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Mitologia e Psicologia

Os mitos são representações espontâneas  vindas do inconsciente, de verdades psicológicas e espirituais. Para Jung, os mitos fazem sentido porque representam, de forma alegórica, os arquétipos, ou seja: padrões de vida universalmente reconhecidos. Um mito está para a humanidade como o sonho está para o indivíduo. O sonho mostra a alguém uma verdade psicológica importante sobre si próprio; mostra uma verdade piscológica importante que se aplica a toda a humanidade.

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O resgate da mitologia

Existe uma espécie de preconceito generalizado contra os pensamentos não-científicos, especialmente contra os métodos filosóficos especulativos e o pensamento mítico.Porém, o estudo da Mitologia não pode ser visto com um interesse meramente histórico. A Mitologia Grega é a base do pensamento ocidental e guarda em si a chave para o entendimento de nosso mundo, de nossa mente analítica e de nossa psicologia. Ao se comparar a Mitologia Grega com as demais mitologias (africanas, indígenas, pré-colombianas, orientais, etc) descobre-se que há entre todas elas um denominador comum. Algumas vezes estaremos frente aos exatos mesmos deuses, apenas com nomes diferentes, sem que exista nenhuma relação histórica entre eles. Este material comum a todas as mitologias foi descoberto pelo psiquiatra suíço Carl Gustav Jung e foi por ele denominado de “Inconsciente Coletivo”. O estudo deste material revela-nos a mente humana e seus meandros multifacetados. Como foi dito, os mitos são atemporais e eternos e estão presentes na vida de cada Ser Humano, não importa em que tempo ou em que local. O estudo da Mitologia torna-se então essencial a todo aquele que pretende entender profundamente o Ser Humano e sua maneira de ver o mundo. Os deuses tornam-se forças primordiais da natureza psíquica humana e readquirem vida e poder. Nota-se a sua utilização no cotidiano em cada pequeno detalhe. A existência real dos deuses mitológicos antigos em todas as suas roupagens étnicas reafirma em última instância a idéia de divindade em si: através dos deuses encontra-se a “idéia de Deus” e, através dela, Deus em toda sua misteriosa ambigüidade. A Mitologia transfere o conhecimento humano de um plano meramente materialista (científico) para um plano psíquico vivo (Inconsciente Coletivo) e deste, para um derradeiro plano espiritual. O desafio está em realizar a verdadeira “religião” (religação) do mundo externo ao mundo interno, do concreto ao abstrato, do material ao espiritual, do mortal ao imortal e eterno.

Escrito pelo médico e psiquiatra  Bernardo de Gregório


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Diferença entre Psicologia e Psicanálise

É bem frequente a confusão entre Psicologia e Psicanálise ou entre psicoterapeuta e psicanalista. Assim, considero útil esclarecer sobre a diferença existente. A Psicanálise é um método de Psicologia Clínica desenvolvido  por Sigmund Freud. A formação em Psicanálise é feita não por faculdades ou universidades, mas por associações e sociedades de Psicanálise.   Mas um psicanalista não necessariamente será um psicólogo; na verdade, raramente o é. O registro profissional dos psicanalistas não é feito junto ao Conselho Federal de Psicologia nem pelos conselhos regionais de Psicologia. Por outro lado, para ser psicanalista o indivíduo precisa ter nível superior em qualquer área e fazer formação específica em Psicanálise (além da graduação em Psicologia, no caso dos psicólogos). Neste caso, além da graduação em Psicologia, esses profissionais precisam se especializar em Psicanálise, se quiserem ser também psicanalistas. Estes, se quiserem registro no Conselho Federal de Psicologia (CFP) ou em um Conselhos Regional de Psicologia(CRP) terão que cursar Psicologia em uma insitutição de ensino superior. Exemplo concreto: eu, Carmelita Rodrigues, sou psicoterapeuta, analista junguiana, graduada em Psicologia, com pós-graduação em Psicologia Profunda. Na minha prática clínica utilizo conceitos e técnicas da Psicanálise porque essa minha epecialização inclui um ano de introdução à Psicanálise (e outros três anos de Psicologia Analítica). Apesar disso, eu não posso me intitular psicanalista, pois não o sou. A formação completa em Psicanálise é de quatro anos. A  Psicologia Analítica, por sua vez, é também chamada de Junguiana porque foi desenvolvida pelo suíço Carl Gustav Jung. Tanto a Psicanálise quanto a Psicologia Junguiana são abordagens usadas em psicoterapia (Psicologia Clínica), que inclui ainda outras abordagens, como a Gestalt-terapia, desenvolvida pelo alemão Fritz Pearls, o Psicodrama, do romeno Levy Moreno, e a Hipnoterapia, do psiquiatra alemão Erik Erikson, entre outras abordagens e técnicas psicoterápicas.

