Contra a legalização da maconha

Sou contra a legalização da maconha. O fato de o cigarro e o álcool serem “legais” não impediu que milhares de vida se perdessem. Foi, sim, um facilitador para o consumo dessas drogas, igualmente nocivas. A legalidade permitiu a apologia do cigarro. Milhões de dólares foram investidos em marketing para convencer as pessoas de que fumar era charmoso e estava associado ao sucesso,  o que arrebanhou milhões de usuários. Tampouco acho que a ilegalidade da venda e da compra da maconha seja a causa dos crimes cometidos por traficantes ou usuários em estágio avançado de adoecimento.

Uma paciente me contou ontem que era a favor da legalização da maconha. E disse que fumava pouco porque aqui em Brasília era difícil pra ela conseguir a droga. Olhei para ela com “cara de coisa nenhuma” e perguntei: “se você, estudante de Medicina,  pessoa que conhece bem os efeitos nocivos da maconha sobre o organismo humano, me diz que  usa e que usaria muito mais se fosse fácil conseguir, porque é favorável à legalização? Mais pessoas vão usar e adoecer, se for mais fácil conseguir.” Ela respondeu-me : “É, olhando por esse lado… não tinha pensado assim.”

Mas, resumidamente, eu sou  contra a legalização da maconha por causa da natureza humana.  Me refiro às diferenças entre as pessoas.Os seres humanos são diferentes, tem potencialidades, motivações e reações diferentes. Inclusive respostas orgânicas diferentes. Uma pessoa pode ser capaz de fumar maconha com moderação, sem roubar ou matar para conseguir dinheiro para comprar a droga, sem ser “dominada” pelo vício por ser orgânica e psicologicamente mais resistente ou mais “organizada”, mas isso não acontece com todos. Há aqueles que serão tragados pelo vício, terão a saúde e a vida como um todo destruída pelo vício. Por serem mais frágeis. As pessoas têm histórias de vida diferentes, têm complexos psicológicos que atuam em suas vidas de modo diverso, suscetibilidades que podem ser agravadas com o uso de certas substâncias.

A uniformização é sempre burra quando se trata de seres humanos. E acreditem, a maioria da população é formada por pessoas mais frágeis; são poucos os mais resilientes ou mais esclarecidos. Não se sabe se essas diferenças devem ser atribuídas a diferentes estágios de evolução espiritual, como preconizam os espíritas, ou se decorrem das combinações aleatórias de genes. O fato é que elas são reais. Legalizar a maconha causaria um estrago fenomenal sobre as pessoas mais frágeis que hoje não fumam e sobre as que fumam pouco.

Sendo o Estado responsável por contornar os desequilíbrios, regular os conflitos de interesses, deve pensar nas pessoas mais frágeis. Deve proibir o consumo de qualquer coisa potencialmente capaz de adoecer as pessoas ou arrastá-las à marginalidade. Aqui no DF, alguns anos atrás o governo local resolveu investir pesado em programas de combate ao tabagismo. Por causa da contabilidade. O custo com o adoecimento de pessoas fumantes era elevadíssimo. Superava em muito o retorno em forma de impostos (do contrário nunca fariam isso!) Foram sancionadas leis proibindo o cigarro em shopping centers, faculdades e qualquer lugar fechado. Tomar um cafezinho no Parkshopping e depois fumar um cigarrinho conversando potocas com as amigas foi riscado da lista de entretenimento. Ou seja: a legalização de substâncias nocivas custa caro também em termos financeiros, para o Estado e, consequentemente, para a população.

Não atribuo a culpa pela violência urbana no Rio, em São Paulo ou outros locais dominados pelos traficantes aos usuários nem à ilegalidade da droga. Se a maconha fosse liberada, os “bandidos” que hoje aterrorizam a população encontrariam caminhos para continuar ganhando dinheiro com ela e continuariam “substituindo” o Estado em atribuições deste. E continuariam a fazer aliança com políticos e gestores públicos corruptos contra o povo. Este aspecto sim pode ser considerado um das causa da violência: a corrupção e  inoperância do Estado, que deixou o mal crescer, unindo representantes dos governos e traficantes, visando sempre o lucro. A legalização ou  a “não repressão” ao uso e comércio da droga, como preferem dizer os defensores da ideia, mudaria o quê? Seriam traficantes com aprendizado de práticas criminosas a brigar pelo lucro da maconha – briga legalizada. E mais pessoas morreriam, mais famílias seriam desestruturadas pelo vício. Nunca meça as “respostas” dos outros pelas suas. Isso é reducionismo.

E nunca tente convencer profissionais de saúde de que a maconha é inócua, que não faz mal porque NÓS ATENDEMOS MUITAS PESSOAS ADOECIDAS PELA MACONHA.

Mais uma coisa: o atual sistema de saúde pública do Brasil não está dando conta das atuais demandas em relação a pessoas adoecidas pelo uso de drogas, porque deveriam agravar o quadro? Não estamos dando conta das nossas cracolândias, porque correr o risco de agravar essa situação de modo irresponsável?  Que benefícios a sociedade como um todo teria com a legalização da maconha?

Entendo que o ATUAL contexto social, cultural, econômico e da gestão de serviços públicos não é favorável ao livre acesso a nenhuma droga, nem mesmo os cigarros convencionais ou o álcool. Muita gente adoeceu por fumar ou beber livremente. Por que deveríamos repetir o erro legalizando outro ato danoso à saúde.

Na Holanda, que as pessoas costumam usar como referencial para a liberação do consumo da maconha, o consumo dessa droga é livre apenas parcialmente: lá existem  regras, limitações, restrições – que são devidamente fiscalizadas. No Brasil, em todas as áreas a deficiência nas instâncias fiscalizadores é fato notório. A legalização aqui, neste momento, sem a necessária educação do povo, ainda que com restrições tal qual ocorre na Holanda, tornaria a coisa um oba-oba absurdo!

Quantos  dos defensores da legalização da maconha já acompanharam de perto o drama de uma família que sofre em decorrência do vício descontrolado de um dos membros do grupo, seja  filho, mãe, pai, irmão, sobrinho?  Esses defensores têm em mãos pesquisas sérias NEGANDO que muitos usuários de maconha com o tempo partem para novas experiências com drogas, inclusive experimentando o crack?  Nós que fazemos oposição nos apoiamos na observação empírica, nos relatos de pacientes, mães e pais sofridos, de ex-usuários… qual a finalidade de se legalizar algo destrutivo? Apenas para facilitar o acesso, facilitar a vida de quem a usa e deseja o aval social para esse hábito? Por que essas pessoas não vestem a camisa da responsabilidade social, da defesa da vida?

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93 comentários sobre “Contra a legalização da maconha

  1. Olá Carmelita !

    Interessante sua postagem, porém discordo de certos argumentos.

    Em primeiro lugar, antes de dispor de meus argumentos, frizo que não venho discordar sobre um tom de confronto, pelo contrário, venho pelo tom amigável querendo abrir o debate sobre esse assunto, debate NECESSÁRIO.

    Voçê diz que “A legalidade permitiu a apologia do cigarro”. Discordo, a legalidade não promoveu a apologia, e sim a ética e as leis de publicidade da época. Hoje a apologia ao cigarro é bem mais amena em relação à epoca dos comerciais da malboro com o cowboy boa pinta fumando em cima do cavalo, o cenário é bem diferente, o que influencia essa apologia não é a legalidade, e sim a atitude do governo em vetar tal apologia. NÃO fumo cigarro e o fato dessa droga ser lícita não me torna automaticamente fumante. A educação e prevenção é o melhor remédio.

    Em relação ao que vc diz sobre que ao legalizar seria mais fácil conseguir a droga e consequentemente aumentaria o consumo e o número de usuários, levanos mais pessoas à adoecer. Sobre isso eu também discordo tendo em vista os exemplos que temos no mundo de países que legalizaram a maconha e obtiveram bons resultados. O exemplo mais atual sobre isso é portugal. Desde de 2000 portugal descriminalizou o uso da maconha, e obtendo bons resultados; o índice de usuários não aumentou, o consumo de drogas mais pesadas como a heroína diminuiu. Outro grande exemplo é a Holanda, desde de meados de 1970 ela legalizou a maconha, obtendo os mesmo resultados de portugal, com o fator da criminalidade ainda ter diminuido. Segue abaixo o link de uma matéria que fala sobre esse experiência de portugal, em inglés, sobre o livro ” Drug Descriminalization in Portugal : Lessons for Creating Fair and Successful Drug Policies ” do autor Glenn Greenwald, que é advogado institucional.

