efeito Sombra, é fantástico, perfeito do começo ao fim. Instrutivo, bem produzido, esclarecedor, leve, até mesmo engraçado em algumas passagens. Para psicólogos e não-psicólogos, a melhor forma de explicar e entender sobre nossos aspectos sombrios, efeitos da sombra, como ela afeta nossa vida e porque devemos conhecer e “integrar” nossa sombra em vez de negá-la ou fugir de reconhecê-la. Não estou exagerando se digo que é algo imperdível, que TODOS deveriam ver. É verdade. Há uma pequena amostrado filme no You Tube, o trailer. Não sei se locadoras o têm, mas há exemplares à venda na Livraria Cultura.

O outro filme visto, CISNE NEGRO, foi perda de energia e dinheiro. Uma tentativa psicodélica de falar sobre sombra reprimida e sombra constelada. Também retrata o desenvolvimento da esquizofrenia em uma personalidade recalcada e de ego frágil.

Encontrei no portal G1 um bom resumo do filme: “é um thriller psicológico ambientado no mundo da dança e inspirado em “O Lago dos Cisnes”, de Tchaikovsky, cuja protagonista empreende uma viagem à loucura devido à busca da perfeição em seu trabalho.”

A personagem principal, a bailarina Nina, surta após  uma dedicação obstinada ao balé. Se fosse “na vida real”, como diz minha mãe, obviamente que o surto não teria por causa o excesso de treinos e desejo obstinado de reconhecimento (isso seria apenas o fator detonador da psicose), mas outros aspectos muito mais profundos, recalcados e reprimidos. Ao que parece o autor quis alertar para o risco de se desenvolver uma psicose ao se ignorar o si mesmo e negar a sombra, fugindo de reconhecê-la e integrá-la. Objetivo louvável. Como analista junguiana considero  mesmo necessário ampliar a compreensão das pessoas sobre esse risco. Mas precisava ser de forma tão aflitiva? Penso que não. E como tinha visto o outro filme de mesmo objetivo mas que não nos rouba a serenidade, NÃO GOSTEI; me afligiu e saí do cinema com a sensação de ter  visto algo desnecessário. E olhe que já lidei de perto com a loucura várias vezes; não é algo novo para mim, mas não gosto dessas propostas de catarse via cinema… o espaço para isso são os consultórios de analistas ou clínicas e hospitais de psicopatologia.

O filme rendeu à atriz Natalie Portman o Oscar de Melhor Atriz da edição 2011. Não entendo de interpretação para duvidar desse merecimento. Mas por pouco o longa-metragem não levou também a estatueta de Melhor Filme: perdeu para O Discurso do Rei.  Quanto a isso me lembro que já ouvi entendidos comentarem que os critérios de premiação do Oscar são tão duvidosos quanto os que elegem imortais para a Academia Brasileira de Letras…

Concursos

Psicólogos convocados para a Secretaria de Saúde

A Secretaria de Saúde do GDF vai empossar mais psicólogos aprovados no concurso público de 2008. Esses profissionais, convocados no dia 14 de março passado, vão tomarão posse na próxima sexta-feira (08/04/2011), no auditório da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepcs). Ao todo são 432 aprovados nessa seleção, que está prestes a completar dois anos de validade (no dia 17 de abril/2011). Se for renovado, fica valendo o cadastro reserva até 2013, conforme autoriza a lei e estava previsto no  edital do concurso. 

De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria da Saúde (SES), foram convocados 29 médicos, de diversas especialidades, 300 técnicos administrativos e 103 técnicos em outras categorias profissionais.  Há psicólogos nesse grupo também, as candidatas classificadas em 80º e 81º lugar, além do classificado em 19º dentre os Portadores de Necessidades Especiais. Entre os fisioterapeutas já foram convocados mais candidatos: 168 até o momento. Técnico em Nutrição, 76.

Ao que parece, a Secretaria de Saúde do GDF vai aproveitar mais gente do cadastro reserva nos próximos meses, já que no recém-lançado concurso para profissionais de saúde, a SES não inclui Especialistas em Saúde. Sabe-se que há ainda demanda por muitos psicólogos, nutricionistas e fisioterapeutas na rede pública de saúde. Mas talvez devamos dar um crédito ao GDF desta vez e supor que continuarão acontecendo contratações para melhorar os serviços dessa área tão descuidada no DF.

