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Adiar a sexualidade é correto!

Sou psicoterapeuta de crianças, pré-adolescentes e adolescentes (além dos adultos). O que o governo federal propõe na campanha “iniciação sexual não precoce”, da Política Nacional de Prevenção ao Risco da Atividade Sexual Precoce, eu já usava como orientação aos pacientes há muito tempo. Porque é algo sensato e necessário a ser feito.

Nada de errado com isso, ao contrário. Explicava aos adolescentes que ao ter a primeira relação sexual, sem um namoro consistente, apenas por “modinha”, como eles contavam, estariam criando uma demanda poderosa a ser atendida a partir de então, bem mais do que antes de concretizar a experiência.

A exigência do corpo para ter atendida a necessidade de fazer sexo poderia passar a ser, inclusive, causadora de ansiedade desconstrutiva. Prejuízo certo para a dedicação aos estudos e construção do futuro. Além de envolver o risco de gravidez, claro. É um direcionamento conservador, de direita? Nunca foi esse o foco! Apenas defender as chances de vida saudável e feliz para meus pacientes, tão influenciáveis na fase da adolescência.

Sexo não é lazer nem entretenimento; é função Vital, e nos seres racionais está ligada ao processo evolutivo individual. Reforçava a noção de autorrespeito, autocuidado com o próprio corpo, o “templo da alma”, e dissertava sobre o foco em um projeto de vida, que seria prejudicado por uma gravidez precoce.

Tudo simples, embora uma ideia abandonada pela mídia e até por alguns pais. Em vez disso, os jovens deseducados pela TV, de modo particular por programas permissivos e equivocados como “Malhação”, da TV Globo, tinham incutido (e ainda têm) na cabeça que fazer sexo é só um ato de pertencimento ao grupo dos jovens descolados. Ou pior: fazer sexo é só transar e ponto final.

Longe disso, dando-se à sexualidade outra concepção mais responsável e implicante em relação ao futuro, retarda-se a gravidez precoce, sim. Sobretudo se associando-se essa ideia a outras medidas, claro! E embora pareça de esfera distante, um bom caminho auxiliar seria um programa consistente de cursos profissionalizantes para jovens.

Fazer sexo gera gravidez. E supor que adolescentes vão levar isso em conta no auge do apelo instintivo e determinismo hormonal chega a ser ingenuidade, se não má fé. A verdade é que há interesses nada dignos por trás da oposição a essa ideia como, por exemplo, atacar e enfraquecer o trabalho da ministra conservadora Damares Alves, em defesa dos propósitos indignos da chamada Revolução Cultural.

Para entenderem melhor isso, caros leitores, e não suporem apressadamente que estou a misturar alho com bugalhos, sugiro assistirem ao vídeo do link abaixo, onde a deputada Érika Kokay explica o que é Revolução Gramsciana, numa palestra para um auditório repleto de professores. E, finalizando, sugiro aos opositores e críticos da proposta do governo que viagem, conheçam outras culturas e vejam como os países desenvolvidos tratam o desenvolvimento sexual das crianças. Ficarão abismados com a sexualização precoce das nossas.

PALESTRA DE ÉRIKA

Sugiro a leitura de um texto que também analisa essa proposta do governo federal, do jornalista Eduardo Olímpio, no portal R7: ADOLESCENTES, SEXO E CABEÇA FEITA.

3 comentários em “Adiar a sexualidade é correto!”

  1. Ela diz no vídeo: “(…) se se destrói a família patriarcal se destrói a propriedade, se destrói a própria sociedade de classes, e aí se constrói a anarquia. E essa anarquia vai enfrentar a ordem e os tabus. Por isso será uma sociedade incestuosa. E a partir da destruição da família patriarcal, nós construimos uma família incestuosa.Se eu construo a anarquia, se eu destruo a ordem eu também vou destruir o tabu do incesto”. E por aí vai a fala insana dessa mulher, que vira e mexe afirma estar defendendo interesses da população. Isso equivale, inclusive, a a defender abusos sexuais de pais contra seus filhos. Um absurdo! Sim, estavam semeando isso na nossa sociedade.

  2. Bom texto, a dominação cultural que passamos nos últimos 20 anos é assombrosa.
    Exacerbamos a liberalidade, a permissividade, em nome da libertinagem e não da liberdade.

  3. Concordo, Valéria. Estivemos muito focados nos direitos e deixando de lado os deveres. “O meu direito termina onde começa o do outro”, este ensinamento foi esquecido. Meios de comunicação ganharam liberdade total para criação/exibição de seus produtos e não tiveram ética ou cuidado/responsabilidade em relação ao enorme poder de influência que possuem. Resultado foi e está sendo desastroso. Grata pela sua colaboração. Abraço

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