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Concurso da Sejus/GDF tem muitos inscritos

A Funiversa divulgou o número de inscritos para o concurso da Sejus, Secretaria de Justiça, direitos Humanos e Cidadania do GDF. Para Psicologia houve 1.532 inscrições, para 30 vagas. Isso dá uma média de 51 candidatos por vaga. Mas na verdade a expectativa é de aproveitar muito mais do que 30pessoas, uma vez que a investigação na vida pregressa dos candidatos será feita até a classificação 515. Isso porque os aprovados nesse concurso poderão ser contratados em outra secretaria do GDF. O maior número de inscritos foi para Pedagodia: 1632, e o menor, engenharia: 20. Estão inscritas também  pessoas pra Arquitetura (75); Serviço Social (882); Administração (689), entre outras áreas. Leia QUANTIDADE DE INSCRIÇÕES HOMOLOGADAS. Data da prova ainda não foi divulgada.

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Precisa-se com urgência de psicólogos e fisioterapeutas

Li ainda há pouco uma notícia do Correio Braziliense em que, ao comentar o estado de saúde do governador preso do DF, José Roberto Arruda, a mulher dele atribui o edema no pé à falta de fisioterapia. Então fiquei pensando nos absurdos que ocorrem em nosso país: no ano passado o GDF mobilizou profissionais de Fisioterapia, Psicologia, Serviço Social e Administração para um concurso público. As pessoas se inscreveram, estudaram e os aprovados não foram convocados.  Houve um mise-em-scène, chamaram uns gatos pingados pra dizer que estavam cuidando da saúde da população, para terem imagens a usar na ridícula propaganda do GDF… nada além disso. E olhe que a situação da rede pública de saúde é de extrema carência desses serviços e de muitos outros! No caso da Fisioterapia, as pessoas sem dinheiro ou convênio médico que precisem de fisioterapia ficam aleijadas: a fila para fisioterapia é enorme. A carência é inacreditável. O governador afastado sabia disso, mas seguiu desviando o dinheiro que deveria ser destinado às unidades de saúde para os próprios bolsos ou as maletas de empresários desonestos. O mesmo acontece com a Psicologia: escolas do DF estão sem psicólogos há muitos anos, alunos precisando, professores idem, servidores também. Sem atendimento psicológico, os professores adoecem e a Secretaria de Saúde os trata como mentirosos, embromadores ou preguiçosos. Absoluto descaso e falta de conhecimento de causa. Nos postos de saúde, nos hospitais, a demanda por psicólogos é  superior a 300 profissionais. Adolescentes internados nas unidades de atendimento a menores em situação de risco social, como o  Caje, Cesame e Ciago, estão sem profissionais habilitados para lidar com esses casos tão vulneráveis. Há um concurso com inscrições abertas, mas até as pessoas assinarem os contratos  (se isso acontecer!) os menores seguem desassistidos, como já estão há muitos meses. Arruda sabia da situação. E quando alguém ia pedir a ele que contratasse pessoas , ele respondia: “não vou gastar dinheiro com esses marginais. Eles não tem mais jeito, só a morte resolve.” Quem me contou foi uma pessoa que trabalhava com ele. Ele esquecia-se de que a verba da saúde era para ser gasta com a saúde das pessoas. Deveria, em vez de desviar os recursos, fazer o que devia: contratar os profissionais, abastecer a farmácia de alto custo e comprar todos os tipos de remédios necessários, além de equipar os hospitais e postos de saúde. Agora, com a prisão dele e o desmantelamento da gangue a sangria foi estancada, espera-se. Continuamos sem governador – a figura que o substitui é uma coisa duvidosa, patética, mas espera-se  que a saúde pública do DF volte a ser tratada com seriedade e honestidade.

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Psicologia Junguiana justifica defesa das cotas

