Profeta Gentileza (II)

Estou encantada! Acabo de encontrar um excelente  curta-metragem sobre o Profeta Gentileza! Maravilhoso! Com a qualidade de produções patrocinadas pela Petrobras, o vídeo tem depoimento do próprio José Datrino, o poeta, profeta, sociólogo, ecologista, missionário… louco?  Graciosamente louco para salvar a humanidade.  Já conhecia o  site PORTA CURTAS,  mas ainda me surpreendo com as excelentes coisas exibidas por lá. Quem gostar, pode aproveitar para assistir a outros bons trabalhos do diretor Dado Amaral, clicando sobre o nome dele na ficha técnica do curta. Assista GENTILEZA.

Fazendo justiça: descobri o vídeo no blog O IMPRECIONISTA.  Lá podem ser vistos os murais de Gentileza.

 

 

“Gentileza pregava o amor fraterno e propunha às pessoas que dessem atenção umas às outras e criassem intimidade, o que faz muito bem à saúde. Um profeta é isso: alguém que ilumina as pessoas”. São palavras de Marisa Monte, que compôs em homenagem ao profeta das ruas a música “Gentileza”, do disco Memórias, Crônicas e Declarações de Amor.

Gentileza chamava-se José Datrino, vivia em Guadalupe, zona norte do Rio e tinha uma pequena empresa de transportes de carga. Aos 44 anos de idade, no dia 23 de dezembro de 1961, seis dias depois do incêndio de um circo em Niterói que matou 500 pessoas, teve uma “revelação”. Ouviu  “vozes do astral” mandando-o largar tudo e começar a cumprir uma missão maior.  Ele obedeceu; mudou-se para o local da tragédia, plantou um jardim de flores sobre as cinzas e viveu lá por quatro anos, consolando os familiares das vítimas. Durante os 35 anos seguintes viveu guiado pelo espírito de fraternidade e solidariedade franciscanas.

Leonardo Boff disse sobre o Gentileza: “Todos os fundadores de ordens religiosas, como Santa Tereza Dávila ou São Francisco, tiveram uma revelação, um mergulho na experiência originária. O Gentileza teve isso claramente. Eu acho que, junto com São Sebastião, ele deve ser considerado patrono do Rio de Janeiro. Ele é o São Francisco do século 21”.

Postado por Carmelita Rodrigues

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Pós-graduação em Gestalt-terapia

Estão abertas as inscrições para a próxima turma do curso  Especialização em Psicologia Clínica – Gestalt-Terapia (Indivíduo, Grupo e Família), uma  pós-graduação oferecida pelo Instituto de Gestalt-terapia e Atendimento Familiar (IGT), do Rio. A formação é reconhecida pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP), o que significa que ao final os participantes aprovados (se forem psicólogos com no mínimo dois anos de registro no CRP)  podem requerer o título de Especialista em Psicologia Clínica. Com duração de 2 anos e meio, o curso terá aulas teóricas, workshops, atendimentos clínicos (a clientes individuais, grupos, casais e famílias) e supervisões. A especialização, destinada a psicólogos e estudantes de psicologia a partir do 9º semestre, terá turmas de no máximo 12 alunos, com aulas semanais noturnas às sexta-feiras. As atividades vão começar no dia 13 de março.

Profeta Gentileza, Francisco de Assis, Jesus… e o amorrr

 O Profeta Gentileza vem aí! Mais vivo do que nunca em imagem e mensagem! Será personagem de uma novela da TV Globo que está em fase de gravação: Caminho das Índias (substituta de A Favorita). Gentileza será interpretado por Paulo José e ficamos torcendo para que o pensamento desse fabuloso personagem da vida real tenha sido devidamente compreendido e que sua mensagem não sofra distorções. Gosto de pensar no Profeta  Gentileza como um misto de Jesus Cristo e Francisco de Assis. Em comum eles têm pelo menos uma coisa: os três foram chamados de loucos por amarem e pregarem o amor. É esse sentimento que pulsa em nós ao aprofundarmos a reflexão sobre as palavras de Gentileza e ao ouvirmos a música gravada por Mariza Monte em homenagem a ele. O link a seguir é para compartilharmos essa emoção:Gentileza.

P.S.: Se você gostar, veja também o post Gentileza (II), acima.

Postado por Carmelita Rodrigues

Concurso da Secretaria de Saúde do GDF: 50 vagas para psicólogos

Mais um bom concurso para psicólogos no Distrito Federal! Além do concurso do HFA (leia post anterior), a seleção para a Secretaria de Saúde do GDF oferece 50 vagas pra psicólogos! A carência é por um número muito maior, mas já é uma demonstração de relativa preocupação com a saúde pública na Capital. A seleção está a cargo da Fundação Universa instituição pertencente à mantenedora da Universidade Católica de Brasília (à qual ainda se atribui credibilidade).

 

O salário é bom: R$ 2.489,76 para jornada de 24 horas semanais.  Este mesmo concurso tem vagas também para profissionais de nível superior de outras áreas: 50 vagas para fisioterapeutas, 25 para farmacêutico bioquímico-laboratório e 30 vagas para administrador.