    Na conversa que voçê com seu paciente médico, voçê cita sobre os efeitos nocivos da maconha. Por favor, especifique quais são esses efeitos.
    Existem pesquisas que desmentem muitos mitos sobre a maconha, como por exemplo o mito de que o uso da maconha destroi neuronios. Ano passado, Xia Zhang, professora associada com a unidade de pesquisas neuropsiquiatricas na Universidade de Saskatchewan em Saskatoon, no Canada, descobriu em sua pesquisa que canabinóides promovem o crescimento de novas células no hipocampo de ratos.
    segue o link sobre tal notícia: http://en.wikinews.org/wiki/Study_finds_marijuana_use_leads_to_brain_development_in_rats (em inglês)

    outra pesquisa que diz que ” canabis pode previnir osteoporose “. segue o link http://news.bbc.co.uk/2/hi/uk_news/scotland/edinburgh_and_east/8199007.stm (em inglês)

    há outro estudo extremamente interessante e completo sobre a incidência do cancêr de pulmão relacionado ao uso da maconha, do Dr.Donald Tashkin da Univerisade da California em Los Angeles, que estuda esse assunto à quase 30 anos e conclui que não ligação entre o uso da maconha e incidência de cancêr de pulmão.
    segue o link http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/article/2006/05/25/AR2006052501729.html (em inglês)
    entrevista com Dr.Donald Tashkin http://www.youtube.com/watch?v=GJmQ16cGBHU (em inglês)

    Há um livro chamado ” marijuana myths marijuana facts ” dos autores John P. Morgan (falecido), Médico Professor Emérito da Universidade da Cidade de Nova York Medical School, e Lynn Zimmer, PhD, professora de sociologia da universidade de New York. Essa é umas as mais completas obras sobre o assunto, desmistificando muitos mitos que foram estabelecidos sobre a maconha, tanto na area medicinal como social.

    E é claro, HÁ PREJUIZOS EM POTENCIAL NO USO DA MACONHA, há contra indicações. Como toda droga o uso precoce, antes dos 19,pode acarretar mal desenvolvimento do cerébro. Assim como há a contra indicação do uso dessa droga á pessoas com propensão de doençãs psiquiátricas ou tendencias á surtos psocóticos. NÃO SOU A FAVOR DO USO DESENFREADO DA MACONHA, SOU A FAVOR DA EDUCAÇÃO !

    Porém apenas taxar a maconha á seus efeitos nocivos é uma atitude irracional, sendo que esse efeitos nocivos SÃO CONTRA INDICAÇÕES, e tendo em vista o grande potencial medicinal dessa droga. Muitos países tendo em vista esse beneficio medicinal vem admitindo o uso á esse fim. Caso de certos estados nos EUA, ou no caso de Israel, onde o próprio programa “fantástico” fez uma matéria mostrando esse benefício.
    segue o link da matéria http://www.youtube.com/watch?v=c3q_Ne44Lpk

    CONCORDO quando voçê diz que “A huniformização é sempre burra quando se trata de seres humanos”. E é bem por isso que sou a favor da legalização. Ao ter a ideia que a legalizar todos irão ser viciados voçê esta uniformizando, e estigmatizando, TODOS os usários. Segundo o Relatorio “Marijuana and medicine: Assessing the science base” ( maconha e medicina: acessando a base científica ) de 1999 do instituto de medicina dos EUA conclue sobre a dependência de maconha que “Resumindo apesar de poucos usuários de maconha desenvolverem a dependência, alguns desenvolvem. Mas eles parecem menos suscetíveis que os usuários de outras drogas (incluindo alcool e nicotina) e a dependência parece menos severa do que as de outras drogas.” . E ainda esse estudo mostra que 9% dos usuários de maconha se tornam dependentes.

    Agora gostaria de colocar uma reflexão. Admitindo que esse estudo esteja certo, 9% dos usuários de maconha se tornam dependentes, portanto 89% dos usuários de maconha são apenas USÁRIOS. Segundo o Relatório Mundial sobre Drogas, publicado pela ONU em 16 de junho de 2008, estimasse que 2,6 % da população brasileira é usuária de maconha. Sendo a população brasileira de aproximadamente de 193 milhões de habitantes, 5 milhões são usuários de maconha. Seria mesmo racional estigmatizar e proibir 44500 ( 89% desses 5 milhões de usuários) de usuários que não são viciados ? Realmente seria a melhor saída colocar todos esse 44500 brasileiros na ilegalidade, vivendo á sombra do medo do sistema carcerário; exposto a corrupção policial e exposto a violência do tráfico, sendo que ao fumar maconha eles apenas interferem na vida deles mesmos? Realmente é a melhor saida proibir toda essa parcela expressiva da população, que em muitos casos trata a maconha como cultura e não apenas A trata como droga recreativa, em um país supostamente democrátrico?

    Mas é claro que essa reflexão não para ai, e os outros 9%, dos usarios que são viciados, que são 4500 brasilieiros? Atualmente milhões de reais são gastos na represão ao tráfico, e essa repressão vem sendo feita ao longo de muitos anos e o resultado ? a oferta da droga não diminuiu, a violência nas regiões onde se situa o tráfico cada vez é maior atingindo a população que nada tem a ver com o tráfico ou com o uso da droga, e o número de usuários so tem aumentado. Em um sistema onde a droga é legalizada há todo o controle sobre a produção, distribuição e o uso dessa, sendo tratada como qualquer outro produto de nossa economia PAGANDO IMPOSTO SOBRE SUA PRODUÇÃO E COMERCIALIZAÇÃO, assim como é na Holanda. Se legalizassem a maconha, com o dinheiro que seria economizado do combate ao tráfico junto com o dinheiro arrecadado dos impostos, o governo teria verba de sobra para tratar esses 9% de usuários viciados.

    Concordo que ao legalizar, o tráfico não desapareceria do dia para a noite. Mas pergunte para qualquer usuário de maconha que se fosse legalizado, e existisse onde ele comprar legalmente, pergunte se ele compraria da fonte ilegal ou da fonte legal ? ou ainda mais, e se tivéssemos o direito de cultivar a nossa própria maconha? Será mesmo que o tráfico sobreviveria?

    Vamos debater sobre o assunto seriamente e tentar deixar um pouco a moralidade de lado e ver os reais problemas que estão a nossa frente. A atual situação sobre a nossa legislação sobre drogas é insatisfatória para TODOS nos brasilieiros, seja usuário ou não. Essa proibição so interessa aos traficantes e as autoridades corruptas, pois esse comércio é milionário e sem controle nem fiscalização. E não adianta tentar erradicar as drogas das sociedades, eles sempre existiram, desde de as civilizações mais antigas. Negar ou erradicar as drogas é falta de inteligência Histórica.

    • Ótimo post.

      Cabe ressaltar também que, a criminalização de certas substancias psicoativas não fazem referencias à suas propriedades terapeuticas, ou famarcológicas. Fazem menção ao enorme racismo que acompanhou a história dos países potencias, principalmente, o EUA. Dessa forma, as decisões sobre os riscos não tem a ver com a legalidade, e sim com quem usava dessas drogas
      Chineses – ópio
      Negros – Cocaína
      Mexicanos – Cannabis

      acompanhado a isto, aparecem os discursos moralistas muitas vezes fundadas em mitos.

  2. Cara Carmelita

    Faça das palavras do João as minhas.
    A questão é essencialmente esta: PRECISAMOS DEBATER O TEMA DAS DROGAS.
    Pq o debate é a democratização das idéias. O debate promove a EDUCAÇÃO.
    Pegando o gancho de seu argumento (o qual eu concordo) que a publicidade do cigarro levou milhões de pessoas a consumi-lo. Mas este problema ocorreu não apenas devido o uso da publicidade num ambiente lícito. Foi pela falta de debate, pela falta de informação que a política proibicionista gera.
    Vamos elucidar melhor: imagine um adolescente que não tem mto dialogo com os pais, não tem informação sobre os malefícios q o tabaco provoca assiste, uma propaganda de cigarro onde ele associa que o uso do tabaco vai lhe trazer poder e prestigio. O q acontece? Ele pode se tornar um fumante.
    Porém, se ele soubesse EFETIVAMENTE todos os problemas que o tabaco vai trazer a ele e as pessoas q o cercam, talvez ele tomasse uma decisão diferente.
    O msm problema ocorre com o alccol e as drogas ilícitas.
    O problema é que quando se coloca a maconha (que é uma droga leve) no mesmo saco q o tabaco, alcool, cocaina, heroina, crack, etc…a mensagem q se passa é que a nocividade da maconha é a mesma que todas as outras drogas.
    Exemplo: uma pessoa (que sempre ouviu de todos que a maconha é a erva do capeta e que ela vai te destruir) começa a usar maconha. Logo ela percebe que todo aquele estigma que a sociedade colocou é equivocado. E daí essa mesma pessoa ve a sociedade também estigmatizando o crack (que é uma droga mto perigosa). Qual o raciocínio mais provavel dessa pessoa? “Bom, todos falavam que a maconha ia me destruir, e não me destruiu. Provavelmente eles estão exagerando quanto ao crack, acho que ele também não vai me destruir”.

    Talvez se existisse o debate, não teríamos tantos problemas com o crack como estamos vendo hoje.

    A questão é: existe muita informação sobre drogas que a mídia de massas não explora. É a falta de informação que traz tantos problemas sociais no tema das drogas, e não o uso da substância em si.

    Sou a favor da LEGALIZAÇÂO (não apenas descriminalização) da maconha sim. Mas antes de tudo, sou a favor do debate.

