Eleições 2010: resultado desejado pelo povo

Dilma venceu as eleições. Venceu no Brasil a esperança de combate à má distribuição de renda.Caiu por terra a pretensão do Sistema Globo e de outros veículos de comunicação de manipular o processo eleitoral no país. Perdeu o mau jornalismo.

Não será novo governo de Lula; será o governo de Dilma, a primeira mulher eleita para a presidência do Brasil.

Agnelo venceu para o GDF: fim do coronelismo e da manipulação dos complexos psicológicos dos mais pobres em troca de votos. Libertação do nefasto rorizismo. Perdeu a desonestidade de ministros “equivocados” do STF. Vitória do bom caráter, da hombridade e lisura de Joaquim Barbosa.

Venceu a democracia.

Estou aliviada: estava exaurida com a falta de cortesia do Serra e  com o excesso de cinismo. Discurso  falacioso me aborrece sobremaneira.

Se Dilma e Agnelo nos traírem, vamos às ruas e mostramos a força de protesto de um povo unido.

Câncer de ovário: ameaça silenciosa

Recebi um email alertando para o silêncio perigoso do câncer de ovário. Enviei os sintomas citados na mensagem para uma ginecologista muito conceituada em Brasília, a médica Maria Quitéria Cordeiro, para checar a veracidade dos dados. A médica confirmou as informações e acrescentou outras.

Sintomas do câncer ovariano:
. Dor ou desconforto pélvico ou abdominal;

. Problemas gastrointestinais persistentes, como gases, náuseas e indigestões;
. Vontade de urinar freqüente, sem haver infecção;
. Perda ou ganho de peso inexplicável;
. Pelve ou abdômen inchados, intumescidos ou com sensação de estar cheio;

. Cansaço anormal ou mudanças inexplicáveis do funcionamento intestinal.

A ginecologista Quitéria Cordeiro explica:

“Quando o abdômen está  muito elevado, semelhante a uma gravidez de 5 meses, pode significar  liquido  na cavidade  abdominal, o  que chamamos  de Ascite, muito  comum no tumor de ovário (TU). Esse tipo de doença é silenciosa, como  é a maioria dos cânceres, e não detectado  no papanicolau. Esse exame costuma falhar também na detecção de câncer de colo uterino, de  10% a 20 % dos casos, havendo o vírus  do HPV.”

É dessa médica, especialista em HPV, a afirmação de que 90% dos brasileiros, de ambos os sexos, têm o papilomavírus humano (HPV). Isso impõe a necessidade do uso de camisinha nas relações sexuais, mesmo quando a mulher está tomando anticoncepcional. E inclusive quando a relação é entre marido e mulher, se o contrato de fidelidade sexual não é respeitado integralmente. Como o seguro morreu de velho e quem vê cara não vê coração, o melhor é desconfiar da fidelidade do (a) parceiro (a)  diante da menor alteração genital; fazer o exame e radicalizar na prevenção.

O Inconsciente Coletivo

“O inconsciente coletivo é uma parte da psique que pode distinguir-se de um inconsciente pessoal pelo fato de que não deve sua existência à experiência pessoal, não sendo portanto uma aquisição pessoal. Enquanto o inconsciente pessoal é constituído essencialmente de conteúdos que já foram conscientes e no entanto desapareceram da consciência por terem sido esquecidos ou reprimidos, os conteúdos do inconsciente coletivo nunca estiveram na consciência e portanto não foram adquiridos individualmente, mas devem sua existência apenas à hereditariedade. Enquanto o inconsciente pessoal consiste em sua maior parte de com p l e x o s , o conteúdo do inconsciente coletivo é constituído essencialmente de arquétipos.

O conceito de arquétipo, que constitui um correlato indispensável da idéia do inconsciente coletivo, indica a existência de determinadas formas na psique presentes em todo tempo e em todo lugar. A pesquisa mitológica denomina-as de “motivos” ou “temas”; na psicologia dos primitivos elas correspondem ao conceito das représentations collectives de LEVY-BRÜHL e no campo das religiões comparadas foram definidas como “categorias da imaginação” por HUBERT e MAUSS. ADOLF BASTIAN designou-as bem antes como “pensamentos elementares” ou “primordiais”. A partir dessas referências torna-se claro que a minha representação do arquétipo, literalmente uma forma preexistente, não é exclusivamente um conceito meu, mas também é reconhecido em outros campos da ciência” (Jung, pág. 51).

