Sobram vagas para residência em psiquiatria infantil no DF

A demanda social por profissionais da Psiquiatria é enorme no Brasil; em Psiquiatria Infantil, então… A Secretaria de Saúde do GDF abriu seleção para médicos interessados nessa e em outras áreas médicas, em novembro de 2012. A quantidade de candidatos inscritos para disputar as duas vagas para Psiquiatria Infantil foi impressionante: ZERO! Isso mesmo: as vagas sobraram; não ouve interessados. Onde está o problema? Acredita-se que tenha sido divulgação deficiente, restrita ao âmbito do DF e, mesmo aqui, feita de forma bem fraca. Em São Paulo há número elevado de médicos recém formados que adorariam saber dessa oportunidade. Acredito que em Minas, no Rio e em outros estados do País também. Qual é a dificuldade que há para se divulgar bem  uma coisa dessas? Incompetência. Os residentes iriam trabalhar no Compp, o Centro de Orientação Médico-psicopedagógica. Nessa unidade de saúde mental do DF a procura é enorme, a fila de espera já supera o total de 6 mil crianças e adolescentes e faltam neurologistas e psiquiatras, principalmente. Psicólogos há em número razoável, não o suficiente, tendo em vista a demanda, mas neste momento nem adiantaria contratar mais gente: não há espaço físico; faltam consultórios e os profissionais acabam ficando com a agenda limitada por falta de salas para atender. Nem  sempre foi assim, mas desde que a Faculdade de Medicina do GDF se instalou na área do Compp, falta espaço para consultórios e para outras atividades. Todo o Compp está espremido em reduzida área, inclusive desvirtuando algumas atividades terapêuticas por haver uma “mistura” inadequada de pacientes com transtornos psiquiátricos graves (incluindo psicoses) com outros de queixas mais leves, mas que acabam sendo afetados. Imagine uma criança com sintomas de transtorno de pânico assistindo a um surto psicótico de um adolescente… Nem é preciso ser gênio para entender que essa experiência pode potencializar os medos da criança, entre outros estragos.  Essa negligência  é só um dos graves reflexos da ausência de atenção à saúde mental no Distrito Federal, mantida nas sucessivas gestões de um senhor chamado Joaquim Roriz, que se considerava “governador” e, de fato, era remuneradao para tal função,  e seu inseparável secretário de saúde Jofran Frejat… essas criaturas deixaram uma marca inesquecível, um estrago incalculável nos serviços de saúde pública do DF, mas de modo particular na saúde mental. O atual governador, Agnelo Queiróz, apesar de todas as críticas contra a gestão dele (justiça seja feita) tem se empenhado em melhorar essa situação.

Bom, acredita-se que o melhor seria reabrir o prazo de concorrência e divulgar melhor a oportunidade de residência.

Quem quiser se inteirar melhor da seleção pode acessar o link abaixo:

http://www.cespe.unb.br//concursos/ses_df_12_residencia_2/

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