 

As inscrições já estão abertas; o prazo se encerra no dia 07 de janeiro de 2009 e custam R$ 58,00 (cinqüenta e oito reais).

 

O programa e demais informações importantes podem ser lidas no EDITAL.

 

Postado por Carmelita Rodrigues

Concurso do HFA: 9 vagas para psicólogos

Já está publicado o EDITAL para concurso público do Hospital das Forças Armadas (HFA) de Brasília. A seleção será realizada pelo Instituto Cetro. São nove vagas para especialistas em Psicologia Clínica e uma vaga para especialista em Infância e Adolescência. Os candidatos serão selecionados por meio de prova escrita(apenas uestões objetivas) e prova de títulos, mas a apresentação de títulos NÃO é obrigatória. Haverá questões de Língua Portuguesa, Políticas de Saúde, Noções de Legislação e Conhecimentos Específicos. Para as duas funções de Psicologia o salário (para 40 horas semanais) é de R$ 2.959,12 e a taxa de inscrição, de R$ 70,00. O concurso vai selecionar também 446 médicos de várias especialidades, graduados de nível superior em Enfermagem, Farmácia, Física, Fisioterapia, Nutrição, Serviço Social e Fonoaudiologia, além de profissionais de nível médio, para funções de suporte às atividades médico-hospitalares. As inscrições estarão abertas de 05 a 23 de janeiro de 2009. É fundamental ler o EDITAL completo.

Amor de Migalhas

Já se sabe que uma mulher pode ser inteligente e não saber se proteger de relações amorosas destrutivas. Pode ter uma carreira de sucesso e não ser inteligente no âmbito emocional. Porque ser inteligente na vida amorosa é muito diferente de ser inteligente em aspectos práticos ou meramente intelectuais. E porque não se trata apenas de tipos diferentes de inteligência (predomina atualmente a aceitação da existência de sete tipos de inteligência: a lingüística; lógico-matemática; visual-espacial; musical, corpóreo-cinestésica; interpessoal e intrapessoal).

Muitas vezes, uma mulher age de modo “pouco inteligente” movida por fatores alheios à capacidade intelectual ou racional dela. Pode ser, por exemplo, em decorrência de “complexos psicológicos”, como o paterno, materno, de inferioridade ou o de salvadora, para citar alguns. Em terapia é possível identificar que forças psíquicas e até arquetípicas levam-na a envolver-se e a permanecer envolvida em relacionamentos de extremo sofrimento, desgaste energético e enormes prejuízos.

Pense numa mulher que se envolve com um homem problemático, infantilizado, dependente ou não de drogas/álcool, inseguro, pouco ou nada atento às necessidades afetivas dela (e também financeiras, pro que não?), além de ser agressivo. Mesmo sofrendo com as “respostas comportamentais” inadequadas do parceiro, ela se diz apaixonada por ele, sente-se incapaz de ficar sem esse “amor”. Por trás dessa emoção aprisionante quase sempre há elementos como: falta de referencial de relação de qualidade (falta de modelo adequado de namorado/marido que valha a pena), expectativas baseadas em ilusões, aprendizado de fantasiar a realidade e/ou repetição de modelo de relação vivido pela própria mãe ou um forte complexo de inferioridade, entre inúmeras possibilidades de “afastamento” da saúde.

Intrincados complexos psicológicos controlam as emoções, os pensamentos e os comportamentos das pessoas, de modo inconsciente, levando-as a entrar em ciclos viciosos de erros e sofrimentos como se estivessem presas em areia movediça que a puxa para baixo a medida que se debatem para sair do fundo do poço. Os complexos são como entidades independentes ou sub-personalidades que parecem se rebelar e querer fazer valer uma vontade própria. É preciso identificar a presença dessas forças psíquicas e “esvaziar” os complexos para promover a inversão necessária: controlar as próprias emoções em vez de sermos dominados por elas.

Quando uma mulher conhece a si própria, ainda que em profundidade parcial, ela alcança a compreensão racional e emocional de que ser inteligente na vida profissional e na vida emocional é buscar uma relação a dois que a faça mais feliz do que sofredora; é ter um namoro ou casamento que propicie o crescimento de ambos; é recusar relacionamentos apenas problemáticos; é separar-se de pessoas que a controlam e das que afetem sua auto-estima; é recusar “amor de migalhas”. 

Quase todas as mulheres, em algum momento de suas vidas, vivem paixões desestruturantes, obsessivas, pouco compensadoras. Não reside nisso nenhum motivo de auto-condenação. São as descobertas da viva. São os processos necessários de crescimento. O aspecto patológico, o grande erro é permanecer num envolvimento afetivo desse gênero além do tempo necessário para constatar que na relação custo-benefício o resultado é negativo para ela.

