Depressão e remédios

A depressão se instala à proporção que a pessoa se retrai do mundo e se sente incapaz de resolver suas próprias questões. É um tipo de desistência da vida. É um achar que a solução deve cair do céu ou vir pelas mãos de outra pessoa que não ela própria. Não é preguiça de viver, indolência nem fraqueza. É um adoecimento psíquico. Do ponto de vista orgânico, é uma deficiência nas conexões via neurotransmissores ou redução de produção deles. Mas não é manifestação apenas orgânica. É também resposta da alma, alteração da dinâmica psíquica. Recorrer a antidepressivos é o caminho mais fácil de ser percorrido, mas só essa medida não conduz à cura. Sem encontrar uma saída consciente para as próprias dificuldades, materiais e emocionais, a pessoa pensa que um remédio pode resolver.

Buscando o caminho mais fácil ou movida pela lei do menor esforço,  a pessoa se esquece de que “a mente não se localiza no cérebro, muito embora nele interfira se utilizando de neuro-transmissores. A medicação altera as influências orgânicas sobre a mente, mas não atinge diretamente a causa do problema. São úteis quando os limites de suporte pessoal são rompidos e quando o comprometimento orgânico é consideravelmente grande. Quando o prejuízo orgânico (deficiência na produção e captação de serotonima entre neurônios cerebrais, deficiência de dopamina ou alguma disfunção de outra natureza) é menor, o efeito placebo (remédio ineficaz do ponto de vista material, sem efeito real no organismo) tem grande eficácia no tratamento de certas doenças de fundo emocional. O ser humano ainda está muito longe do tempo em que uma substância química, de forma direta, altere um conteúdo psíquico emocional. As alterações químicas ocorridas no sistema nervoso central decorrem de processos orgânicos, cuja base é o binômio estímulo/resposta, bem como de processos psíquicos conscientes e inconscientes” (Adenáuer Novaes, Alquimia do Amor, Depressão, Cura e Espiritualidade: Fundação Lar Harmonia, Salvador,2004 – pág.21).

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