Emocionei-me hoje cedo: uma amiga enviou—me artigo de um médico oncologista em que ele conta uma experiência edficante, uma lição de vida ensinada por uma criança. O autor do belo artigo, rico em sentimento, em estilo literário e ensinamentos, é Rogério Brandão, de Recipe (PE). Leia pequeno trecho do artigo:
“Como médico cancerologista, já calejado com longos 29 anos de atuação profissional (….)
“… posso afirmar que cresci e modifiquei-me com os dramas vivenciados pelos meus pacientes.
Não conhecemos nossa verdadeira dimensão até que, pegos pela adversidade,descobrimos que somos capazes de ir muito mais além.
Recordo-me com emoção do Hospital do Câncer de Pernambuco, onde dei meus primeiros passos como profissional.
Comecei a freqüentar a enfermaria infantil e apaixonei-me pela oncopediatria. Vivenciei os dramas dos meus pacientes, crianças vítimas inocentes do câncer. Com o nascimento da minha primeira filha, comecei a me acovardar ao ver o sofrimento das crianças.
Até o dia em que um anjo passou por mim!
Meu anjo veio na forma de uma criança já com 11 anos, calejada por dois longos anos de tratamentos diversos, manipulações, injeções e todos os desconfortos trazidos pelos programas de quimios e radioterapias.
Mas nunca vi o pequeno anjo fraquejar. Vi-a chorar muitas vezes; também vi medo em seus olhinhos… Leia o artigo completo em DEPOIMENTOS. Lá está postado também o depoimento de uma paciente internada no Hospital de Base de Brasília. O texto foi escrito por ela mesma, como forma de passatempo, por orientação da psicóloga Gabriela Barros, minha amiga, que na época era estagiária de Psicologia. Gabi nasceu psicóloga e apesar de ter apenas 21 anos quando conviveu com a paciente, teve a capacidade de orientá-la adequadamente por saber colocar-se como “instrumento dos deuses”, para usar expressão do mestre Moacir Rodrigues, psicólogo junguiano que vem formando bons psicoterapeutas em Brasília. Asseguro-lhes de que vão gostar imensamente dos dois depoimentos.
Postado por Carmelita Rodrigues
