Bullying nas escolas

Bullying volta a ser assunto constante nos telejornais e nas rádios. Alguns anos atrás o tema chegou a ser amplamente explorado, mas pouco foi feito como forma de prevenção ou combate. Bullying é a prática de atos agressivos, verbais ou físicos, de maneira repetitiva. Na escola, pode ser cometido por um ou mais alunos contra ou até mesmo por professores contra alunos. É um tipo de ameaça, intimidação recorrente. Atualmente existe a versão virtual desse tipo de comportamento, o chamado cyberbullying, quando essa violência é propagada na internet. O bullying está novamente em pauta, mas de novo percebe-se pouca efetividade no enfrentamento da questão. Não se percebe, por exemplo, secretários de educação, psicopedagogos nem professores se mobilizando no combate a esse tipo de violência nas escolas. Apenas se fala nele, se reconhece a existência, o que já é alguma coisa, mas muito insignificante.

Podem ser considerados atos de bullying coisas como usar apelidos pejorativos para humilhar os colegas, xingar, fazer piadinhas sobre a condição física ou jeito de ser do outro, excluir, discriminar, humilhar, ofender, chutar, bater, perseguir, em resumo: fazer sofrer. É função da escola observar a existência ou  não dessa  prática e em havendo crianças sendo vitimizadas, tomar as providências necessárias, isto é, conversar com agressores e vítimas. Alguns alunos podem ocupar o lugar de testemunha do bullying. É importante que professores e a direção da escola estimulem a denúncia desse tipo de violência para que o ambiente escolar seja de segurança, acolhimento e confiança nas  interrelações. O papel dos professores também é fundamental. Eles podem identificar os atores do bullying, sejam eles agressores ou vítimas. É importante destacar também que um aluno considerado praticante de bullying, isto é, o agressor, não deve ser execrado ou punido de forma cruel e inconseqüente. Isso porque na maioria dos casos, os autores de atos de violência na verdade são também vítimas. Costumam ser jovens ou adolescentes sem orientação e apoio familiar; filhos de pais omissos ou despreparados. Isso quando não são eles próprios vítimas de violência em suas casas e apenas repetem o comportamento. É mais eficiente uma intervenção de acolhimento e orientação adequada.  As vítimas de bullying costumam ser crianças com problemas psicológicos, seja apresentando baixa autoestima, falta de autossuporte ou excesso de retraimento; jovens ou adolescentes que não sabem reagir, se defender quando agredidos. Brincadeiras agressivas ou de mau gosto, troca de ofensas e “zoação”, como dizem os adolescentes, sempre existiram em escolas e continuarão existindo. Embora sempre produzam resultados negativos, essas coisas nunca deixarão de existir. Mas é preciso limite. É preciso distinguir entre uma zoação e uma agressão mais contundente. O diferencial costuma ser a repetição, a reincidência do ato contra a mesma  vítima. a quem deseja saber mais sobre o assunto recomendo o site do OBSERVATÓRIO DA INFÂNCIA. Lá existe até uma aula pronta, com 43 slides, para ser usado em sala de aula ou outro espaço.

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