  3. Bruno e João! Agradeço os acréscimos. Gosto muito quando aparecem pontos de vistas divergentes dos meus, desde que expostos de forma lúcida, inteligente e educada.Não tenho a pretensão de ser dona da verdade, muito menos de esgotar as discussões sobre tema tão polêmico e instigante. Concordo que caminho mais profícuo é a discussão séria, sem preconceitos nem falsos moralismos, sem hipocrisias e com pés no chão. Inclusive, quanto a ser realista,julgo que devemos ser cautelosos ao comparar resultado da legalização em populações culturalmente tão diferentes. HOlanda e Portugal têm maioria de pessoas de nível intelectual mais elevado. No Brasil o quadro é o inverso: temos multidão de analfabetos, semi-analfabetos, de pessoas sem consciência social nem política, do tipo que trocam voto por pães, trocam filhos por comida e por aí vai. Um batalhão de miseráveis explorados pela má fé de outros mais miseráveis ainda, do ponto de vista ético e moral. Me assusta imaginar pessoas simplórias assim, tão desprovidas de conhecimento e senso crítico, a mercê da má fé dos que hoje são traficantes, gestoes públicos corruptos e no futuro seriam “comerciantes”. Talvez minha visão seja reducionista e também preconceituosa, mas preferia que fossem, antes, investidos recursos de todo tipo (intelectuais e financeiros) para elevar o nível sócio-educacional-psicológico de nosso povo. Temo que seja inversão de prioridades legalizar a maconha neste momento. Penso que a carência de informações, de forma generalizadda como ocorre no Brasil, é terreno produtivo pra distorções sociais. Concordo quando vc diz que eu huniformizei “burramente”, João, vc está certo. Eu própria generalizei, mas estava me referindo às suscetibilidades de uma maioria em comparação com uma minoria mais resistente. Mas sim, uniformizei. É que acho perigoso apoiar-se em dados estatísticos de estudos, porque eles não levam em conta as subjetividades, as diferenças que nunca podem ser contabilizadas.Enfim, continuo contrária à legalização, mas reconheço como fegítigmos os pontos expostos por vocês. Tomara que com a ampliação das discussões, as sombras dêem lugar à luz e todos possamos nos posicionar de forma mais segura.

  4. sua citação é muito boa. mais contem muitos erros e fala de uma forma grosseira. acho que não é dessa forma que se resolve as coisas.

  5. A proibição da maconha nos Estados Unidos é uma das maiores campanhas conspiratórias da história e mostra como um pequeno grupo de pessoas podem implantar mentiras na cabeça da população e, dessa forma, lucrar o máximo possível e privar o homem de ter uma liberdade completa.

    Vamos começar pela proibição.

    PROIBIÇÃO DA MACONHA NOS ESTADOS UNIDOS

    Apesar de já existirem leis que coibiam o uso da maconha, Richard Nixon foi o primeiro presidente americano a encarar os seus apreciadores como criminosos e por esse e outros motivos, pode ser considerado o grande vilão da erva.

    Ex-presidente Richard Nixon

    O senhor Nixon recebeu em sua mesa várias pesquisas que mostravam que a maconha não deveria ser criminalizada devido aos seus grandes benefícios, mas o prepotente presidente americano não acatou nenhuma delas e deu inicio – em 1971 – uma campanha chamada Guerra as Drogas. Um ano depois o número de prisões por culpa da maconha subiu de 100.000 para 420.000!

    O ex-presidente Ronald Reagan também lançou sua guerra particular contra a canabis no seu governo. A busca por usuários da maconha chegou a um ponto tão alarmante que a cada 38 segundos uma pessoa era presa por violar leis anti-maconha.

  6. Olha!Fico relamente triste em ler um texto como seu. Cheio de preconceitos e um enbasamento cientifico.Principalmente por uma psicologa. Se vocë náo sabe tem sim muitos beneficios o uso da canabis. Tem muitos profissionais renomados fazendo pesquisas em relaçao a seu uso. Vocë como psicologa deveria antes estudar mais o assunto de forma menos preconceituosa para realmente tirar suas conclusóes. Dizer que por uma pessoa ser estudante de medicina seja um absurdo fazer uso.’E demais. Tem centros de pesquisas fazendo um trabalho muito serio em relacao ao seu uso com pacientes com cancer,aids entre outras. Claro que acredito que qualquer substancia ingerida e absorvida pelo organismo em exagero e sem uma orientacao adequada n’ao ‘e benefico. Como o alcool,cigarro,drogas licitas como remedios ( drogas que matam e muito).
    Desejo sim que haja pessoas inteligentes e serias para que haja um debate aberto com a populacao discutindo os pros e contras e nao ideias preconceituosas e enraizadas sem nenuma base cientifica.
    Sou afavor sim da legalizacao da maconha e Nao a drogas.

    • parabens!

      é só ter como base os paises onde ela é livre. existe algum pais que liberou e depois proibiu novamente? NÃO!

      • Existe uma droga que foi proibida, que foi o maior fracasso da história da proibição que se sabe até agora, e essa droga foi utilizado nos rituais religiosos, a saber o vinho ( ÁLCOOL).
        14 anos após o proibicionismo do álcool, Lei Seca de 1919, EUA, a violência aumentou exponecialmente devido aos grandes cartéis, de produção e comércio, como Al Capone.
        Após a legalização, tais cartéis perderam o poder economico sobre tal prática e assim diminui-se massivamente a violência que atingia as ruas.

  7. cientistas dizem que mata, cientistas dizem que cura! economistas apostam que o canhamo aumentara consideravelmente o numero de pessoas empregadas com registro. essa semana ouvi um politico dizer que o mais impasse para a legalização era o medo de que sem clientes maconheiros os bandidos desceriam o morro para sequestrar, roubar… comandantes da policia não acreditam nisso.. enfim, o alcool, o cigarro e inumeros calmantes são vendidos a todos. acho que esta COMPROVADO a ação medicinal da maconha, assim como seu poder economico e tambem que seu uso recreativo causa muito menos danos a saude do que qualquer droga licita. o texto esta repleto de informações erradas! como por exemplo, o fato da maconha causar vicio fisico, o que ha muito tempo ja esta provado ser mito. Acho que a legalização só traria beneficios ao Brasil. não acredito que havera publicidade para a maconha, até porque existe uma lei proibindo publicidades de qualquer produto “fumavel”. o que falta no Brasil é informação.. muita gente falando sem base em pesquisas. se começarmos a LER ao inves de REPETIR, não só a maconha seria legalizada como tambem varias injustiças no Brasil seriam exterminadas… LEIA! É SEMPRE BOM!

  8. quer um exercicio legal?
    vc que é contra, pesquise e tente convencer alguem de que voce e a favor.
    vc que é a favor, pesquise e tente convencer alguem de que voce é contra.

    o conhecimento é a base da verdadeira democracia!

  9. Amei o artigo,sou totalmente contra a legalizaçao e acho que o Brasil não é um país preparado de diversas formas para que haja a tal legalização,não acho que você está sendo preconceituosa e sim falando a verdade sem medo de ouvir respostas contrárias.Ser realista tem dessas coisas.

  10. Obrigada Bruna, pelo apoio, mas principalmente por me entender, já que a maioria que me critica duramente sequer se esforça para entender o que digo, isto é, que essencialmente estou a defender as vidas deles.

    • Olá carmelita!
      é o João (que fez deu a segunda resposta aqui nesse post)

      Não estamos te criticando. Sei que algumas respostas por aqui tiveram um tom mais duro, mas isso se deve ao fato de muitas das coisas que voçê citou nesse post vão ao contrário à ciência atual sobre a maconha.
      Nossa intenção é lhe esclarecer.
      Por exemplo, voçê disse que “O fato de o cigarro e o álcool serem “legais” não impediu que milhares de vida se perdessem. Foi, sim, um facilitador para o consumo dessas drogas, igualmente nocivas “. Essa sua afirmação esta equivocada, e só procurar as informações disponíveis hoje pela ciência em volta desse assunto (muitas dessas referências esta em minha primeira resposta).
      E é esse tipo de afirmação, sem base científica atual, que causa as vezes aqui respostas mais duras diante a sua postura. Esse tipo de afirmação atinge quem é esclarecido sobre o assunto, e atinge ainda mais quem é esclarecido e quem é usuário, pois o que voçê fala não é a realidade científica e apenas promove o preconceito sobre a maconha e consequentemente aos usuários.

      Voçê quer defender vidas? estão se pense na possibilidade da legalização, pois muita gente ja morreu devido à guerra ao tráfico e não existe registro na história de alguém que morreu por overdose de maconha.

      Educação é a solução !

    • Cara psicopauta.
      Quero parabeniza-la pelo seu artigo, pelos esforços dedicados ao mesmo e pela criatividade do seu nick.
      É exatamente assim que as coisas acontecem!
      A estrondosa maioria dos assaltos e homicídios estão diretamente ligados ao tráfico de drogas. Certo?
      Agora eu pergunto: -“O que mata mais, a maconha em si ou são os ataques gerais promovidos pelo tráfico?”
      Quantas pessoas morreram este ano, vitimas da maconha?
      Sabemos que a maconha foi proibida no início do século XX e por questões raciais e econômicas, pois a maconha não é só baseado que faz sorrir; dentre outras coisa ela é remédio, papel e é tecido de alta qualidade. A proibição se originou nos EUA, o mesmo país que deu um passo a frente para a liberação parcial da planta.
      Agora eu pergunto: -“A política de repressão funcionou nestes + – 60 anos de guerra contra o tráfico?”
      Se eu propor que: “Vamos legalizar a maconha!” Obviamente a sr diria que não.
      E se eu mudar a frase para: ” Vamos encarcerar todos os usuários, independente de serem trabalhadores ou criminosos, pois assim, eles serão reeducados e sairão para as ruas como melhores cidadãos”. A sr diria sim ou não? Isto seria eficiente, ou isto acabaria de afundar o dito cujo na vida do crime?
      O escritor Paulo Coelho certa vez falou: – “A grande burrice é falar para o jovem que a droga é ruim; se fosse ruim, ninguém a usaria”. O jovem vai ver aquele amiguinho da escola todos os dias usando sem que nada o aconteça. O jovem irá experimentar. Ele vai gostar. Vai olhar para a sua cara e ainda vai te chamar de carÊta.