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Respeitar os sentimentos dos outros

“Não cries qualquer tipo de vínculo afetivo que não pretendas levar adiante. Evita alimentar expectativas a que não corresponderás. Não te intrometas no caminho de quem não te dispõe a acompanhar. Na satisfação dos sentidos, não manipules sentimentos alheios. Arredar alguém de seu destino, por mero capricho pessoal, é falta das mais graves, que não ficará sem punição.”

(Amor e Sabedoria, Carlos A. Baccelli)

Em alguns casos não se pode saber se é possível uma caminhada maior a dois, sendo lícito tentar, conhecer melhor a outra pessoa, aprender, crescer com a relação.  Em outros, no entanto, uma das partes ou as duas, sabem com clareza que não há possibilidade de um projeto conjunto, por motivos variados. Nesse caso, envolver emocionalmente a outra pessoa por puro egoísmo ou desejo de satisfazer instintos ou desejos momentâneos é atitude irresponsável de sérias consequências.  O ensinamento fala de responsabilidade com os sentimentos dos outros: a melhor maneira de não criar karma negativo. Saint Exupéry já ensinava isso décadas atrás em O Pequeno Príncipe: “tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.” De cada relação vivida a dois, desde que haja respeito, consideração e responsabilidade, se pode integrar (conceito junguiano)  muitos aspectos do outro a nossa personalidade e, dessa forma,  crescer, evoluir. Camuflado de “modernidade”, o comportamento denominado “ficar”, na verdade é uma conduta contrária ao bem-estar das pessoas, incompatível com a busca por felicidade e individuação (outro conceito junguiano, de sentido totalmente oposto a individualismo). É modismo apregoado pela mídia, nem sempre comprometida com a integridade das pessoas.

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SII, TDAH: a ansiedade adoece as pessoas

Estou ficando intrigada e preocupada: já faz alguns meses que a Síndrome do Cólon Irritável (também conhecida por SII, Síndrome do Intestino Irritável) é o assunto que mais atrai leitores para meu blog. E tenho recebido ligações de um número razoável de pessoas desejando fazer terapia com essa queixa. O post de título Síndrome do Cólon Irritável tem cura já é o mais lido. Antes, o campeão de acessos era um que fala de infidelidade masculina, Por que os homens traem? seguido de perto por outro: TDAH: transtorno dos Hiperativos.

Fico me perguntando se estará havendo um excesso de diagnóstico dessa síndrome, se mais médicos passaram a conhecer o transtorno e estão identificando mais rapidamente a causa do sofrimento das pessoas ou se, efetivamente, mais pessoas estão adoecendo desse transtorno, cuja origem é quase sempre de fundo emocional, isto é, os sintomas aparecem como um alerta do organismo de que há “coisas” fora do lugar, internamente, ou que há conteúdos exigindo cuidados e, ainda, que complexos começam a se constelar. Os remédios são bons aliados, mas quase nunca dão conta do problema sozinhos.

SII e TDAH têm um componente em comum: a ansiedade. Assim como a Síndrome do Pânico, outra queixa relativamente freqüente entre as pessoas. Ao que parece estamos vivendo em contextos altamente geradores de ansiedade. A isso se somam os “desvios” no desenvolvimento das crianças, causas de futuras dificuldades psicoemocionais e até de doenças, também resultante do modo de vida atual. As exigências sociais estão focadas em aspectos que não se coadunam com as reais necessidades do ser humano, do si mesmo das pessoas. Apelo excessivo ao consumo (e cobrança pro ter sempre mais dinheiro para comprar, comprar); superficialidade nas relações humanas (sem vínculos que produzam sensação de confiança e apoio); afastamento da religiosidade (que por envolver forças arquetípicas reduz ansiedades); laços familiares inconsistentes; pressão por resultados e sinais de “sucesso” material; solidão; individualidade e competitividade (em detrimento da cooperação) são algumas das mazelas que estão por trás da ansiedade das pessoas. A violência cresce (em proporção direta com o esquecimento de Os Dez Mandamentos – fórmulas infalíveis e imprescindíveis para as interrelações humanas) e produz medo nas pessoas. À medida que os abusos aos direitos alheios aumenta (com muita impunidade), também cresce o clima de insegurança e  os indivíduos adoecem do espírito, das emoções e do corpo. As pessoas precisam descobrir caminhos de vida mais saudáveis, repensar influências da mídia e do comércio, conhecer a si mesmas, realizar “movimentos” mais freqüentes de autoconhecimento e defesa dos interesses reais de cada um, conforme os verdadeiros propósitos de vida, buscar pelo numinoso, isto é, recuperar a aliança com Deus, para evitar as doenças. Porque as indústrias, as empresas de marketting, os veículos de entretenimento e veiculação de propagandas, os políticos desonestos e gestores públicos corruptos NÃO ESTÃO PREOCUPADOS com a saúde das pessoas, mas tão somente em LUCRAR.

