Ser chique é ser adequado

A expressão “regras de etiqueta e boas maneiras” soa antiquada e pode lembrar algo ultrapassado. Mas não é verdade. Comportar-ser adequadamente, de acordo com o ambiente e as circunstâncias continua sendo indiscutivelmente necessário e indicado para todos que desejem viver  bem e ter sucesso profissional e social. Isso porque continuamos compartilhando espaços com outras pessoas, interagindo. Então, é necessário preocupar-se  com a expectativa dos outros  quanto a nós. Todos apreciamos conviver  com pessoas bem educadas, gentis, corteses, empenhadas em respeitar o espaço coletivo e os direitos dos outros, tanto quanto apreciamos ser respeitados e ter nosso espaço preservado. Se não vivo sozinha, isolada no mundo, então preciso aprender a ceder – para bem viver em sociedade. Acredito que pode-se resumir a boa educação em duas preocupações básicas: não incomodar  e respeitar o outro. Os livros que ensinam etiquetas e boas maneiras têm boa saída no mercado literário. As pessoas os buscam, sobretudo, com foco no mercado de trabalho, que exige postura e comportamento adequados conforme a ocasião. A cada dia mais competitivo, o mercado de trabalho exige que além de apresentar diplomas, MBA, mestrados e doutorados, as pessoas também tenham boa apresentação pessoal, no  modo de se vestir e de se comportar.Também são motivadas pelo desejo de “ser chique”.  E ser chique é ser adequado, conveniente, tudo fazer para não incomodar os outros, para não desrespeitar os direitos alheios. É evitar excessos, inclusive de gentilezas, que em exagero são bajulação, e de luxos, que expressa ostentação. Pode haver algo mais brega do que a ostentação? Isso me faz lembrar um valioso ensinamento devidamente apreendido por mim quando eu tinha pouco mais de 20 anos: “quem tem, não diz que tem; que faz, não diz que faz, quem é, não diz que é. Simplesmente porque NÃO PRECISA.” Qualquer pessoa empenhada em mostrar-se rico, não o é verdadeiramente. É no máximo uma pessoa deslumbrada do tipo que “nunca comeu melado e quando come se lambuza”. Quem muito se esforça para demonstrar competência, quer na verdade esconder a inoperância e incompetência. Por aí vai.

A elegância, a cortesia, gestos e palavras gentis sempre serão apreciados pelas pessoas. São como flores num lixão ou um gole de água gelada no deserto. Têm a força mágica de um sorriso de bebê, que nos alegra a alma, mesmo quando estamos mergulhados em profunda desolação.

Em Brasília, a coordenadora pedagógica do colégio Galois, Maria Cecília Migliaccio, introduziu aulas de boas maneiras entre os componentes curriculares. Se inicialmente a idéia pareceu esquisita e anacrônica, na prática mostrou-se útil e vem recebendo total apoio dos pais e dos alunos. Atualmente, os pais ou não têm tempo para ensinar etiqueta e boas maneiras aos filhos ou não têm conhecimento desses tópicos tão relevantes para a boa interação social dos filhos. Então a ajuda da escola é muito bem vinda. Quiçá a ideia se espalhasse!

A TV Globo, com seu inalienável anseio de propagar costumes, bem que poderia se empenhar nessa campanha social digna, ao contrário de nos “alugar” com as ridículas apologias que normalmente faz, tentando introjetar nas pessoas a aceitação de coisas inaceitáves, como as perversões sexuais dos diretores. Volta e meia as telenovelas globais encerram  histórias com um final feliz de casamento a três ou de homofilia. Desnecessário. Exceto para eles, que buscam aprovação social para condutas perversas e adoecidas.

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