  11. Olá, tudo bem?Sou a favor não só da legalização da maconha como as outras drogas no Brasil, 70 anos de proibição e o aumento de usuários estão aumentando a cada ano e só está ajudando o crime organizado a ficar cada vez mais forte economicamente.Discordo com a Drª quando fala que muitos usuários de maconha iria roubar pra comprar maconha, por que eles iriam roubar pra comprar se vão poder plantar no quintal da sua casa a maconha?O que realmente me faz pensar o porquê desse droga ser proibida é pelo fato de ser de difícil tributação e que atrapalharia as indústrias farmacêuticas com remédios de insônia(pensa numa droga pra dar sono e paz interior, ah! fome também, já tava me esquecendo, amnésia também)hehe, bom mas resumindo vamo copiar nossos companheiros de Portugal, legalizar as drogas e investir em educação sobre prevenção do uso de drogas e restringir os lugares que se pode consumir drogas.Os usuários de cigarro está diminuindo mas por causa de informações a respeito dos males causados pelo hábito de fumar e não proibindo e punindo seus usuários, hoje em dia está se tornando anti-social o indivíduo que fuma cigarro, acredito que aconteceria a mesma coisa se as drogas fossem legalizadas e as informações sobre seus efeitos no organismo fossem mais divulgadas.Na minha opnião é questão de saúde pública do que criminal.

  12. Gustavo, concordo com você que a educação é ponto fundamental para reduzir o uso de drogas. A falta de educação, de modo geral, é a causa de muitos vícios perniciosos, inclusive da incapacidade de votar em bons representantes – que elegeriam a educação como prioridade. Ocorre que, quem defende a legalização das drogas usa isso como argumento, mas INVERTENDO AS PRIORIDADES.Se houver investimentos maciços em educação e o nível de conscientização das pessoas aumentar, assim como a capacidade de viver com autonomia, sem ser manipulados por interesses escusos, se as pessoas atingirem a compreensão do real sentido da vida e conseguirem outras conquistas como ser humano, pode ser que surja campo favorável para dar a elas o direito de escolher se querem ou não usar drogas e liberar o consumo da maconha. MAS SEM ISSO, NÃO. Seria colocar o carro na frente dos bois. Me entende? Maconha legalizada na Holanda é coisa que não serve de referencial para o Brasil pq aqui temos um contingente de miseráveis que usam maconha para driblar a fome, a falta de um teto, de escola, de emprego. Se a maconha aqui fosse legalizada e ela deixasse de satisfazer como caminho de fuga do sofrimento, as pessoas partiriam para o craque e o OX… até por serem mais baratos! Isso não lhe soa bem familiar e já atual? Acredite em mim: uma pessoa que usa drogas ESTÁ FUGINDO DA REALIDADE. Em qualquer dimensão, por diferentes motivos. Usar drogas é fugir de encarar a vida (dura ou indesejada em alguns aspectos). É fraqueza. Pense em qualquer pessoa que você conhece que usa drogas de forma contumaz (não o usuário eventual), investigue com isenção, avalie aspectos mais profundos da vida dessa pessoa e vc vai constatar que ela vivencia algo que gostaria que não existisse em sua vida. Em outros casos, a contingência aversiva até já passou, mas ficou o aprendizado e a dependência química. Gustavo, as discussões sociológicas e jurídicas sobre a legalização ou não das drogas não são meu foco. Sou profissional de saúde e é esse o principal aspecto que me interessa e eu TE AFIRMO COM TODA CONVICÇÃO: o uso de drogas faz mal à saúde, a curto, médio e longo prazo – variando de caso para caso. A ingestão de qualquer coisa além do que o organismo é capaz de compensar, até mesmo água em excesso – causa danos à homeostase do organismo. Com as drogas, o álcool e os cigarros isso é pior porque as substÂncias são muito agressivas à fisiologia humana. Não condeno quem fume um cigarrinho de maconha vez ou outra, uma vez por ano ou em raras reuniões de amigos, assim como se pode deliciar a fumaça de um charuto cubano após uma deliciosa refeição entre bons amigos. Mas isso seria uma forma eventual de compartilhar sensações raras.Fumar todo dia ou toda semana ou várias vezes por semana certamente entra no terreno da patologia e da dependência química. E alguém que não vence a compulsão por consumir algo que lhe faz mal claramente precisa ser protegido; daí porque a proibição ajuda nesse sentido. A legalização das drogas não vai acabar com a criminalidade nem a violência urbana porque essas coisas são manifestação da “sombra coletiva”; sempre haverá transgressões à ordem pública. Como profissional de saúde me posiciono contra a legalização da maconha e de outras drogas (inclusive dos cigarros de tabaco) pelo mal que essas substâncias causam em pessoas de ego frágil, de conduta manipulável,ou as que tiveram na infÂncia ou adoelescÊncia movimentos de “fuga” de realidade aversiva,traumática, etc. É uma questão de saúde pública sim, e vem sendo considerada assim.Na faculdade onde estudei Psicologia, como em outras da época (2000 a 2005)era assustador o número de universitários fumando cigarros durante o intervalo das aulas. Até eu dava umas baforadas sem achar muita graça na coisa. Depois de algum tempo, por força de uma lei distrital, passou a ser proibido fumar nos corredores, nas praças e em outros lugares da faculdade. E colocaram fiscais para garantir o cumprimento da regara (DO CONTRÁRIO, A FACULDADE SERIA MULTADA PELO GOVERNO LOCAL). Ficou liberado apenas a área do estacionamento, aberta e ventilada. O que aconteceu? Os estacionamentos ficaram lotados de fumantes? NADA DISSO!! As pessoas foram aos poucos perdendo o hábito de fumar no intervalo. E fora da faculdade tb. E não houve campanhas educativas. Por que a bem da verdade, todos já sabem dos malefícios do tabaco. A dificuldade para fumar desestimulou o hábito. Quanto À maconha, talvez vc esteja certo e talvez ainda haja necessidade de informações, de melhorar a compreensão sobre os efeitos do consumo dessa e de outras drogas.
    VOU ME ESTENDER UM POUCO MAIS E LHE DIZER ALGO: o consumo de craque é maior entre os miseráveis. São as pesquisas que mostram isso. Por que? Pessoas recorrem às drogas pq a vida está sem saída e, em desespero, julgam que não têm mais nada a perder e apelam. Querem FUGIR DA REALIDADE,QUEREM SE AUTODESTRUIR, em alguns casos. Claro que há exceções, como Gilberto Scarpa, que apesar de rico, bonito e fisicamente saudável, partiu para as drogas e acabou se suicidando. Vc tem dúvidas de que esse cara estava fugindo da vida? De alguma coisa que não se sabe o quê, talvez nem ele, talvez apenas um vazio existencial… Se em vez de usar drogas ele tivesse experimentado viajar por dentro dele mesmo, conhecer a si próprio e descobrir o que lhe faltava… A vida é muito cheia de possibilidades, meu caro, para o bem e para o mal. Acho que vc não vai concordar com as coisas que escrevo e talvez sinta raiva de mim – é assim que reagem todos que me veem afirmando que as drogas são nocivas. LAMENTO que seja assim. Mas as drogas são benéficas sim, APENAS PARA QUEM GANHA DINHEIRO COM ELAS. Um abraço.

  13. Bem,concordo com seus argumentos Carmelita!tanbem discodo que a maconha seja legalizada no Brasil,e que,se em outros países nao legalizassem acho que ia poupar mais vidas no mundo inteiro,mais pessoas iam preucurar mais ajuda para acabar com esse vicio.Países e estados que ja adiquiram a lei deviam pensar mais nas pessoas e as doenças que devem aconpanhar-los na vida.Mas as pessoas que usam sabem ou deve saber do que estar consumindo e os maus que lhe trazem a MACONHA.Diga NAO A MACONHA

  14. Mas nao tenho preconceito para quem usa.Tenho amigos que sao viciados,e nós temos uma amizade normal,eles nunca mim ofereceram,mas mim falaram com calma,eles estudam com migo,e são a alegria da sala e do colégio

  15. Carmelita voce estar de parabens com seus argumentos,foi um dos melhores que já li.um abraço e epero que voce continui assim. RAISSA OLIVEIRA

  16. Também sou contra a legalização do uso da maconha por desconhecer os seus efeitos no organismo humano. Gostaria de paticipar do debate em questão, porém, não sou profissional da área da saúde. Neste sentido, seria interessante enumerar os efeitos negativos que a referida droga causa no organismo, quando consumida em forma de cigarro, e se há algum benefício quando consumida da mesma forma.
    Importante, também, mencionar os casos em que a maconha poderia ser utilizada como medicamentos para tratar derterminadas doenças e sua eficácia.
    Essas informações precisam ser esclarecidas para que possamos, posteriormente, analisar o aspecto social e moral que implicará à sociedade brasileira.