Algum tempo atrás quando eu ia ao campus da UnB via poucos negros, quase todos estrangeiros, filhos de africanos em missão diplomática. Ou seja: estrangeiros tinham facilidade para entrar na nossa UnB e os negros brasileiros, não. Hoje, com as cotas, esse cenário mudou e gosto de perceber isso. Sempre fui a favor da política de cotas nas universidades brasileiras. Recorro à Psicologia Junguiana para justificar essa defesa. Sou a favor das cotas porque os negros e afrodescendentes efetivamente estão em desvantagem no mercado de trabalho e em outros aspectos sócio-econômicos. Dois conceitos de Jung explicam isso: o inconsciente coletivo e as forças arquetípicas. Ainda permeia o inconsciente coletivo, devido aos quase 400 anos de escravidão do negro, a idéia de supremacia da raça branca sobre a negra, a crença de que o negro vale menos ou é menos capaz. Houve tempos em que, com o aval da igreja católica, as pessoas acreditavam que negro não tinha alma por isso não precisavam ser tratados como gente. Todos esses absurdo já estão negados e até proibidos por lei, felizmente. Mas ainda sobrevivem no inconsciente coletivo e influenciam as pessoas no modo de pensar, sentir e agir, de forma inconsciente na maioria dos casos. O fato é que devido a isso, numa situação em que duas pessoas com iguais habilidades, uma negra e outra branca, se estiverem disputando a mesma vaga para emprego, a branca será a escolhida. Desafio qualquer um a demonstrar o contrário, na prática. Uma amiga jornalista foi impedida de fazer teste para apresentação na TV Nacional, anos atrás,  por ser negra.Aborrecida, foi pedir explicação ao chefe de reportagem. A resposta dele: “as pessoas não querem ver você na telinha deles porque você é negra.” Em outro momento, essa mesma pessoa foi discriminada por uma dona de galeria de arte; uma cretina. A moça foi atender ordem desse mesmo chefe e fazer uma matéria do tipo “jabá”, como chamamos matérias pautadas para atender interesses de alguém da empresa, e ainda assim a mulher botou banca. Ligou para o amiguinho dela protestando: “você me prometeu uma matéria e me mandou uma repórter negra!”  Ele ligou para a moça, pediu que ela voltasse à redação sem fazer a matéria e posteriormente enviou outro repórter. Sinto asco de me imaginar à frente dessa pessoa, acho que cuspiria na cara dela, mesmo correndo risco de perder o emprego. Também passei a desprezar o tal chefe de reportagem, cujo nome prefiro não citar. Também concordo com os que afirmam que a sociedade tem uma dívida social com os negros e seus descendentes e toda dívida deve ser paga.

E as forças arquetípicas, onde entram nisso?  O preconceito é arquetípico, é uma espécie de herança ancestral, decorre de imagens primordiais, impressões gravadas pela repetição de reações subjetivas, transmitidas não entre descendentes parentais, mas entre representantes de determinada raça. Assim, por exemplo, tendo em vista o instinto de sobrevivência, tigres rejeitam a aproximação de lobos; eles são diferentes. Reagem para defender o bando e assegurar domínio de território. Entre os humanos ocorre o mesmo, se nos deixamos levar pelos instintos. O preconceito racial é arquetípico, tem por objetivo o instinto inconsciente de sobrevivência. Claro que isso não justifica atos racistas: a menos que não tenhamos evoluído em nada, estejamos no nível mais baixo do primitivismo. Essa força arquetípica se dissipa quando agimos de modo racional. Ao olhar nos olhos, conversar e permitir a aproximação, o receio se perde, a força arquetípica perde força e a compreensão racional assume.

Assim, nos dois casos entendo ser necessária a intervenção do Estado determinando que pessoas negras ou descendentes de negros sejam beneficiadas na disputa por uma vaga. No futuro, espero entrar na UnB e não ver a predominâncias de pessoas de pele branca. Julgo ser função do Estado intervir para tentar corrigir desequilíbrios nas dinâmicas  sociais, como forma de garantir os direitos humanos de todas as pessoas, independentemente de raça ou qualquer diferença. A política de cotas tem esse efeito: corrige distorções motivadas pela influência do inconsciente coletivo e das forças arquetípicas.

Quem se sentir prejudicado que proteste, apresente argumentos válidos. Até o momento, todas as justificativas contra as cotas não passam de falas vazias, retórica falaciosa,  defesa de antigos e injustos privilégios.

E quanto às objeções dos próprios negros? Trabalhei com um rapaz negro na Rádio Cultura de Brasília que afirmou ser contra a política de cotas. Ele dizia: “eu dispenso isso, faz parecer que não temos capacidade para disputar uma vaga com os brancos”. Eu disse: “então, se você se sente capaz, dispute uma vaga na UnB ou em outra instituição pública pela via do vestibular comum. Isso não está proibido. As cotas não obrigam negros ou afrodescendentes a utilizarem esse caminho para ingressar numa universidade. Mas entenda que nem todas as pessoas têm a sua força e resiliência igual. As pessoas tem potencialidades diferentes e muitos afrodescendentes precisam desse apoio. Se você não pode ajudar, não atrapalhe a caminhada de quem não tem seu orgulho e sua suposta força.” Acho que ele não gostou. Nem se convenceu, mas aí já é problema dele.

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Síndrome do Cólon Irritável tem cura

Síndrome do Cólon Irritável tem cura. Afirmo isso com base em experiência prática. Hoje, eu e uma de minhas pacientes rimos juntas do prognóstico desastroso que outra psicóloga havia dado sobre o caso dela, usando as seguintes palavras: “esse seu problema não tem cura; mas você pode aprender a conviver com ele. E você pode se tranqüilizar lembrando-se de que em qualquer lugar que você vá, haverá sempre um banheiro”. Ontem gargalhamos disso quando eu lhe perguntei meio que debochando (confesso!): “quem pode ficar bem estando sempre de piriri?” E comemoramos o fato de ela ter errado. Mas na época, para minha paciente ( a quem chamarei de N.) aquela sentença desastrosa soou como de morte, fim da esperança de ter novamente vida normal; causou-lhe imenso desespero na alma. Foi, então, que decidiu procurar uma psiquiatra indicada pelo gastroenterologista, convencida por ele do fator emocional envolvido nessa Síndrome. A psiquiatra, por sua vez,  tinha meu contato e a encaminhou para psicoterapia, avisando-a, sabiamente, de que só com remédios ela não se livraria do transtorno.

