Um argumento a favor da adoção de crianças

Conheci ontem o filho adotivo de um casal amigo. Impressionou-me a semelhança física da criança com o pai NÃO biológico: olhos idênticos, sorriso igual e cabelo idem. A alegria do menininho com a chegada do pai foi uma festa para o coração do segundo! Então,  pus-me a meditar sobre adoção. Já fiz muitas reportagens sobre isso, conheci várias histórias e diferentes argumentos sobre o tema – favoráveis e contra o ato de adotar. Aos que se opõem à idéia vou manter o silêncio respeitoso. Aos que pensam  diferente, tendo vivenciado ou não a experiência, minha admiração pela consciência ampliada. E uma proposta de reflexão, que talvez faça sentido também para quem não gosta da idéia de criar uma criança gerada por outras pessoas: NÓS, SERES HUMANOS, SOMOS TODOS ADOTADOS! Isso mesmo: todas as pessoas são filhas adotivas. Porque o Pai, único e verdadeiro, é sempre Deus. A diferença entre crianças nascidas de pais biológicos ou acolhidas em adoção formal (e informal) está apenas no fato de que alguns pais adotam a criança DIRETAMENTE de Deus e outras, indiretamente, isto é, precisam de outros como  progenitores biológicos. Nenhum filho é propriedade dos pais; eles têm vida própria e propósito de vida a ser cumprido. Cedo ou tarde todo filho e toda filha parte para a própria caminhada,  independentemente de ter pais biológicos ou não.  A mulher que gera a criança, com a participação de um homem, não é a dona do ser que gera, tampouco quem fecundou o óvulo, nem tem maternidade ou paternidade nem um milésimo de medida a mais do que uma pessoa que adota. A criança biológica herda dos pais biológicos as características físicas dos pai. Mas quem deseja isso como prioridade, quem coloca isso como necessidade a ser satisfeita e condição sine qua non move-se PELA VAIDADE. E tanto  vaidade quanto  egoísmo são características que absolutamente não se coadunam com maternidade e paternidade.  Quem tem essa preocupação não está verdadeiramente motivado pelo desejo de cuidar de uma criança, mas preocupado consigo mesmo. Isso me conduz a outro ponto de vista pessoal: para ser mãe não basta ter útero e deixar um espermatozóide entrar em ação! Mais: nem toda mulher, apesar da capacidade reprodutiva em estado de excelência, está apta para ser mãe. E isso vale também para os homens, claro. É muito fácil ser reprodutor e reprodutora, mas ser boa mãe e bom pai é desafio cumprido com sucesso por bem poucos. Diante  disso sou a favor de controle rigoroso por parte do Estado diante do desejo de homens e mulheres de serem pais e mães. Tal qual ocorre na China. Lá o objetivo do controle é a  população numerosa. Em qualquer lugar deveria ser a responsabilidade com o ato de dar vida a um ser.  Parir para depois maltratar ou largar à própria sorte, ou pior ainda, criar deixando inúmeros e irreparáveis danos psicológicos é criminoso. Um crime que certamente a Justiça Divina pune, mas defendo que ainda em Terra deveria ser vigiado. Então, voltando ao tema inicial, uma criança adotada nem por um segundo deve sentir-se diminuída; nem os pais adotivos devem considerar suas paternidades ou maternidades menos lícitas, menos autênticas. De uma forma ou de outra todos os pais são pais adotivos.

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