    • Carlos

      So completamente a favor de sua opinião, precisamos nos exclarecer sobre todos os aspectos desse assunto pra debater

      por favor, veja meu primeiro post (o segundo nessa página), tem muitas referências de coisas que venho pesquisando sobre o assunto a um tempo

      e atualizando, se vc quiser saber sobre a parte social e politica sobre a proibição da maconha, veja o documentário ” cortina de fumaça ” que saiu esse ano. É um dos melhores docs sobre o assunto, e é brasileiro, portanto vc verá muito de nossa realidade sobre o assunto.

      abraços

  17. Gostei do seu pronunciamento sobre esse assunto, que infelizmente esta sendo discutido por toda sociedade brasileira. Na verdade essas pessoas querem é tirar o foco do verdadeiramente nocivo a uma sociedade ¨ CORRUPÇÃO¨.Como pode alguém em consciência, achar que legalizando uma determinada droga pode estar ajudando a seres humanos, isso é um absurdo, nojento, anticristão, pessoas assim , são dependentes, solitárias, que precisam de algo pra se apegar na sua subsistência. O cigarro e o fumo fazem o governo terem enormes gastos na área da saúde e também nas demais áreas e agora essas pessoas querem piorar, porque pra certas pessoas quanto pior melhor. Digo a essas pessoas que querem estes absurdos, procurem a DEUS, vejam o mau que vocês irão fazerem a milhares de pessoas e lutem pra acabar com as pessoas corruptas, pois elas é que devem serem ¨ LIBERADAS ¨ de suas vidas.

  18. Sinceramente, não gostaria que a Sra. ou qualquer outra pessoa se dispusesse a me “defender” a respeito da minha saúde. Não me considero doente. Fisicamente, estou muito bem. E já são 15 anos fumando. A maconha também não atrapalhou no meu mestrado, na minha carreira profissional e tampouco na forma como lido com a minha família. Na verdade, até me ajudou a ser um sujeito mais tranquilo e amável. Talvez eu gostaria que vc me defendesse é do preconceito por eu ser maconheiro. Dói-me toda vez que tenho que escuto certas afirmações cunhadas por pouco senso-crítico e por pouco estudo sobre o tema. Do preconceito eu gostaria que vc me defendesse. Considero que há muitos maconheiros como eu, que pensam de forma semelhante e que mostram bem como há muitos sofismas pregados pela propaganda proibicionista. Muitas mentiras que fizeram com que as pessoas criassem uma idéia errada a respeito do maconheiro e da própria maconha. Sim, a propaganda faz com que boa parte das pessoas sofram uma programação mental. E programação mental não é educação… Muitas vezes gera preconceito, diga-se de passagem. Preconceito inclusive em muitos maconheiros, gerando uma sensação de culpa desmedida por acharem que estão a fumar a “erva do diabo”… Outra coisa da qual eu gostaria que vc protegesse é a maioria dos maconheiros que, ao invés de plantarem, consomem do tráfico. Gostaria muito que vc protegesse eles do contato que eles têm com os traficantes. Por favor, faça isto por eles. Principalmente pelos mais jovens, que são mais influenciáveis e correm maior risco de serem aliciados a experimentarem crack. E, por fim, sei que é muto difícil para muitos, mas já que vc se autoproclamou a protetora do bem-estar alheio, acho que vc pode fazer isto: proteja minha liberdade individual, que diz respeito a eu fazer o que eu bem entender, contanto que eu não esteja a prejudicar ninguém. Também tais liberdades são relativas a não ter preocupação com os assuntos da esfera individual alheia, nem mesmo a preocupação de tentar impor a terceiros suas próprias “verdades” pessoais. É capaz de fazer isto por mim, Sra. Protetora do Bem Estar Alheio e Defensora dos Pobres que Trocam Filhos por Comida?

  19. Sinceramente, não gostaria que a Sra. ou qualquer outra pessoa se dispusesse a me “defender” a respeito da minha saúde. Não me considero doente. Fisicamente, estou muito bem. E já são 15 anos fumando. A maconha também não atrapalhou no meu mestrado, na minha carreira profissional e tampouco na forma como lido com a minha família. Na verdade, até me ajudou a ser um sujeito mais tranquilo e amável. Talvez eu gostaria que vc me defendesse é do preconceito por eu ser maconheiro. Dói-me toda vez que escuto certas afirmações cunhadas por pouco senso-crítico e por pouco estudo sobre o tema. Do preconceito eu gostaria que vc me defendesse. Considero que há muitos maconheiros como eu, que pensam de forma semelhante e que mostram bem como há muitos sofismas pregados pela propaganda proibicionista. Muitas mentiras que fizeram com que as pessoas criassem uma idéia errada a respeito do maconheiro e da própria maconha. Sim, a propaganda faz com que boa parte das pessoas sofram uma programação mental. E programação mental não é educação… Muitas vezes gera preconceito, diga-se de passagem. Preconceito inclusive em muitos maconheiros, gerando uma sensação de culpa desmedida por acharem que estão a fumar a “erva do diabo”… Outra coisa da qual eu gostaria que vc protegesse é a maioria dos maconheiros que, ao invés de plantarem, consomem do tráfico. Gostaria muito que vc protegesse eles do contato que eles têm com os traficantes. Por favor, faça isto por eles. Principalmente pelos mais jovens, que são mais influenciáveis e correm maior risco de serem aliciados a experimentarem crack. E, por fim, sei que é muto difícil para muitos, mas já que vc se autoproclamou a protetora do bem-estar alheio, acho que vc pode fazer isto: proteja minha liberdade individual, que diz respeito a eu fazer o que eu bem entender, contanto que eu não esteja a prejudicar ninguém. Também tais liberdades são relativas a não ter preocupação com os assuntos da esfera individual alheia, nem mesmo a preocupação de tentar impor a terceiros suas próprias “verdades” pessoais. É capaz de fazer isto por mim, Sra. Protetora do Bem Estar Alheio e Defensora dos Pobres que Trocam Filhos por Comida?

  20. Juliano eu NÃO me preocupo com você. Simplesmente porque VOCÊ NÃO precisa! Não me ocupo de pessoas que como você dispensam inclusive a proteção do Estado no tocante à defesa da própria saúde. Por que você e os que compõem seu grupo têm autonomia. Mas entenda que VOCÊ É EXCEÇÃO! Essa é a diferença que você não entende, talvez porque tenha um discurso egocêntrico e focado nas suas necessidades pessoais, ignorando o coletivo, as diferenças e suscetibilidades individuais. Veja: eu não sou contra as pessoas que fumam maconha. Sou contra a legalização do consumo dela no Brasil, no momento. E já expliquei acima porque. Eu sei que o uso de drogas é parte do comportamento humano, sempre existiu e sempre existirá. Defendo que seja necessário às pessoas aprenderem como fazer isso causando o mínimo de prejuízo à própria saúde e a terceiros. Você sabe fazer isso e eu sei que existem outras pessoas que também sabem. Mas são a minoria com as quais eu não me preocupo.

    Você sabe qual é o seu lugar na pirâmide social? Tente descobrir e em seguida quantifique isso – para descobrir quantos brasileiros há no mesmo patamar que o seu: com mestrado, boa situação financeira, família equilibrada, reconhecimento social, boa saúde orgânica e boa saúde psicológica. Quando descobrir esse montante, subtraia do total da população brasileira para se dar conta dos milhões de brasileiros que estão longe do seu “lugar” social, financeiro e educacional, principalmente. É com esses que eu e as pessoas que pensam como eu se preocupam. Você considera justo que, para atender aos interesses de uma minoria consciente, bem educada e economicamente provida, o Estado deva legalizar uma prática que, se mal conduzida, causa sim graves prejuízos à saúde, à organização familiar, à vida em coletividade, à segurança da população (viciados sem a droga roubam e matam para obtê-la). O país que você deseja, onde se possa plantar e consumir maconha livremente NÃO É AQUI. O povo brasileiro não está pronto para isso. Lance o seu olhar à frente, longe do seu pequeno nicho social e abra sua mente para entender a realidade maior a sua volta. O país com a liberdade de consumo da maconha nem mesmo é a Holanda, porque como você deve saber, lá o consumo é legalizado, mas com limites. Um amigo me disse que gostaria de poder fazer o churrasquinho de domingo na casa dele e fumar maconha livremente. Entendo essa demanda dele e a considero justa. Mas para que isso acontecesse, isto é, para que uma minoria consciente pudesse desfrutar dessa liberdade, o ônus social e individual em alguns casos seria muito elevado. Acredite, existem pessoas que desencadeiam psicoses a partir do primeiro cigarrinho; outras que se cansam da maconha e vão em busca de coisa “mais forte” e experimentam o crack. Existem pessoas com pouco senso crítico ou nenhum que são influenciadas por uma emissora de TV e por vizinhos, colegas, etc. Você pode pensar: “que se danem esses trochas, os ignorantes, os desajustados e as famílias desestruturadas pelas drogas.” Eu penso diferente. Entendo que estamos todos interligados, pelas amarras da ordem social. Uma pessoa afetada individualmente prejudica dezenas de outras, seja em custo com tratamento em hospitais, seja por sair às ruas para roubar ou cometer abusos violentos de qualquer ordem. Quando nós tivermos elevado o padrão educacional e econômico de nosso povo, quanto tivermos CAPS-AD (Centros de Apoio Psicossocial para usuários de Álcool e Drogas) em quantidade suficiente, quando tivermos uma rede pública de saúde de qualidade talvez possamos pensar em legalizar o uso de uma substância psicoativa cujo consumo tem por efeito alterar a consciência e provocar respostas comportamentais contra si e contra terceiros e causar danos à saúde bioquímica de muitos.