Começamos a psicoterapia em janeiro de 2009. Hoje, apenas um ano e um mês depois, ela entrou no consultório radiante, maquiada com bom gosto, com roupas joviais e elegantes, olhos brilhantes e um sorriso iluminado. Estava tão feliz!  Havia engordado uns quilinhos, o que era um “sonho” desejado nos últimos anos, depois de ter chegado a pesar 43 quilos (ela tem 1,60 de altura). Fazia quatro anos que só emagrecia, impedida de comer muitas coisas e de tanto se esvair em diarréias freqüentes. Peregrinou por consultórios e laboratórios, fez todo tipo de exames, alguns muito invasivos e dolorosos, quase tendo o intestino perfurado num exame de colonoscopia .   Até os médicos chegarem ao diagnóstico de Síndrome do Cólon Irritável ela viveu autêntica “via crucis”.

Agora, no entanto, tudo é passado. Ela está sem tomar o Lexapro e o Rovotril;  completamente livre dos medicamentos e dos sintomas desde dezembro passado. A psiquiatra também comemorou com ela o sucesso do tratamento. Relembramos momentos significantes da terapia, a elaboração de experiências dolorosas, o trabalho frente a traumas relembrados, a construção de novos paradigmas, enfim, da caminhada com empenho e dedicação no caminho da construção de uma nova pessoa, mais consciente de quem realmente é, dos próprios limites e de suas habilidades. Eu a fiz ver a importância do empenho dela, da coragem e força que a fizeram ter efetivamente entrado em terapia, para que obtivéssemos o sucesso alcançado. Claro que o adoecer teve função construtiva, como sempre ocorre, mas somente agora era possível rir de tudo, passada a dor, elaborados os temores e curadas as feridas (e o maldito piriri!) Em breve ela estará liberada também da terapia.

Pedi permissão a N.  para escrever neste blog, em linhas gerais e sem identificá-la, sobre o caso dela para que outras pessoas hoje com Síndrome do Cólon Irritável não se desesperem: tem cura! Ela adorou a idéia e disse que se ela própria não tivesse fugido da terapia por tanto tempo, teria sofrido bem menos. Também foi importante o trabalho eficiente da psiquiatra, que prescreveu os remédios certos e foi também ponto de apoio confiável.

Entre as causas psicogências do transtorno estão experiências traumáticas reprimidas, incapacidade de se colocar, de fazer valer a própria vontade, em expressar-se de modo autêntico; em Gestalt-terapia chama-se isso  de “engolir sem mastigar” muitas coisas. Do ponto de vista da Psicologia Analítica, envolve complexos constelados e viver “tomada por uma persona”, entre outros aspectos que vou abster-me de detalhar em respeito ao sigilo profissional e anonimato da minha paciente.

TDAH

TDAH: uma técnica usada com criança

No ano passado (2009) eu precisei de uma história infantil que expressasse para meu paciente de 6 anos de idade a idéia de ansiedade e que mostrasse o quanto ele perdia deixando de aproveitar as boas coisas do presente para viver sempre se projetando no futuro.Erro comumente cometido por muitos adultos também. Em resumo, a ansiedade de meu pequeno guerreiro roubava a felicidade dele porque ele estava sempre querendo passar correndo para a próxima coisa. Perambulei por livrarias e busquei algo já pronto, mas não encontrei. Então resolvi mobilizar minhas habilidades em redação e arrisquei eu mesma escrever uma história, sem ter a pretensão de ser escritora, claro. Aproveitei para introduzir na história elementos significativos para meu pequeno paciente, que adorava lutas, mistérios, guerreiros e cavernas. O resultado é o que se segue e devo adiantar-lhes que a técnica foi bem eficiente. Pedi à mãe dele que lesse um pedaço da história a cada noite. Queria desenvolver/treinar domínio dele sobre a própria ansiedade, começando por ter que esperar até o dia seguinte para saber como a história continuava. Depois pedia a ele que me contasse a história no consultório. Foi maravilhoso perceber que ele memorizava os nomes dos personagens, se identificava com um deles (meu propósito) e entendia muito bem a mensagem da leitura. Ele é realmente uma criança especial e me ensinou muito. Foi levado ao meu consultório com diagnóstico psiquiátrico de TDAH. Como a mãe não queria que ele tomasse Ritalina, decidiu colocá-lo em terapia. Decisão acertada porque o garoto evoluiu muito bem e livrou-se do sofrimento de sentir-se menosprezado, errado, inadequado, imprestável, não apenas na escola, mas também em todos os espaços. Ele estava  com baixa autoestima e a um passo de sofrer  depressão infantil. Na verdade, não se tratava de um caso típico de TDAH, mas sim de uma criança  acima da média em inteligência que estava sendo submetida a profundo sofrimento devido ao despreparo de profissionais da escola e até dos pais, embora fossem muito amorosos com ele. Em muitos casos não basta amar. Foi esse mesmo paciente que me fez enxergar a semelhança entre o processo terapêutico e a letra da música da Vanessa da Mata, que você pode ouvir clicando no link MINHA HERANÇA UMA FLOR.