O inconsciente coletivo, a camada mais profunda da psique, é algo semelhante a uma herança ancestral da humanidade; não se desenvolve individualmente, mas é herdado. É formado de formas preexistentes, os arquétipos, que só secundariamente podem tomar-se conscientes, conferindo uma forma definida aos conteúdos da consciência. Tanto quanto o inconsciente pessoal, o inconsciente coletivo também pode se manifestar por meio de sonhos. Desta forma, enquanto alguns sonhos têm caráter pessoal e podem ser explicados pela própria experiência da pessoa, outros apresentam imagens impessoais e estranhas, que não se consegue associar a nada de que se tenha lembrança. Esses sonhos seriam, então, um produto do inconsciente coletivo, do depósito de imagens e símbolos que Jung denomina de arquétipos, origem também dos mitos.

O Inconsciente Coletivo talvez seja  explicação para o fato de mais de uma pessoa ter a mesma ideia em diferentes épocas e diferentes localidades, mesmo não havendo intercâmbio entre elas, algumas dando origem a grandes inventos, como ocorreu com a invenção do avião e da fotografia. Numa analogia, é como se o Inconsciente Coletivo fosse a World Wide Web (www – que em português significa, “Rede de alcance mundial”) e os notebooks  com tecnologia wireless, os indivíduos. Há uma conexão virtual das pessoas com o Inconsciente coletivo. Essa figura de linguagem facilita ou complica a explicação? Fiiquei na dúvida…

Referência:

Carl Jung – Os arquétipos  e o Inconsciente Coletivo, Editor Vozes, 2002.

A Sombra


Para Jung, a Sombra é o centro do Inconsciente Pessoal, o núcleo do material que foi reprimido da consciência. A Sombra inclui aquelas tendências, desejos, memórias e experiências que são rejeitadas pelo indivíduo como incompatíveis com a Persona e contrárias aos padrões e ideais sociais. Quanto mais forte for nossa Persona, e quanto mais nos identificarmos com ela, mais repudiaremos outras partes de nós mesmos. A Sombra representa aquilo que consideramos inferior em nossa personalidade e também aquilo que negligenciamos e nunca desenvolvemos em nós mesmos. Em sonhos, a Sombra freqüentemente aparece como um animal, um anão, um vagabundo ou qualquer outra figura de categoria mais baixa.

Em seu trabalho sobre repressão e neurose, Freud concentrou-se, de inicio, naquilo que Jung chama de Sombra. Jung descobriu que o material reprimido se organiza e se estrutura ao redor da Sombra, que se torna, em certo sentido, um Self negativo, a Sombra do Ego. A Sombra é, via de regra, vivida em sonhos como uma figura escura, primitiva, hostil ou repelente, porque seus conteúdos foram violentamente retirados da consciência e aparecem como antagônicos à perspectiva consciente. Se o material da Sombra for trazido à consciência, ele perde muito de sua natureza de medo, de desconhecido e de escuridão. A isso se chama “integrar a sombra”, uma das metas da psicoterapia.

A Sombra é mais perigosa quando não é reconhecida pelo seu portador. Neste caso, o indivíduo tende a projetar suas qualidades indesejáveis em outros ou a deixar-se dominar pela Sombra sem o perceber. Quanto mais o material da Sombra tornar-se consciente, menos ele pode dominar. Entretanto, a Sombra é uma parte integral de nossa natureza e nunca pode ser simplesmente eliminada. Uma pessoa sem Sombra não é uma pessoa completa, mas uma caricatura bidimensional que rejeita a bipolaridade bem e mal e a ambivalência presentes em todos nós.

Cada porção reprimida da Sombra representa uma parte de nós mesmos. Nós nos limitamos na mesma proporção que mantemos este material inconsciente.

