Em Araras-SP

Conheci Araras, interior de São Paulo, neste Carnaval. A cidade é uma graça, encantadora, mas quase fui atropelada: é que lá, diferentemente de aqui em Brasília, os motoristas NÃO PARAM NA FAIXA DE PEDESTRES!!! Acreditam?! Ignoram a faixa, o Código de Trânsito.. ainda teve um que parou, mas me xingou ! Se ia me xingar, por que parou? Testei várias vezes, e em nenhuma a minha impressão ruim foi desmanchada! Nada é perfeito mesmo! O governo do Estado de São Paulo precisa fazer com urgência uma campanha ampla, abrangente, de educação no trânsito para ensinar motoristas a respeitarem a legislação e os pedestres. Fui informada de que a situação é a mesma em todas as cidades de SP. Tanto dinheiro arrecadado com IPVA e nada de educação no trânsito? Pode não! Paulistas, cobrem do governador e dos prefeitos. É mais do que uma  questão de educação e civilidade; trata-se de respeito pela Vida!

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4 comentários sobre “Em Araras-SP

  1. Dra. Carmelita, li seu post e fiquei triste porque nossa linda cidade tem causado essa péssima impressão (bem realista, aliás). Vamos até repercutir sua experiência em nosso jornal. Quem sabe, ajudamos a conscientizar em prol de mudanças desse estado de coisas? Boa tarde, atenciosamente
    Ana Maria – repórter

  2. Estou certa de que iniciativas populares podem mudar isso, Ana. Temos tido gestores públicos tão ruins, incompetentes e desonestos que, além de elegê-los, precisamos por vezes mostrar a eles o que precisa ser feito.Uma campanha de pressão popular (imprensa tem força significativa nisso, se veículos se unirem)pode render conquistas importantes.Sugiro que a prefeitura realize campanha educativa, intensa fiscalização com multa punitivas e na entrada da cidade uma placa grande alertando: SENHOR VISITANTE, AQUI RESPEITAMOS A FAIXA DE PEDESTRES. Temos isso aqui em Brasília em relação à buzina (“Senhores visitantes, em Brasília não usamos buzinas). Não é que a buzina seja proibida, mas fica restrita a situações muito específicas, de emergência, e não de uso generalizado, causando aquele buzinaço generalizado que há em outras cidades. Realmente Araras é uma cidade linda, com arquitetura de inspiração européia; merece que os modos, a educação das pessoas também se inspire nos europeus. Boa sorte .

  3. Carmelita, além das faixas de pedestre que não são respeitas aqui em Araras, você fala também de buzinas em Brasília… Aqui, além delas, há inúmeros veículos falantes de propagandas, além, de veículos de passeio, com som tão alto que se você estiver conversando precisa parar e dar um tempo. Acredito que ultrapassam o permitido e equipamento para isso não falta, pois o Sr. Nelson Assumpção, quando presidente da TCA (Transporte Coletivo de Araras) comprou um equipamento que mede isso, aliás, ele lembrou desse equipamento numa entrevista recente.

  4. Que pena, Luiz. Parece mesmo estar havendo omissão do Estado, do Poder Público, na defesa dos direitos dos cidadãos ararenses.Pela natureza do ser humano, certos comportamentos egoístas só podem ser corrigidos com uso da coersão, de medidas punitivas. Isso exige, além de campanhas de educação, fiscalização e multas para infratores. Penso que nós brasileiros precisamos aprender mais sobre reivindicar direitos, mobilização popular para cobrar realização de serviços públicos e fiscalizar com empenho a atuação de agentes públicos. Tanto isso é verdade que, novamente pego o exemplo de Brasília para lhe explicar que o barulho abusivo, principalmente de carros de propaganda, no DF existe também, mas apenas na periferia, em cidades afastadas do centro da capital, lá onde o nível de consciência políca e social das pessoas é baixo. No centro mesmo, isto é, em Brasília, nas Asas Sul e Norte, são proibidos carros de som, inclusive ( ou principalmente) durante campanhas eleitorais. Isso é uma conquista da população, que brigou, reclamou, exigiu leis estabelecendo limites, proibindo abusos e conseguiu. Na periferia, onde a noção de direitos e deveres e mobilização pública é menor ou quase inexistente, há abusos. Estou querendo lhe dizer que, ou vocês elegem um prefeito acima da média ou terão que se moblilizar para obter conquistas desejadas e necessárias. Talvez o meio acadêmico possa lhes ajudar nisso, se houver professores conscientes, engajados e com capacidade de mobilizar universitários em prol de causas sociais. Mas isso é só uma ideia porque não conheço a realidade de vocês… talvez eu nem tenha o direito de opinar, peço desculpas se estrapolo ou coisa parecida. Sabe, Luiz, infelizmente Brasília é referencial de corrupção, desonestidade e outras mazelas. Essas coisas acontecem mesmo por aqui com muita frequencia e só agora estamos dando os primeiros passos no sentido de aprender a nos unir para combater essas chagas sociais. Mas esses comportamentos orientados pela iniquidade são praticados quase que exclusivamente no meio político e entre empresários corrompidos. O grosso da população é de pessoas decentes, trabalhadoras, preocupadas com o bem coletivo e com elevada noção de cidadania e civilizade. Mas por aqui também temos ainda muito a aprender, a mudar. Oxalá progressivamente a compreensão intelectual possa se converter em ação concreta – ainda que a médio ou longo prazo. Obrigada por visitar o blog e participar com suas observações. Abraço

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