Voltando à história, o texto completo está postado na página HISTÓRIAS e o título é A Gruta dos Guerreiros.

Livros

Psicologia e Cuidados Paliativos

“Cabe sempre destacar que as ações da Psicologia em Cuidados Paliativos não se restringe ao paciente, mas devem incluir a família,  como parte da indivisível unidade de cuidados, mesmo que estes tenham que ser observados em sua especificidade. Além dessa unidade de cuidados, a Psicologia também se propõe a atuar junto à equipe multiprofissional, uma vez que esta necessita manter a homeostase nas suas relações e encontrar vias de comunicação que permitam a troca e o conhecimento, a partir de diferentes saberes.”

O trecho acima é do livro Cuidado Paliativo, editado pelo Cremesp, o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo, do artigo de Maria Helena Pereira Franco, que nesse mesmo livro escreveu também sobre o tema “Luto em Cuidados paliativos.

Trata-se de primorosa coletânea de artigos sobre cuidados paliativos envolvendo diferentes áreas da saúde. Além da Psicologia, há a análise sobre a relação entre esse tema e a Fisioterapia, a Nutrição, Farmácia, Odontologia, Enfermagem e Assistência Espiritual.

O primeiro capítulo da Parte 4 desse  fabuloso livro de 690 páginas explora o tema ESPIRITUALIDADE, MORTE E LUTO. Veja o seguinte trecho exemplar do valor dessa obra indispensável aos estudiosos de diferentes áreas do saber: “Ao lidar com questões espirituais de nossos pacientes devemos estar atentos às diversas formas de violência espiritual que podem ser cometidas por profissionais, familiares e sacerdotes. Segundo Purcell, o abuso espiritual é caracterizado pelo ato de fazer alguém acreditar numa punição de Deus ou na condenação eterna por ter falhado em alcançar uma vida adequada aos olhos de Deus. Existem diferentes intensidades e formas de abuso espiritual, algumas tão sutis que se encontram nos alicerces de nossa cultura judaico-cristã. (…) Impedir o paciente de expressar suas necessidades espirituais assim como o proselitismo são formas comuns de violência contra o paciente terminal.”

Eu, Carmelita,de modo particular  acrescento: “é violência contra todos os nossos pacientes”. Ninguém pode negar a dimensão religiosa e/ou espiritualista de seus pacientes só por ter a limitação intelectual de nada saber sobre religiosidade ou espiritualidade. Se meu paciente pode falar de uma experiência vivida durante o Carnaval, porque não vou acolher a experiência religiosa dele? Cabe ao psicólogo ampliar seus conhecimentos e estudar/vivenciar as diferentes religiosidades.

Sugiro a leitura completa da obra e para ampliar minha argumentação de que o livro é excelente, aconselho a clicar no link abaixo, onde pode-se ler o índice da obra e ter uma idéia mais ampliada do conteúdo.

Veja índice completo de CUIDADO PALIATIVO.

Postado por Carmelita Rodrigues

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Saúde púlbica no DF é negligenciada

“O Ministério Público da União (MPU) enviou nesta quarta-feira (30.09.09) uma representação ao Tribunal de Contas da União (TCU) para investigar os indícios de irregularidades na Secretaria de Saúde do Distrito Federal. A representação foi baseada em denúncia feita pela bancada do PT no MPU no início deste ano. No documento ao tribunal, o procurador Marinus Eduardo De Vries Marsico afirma que uma análise preliminar na documentação entregue ao Ministério Público apontou indícios de possível utilização irregular de recursos federais na gestão da Saúde no DF. Mas como a competência para apuração seria do tribunal, repassou o caso aos ministros do TCU.”

Fonte: Blog da Paola Lima.

A situação está pra lá de grave e não  é apenas emm hospitais ou psotos de saúde: desde que se encerrou contrato do GGDF com instituições que administravam Ciago e Cesame, no atendimento a menores infratores, adolescentes em situação de risco social estão largados à própria sorte. O GDF não se dispõe a contratar psicólogos nem assistentes sociais para essas isntituições, apesar de já ter no seu banco de dados, no RH, aprovados em concurso público para diversas funções. Faltam psicólogos também nas escolas públicas. No DF, a  demanda por profissionais de psicologia na educação (senor gestor, favor não confundir trabalho de psicólogo com o de psicopedagogo!) é enorme e antiga!