À medida que a Sombra se faz mais consciente, recuperamos partes previamente reprimidas de nós mesmos e ganhamos mais saúde e ampliamos a construção de nossa autonomia. Além disso, a Sombra não é apenas uma força negativa na psique. Ela é um depósito de considerável energia instintiva, espontaneidade e vitalidade, e é a fonte principal de nossa criatividade.

Assim como todos os Arquétipos, a Sombra se origina no Inconsciente Coletivo e pode permitir acesso individual a grande parte do valioso material inconsciente que é rejeitado pelo Ego e pela Persona.No momento em que acharmos que a compreendemos, a Sombra aparecerá de outra forma. Lidar com a Sombra é um processo que dura a vida toda, consiste em olhar para dentro e refletir honestamente sobre aquilo que vemos lá.

Fonte: PsiqueWeb

Diferença entre Psicologia e Psicanálise

É bem frequente a confusão entre Psicologia e Psicanálise ou entre psicoterapeuta e psicanalista. Assim, considero útil esclarecer sobre a diferença existente. A Psicanálise é um método de Psicologia Clínica desenvolvido  por Sigmund Freud. A formação em Psicanálise é feita não por faculdades ou universidades, mas por associações e sociedades de Psicanálise.   Mas um psicanalista não necessariamente será um psicólogo; na verdade, raramente o é. O registro profissional dos psicanalistas não é feito junto ao Conselho Federal de Psicologia nem pelos conselhos regionais de Psicologia. Por outro lado, para ser psicanalista o indivíduo precisa ter nível superior em qualquer área e fazer formação específica em Psicanálise (além da graduação em Psicologia, no caso dos psicólogos). Neste caso, além da graduação em Psicologia, esses profissionais precisam se especializar em Psicanálise, se quiserem ser também psicanalistas. Estes, se quiserem registro no Conselho Federal de Psicologia (CFP) ou em um Conselhos Regional de Psicologia(CRP) terão que cursar Psicologia em uma insitutição de ensino superior. Exemplo concreto: eu, Carmelita Rodrigues, sou psicoterapeuta, analista junguiana, graduada em Psicologia, com pós-graduação em Psicologia Profunda. Na minha prática clínica utilizo conceitos e técnicas da Psicanálise porque essa minha epecialização inclui um ano de introdução à Psicanálise (e outros três anos de Psicologia Analítica). Apesar disso, eu não posso me intitular psicanalista, pois não o sou. A formação completa em Psicanálise é de quatro anos. A  Psicologia Analítica, por sua vez, é também chamada de Junguiana porque foi desenvolvida pelo suíço Carl Gustav Jung. Tanto a Psicanálise quanto a Psicologia Junguiana são abordagens usadas em psicoterapia (Psicologia Clínica), que inclui ainda outras abordagens, como a Gestalt-terapia, desenvolvida pelo alemão Fritz Pearls, o Psicodrama, do romeno Levy Moreno, e a Hipnoterapia, do psiquiatra alemão Erik Erikson, entre outras abordagens e técnicas psicoterápicas.

Tempo de internação por alcoolismo é maior entre as mulheres

Um estudo de doutorado da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP), da USP, constatou que as mulheres passam mais tempo internadas por causa do alcoolismo do que os homens. A pesquisa, que ouviu 2.203 pacientes de 56 municípios da região Centro-Oeste de Minas Gerais, revelou também que a faixa etária das internações está diminuindo. De acordo com o estudo, do professor Richardson Miranda Machado, o tempo de internação médio da mulher é de 24,4 dias, enquanto do homem é de 22,2 dias.

O tempo de internação maior das mulheres, é explicado, segundo o professor, por dois fatores básicos: um deles se refere às condições fisiológicas da mulher: “Pelas próprias proporções anatômicas, a mulher que é bem menor do que o homem, apresenta-se mais frágil e sofre mais com o efeito do álcool, o que requer um tempo maior para a recuperação”. O outro motivo levantado diz respeito a mudanças ocorridas no comportamento. Segundo o professor, a identidade cultural da mulher mudou muito nos últimos anos. “Antes, a mulher que bebia era mal vista, hoje tal hábito não é condenado”, diz o pesquisador. Entre as entrevistadas existem meninas de 10 anos de idade. Leia matéria na ÍNTEGRA.