Passar sozinha finais de semana, feriados, datas festivas e outros eventos tradicionais sucessivas vezes, enquanto o “namorado” vive esses momentos com outras pessoas, ficar sem companhia para compartilhar alegrias e dificuldades, para ir ao teatro, ao cinema ou reuniões de amigos e ainda assim permanecer fiel a essa emoção é na verdade abdicar da felicidade, é autopunição, é viver em ilusão. Refiro-me, nesse caso, às mulheres que sofrem por estarem apaixonadas por homens casados, situação bem comum na nossa sociedade, herdeira de valores machistas.

Não vivemos em cultura que aceita mais de uma esposa por homem, mas tacitamente autoriza os machos a terem parceiras não reconhecidas – uma prática mais nociva do que a anterior, posto que no Oriente Médio é permitido a um homem ter mais de uma esposa DESDE QUE ELE CUIDE IGUALMENTE DE TODAS AS MULHERES.

Por aqui, como em Portugal, possivelmente de onde veio tal herança maldita, os homens não ficam só com uma mulher, não passam anos a fio amando, beijando uma única mulher, se divertido só com uma, sendo “confirmados” apenas por uma mulher, mas acreditam ter obrigação de cuidar, de se preocupar apenas com a mulher oficial, aquela a quem chamam de esposa, mas à qual não dedicam lealdade afetiva nem sexual. A conseqüência: sofrimento, muito sofrimento! E adoecimento.   

Recebemos em consultórios de psicologia grande número de mulheres afetadas, prejudicadas, quase destruídas por relações com homens descomprometidos com o bem-estar, o equilíbrio, o futuro, a saúde psico-emocional de mulheres de quem eles recebem muito! Dando quase nada em troca.

Que os homens não suponham que eu os tomo por carrascos, cafajestes ou coisa assim. Não. Pelo menos não a todos. Como já expliquei em outro post (POR QUE OS HOMENS TRAEM), também eles são vítimas de complexos e outras armadilhas psicológicas. Incomodam-me, sim, aqueles que sequer param para refletir nos resultados das próprias ações, que agem como se ainda fossem crianças inconseqüentes ou seres primitivos, meramente instintivos.  

Viver em constante estado de perturbação, sofrendo perdas de todos os tipos (a maior delas, a passagem do tempo sem construir um futuro em bases realistas) indica que a mulher pode ter deixado de se amar (se é que algum dia o fez). Em vez de estar amando um homem que desconstrói, está, na verdade, vivendo uma obsessão; pode estar “travada” num processo patológico.    As conseqüências fisiológicas não tardam a surgir: ansiedade, enxaqueca, dores de diferentes tipos, estresse físico e emocional, palpitações, perturbações gastrointestinais, distúrbio do sono e depressão, entre outras. As perdas econômicas também vêm à galope.

“Toda mulher já nasce pra morrer de amor”. Que as mulheres se neguem a acreditar nisso. É um pensamento infeliz. E viver acreditando nisso, uma postura auto-destrutiva. Em vez disso, que elas dêem o grito de libertação, que façam movimentos em prol da própria salvação, da cura dos complexos que a aprisionam a relações de sofrimento.  

O tom talvez raivoso desta reflexão tem origem no estado de sofrimento, no grau de desestruturação de uma paciente que comecei a atender esta semana. Claro que pode também ser resultante de projeções.

 

Postado por Carmelita Rodrigues

Psicólogos brasileiros proibidos de ajudar Igreja Católica a discriminar homossexuais

No Brasil, os psicólogos  estão proibidos de ajudar a Igreja Católica a impedir o ingresso de  candidatos homossexuais ao sacerdócio. O Conselho Federal de Psicologia (CFP) publicou nota repudiando a decisão do Vaticano de recorrer aos profissionais de Psicologia para esse propósito. O CRP, expressando com fidelidade o sentimento dos psicólogos conscientes dos seus reais propósitos, entende que a homossexualidade não é doença nem distúrbio e nem perversão. A Resolução 001/99 do CFP prevê que os psicólogos “não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e cura das homossexualidades”.  Por meio de um anúncio do site Psicologia Online, o CFP informou que “os psicólogos não poderão avaliar pessoas para essa finalidade, sob pena de infringirem o Código de Ética da categoria e a Resolução 001/99 do CFP, que estabelece normas de atuação para os psicólogos em relação à questão da orientação sexual”. A resolução citada declara que os psicólogos “não farão qualquer ação que favoreça a patologização de comportamentos ou práticas homoeróticas”. A mesma resolução declara que  “os psicólogos não se pronunciarão, nem participarão de pronunciamentos públicos, nos meios de comunicação de massa, de modo a reforçar os preconceitos sociais existentes em relação aos homossexuais como portadores de qualquer desordem psíquica”.

O Vaticano anunciou as normas para os exames psicológicos no mês passado, numa tentativa de reforçar uma política que vem sendo adotada a séculos, reafirmada em 2005, de excluir aqueles que tenham tendências homossexuais. A decisão de 2005 ocorreu logo depois das constantes denúncias de abuso sexual cometidos por padres, principalmente contra meninos.