A alegação para o descaso é sempre falta de recursos, mas esse argumento não é verdadeiro nem convincente.

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Nossa sombra

“Quando nos empenhamos em ser bons demais, acabamos engendrando, em nosso inconsciente, a reação oposta. Se tentamos viver demais sob a luz, uma quantidade equivalente de treva irá se acumulando dentro de nós. Se ultrapassamos os limites de nossa capacidade natural para  o amor e a bondade, acabamos criando dentro de nós mesmos a parcela exata oposta de ódio e crueldade. A psicologia adverte as pessoas contra a tentativa de quererem ser melhores do que são e insiste que, ao invés de lutar demais por uma ‘bondade forçada’, o que importa é tomar consciência e viver, não em função de ideais que não conseguimos acompanhar, mas sim a partir do centro interior de cada um, que é o único elemento capaz de nos colocar em equilíbrio.”

O trecho acima é do livro MAL – O LADO SOMBRIO DA REALIDADE, de John A. Sanford (Ed. Paulus, pág. 35). Indispensável para quem deseja dar os primeiros passos na compreensão da impossibilidade de sermos santos. E de compreender que nem Deus espera isso de nós.  Fala de Sombra, esse arquétipo que conduz muito de nossa vida e pode ser fator de destruição, se não for reconhecido, se for negado, em vez de ser integrado. A sombra é  o lado obscuro, ameaçador e indesejado de nossa personalidade. É a parte de nós reprimida por causa do ideal do ego (aspiração de padrões considerados ideais por nós, pelos nossos pais ou  pela sociedade). Em um dos mais interessantes capítulos, comenta a superioridade espiritual e psicológica de Jesus em comparação a Paulo de Tarso, e como Cristo não pregava a falsa bondade, ao contrário. O livro introduz também o conceito de “persona”, a  máscara a qual recorremos, uma “vestimenta” de que nos servimos para estar  no mundo. A persona tem função psicológica social e útil, mas deve ser vista por nós como tal: apenas uma persona, e não nossa configuração real. Conhecer essas e outras subpersonalidades é de fundamental importância para a saúde e até para a adequação social (o que conduz à qualidade de  vida). Para não me estender, sugiro a leitura da obra, de estilo leve, compreensível por todos, enfim, um leitura a um só tempo útil e agradável.

Concursos

Provas para concurso do HFA

O Instituto Cetro divulgou os locais de realização das provas para o concurso do Hospital das Forças Armadas (HFA). Na área de Psicologia Clínica estão concorrendo 374 psicólogos, 41,56 candidatos brigando por uma das 9 vagas. Para psicólogos especialistas em Infância/Adolescência são 41 inscritos para a única vaga existente. Esses dados estão em ESTATÍSTICAS DE INSCRITOS. As provas serão no próximo dia 08 de março.

Concursos

Concurso do HFA: mudança no edital

O Instituto Cetro, encarregado de realizar a seleção de psicólogos e outros especialistas para o Hospital das Forças Armadas (HFA), de Brasília, retificou o edital do concurso hoje. Agora são aceitos profissionais que possam comprovar experiência mínima de três anos. Leia a alteração (copiei apenas retificação para cargo de psicólogos clínicos, mas houve alterações também em várias outras especialidades):

 

“Onde se Lê:

CÓDIGO/ CARGO /ESPECIALIDADE: 175 – PSICOLOGIA CLÍNICA

REQUISITOS: diploma devidamente registrado de conclusão de curso de graduação de nível superior em Psicologia, com especialização em Psicologia Clínica, fornecida por Instituição de ensino superior reconhecida pelo Ministério da Educação e registro no órgão de classe específico do Distrito Federal.

Leia-se:

CÓDIGO/ CARGO/ ESPECIALIDADE: 175 – PSICOLOGIA CLÍNICA

REQUISITOS: diploma devidamente registrado de conclusão de curso de graduação de nível superior em Psicologia, fornecido por Instituição de ensino superior reconhecida pelo Ministério da Educação, registro no órgão de classe específico do Distrito Federal, certificado de conclusão de pós-graduação em Psicologia Clínica ou Hospitalar reconhecido pelo Ministério da Educação ou experiência mínima comprovada de três anos nas respectivas áreas.”

 

Leia o Edital de Retificação completo.

 

Considero que melhorou, mas continua incompleto, visto que não está especificado de que forma se pode comprovar a experiência. É bom ficar de olho no site deles para ver se sai nova retificação.

 

Concursos

Concurso da Secretaria de Saúde do GDF: 50 vagas para psicólogos

Mais um bom concurso para psicólogos no Distrito Federal! Além do concurso do HFA (leia post anterior), a seleção para a Secretaria de Saúde do GDF oferece 50 vagas pra psicólogos! A carência é por um número muito maior, mas já é uma demonstração de relativa preocupação com a saúde pública na Capital. A seleção está a cargo da Fundação Universa instituição pertencente à mantenedora da Universidade Católica de Brasília (à qual ainda se atribui credibilidade).

