Papel de mãe

DOIS CASOS CLÍNICOS ESCLARECEDORES SOBRE A FUNÇÃO DE MÃE

1. Menina de 8 anos, deprimida e com perda total dos cabelos. Causa: medo de a mãe morrer ; a garotinha falava pouco, não sorria; não sabe ler ou escrever; não consegue contar até 30; sequer sabe os dias da semana; aparente caso de Deficiência Mental leve, mas análise clinica e psicoteste de nível mental mostraram o contrário: a menina é normal, apenas é pobremente estimulada/ensinada. Contexto: a mãe tinha desmaios histéricos, perfeitamente evitáveis, na frente dos filhos; família mora em uma chácara e mulher cria os filhos como se eles pudessem crescer e se desenvolver sozinhos tal qual ocorre com filhotes de galinha e de outras fêmeas. Isso é uma MÃE NEGLIGENTE.
2. Adolescente de 14 anos que não falava nem interagia com as pessoas; desmotivado para tudo; discurso e comportamento semelhantes a quadro de Deficiência Mental; agarrava-se à mãe na conversa como se ainda estivesse ligado a ela pelo cordão umbilical; dependência total da mãe para tudo. Novamente análise clínica e teste mostraram o contrário (ele tem inteligência acima da média). Contexto: mulher separada do pai da criança, excessivamente dedicada ao filho único; sempre se antecipava às necessidades do garoto (sequer esperava ele descobrir que sentia sede e já aparecia com copo d’água); fazia por ele coisas que ele já deveria saber fazer sozinho, como servir-se às refeições ou escolher as próprias roupas. Isso é uma MÃE INVASIVA.
OBS: Nos dois casos, feitas as adequadas intervenções, inclusive no contexto familiar, os prejuízos no desenvolvimento estão sendo reparados e ambos estão apresentando excelentes resultados, voltando para o padrão de normalidade.
Então, o segredo é o equilíbrio; é estar saudável para transferir isso aos filhos.

O adjetivo ‘super’ associado ao substantivo ‘mãe’ é coisa perigosa; há o risco de ser sinônimo de “mãe invasiva”. Mãe NÃO PRECISA ser super em nada; do contrário, o filho ou a filha será MENOS em quase tudo. Mãe precisa apenas ser uma mulher normal, equilibrada, feliz, capaz de amar e cuidar dos filhos na medida certa, sem excessos típicos de super-heróis. Afinal, só precisa de herói quem é fraco ou está em desvantagem. Então, a boa mãe é aquela que faz de seu filho (ou de sua filha) um ser autônomo e hábil para a vida, capaz, inclusive, de viver sem ela.

Por outro lado, sim, mãe precisa cuidar, ajudar os filhos no desenvolvimento deles em todas as dimensões: orgânicas, psico-emocionais, intelectuais, sociais e espirituais. A mãe deve ser a primeira professora de uma criança (e o pai, idem).

Mesmo em se tratando de uma pessoa de baixa escolaridade, sempre há algo que ela pode e deve ensinar, mesmo sendo coisas elementares do dia-a-dia,  por pouco que sejam os ensinamentos, o maior será o de que uma pessoa precisa aprender, ter curiosidade, desejar entender sobre as coisas… a criança sentirá a importância de aprender e buscará informar-se e aprender por variados caminhos.

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