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Fibromialgia: a alma reclama atenção

“Muitas vezes a pessoa tem dores no corpo todo. Nas articulações, músculos e tecidos moles e se dirige ao médico que constata. A senhora tem fibromialgia.

– Pois bem, o que é isso?, pode-se perguntar.
A resposta é complexa já que a fibromialgia é considerada uma síndrome. Por síndrome entende-se um conjunto de sinais e de sintomas que podem ocorrer simultaneamente em várias doenças com etiologia (origem) ainda difícil de ser detectada, explicada e definitivamente entendida.

Antes de qualquer coisa, vamos explicar o que são sintomas. São as queixas que o paciente relata durante a entrevista ou anamnse realizada pelo médico ou terapeuta. Já os sinais, são os achados físicos que o médico ou terapeuta encontram durante o exame clínico e não necessariamente relatados pelo paciente.

A fibromialgia é reconhecida por intermédio do aparecimento de dores nos músculos e tecidos conectivo fibroso (ligamentos e tendões). O termo acabou substituindo a antiga denominação de fibrosite que, como toda ite, significa inflamação, neste caso, nas fibras musculares. E como ocorre com toda inflamação, a fibromialgia também desencadeia dor, calor, inchaço, vermelhidão e rigidez. Uma doença, segundo os preceitos da Medicina Tradicional Chinesa – MTC, uma doença yang.” LEIA MAIS.

TDAH

TDAH em adultos

“Durante muito tempo, acreditou-se que o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (ou simplesmente TDAH, como preferem os médicos) era um problema de crianças. Poucas vezes, o distúrbio dos pequenos chegava a preocupar os pais. Achava-se que, na pior das hipóteses, aquele típico moleque irrequieto, que nunca se contentava com um único brinquedo, se tornaria uma pessoa “normal” tão logo lhe brotassem os primeiros fios de barba. Mas um levantamento recente publicado nos Estados Unidos mostra que a coisa não é assim tão simples. Conhecido como National Comorbidity Survey – Replication (NCS-R, ou “Pesquisa Nacional de Comorbidades”) e divulgado oficialmente em maio último, o estudo analisou nada menos que 9 mil americanos ao longo de dois anos. E concluiu: cada vez mais, o TDAH é um problema de adultos – algo capaz de arruinar a auto-estima, as relações afetivas e principalmente o seu desempenho profissional. (…)

O publicitário gaúcho Rafael (o nome é fictício), de 25 anos, é uma das pessoas que passaram a vida carregando esses e outros problemas. Ele só foi saber que sofria de TDAH aos 21 anos, por insistência do pai – que, meses antes, descobrira-se portador do distúrbio. Ao longo da vida, Rafael sempre tivera dificuldades para se concentrar e para manter a organização. Ainda mais trabalhando em um ambiente caótico por natureza, como as agências de publicidade. “Há uma tendência de começar 2 mil coisas diferentes e não terminar nenhuma delas. Os colegas de trabalho começam a te ver como um irresponsável, que embarca em tudo que é projeto, mas nunca leva nada até o fim”, descreve o jovem. Além disso, como muitos outros casos de TDAH, Rafael criou uma indesejável mania. “Eu mentia compulsivamente.” Para contornar o problema, o publicitário procurou ajuda médica e iniciou uma terapia. Hoje, mantém-se na linha usando medicamentos específicos para esse transtorno, à base de Metilfenidato (um estimulante que “ativa” os filtros cerebrais). Conhecido pelos pouquíssimos efeitos colaterais, o remédio tem sido de boa ajuda. “Para mim, foi a solução ideal”, alegra-se.”LEIA MAIS.

