Para rir e se emocionar no cinema

Ontem fui ao cinema com dois sobrinhos assistir ao desenho animado ENROLADOS. As crianças adoram! Riem muito, mas adolescentes e adultos também aproveitam! Tem romantismo, poesia, bom humor, beleza estética e enredo relativamente interessante. É  uma produção ingênua, doce e bem-feita, que rende boas gargalhadas. Mas já vou avisando: tem princesa cantando e dançando como em tantos outros desenhos animados mostrados no cinema e na TV! E como senso crítico parece ser hereditário, meu sobrinho Miguel, de oito anos, me perguntou, quando a mocinha que ele julgou ser uma princesa (e era mesmo!) começou a cantar e dar aqueles rodopios que simulam passos de dança: “tia, por que toda princesa tem que cantar?” Senti vontade de responder: “porque todo cineasta americano é idiota e adora lugar-comum”. Mas desisti; ia dar muito trabalho explicar essa explicação. Falei apenas: “por que esses desenhos são feitos por americanos e eles gostam muito de musicais”. Não sei se ele entendeu, mas voltou a prestar atenção no filme. Fora do cinema, fiquei pensando: “se um garoto de oito anos consegue enxergar chavões nos filmes, por que os roteiristas e produtores não enxergam? Talvez enxerguem e não se incomodem com eles. Miguelzinho riu muito, principalmente das trapalhadas do anti-herói que encanta a mocinha-princesa. Acho que as crianças gostam do filme também porque há uns tipos malvados, fortões e grosseirões, mas a quem a princesa faz dançar e chorar. Tem lutas, piadinhas que eles entendem (e nós também!) e aquelas cenas em que um personagem leva a maior e deixa o outro com cara de tacho – muito comum nos desenhos do Pica-pau, idolatrado pelos garotos de 4 a  8 anos de idade. Perto de nós um menininho de aproximadamente quatro anos deu um grito de protesto quando ele achou que o mocinho tinha morrido: “Aaah, morreeeeu! ” Havia tanta tristeza e emoção na expressão dele que provou riso na sala toda. Apesar dos chavões eu me diverti como o Miguel e o Gabriel, de 5 anos (talvez eu seja um tantinho retardada). Às mães moralistas, um aviso: apesar do anti-herói, bem humano porque desonesto e trapalhão, e dos fortões do mal, o filme tem lição de humanismo e de valorização do Bem. Mas não criem grande expectativa para não se frustrarem: não se trata de um tratado de psicologia nem sociologia. É apenas entretenimento inocente e agradável. Então vovós, mamães, titias, irmazinhas mais velhas e similares,  levem suas crianças ao cinema para ver ENROLADOS. Não apenas por eles! Vocês também vão adorar!

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