    E você está enganado em mais um ponto: eu não me autoproclamei defensora de coisa alguma ou de ninguém. Apenas escrevo em MEU BLOG o que penso sobre o uso e a legalização de drogas, ou seja, exerço o meu direito de expressão sem, em nenhum momento, negar esse direito a ninguém, nem mesmo negar a quem quer que seja o direito de fumar maconha, cheirar cocaína, beber ou consumir qualquer outras drogas. Posiciono-me contra a legalização da maconha, isto é, à livre comercialização dela por entender que a população do nosso país não aprendeu AINDA como usar drogas com bom senso, o que vc garante saber fazer , e eu não duvido que o saiba, mas lembrando que você é minoria e as leis não podem defender interesses das minorias em detrimento dos da maioria. A maioria das pessoas no Brasil não sabem nem mesmo se defender do que vc chama de “programação mental” perniciosa. Artifíco este que, certamente, os comercializadores da droga legalizada vão usar para aumentar lucros, inteiramente alheios aos danos sobres as pessoas – como foi feito para aumentar vendas de cigarros e de bebidas. O tom agressivo da sua explanação é que não faz sentido para mim. Mas já me acostumei a isso, quando me oponho abertamente ao uso de drogas. Lamento que pessoas intelectualmente privilegiadas usem essa conquista de forma mesquinha e egoísta.

    Quanto ao seu direito de “fazer o que bem entender, contanto que não esteja a prejudicar ninguém” você já o exerce; quando fuma sua maconha sozinho ou entre amigos que compartilham do hábito. Porque você sabe como usar drogas sem se prejudicar. Quando deseja mais facilidade para essa prática sem se preocupar com os efeitos sociais disso, deixa de ser “sem prejudicar ninguém”; passa a ser egoísmo e indiferença social. Esse seu direito não compete a mim nem ao Estado defender.

    Sabe o que me entristece neste exato momento em que eu escrevo: a certeza de que mais uma vez você NÃO VAI ME ENTENDER. Por que o meu ponto de vista e o de outras pessoas que pensam como eu exige preocupação com o coletivo e visão ampliada para o que acontece fora de si mesmo.

  21. Lá em cima, ficou incompleto e não concluí um trecho. Abaixo, o trecho concluso:

    Mas hão de ser consideradas também as dimensões histórica, política, jurídica, ética e filosófica. Nestes campos, há idéias como liberdades individuais, liberdade de consciência e de crença, liberdade de expressão, proteção e respeito às minorias, Estado Laico, democracia não limitada a um conceito sufocante da maioria opressora e intolerante às individualidades discordantes… E tais idéias possuem muita relevância, é bom frisar. Se vc refletir um tanto sobre elas, verá, inclusive, que a aceitação da desobediência histórica a algumas delas é que possibilitou regimes manipuladores das massas e que fossem totalitários, intolerantes e opressores. Verá que não são meros conceitos egoísticos…alguns são conceitos muito progressistas que fazem com que consigamos tirar os pés da Idade Média…

  22. Por favor, esse blog é crime contra a liberdade de expressão. Vc’s não defendem uma ideia, apenas buscam oprimir o sufocar a liberdade alheia. Legalizando, o que muda pra os não usuarios?
    _Nada.
    E para os Usuarios?
    _Tudo!

    Do que vcs tem medo então?

  23. Carmelita, lendo seu artigo, escrevi a respeito do tema também em meu blog Unipress (http://www.unipress.blog.br). Vou transcrever aqui um trecho do argumento que expus no meu artigo, que chamei de A controvérsia da legalização da maconha (http://www.unipress.blog.br/a-controversia-da-legalizacao-da-maconha):

    Em primeiro lugar, requer que consideremos o que significa o conceito de legalização. Se sob o manto da legalização pretende-se que haja completa liberdade de comercialização da maconha ou de qualquer produto que lhe seja derivado, entendo que há um equívoco sobre a noção de legalidade.

    Legalidade não implica em completa liberalidade para o agir das pessoas. Legalidade, pelo contrário, implica em delimitação do campo das liberdades da pessoas e definição das responsabilidades que lhes incumbe respeitar; implica, ainda, em definir procedimentos e comportamentos socialmente aceitáveis e, finalmente, em detalhar o procedimento do Estado, inclusive no exercício de seu poder fiscalizatório e de polícia, tanto na qualificação daqueles que podem exercer e de que modo sua liberdade, quanto no controle e repressão dos que agem de modo diverso do previsto na legislação.

    Entendo que há muitos que defendem a legalização da maconha exatamente por entender que este procedimento permitiria dar maior transparência ao consumo que existe de fato dessa droga, assim como ocorre com as drogas lícitas.

    Por outro lado, observo que o fato de que o cigarro e as bebidas sejam legalizadas não assegura que o mercado consumidor não seja permanentemente invadido por contrabandos dessas mercadorias, bem como por falsificação de produtos não autorizados passando-se por marcas reconhecidas pelo Estado, além de que não evita que haja a fraude fiscal mesmo pelas empresas autorizadas a operar com estes produtos.

    E, ao contrário do que se poderia pensar aprioristicamente, esses problemas do contrabando, da falsificação e das fraudes fiscais não são marcas de economias subdesenvolvidas ou características típicas de sociedades de formação intelectual ou “espiritual” inconsistente. Também em sociedades supostamente “desenvolvidas”, onde o Estado far-se-ia mais presente, tais problemas ocorrem com frequência, denotando que o consumo de entorpecentes lícitos ou ilícitos não é algo que se sujeite às exigências normativas da legalidade.

  24. Ha uma grande diferenca entre regulamentacao e legalizacao

    Legalizacao – o que ocorre com a cerveja

    Regulamentacao – o que ocorre com o cigarro desde que a publicidade foi proibida. E, coincidencia ou nao, desde entao o seu consumo tem reduzido de forma significante. Inclusive, o mais importante, o valor social a respeito dele foi mudado drasticamente.

  25. SOU COMPLETAMENTE CONTRA A LEGALIZAÇÃO DA MACONHA, POR JENTE OS NOSSOS FILHOS PODEM USAR NO FUTURO MAIS AVER MAIS BRIGAS E TUDO DE RUIM POR QUE TIPO MACONHA NÃO É NADA DE BOM!SE FORCE BOM JA SERIA LEGALIZADA A MUITO TEMPO!OQUE ACHO É QUE O GORVENO TA É QUERENDO POUPAR O DINHEIRO PRA PODER PASSAR A MÃO! E SE ELES DIZEM QUE NÃO TEM JEITO DE ACABAR COM A DROGA O QUE DIGO É! TEM SIIM É SÓ TEM MAIS PUNIÇÕES MAIS REGIDAS! DAQUI UM TEMPO VÃO LEGALIZAR O QUE? O CRACK,O PÓ, SÓ TEM QUE REZAR PRA DEUS MESMO E PEDIR PRA QUE O BRASIL NÃO VAR PRO POÇO!

  26. ********************Depoimento de um ex menino de rua (Eu)************************

    *Ha países em que a punição para o trafico é a morte… Mesmo assim o povo continua traficando e o número de usuários só aumentando…

    *Ao contrário do que se pensava, depois da suposta legalização nos EUA, pesquisas indicam uma diminuição dos usuários. Parece que depois que foi legalizada, a droga perdeu seu encanto de fruto proibido.

    *Agora vejam: Eu já fui um menino de rua e conheço bem a realidade dos drogados.

    *O Maconheiro não troca a maconha por outra droga porque cada uma delas tem um efeito diferente, mas na falta da maconha o traficante lhe oferece outras drogas químicas.

    *Na minha juventude, Eu comecei a usar cigarro, depois álcool, depois cola de sapateiro, depois maconha, depois merla, depois cocaína, depois crack.

    *Hoje eu dei a volta por cima. Fiz faculdade como bolsista, “Fumei muita maconha com pessoas que hoje são médicos, advogados, arquitetos de software, policiais pai de família e etc…” Tenho duas lojas lotadas de móveis funcionando a todo vapor e estou construindo outras duas para duplicar a área física, pago todos os meus impostos.

    *Eu fumo 1 ou 2 cigarros de maconha por semana e no final do dia. Volta e meia fico uns 6 meses sem usar por conta da correria do dia a dia. Mas sempre que eu quero um momento de paz eu uso. É como o cafezinho. Sou viciado em café, mas se não tiver café hoje eu bebo quando tiver. Alguém ai já assaltou um mercado para roubar um pacote de café? A mesma coisa vale para a maconha. Mas não vale para os alcoólatras e para os noias simplesmente porque o efeito das substancias não são os mesmos.

    *Não sou hipócrita: O certo seria não fumar nada, mas já que queremos fumar, que o governo controle a venda e a qualidade do produto. Não queremos entrar em um morro cheio de marginais com fuzis nas mãos porque temos medo.

