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Solidariedade…

… entre os passarinhos. Porque entre os humanos tá difícil! Hoje vi um sabiá bicando a corda de um comedouro para derrubar alpiste e ajudar os amigos que ciscavam no chão, sob a árvore onde o comedouro estava pendurado: tico-tico, canário-da-terra, azulim; todos amiguinhos. Sabiás nem gostam tanto de alpiste e esse não descia para comer as sementes! Eles preferem as frutas que coloco por lá, como mamões, bananas e abacates.

Em geral as aves que compartilham a pequena área verde do meu trabalho são muito educadas e ficam pousados num galho perto do comedouro ou das frutas, à espera de que o outro termine de comer para só então se aproximar. Algumas vezes ocorrem brigas, principalmente se aparecem as pombas-rolas, os sanhaços e bem-te-vis.

Os beija-flores costumam ser muito territorialistas: expulsam as cambacicas que vão beber o melzinho que ponho para todos como se o mundo fosse só deles. Como enganam: têm uma leveza e penas coloridas que de tão belas, ou por gostarem de néctar, os associamos a doçura… ledo engano. São bem agressivos, briguentos!

Mas na maioria das vezes reina a cortesia, como hoje. E foi tão agradável assistir! Tanta “civilidade”!

Por lá também aparecem pica-paus, os de corpo preto & branco e os amarelados, mas eles “não se mistura”! Nem é por esnobismo, creio eu. Apenas por não disputarem o mesmo alimento. Ou melhor: os vermezinhos de troncos de árvores que saboreiam também são apreciados pelos bem-te-vis. Mas os pica-paus têm “ferramentas” exclusivas, então fica cada um no seu canto.

Enquanto isso, no reino dos humanos, pessoas nada evoluídas se engalfinham pelo poder ou para manter privilégios. Humanos de almas em putrefação, de tanta maldade, se reunem em conchavos para tramar contra um líder que julgam lhes ameaçar a liberdade de roubar e trair.

Nesses tempos de pandemia, não bastassem as preocupações com a doença, muitas almas feias, tão feias, andam em polvorosa no reino dos ditos racionais, armados de mentiras, falácias e muita, mas muita hipocrisia. Verdadeiras pragas do Planeta!

No reino dos animais, ao contrário, predominam os impulsos para sobreviver, sim, mas em harmonia. E de quebra, espalham cantos e cores, graça e beleza; tentam despertar os humanos para o real sentido da vida. Em vão, pobres serezinhos tão belos! Chegam nem perto de atingir esse intento!

Onde reina a irracionalidade, então?!

O sabiá, posicionado no galho acima do comedouro, bicava a cordinha e fazia o comedouro balançar, derrubando as sementes de alpiste.

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