Efeito Sombra: filme imperdível

Ontem  assisti a dois filmes sobre o arquétipo Sombra. O primeiro, o documentário Efeito Sombra, é fantástico, perfeito do começo ao fim. Instrutivo, bem produzido, esclarecedor, leve, até mesmo engraçado em algumas passagens. Para psicólogos e não-psicólogos, a melhor forma de explicar e entender sobre nossos aspectos sombrios, efeitos da sombra, como ela afeta nossa vida e porque devemos conhecer e “integrar” nossa sombra em vez de negá-la ou fugir de reconhecê-la. Não estou exagerando se digo que é algo imperdível, que TODOS deveriam ver. É verdade. Há uma pequena amostrado filme no You Tube, o trailer. Não sei se locadoras o têm, mas há exemplares à venda na Livraria Cultura.

O outro filme visto, CISNE NEGRO, foi perda de energia e dinheiro. Uma tentativa psicodélica de falar sobre sombra reprimida e sombra constelada. Também retrata o desenvolvimento da esquizofrenia em uma personalidade recalcada e de ego frágil.

Encontrei no portal G1 um bom resumo do filme: “é um thriller psicológico ambientado no mundo da dança e inspirado em “O Lago dos Cisnes”, de Tchaikovsky, cuja protagonista empreende uma viagem à loucura devido à busca da perfeição em seu trabalho.”

A personagem principal, a bailarina Nina, surta após  uma dedicação obstinada ao balé. Se fosse “na vida real”, como diz minha mãe, obviamente que o surto não teria por causa o excesso de treinos e desejo obstinado de reconhecimento (isso seria apenas o fator detonador da psicose), mas outros aspectos muito mais profundos, recalcados e reprimidos. Ao que parece o autor quis alertar para o risco de se desenvolver uma psicose ao se ignorar o si mesmo e negar a sombra, fugindo de reconhecê-la e integrá-la. Objetivo louvável. Como analista junguiana considero  mesmo necessário ampliar a compreensão das pessoas sobre esse risco. Mas precisava ser de forma tão aflitiva? Penso que não. E como tinha visto o outro filme de mesmo objetivo mas que não nos rouba a serenidade, NÃO GOSTEI; me afligiu e saí do cinema com a sensação de ter  visto algo desnecessário. E olhe que já lidei de perto com a loucura várias vezes; não é algo novo para mim, mas não gosto dessas propostas de catarse via cinema… o espaço para isso são os consultórios de analistas ou clínicas e hospitais de psicopatologia.

O filme rendeu à atriz Natalie Portman o Oscar de Melhor Atriz da edição 2011. Não entendo de interpretação para duvidar desse merecimento. Mas por pouco o longa-metragem não levou também a estatueta de Melhor Filme: perdeu para O Discurso do Rei.  Quanto a isso me lembro que já ouvi entendidos comentarem que os critérios de premiação do Oscar são tão duvidosos quanto os que elegem imortais para a Academia Brasileira de Letras…

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Um comentário sobre “Efeito Sombra: filme imperdível

  1. […] Brasileiro é mesmo uma coisa sui generis. Ignora realidades sociais sérias, brinca com coisa importante, foge da busca do conhecimento, supervaloriza a diversão e o lazer, seja cultivando apego exagerado ao futebol e Carnaval ou rendendo audiência e, em conseqüência, milhões de reais a empresas de TV com programas sem qualidade como Big Brother e novelas. Vejam: durante muito tempo reinou a mais absoluta indiferença ou ignorância sobre o fenômeno bullying, embora ele esteja presente bem perto de todos nós, dia-a-dia. Agora, todos resolveram mostrar  “conhecimento” sobre o fenômeno. Mas, que pena, fazendo chacota, como personagens das novelas globais, ou usando inadequadamente o termo como o senador Roberto Requião (PMDB-PR). Ontem (segunda-feira), essa criatura que tem chancela de representante do povo ficou “irritadinho” com um repórter ao ser questionado se ele iria abrir mão da pensão vitalícia pelo exercício de governador do Paraná (UM DISPARATE VERGONHOSO). Tomou violentamente o gravador do repórter Victor Boyadjian, da Rádio Bandeirantes, levou para o gabinete e lá apagou o cartão de memória, deletando as falas dele na entrevista e todo o trabalho do jornalista. Não bastasse isso, ainda foi para o Twitter escrever asneiras em linguagem de adolescentes: “Acabo de ficar com o gravador de um provocador engraçadinho. Numa boa, vou deletá-lo.” E continuou: “Jornalistas querem transformar entrevistas em bullying. Censura não, respeito, sim”. Que tal vocês, parlamentares de baixo valor, entenderem melhor o sentido de RESPEITO  e respeitarem  nossa Nação e nosso povo! Meu Deus, que tipo de representantes estamos colocando nesse nefasto Congresso! A sociedade não pára de se surpreender com a falta de preparo e má-fé dos supostos “legisladores” e “representantes do povo”. Eles até representam o baixo nível intelectual da maioria da população, permitam-me a sinceridade. Mas daí a se autorizarem a perpetuar a involução do povo, vai grande distância. Em vez disso deveriam estar lutando para garantir a elevação do nível educativo do povo. Caro senador, o senhor não foi, até o momento, vítima de bullying. Bullying é muito mais sério do que uma abordagem corajosa de um repórter tentando pressionar um parlamentar por conduta admirável e respeitável. Não é apenas a ele que deve desculpas, mas também aos brasileiros, por representá-los tão mal e, quiça, à Vida, por ser tão INADEQUADO nas funções públicas para as quais ganhou mandato. ODEIO GENTE QUE QUER MAMAR NAS TETAS DOS COFRES PÚBLICOS.  E que ainda se sente no direito de cobrar respeito ou cumprimento da Constituição em benefício próprio, como uma certa procuradorazinha do MPDFT que não vale o que os gatos enterram, presa por inúmeras iniquidades e que anda sonhando com aposentadoria por invalidez  (da decência). Os achaques da Guerner e do Requiãom são a mais clara demonstração de sombra constelada. Escrevi mais sobre o arquétipo Sombra em NOSSA SOMBRA e EFEITO SOMBRA, FILME IMPERDÍVEL. […]

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