 

O salário é bom: R$ 2.489,76 para jornada de 24 horas semanais.  Este mesmo concurso tem vagas também para profissionais de nível superior de outras áreas: 50 vagas para fisioterapeutas, 25 para farmacêutico bioquímico-laboratório e 30 vagas para administrador.

 

As inscrições já estão abertas; o prazo se encerra no dia 07 de janeiro de 2009 e custam R$ 58,00 (cinqüenta e oito reais).

 

O programa e demais informações importantes podem ser lidas no EDITAL.

 

Postado por Carmelita Rodrigues

Concursos

Concurso do HFA: 9 vagas para psicólogos

Já está publicado o EDITAL para concurso público do Hospital das Forças Armadas (HFA) de Brasília. A seleção será realizada pelo Instituto Cetro. São nove vagas para especialistas em Psicologia Clínica e uma vaga para especialista em Infância e Adolescência. Os candidatos serão selecionados por meio de prova escrita(apenas uestões objetivas) e prova de títulos, mas a apresentação de títulos NÃO é obrigatória. Haverá questões de Língua Portuguesa, Políticas de Saúde, Noções de Legislação e Conhecimentos Específicos. Para as duas funções de Psicologia o salário (para 40 horas semanais) é de R$ 2.959,12 e a taxa de inscrição, de R$ 70,00. O concurso vai selecionar também 446 médicos de várias especialidades, graduados de nível superior em Enfermagem, Farmácia, Física, Fisioterapia, Nutrição, Serviço Social e Fonoaudiologia, além de profissionais de nível médio, para funções de suporte às atividades médico-hospitalares. As inscrições estarão abertas de 05 a 23 de janeiro de 2009. É fundamental ler o EDITAL completo.

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Psicólogos brasileiros proibidos de ajudar Igreja Católica a discriminar homossexuais

No Brasil, os psicólogos  estão proibidos de ajudar a Igreja Católica a impedir o ingresso de  candidatos homossexuais ao sacerdócio. O Conselho Federal de Psicologia (CFP) publicou nota repudiando a decisão do Vaticano de recorrer aos profissionais de Psicologia para esse propósito. O CRP, expressando com fidelidade o sentimento dos psicólogos conscientes dos seus reais propósitos, entende que a homossexualidade não é doença nem distúrbio e nem perversão. A Resolução 001/99 do CFP prevê que os psicólogos “não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e cura das homossexualidades”.  Por meio de um anúncio do site Psicologia Online, o CFP informou que “os psicólogos não poderão avaliar pessoas para essa finalidade, sob pena de infringirem o Código de Ética da categoria e a Resolução 001/99 do CFP, que estabelece normas de atuação para os psicólogos em relação à questão da orientação sexual”. A resolução citada declara que os psicólogos “não farão qualquer ação que favoreça a patologização de comportamentos ou práticas homoeróticas”. A mesma resolução declara que  “os psicólogos não se pronunciarão, nem participarão de pronunciamentos públicos, nos meios de comunicação de massa, de modo a reforçar os preconceitos sociais existentes em relação aos homossexuais como portadores de qualquer desordem psíquica”.

O Vaticano anunciou as normas para os exames psicológicos no mês passado, numa tentativa de reforçar uma política que vem sendo adotada a séculos, reafirmada em 2005, de excluir aqueles que tenham tendências homossexuais. A decisão de 2005 ocorreu logo depois das constantes denúncias de abuso sexual cometidos por padres, principalmente contra meninos.

 

 

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Conflitos familiares

livro  “Por que não considerar a possibilidade de resolver os conflitos familiares    sem a interferência da justiça? Partindo do princípio de que ambas as partes querem se beneficiar do resultado, o mais indicado é solucionar o problema independentemente do procedimento a ser adotado. Portanto, evitar a burocracia e o desgaste da interpretação jurídica é um caminho mais rápido e menos penoso, especialmente nas questões familiares e/ou societárias. Esse é o resultado da pesquisa publicada no livro Mediação familiar transdisciplinar – Uma metodologia de trabalho em situações de conflito de gênero, lançamento da Summus Editorial.

        

O método, descrito por Malvina E. Muszkat, Maria Coleta Oliveira, Sandra Unberhaum e Suzana Muszkat, mostrou-se comprovadamente eficiente para ser utilizado em políticas públicas e nos programas de instituições que gerenciam conflitos. Em parceria com a organização não-governamental Pró-Mulher, Família e Cidadania e o NEPO – Núcleo de Estudos da População da UNICAMP, as autoras desenvolveram uma proposta para aprimorar a metodologia da mediação de conflitos e assim contribuir com a erradicação da violência contra a mulher e com o bem estar da família.” (Resenha da Editora).

