Sindicato da criança e do adolescente de Brasília

Não, ainda não existe o sindicato citado no título acima, mas deveria haver. Pelo menos é o que acham os pacientes da  psicóloga Sheila Anthony, do Centro de Orientação Médico e Psicopedagógico (Compp), uma unidade de saúde mental do GDF. Ela encantou-se com a manifestação criativa e lúcida deles, pré-adolescentes com idade entre 11 e 13 anos de idade, as quais atende em grupos terapêuticos. Em uma das reuniões da semana passada, a sessão caminhou espontaneamente para uma surpreendente ideia que expressa as demandas mais sinceras e legítimas dos menores: a criação de um sindicato para defender os direitos da criança e do adolescentes.  De acordo com a psicóloga Sheila, “a ideia surgiu a partir da fala de uma garota que se queixava de seu pai, por ele não lhe dar atenção e ser muito insensível com ela;  daí os outros aproveitaram para também colocar suas insatisfações com os pais”, contou.  Abaixo estão diretrizes e exigências  redigidas por eles e mantidas nas palavras deles. É um chute no estômago de pais,  mães, educadores, legisladores, cuidadores e de quem quer  que suponha haver alienação e/ou falta de conhecimento por parte dos adolescentes. Transcrevi o texto na íntegra, para ser fiel ao trabalho da psicóloga e à criatividade das crianças e dos pré-adolescentes. 

” SINDICATO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE DE BRASÍLIA – SDCAB

Leis do Sindicato

 1)      É proibido o adulto chegar bêbado em casa.

 2)      É proibido a criança lavar a louça à meia-noite.

 3)      É proibido o pai não dar atenção ao filho.

4)      É proibido o pai maltratar, não entender e mentir ao filho.

 5)      É proibido xingar na frente dos filhos (eles aprendem).

 6)      É proibido o pai fazer o filho passar vergonha na frente dos outros.

 7)      É obrigatório os pais tratarem com amor e fidelidade os filhos.

 8)      É obrigatório os pais chegarem cedo em casa para ajudarem os filhos a arrumar a casa.

 9)      É obrigatório todos os familiares lavarem a louça após o uso.

 10)  É obrigatório os pais conversarem com os filhos após serem magoados.

 11)  É obrigatório os pais pedirem perdão quando estiverem errados.

 12)  É importante dar liberdade ao filho para sair.

 13)  É importante o pai sair com o filho quando tiver tempo.

 14)  É obrigatório o pai tirar um dia de folga para se divertir com o filho.

 15)  É obrigatório os pais ajudarem os filhos antes da prova.

 16)  É importante os pais deixarem os filhos fazerem as próprias escolhas.”

E agora? Durma-se com barulho desses!

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