Pensamento construtivo leva ao sucesso

Todos nós vivemos em duas dimensões, a interna e a externa.  O que acontece em uma dessas dimensões não pode influenciar a outra, a menos que se construa uma ponte  conectando-as.  A ponte que pode ligar as duas dimensões e mudar a dimensão externa é o COMPORTAMENTO. Os pensamentos pertencem à dimensão interna. Com o pensamento pode-se alterar o funcionamento fisiológico do corpo, porque há conexão entre o pensar e o funcionamento do corpo, e pode-se alterar respostas emocionais como, por exemplo, desenvolver a motivação.

Comecei a escrever  sobre isso devido à queixa de uma das visitantes deste blog, que afirmou mais ou menos o seguinte: “Desejo passar em concurso público, mas recorro a todo tipo de desculpa para não estudar”.

As provas de concurso estão na dimensão externa. O desejo de ser aprovado está na dimensão interna. Para obter aprovação será necessário criar uma ponte entre as duas coisas, isto é, pôr em prática um comportamento específico: estudar!

A principal característica da Psicologia Cognitivo-comportamental é a importância que dá aos pensamentos, às crenças e cognições do indivíduo. Assim, aceita-se que uma emoção advém de um pensamento, um modo de enxergar determinada situação ou contingência. Ou seja,  posso achar inútil sentar numa mesa por várias horas para estudar se  eu tiver o pensamento, a crença de que passar em concurso público é coisa só pra gênios.

Outro exemplo: sentirei raiva de um  chefe que me demitiu se eu o considerar injusto ou incompetente para avaliar situações de trabalho. Essa postura mental terá como consequência, além da emoção raiva, provavelmente um comportamento pouco produtivo na solução da situação de desemprego, possivelmente a postura de vitimização, descrédito com a conduta humana, etc. Isso não ajudará em nada na recolocação profissional. Se em vez de atribuir culpa ao chefe pela perda do emprego a pessoa avaliar criticamente o próprio comportamento, possivelmente perceberá onde errou epoderá corrigir a própria conduta para ser um funcionário mais adaptado à equipe, em outro trabalho, e se livrar  de perder o emprego com frequência.

Do mesmo modo, se desejando passar em um concurso público o indivíduo se livrar de todos os pensamentos que atrapalhem o alcance desse objetivo, ele chegará a essa meta. O desejo de  passar no concurso público é algo pertencente à dimensão interna. A motivação para qualquer ação/emoção também é algo intrínseco, interno, depende do próprio sujeito. No caso dos concursos, cabe a ele ir se automotivando, se disciplinando, reforçando sua determinação de estudar para construir a ponte entre as duas dimensões: estudar até ser aprovado.

Costumam atrapalhar os planos de aprovação em concurso público pensamentos  do tipo “tem muita gente boa concorrendo”; “nunca fui bom aluno, como vou ser melhor numa disputa dessas?”,” não estou acostumado a ficar tantas horas sentado numa cadeira estudando”; “nunca gostei de estudar”, “esses conteúdos são muito difícieis…”  e por aí vai. Tudo isso deve ser reavaliado, ressignificado, desconstruído, susbtituído por cognições eficazes.

Para quem nunca teve o hábito de estudar, será necessário um processo de mudança também comportamental, além de cognitiva. Mas o sentido maior da vida é darmos tudo de nós para alcançar uma meta. E deve-se aprender a  buscar recompensas a longo prazo, diferentemente de como agem as crianças.  O mundo do adulto não permite infatilidades ou fixações na infância que travem a evolução. O que realmente importa é o empenho para atingir um objetivo.

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