    *O que tinha que ser realmente proibido era o álcool e derivados da cocaína, pois estes são os que trazem transtornos de comportamentos, euforia, fissura e conduta agressiva. A maconha só faz relaxar e abrir o apetite, mas se fumar demais também você ficará lerdo.

    *A diferença entre o remédio e o veneno, neste caso, é a dose.
    Eu digo assim porque eu vivi nesse meio.

    *Para os que são contra a liberação, descriminalização ou ainda a legalização da erva darei um conselho: Não deixem que o conhecimento empírico sobre o assunto tornem vocês alienados. Procurem informações atuais sobre o assunto, pois como julgar algo que eu não tenho a minima bagagem de conhecimento? Seria justo eu sair por ai falando que caviar é bom ou ruim se eu nem se quer experimentei, nunca nem o vi?

    *Para os que são a favor eu digo que: reconheço que querem se apartar do tráfico. Reconheço, também, que é injusto ficar vários anos estudando, trabalhando e construindo uma vida honesta e arriscar a perder tudo da noite para o dia por causa de uma planta que faz relaxar e promove o tratamento em diversas enfermidades.

  27. Fala-se, defende-se veementemente “a maconha”. Descriminalizar é o mesmo que “regularizar”, e nada tema a ver com “legalizar”. De fato, quando se diz que a maconha deve ser regularizada, está-se querendo dizer que a dita cuja deve ser submetida a regulamento, a regras. Legalizar seria, portanto, torná-la legítima e, assim, qualquer usuário poderia encontrá-la em qualquer prateleira. Seja como for, vejo nessa tal “descriminalização” segundas intenções movidas por interesses escusos, algo muito mais funesto do que se imagina e o que se vê na atualidade, encoberto sob o manto da “descriminalização”. Que remédio o quê!! E quem neste país respeita regras? A maioria, não, especialmente políticos, poderosos! Não vê a lei do bafômetro? Diz-se também que a maconha não faz mal mais que o álcoolismo, o tabagismo. Pois bem. Os fatos têm demonstrado que muitos viciados em drogas mais pesadas têm, antes de ter fumado maconha, percorrido o caminho do tabagismo, do álcool, os primeiros estágios, e pode ter certeza: esse é o caminho do crack. Isso não dá certo, haja vista o que tem acontecido em países ditos de “primeiro mundo” (o número de suicídas usuários de drogas é grande!). Falam em dar assistência a drogados na rede pública hospitalar. Ora! Se não há assistência condigna a quem não é usuário de drogas, que dirá a drogados. Só se for num desses cenários de hospital, da propaganda política em tempos de eleição. Ora! Essa é muito boa! Há décadas, tem-se lutado tanto contra o tabagismo, contra os alcoolismo e, agora, vem essa gente com essa conversa fiada de regularizar a maconha que, além de se constituir num problema de sáude pública, representa a derrocada da família, da sociedade. Cadê a Igreja? Cadê os padres, os pastores que estão todos os dias na TV fazendo milagres? Além do mais, o odor da fumaça da maconha é simplesmente repugnante, fétido, um horror. Se a fumaceira das baforadas de um tabagista ou o hálito de um cachaceiro incomodam a quem não é tabagista nem alcoólatra, imagine as de um maconheiro sentado ao seu lado ou mesmo distante, de você que não é tabagista nem alcoólatra, tampouco maconheiro?! Agora mesmo, enquanto digito estas linhas, tive que sair correndo para fechar as janelas do apartamento porque o vizinho do andar de cima se pôs a tragar o cigarrinho… O que é que desejam? Querem que o Brasil vire finalmente uma nação de zumbis, de alienados? No meu entender, esse negócio de traficante, de tráfico de drogas e de tudo do que disso decorre deveria ser encarado como um “problema de segurança nacional”. Quando principalmente certas pessoas que estão no poder, e nos bastidores dele, afirmam: “o Estado perdeu o combate às drogas”, causa-me espécie. Olha, aí tem!

    • Tenho algumas fontes para firmar o que vc falou:

      O Grande Livro da Cannabis, Rowan Robinson, Jorge Zahar, 1999
      A Maconha, Fernando Gabeira, Publifolha, 2000
      Science of Marijuana, Leslie L. Iversen, Oxford, Ingleterra, 2000
      The Pursuit of Oblivion: A Global History of Narcotics 1500-200, Richard Davenport-Hines, Weidenfeld & Nicolson, Ingleterra, 2001
      Diamba Sarabamba, Anthony Henman e Osvaldo Pessoa Jr. (organizações), Ground, 1986
      Plantas de los Dioses, Richard Evans Schultes e Albert Hofmann, Fondo de Cultura Económica, México, 1982
      The Emperor Wears no Clothes, Jack Herer, Green Planet Company, Inglaterra, 1994
      Green Gold the Tree of Life, Chris Bennett, Lynn e Osbum, Judy Osbum, Access, EUA, 1995
      Amores e Sonhos da Flora, Henrrique Carneiro, Xamã, 2002

      Parabéns pelo comentário.

  28. Eu uso muita maconha véi! tenho problema com isso não, faz relaxar e a gente fica suave.. kk adoro! beijos a todos e vão fumar uma! Falô

  29. Dra. Carmelita, bom dia! Li seu artigo e gostaria de, com o maior respeito, fazer algumas colocações a respeito do assunto que julgo pertinentes. Antes de mais nada, parabéns por abordar o fato com lucidez, embasamento e principalmente respeito.

    Em seu último parágrafo, a Dra. afirma que nós que defendemos a legalização, o fazemos por desconhecermos o sofrimento ocasionado pela maconha, por não temos membros em nossa família que sofrem por vício descontrolado de maconha. Psicólogos e demais profissionais da saúde conhecem bem a realidade dos dependentes e o sofrimento que têm por causa da dependência, bem como o sofrimento que causam à família por seus vícios, e quanto a isso eu estou de pleno acordo com a Dra. É questão de ética e profissionalismo alertar não apenas os pacientes, mas a todos, sobre os riscos de determinadas coisas.

    Porém, eu discordo da Dra. no que diz respeito à proibição. Ainda que faça mal, penso que isso por si não tem força suficiente para justificar uma proibição. Senão vejamos:

    Um indivíduo normal pode ir no shopping, em um sábado, comer um hambúrguer e tomar um grande copo de refrigerante. Isso não lhe fará obeso; ele não morrerá de infarto por causa disso, e ninguém dirá que ele esteja necessitando de tratamento por causa disso. Ele apenas está aproveitando de maneira saudável um dos prazeres da vida. Outro, porém, obeso mórbido, que tem obsessão por comida, esse já não é um indivíduo equilibrado. Ele precisa de tratamento, pois o vício dele (comida gordurosa) o está colocando em perigo das mais diversas doenças, prejudicando sua vida social e causando sofrimento à sua família. E, quando o infarto vier, não será incorreto dizer que o que matou o indivíduo foram os hambúrgueres.

    E os hambúrgueres são, obviamente, legalizados, ninguém em sã consciência pensa em proibí-los. O máximo que se faz é alertar alguém a comê-los sem exageros.

    Agora, vamos ao exemplo do álcool. A maioria das pessoas que eu conheço, bebem. Eu bebo. Pessoas normais vão a uma festa de vez em quando e bebem, ou não (não quero dizer que quem não bebe é anormal, não é isso). Ou assistem a um jogo, e tomam cerveja. Um indivíduo não-alcoólatra pode beber champanhe para comemorar a virada do ano. E, algumas vezes na vida ele pode ter se excedido e bebido além da conta. Passou mal, o dia seguinte foi péssimo, mas sobreviveu. Voltou à sua vida normal, à sua família, ao seu trabalho, e tudo mais. Trata-se de um indivíduo que não necessita de tratamento algum, e sua morte certamente não será por cirrose. Mas existem os indivíduos desequilibrados. Aqueles que bebem compulsivamente e tornam-se alcoólatras. Essa é uma situação que não se deseja a ninguém, tornar-se alcoólatra. Eu mesmo já presenciei um vizinho que morreu de cirrose, em condições deploráveis que poupo-te de descrever a cena, por que me foi na ocasião chocante. Eu preseciei todo o processo de declínio daquela pessoa e o sofrimento que a família dele passou, pois era grande amigo do filho dele. E o que o matou foi exatamente a bebida. Mas esse indivíduo é uma exceção. Ele é um caso de desequilíbrio. Ele precisava de um tratamento, que nunca teve. A maioria das pessoas que eu conheço bebem normalmente ao longo de suas vidas em diversas ocasiões, sem se tornarem alcoólatras e morrerem de cirrose como o contra-exemplo que citei.

    E o álcool segue quase que plenamente aceito aceito pela sociedade, com a única restrição de não dirigir sob seus efeitos. Deveria ser proibído, por causa de uma minoria que não sabe aproveitar os prazeres da vida sem deles abusar?

    Jogo de azar. Um indivíduo que, por ocasião da copa do mundo ou mesmo das rodadas finais do campeonato brasileiro, participa do bolão da empresa. Trata-se de um jogo de azar, mas ninguém imaginaria que esse indivíduo é um desequilibrado. Um outro, porém, que perdeu tudo no jogo, esse sim precisa de tratamento. Qual caso é mais comum?

