Alqumimia, opus, processo terapêutico e individuação

Opus é a grande obra; a realização das sete fases alquímicas (calcinatio, solutio, coagulatio, sublimatio, mortificatio, separatio e coniunctio); é todo o processo alquímico do encontro da pedra filosofal. Em termos psicológicos é a individuação.

A imagem central da alquimia é a ideia de opus. O alquimista via-se como alguém comprometido com um trabalho sagrado: a busca do valor supremo essencial.

A seguir, um texto alquímico sobre a natureza da opus, que a Psicologia Junguiana associa ao processo terapêutico:

“Todos os que se entregarem a essa busca devem, portanto, esperar encontrar muitas aflições do espírito. Terás de mudar com freqüência teu curso, devido às novas descobertas que fizeres… O demônio tudo fará para frustrar a busca, por meio de um ou outro dos três tijolos soltos, a saber: o açodamento (pressa), o desespero ou a ilusão. Aquele que tiver pressa não completará seu trabalho em um mês e nem mesmo num ano; além disso, nessa Arte, sempre será verdade que o apressado jamais será carente de razão de queixa. Se o inimigo não prevalecer contra ti devido à pressa, assaltar-te-á o desânimo, e se manterá numa constante atividade de colocar em tua mente pensamentos desencorajadores a respeito do fato de serem muitos os que buscam essa Arte, mas poucos os que a encontram e do fato de  que, com freqüência, aqueles que fracassam são mais sábios do que és. Depois disso, ele perguntará se pode haver alguma esperança de alcançares o grande arcano; ademais, trar-te-á aflição com dúvidas a respeito da verdadeira posse , por parte do teu mestre,  do segredo que ele professa transmitir-te; ou sobre se ele não estará ocultando de ti a melhor parte daquilo que sabe. O terceiro inimigo contra o qual tu te deves guardar é o engano, que talvez seja mais perigoso do que os outros dois. Os servos que deves empregar para alimentar-te as fornalhas frequentemente são sobremodo indignos de crédito. Alguns são desleixados e vão dormir quando devem prestar atenção no fogo; outros são depravados e fazem contra ti todo o mal que podem; outros ainda são estúpidos ou presunçosos  e excessivamente confiantes, desobedecendo às instruções… ou são beberrões, negligentes e distraídos. Guarda-te contra todos esses, se desejares poupar-te de alguma grande perda.”

Fonte: Ordinal of Alchemy, de Thomas Norton.

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