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Transgressões frugais

No Facebook expressei minha apreciação por um poema de Mário Benedetti de título Transgressões. Mas desejo, aqui, esclarecer que a transgressão é caminho de crescimento, de evolução do ser, mas não em qualquer das suas manifestações. Entendo que existem variados tipos de transgressões. Há a transgressão ingênua, a irresponsável, a rebelde e a sábia. Aprecio a última.

A transgressão ingênua é o comportamento infantil e quase primitivo dos ignorantes. Eles transgridem por nada saberem; por desconhecerem as regras. Ou por terem uma compreensão limitada do alcance dos seus atos. Como um adolescente mal informado que aceita o cigarro de maconha do vendedor. Por ingenuidade, por nada sabe sobre os malefícios das drogas, o risco de dependência e, desconhecendo até que seja algo proibido, ele experimenta. Desnecessário comentar as conseqüências. Outro dia ouvi uma mulher simplória, pessoa de bem, mas ignorante, afirmando que queria plantar semente de maconha “só pra ver como é as folhas (sic)”, ela disse. Assustada, gastei alguns minutos explicando que ela poderia ser presa se fizesse isso e a polícia visse a plantinha na casa dela. Essa mulher  quase transgrediu por ingenuidade. Esse tipo de transgressão instrui, ensina “na marra”.

A transgressão irresponsável é a cometida por pessoas que não se importam com as conseqüências dos próprios atos, seja na própria vida ou na alheia. Motoristas abusados, gente que bebe além da conta, ladrões, corruptos… essa turma sabe que está errando, mas não se importa. É aquele tipo de gente que pára o carro “trancando” os outros ou estaciona sobre a calçada, na mais amena das possibilidades. São uns tolos. Pouco ou nada crescem  com suas transgressões, exceto se são punidos de forma exemplar e em vez de se revoltarem, compreendem que estão colhendo da própria semeadura.

Há os transgressores rebeldes: nada têm de ingênuos, são também irresponsáveis, mas também raivosos,  inconformados. E não raro, têm maldade e agressividade dentro de si. Vivem reivindicando o que não lhes pertence por direito. Sentem-se, equivocadamente, usurpados e “protestam” contra a suposta injustiça, transgredindo, sendo agressivos por atos, palavras e omissões. São chatos; são inconvenientes, são cansativos, às vezes cruéis, e caminham para trás. São, por exemplo, os pichadores, os traficantes de drogas, os fofoqueiros, os agentes públicos corruptos, os abusadores sexuais, agressores de mulheres, os criminosos de modo quase geral. Em alguns casos trata-se de desvio de caráter  grave, doença da alma.

Os transgressores sábios não fazem mal aos outros nem a si próprios. Agem  avaliando e medindo muito bem as conseqüências porque são conscientes das regras, das imposições exigidas, mas compreendem que elas generalizam e que podendo ser contrariadas em circunstâncias específicas. Conhecem o preço da ação e pagam pela transgressão,  aprendendo com a experiência. Esse tipo de transgressão engloba as ações de pessoas livres e aptas para escolher o próprio caminho, para traçar trajetórias muito individuais. É uma transgressão que também tem preço, claro, mas as consequências quase sempre recaem sobre o próprio autor e redundam em desenvolvimento porque o ato suscita a reflexão. “Obedecer cegamente deixa cego”, diz o poema de Benedetti. “Todo mandato é minucioso e cruel”, acrescenta o poeta, querendo dizer, suponho eu, que a regra não leva em conta subjetividades.

Assim, entendo que transgredir é preciso, às vezes, mas sempre há que se avaliar no que vai resultar a transgressão e se a finalidade é construtiva. Acrescento que, como o poeta diz,  saudáveis são as trangressões frugais, isto é, moderadas, simples.

Concursos

Concurso do HFA para psicólogos

Aos candidatos aprovados no concurso de 2009 para o Hospital das Forças Armadas (HFA), duas informações: a primeira é que o prazo de validade do certame, dois anos, acaba de ser prorrogado por mais dois. Assim, essa seleção continuará valendo até março de 2013. A segunda informação: uma fonte segura acaba de me informar que eles já convocaram onze pessoas (até a classificação 11ª). Dentre os médicos anestesistas já forma chamados ao trabalho 72. Desses, mais da metade já pediu exoneração. Entre os psicólogos a rotatividade é menor: dificilmente quem se classificou abaixo da trigésima posição chega a ser convocado…