Interessados no tema “Conflitos Familiares” podem ler mais no site

 

Postado em 25.11.08

 

http://conflitosfamiliares.blogspot.com/

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Depressão: explicações sócio-psicológicas

A depressão parece ser um produto dos séculos XX e XXI. A instabilidade e as incertezas próprias da pós-modernidade estariam entre as prováveis causas. A falta de segurança, a instabilidade nos empregos e nas relações afetivas ou em outras esferas da vida dão a sensação, consciente ou não, de que tudo é muito instável e passageiro. E a insegurança nos leva a buscar refúgio em nosso próprio interior.

 

A cobrança permanente por marcas externas de “sucesso” (a qualquer custo!) intensifica a ansiedade e angústia das pessoas. Essa cobrança incide com muita força sobre o sujeito. Assim, a dificuldade ou mesmo incapacidade de adaptação ao mundo atual pode estar por trás da grande incidência de depressão. Com medo e sentindo-se insegura, inconscientemente a pessoa só enxerga como saída recolher-se no interior, “entrar em si.”

 

A reação depressiva é algo normal, principalmente em casos de perdas. Normal e até necessária, já que precisamos fazer reflexões, movimentos de auto-conhecimento. Anormal é permanecer em depressão. “É preciso entrar para buscar a riqueza do interior, mas em seguida deve-se subir à superfície para usufruir da riqueza descoberta”. São palavras de um alquimista.  

 

Na visão de alguns pesquisadores, a depressão decorre do fato de estarmos nos nutrindo mal (nutrição espiritual); de não estarmos encontrando tempo para o sagrado; de estamos desrespeitando a necessidade natural do ser humano de se conectar com o divino, com valores ancestrais.

  

Postado por Carmelita Rodrigues, em 31.10.08

 

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O ciúme e a inveja

“Algumas emoções e alguns sentimentos considerados normais podem ter implicações psicopatológicas, a depender da intensidade e do contextos em que surgem e se desenvolvem. Vale ressaltar o ciúme e a inveja. O ciúme é um fenômeno emocional complexo no qual o indivíduo sente receio, medo, tristeza ou raiva diante da idéia, sensação ou certeza de que a pessoa amada gosta mais de outra pessoa (ou objeto) e poderá abandoná-lo ou preteri-lo. O ciúme de intensidade extrema, desprovido de crítica, é difícil de ser diferenciado do delírio do ciúme. A inveja, por sua vez, é a sensação de desconforto, raiva e angústia perante a constatação de que outra pessoa possui objetos, qualidades, relações que o indivíduo gostaria de ter, mas não tem. A inveja pode ser importante fonte de sofrimento em indivíduos imaturos, extremamente neuróticos e com transtorno de personalidade. Além disso, a inveja intensa pode ter efeitos devastadores nas relações interpessoas.”

 

Extraí esse trecho do livro Psicopatologia e Semiologia dos Transtornos Mentais, de Paulo Dalgalarrondo (Porto Alegre: Atmed, 2000, pág.111) pela concisão e clareza que apresenta ao explicar temas tão complexos. Não posso deixar de acrescentar que na maioria das vezes essas emoções se manifestam de forma exacerbada, em forma de transtorno psico-emocional, sem que o indivíduo tenha controle sobre eles. Não depende da pessoa não sentir ciúme ou não sentir inveja. Nesses casos ocorre uma distorção cognitiva e/ou emocional que impede a significação correta da circunstância envolvida e faz a pessoa sofrer muito, mas não conseguir agir de forma diferente. É algo difícil de se explicar num espaço como este, mas, via de regra, está relacionado à constelação de complexos ou fixação em uma experiência traumática do passado, entre outras possibilidades. Em muitos casos, eliminá-los ou fazer com que não se manifestem descontroladamente exige tratamento psicoterápico, o que levará às origens dessas emoções. Tenho uma amiga que sofreu muito e teve grandes perdas devido ao ciúme patológico que sentia (principalmente do  marido, mas também de outras pessoas significativas). Ao ser aconselhada a fazer psicoterapia, por muito tempo ela deu a seguinte resposta: “eu não vou procurar tratamento psicológico porque eu sei que pra terapia funcionar eu teria que mudar o meu jeito de viver, mudar muita coisa na minha vida e eu não quero mudar nada.” Infelizmente, a despeito de todas as explicações dadas e todo incentivo a que enxergasse a distorção desse pensamento, ela permaneceu firme na negativa de buscar ajuda. A consequência foi muito ruim para ela: o quadro geral de um adoecimento muito mais amplo que a acometia (o ciúme era apenas um dos sintomas) se agravou, ela tentou o suicídio por duas vezes e foi internada outras tantas. Atualmente está bem medicada e fazendo acompanhamento psicoterápico. O prognóstico é dos melhores.

Postado por Carmelita Rodrigues, em 03.10.08