    E alguns jogos seguem legalizados, outros não. A lei não segue nenhum critério objetivo para determinar qual pode e qual não pode; simplesmente sobrevive aquele jogo que tem poder, lobby suficiente no congresso. Não gostaria de digredir, mas será que a maconha é realmente proibida por que faz mal à saude ou por que tem mais gente que tenha interesse econômico (como a industria do petróleo ou do algodão) em sua proibição no congresso do que em sua liberação?

    E eu poderia citar um sem-número de exemplos desse tipo. Tudo o que, de alguma forma, pode proporcionar prazer, seja legal ou ilegal, coloca indivíduos desequilibrados sob o risco da dependência psicológica. Algumas coisas, além da dependência psicológica, podem causar dependência física, ou seja, a abstinência causa sintomas que se manifestam no corpo, e não apenas na mente. Algumas substâncias vão além e manifestam o conceito de fissura; mas me disperso.

    A minha questão é muito simples: se hambúrguer, álcool, jogo, cigarro pode, por quê maconha não pode?

    Pelo que observei, a Dra. segue uma postura coerente, pois se mostra favorável também à proibição do álcool e do tabaco. Porém, o argumento que fundamenta sua opinião, está de certa forma influenciados pela sua profissão.

    Ora, a Dra., sendo psicóloga, lida com pessoas que, de alguma forma, passam por uma situação de desequilíbrio, seja ele afetivo, emocional, ou qualquer um que esteja em sua área de trabalho. Profissionais de saúde, de modo geral, lidam com pessoas desequilibradas. Isso é óbvio, pois pessoas com equilíbrio mental e corporal não precisam da ajuda médica. Todos os casos de alcoolismo presenciados pelos profissionais de saúde são graves. Assim como todos de tabagismo, e de drogas. Se um profissional desse meio se esquece que está lidando com exceções e não com a regra, não é de se estranhar que tome uma posição fortemente contrária a essas substâncias.

    Mas o que acontece é que não são as coisas que fazem mal. O que faz mal é o desequilíbrio.

    Eu, por exemplo, não trabalho na área da saúde. As pessoas que eu vejo bebendo, em meu dia-a-dia, não são alcoólatras. Na faculdade e no colégio conheci muitos usuários de maconha, e o único que teve algum problema relacionado a isso foi um que, ainda adolescente, foi pego fumando e passou alguns meses na hoje extinta FEBEM. Danos à saúde? Doenças? Tragédias, violência ou algo do tipo relacionado à maconha? Nunca presenciei. Talvez exista. Dependência física? Até onde eu saiba, todos os usuários que eu conheço, que em algum momento decidiram abandonar a maconha, conseguiram sem nenhum problema. Coisa que não acontece, por exemplo, com o cigarro. A maioria dos fumantes simplesmente não consegue parar, e os que conseguem, têm que ser pessoas muito disciplinadas e com muita força de vontade, e ainda assim não conseguirão sem passar por um processo extremamente penoso e difícil. A julgar pelos ex-maconheiros que conheço, tal dificuldade simplesmente não existe com a maconha. Não estou aqui a dizer que maconha não cause dependência física, ou que sua dependência psíquica não seja forte. Não tenho autoridade no assunto suficiente para uma afirmação desse teor. Mas posso afirmar com certeza que, em minha experiência pessoal, os únicos problemas que a maconha causa a uma pessoa são de natureza jurídica.

    É bastante provável que quem trabalhe na área da saúde conheça muitos exemplos que contradigam minha idéia de usuário de maconha. Certamente eles verão os casos de verdadeiros dependentes químicos. Pessoas que sem a maconha não conseguem viver. São esses profissionais que lidam todo dia com pessoas desequilibradas, que usam drogas simplesmente para fugir da realidade, e abusam sem a menor consideração a si mesmos. É nesse grupo de pessoas em que realmente se aplica a teoria das “gateway drugs”. Pessoas que consomem o que o traficante tiver. Se não tiver maconha, vai crack mesmo. Qualquer coisa que o deixe doido serve.

    No mundo fora das clínicas de reabilitação não é exatamente essa a realidade. E o mundo fora das clínicas é a regra, e não a exceção. E não digo isso apenas por que sou um rapaz de classe média que sempre estudou em escolas de classe média. Eu, na verdade, sou originário da periferia e estudei tanto em escola pública quanto em particular. Conheço realidades socioeconômicas diferentes, e usuários em ambas as esferas. O que percebo é que bom senso é algo que independe da classe social, e somente quem não tem bom senso é que se permite tornar dependente de qualquer coisa.

    Assim, sou contra a proibição da maconha pelo mesmo motivo que sou contra a proibição dos hambúrgueres com refrigerante. Como a Dra., eu concordo que abuso é ruim. Abuso de qualquer coisa. Ser dependente de alguma substância é uma idéia extremamente idiota. Mesmo assim, desequilibrados devem ser tratados pelos profissionais de saude como a Dra., e não por policiais.

    Esta é minha opinião, mas também sei que não sou o dono da verdade. Contestações e até correções vindas da Dra. seriam muito bem vindas.

  30. Prestigío o seu trabalho.
    Foi execelente sua opnião sobre a relevância e o problema que causaria a legalização da maconha.Foi concerteza uma visão profissional.
    Se todos pensassem dessa maneira o mundo seria outro.
    Mas a mente ser é humana é algo relativo.

  31. Dra. Carmelita, bom dia! Amei o seu comentario e foi muito importamte para tirar minhas dúvidas e ter mais certeza de que a legalização só traria prejuízos muito grande a nossa sociedade já bastante sofrida,já ví muitas familias serem destruidas pelo uso de drogas, amaconha em sí pode não ser tão prejudicial mas ela é a porta de entrada para outras drogas e isso já é o bastante para ser CONTRA A LEGALIZAÇÃO DA MACONHA!!!! beijinhos Licristina?Barcarena-Pa

  32. Estou fazendo um trabalho sobre esse assunto na escola e minha sala foi dividida em dois grandes grupos para um debate (um grupo a favor e um contra).Claro que fui contra e concordo plenamente com o que você diz.
    ]contra a legalização da maconha]
    Seus comentários e os dos outros me ajudou muito!!!

  33. Ao invés da legalização da maconha, deveria haver a regulamentação. Se os argumentos usados por aqueles que são a favor da legalização são os benefícios médicos, então por que não tornar a maconha um medicamento como tantos outros, com tarja preta, que só poderia ser comprado com receita médica? O acesso ainda seria difícil e aqueles que precisariam da maconha para fins médicos conseguiriam comprá-la, mas aqueles que a usam de modo equivocado não conseguiriam.

  34. Estou fazendo um trabalho da escola sobre isso e seu argumento me ajudou muito, serviu como base para fundamentar minha ideias. Muito obrigado.

  35. Contra, no Brasil infelizmente, não se conseguem aplicar a legislação de forma coerente, muitas falhas, remendos e lentidão. Ora vejo crianças utilizando em praça pública, sendo algo proibido, imagine legalizado? O sistema é todo fragmentado e disléxico, educação, justiça e saúde.
    Já fui viciado em cigarro e toda a vez que via alguem fumando ou algum comercial, quando as existiam na epóca, acendia um. Opinão: quando algo invade o proxímo é de total egoísmo. Egoísmo não é somente material, mas também de espaço. Quando você fuma esta prejudicando o próximo, quando fala alto esta invadindo o próximo. Ninguém é obrigado a suportar fumaça de qualquer tipo de produto emitido por outros. O Brasil não consegue fiscalizar nem o que é fundamental !!
    Sempre vou correr em local público, não posso analisar o grupo somente pelo cheiro do produto, ” não há necessariamente correlação “, cada pessoa tem respostas diferentes a qualquer tipo de substância, o que faz de algo prejudial e a dosagem, diferença entre remédio/veneno… Não vou entrar em detalhes técnicos, cientifícos e social. Leio bastante e esses textos enormes pró legalização não fazem mudar de opinião.

    Quando algo invade o próximo é errado.

    No meu ponto de vista quando pessoas utlizam algo, que causam alterações comportamentais, devem estar cientes que caso cometam delito, será punido com agravo. Oras vemos, quantas pessoas sobre efeitos de alcool causarem tragedias irreversiveis e sairem impune !! vergonha !!

    Já ouvi todo o tipo de argumento absudo;
    Ex: o numero de pessoas com problemas com alcool é muito maior do que usuarios, é a mesma coisa que falar que há maior número de acidentes de veiculos terrestres do que de aéreos. Coloque a mesma proporção de veículos aéreos e o mesmo rigor em veículos terrestre pra ver o que vai dar, aí haverá parâmetro.

    Somos em 7 bi, com livre arbítrio, interesses diferentes, o bem deve ser alcançado no coletivo, todos saímos ganhando.

  36. Olá, gostei muito do texto.
    Participo de um Movimento nacional contra a liberação da maconha: a Caminhada Nacional contra a liberação da maconha, PELA VIDA. Porque, afinal, o povo PRECISA manifestar a sua voz, para que meia dúzia de políticos covardes não decidam por uma nação inteira. Usuários defendem a ligalização dessa droga alegando fins medicinais. Fins medicinais são de derivados da droga, o que não justifica o uso recreativo da mesma.

    http://www.pelavida.org

    E fica a pergunta: Você daria maconha aos seus filhos?

    Abraços,
    Mariana

    • Com certeza eu ofereceria um baseado a meu filho no lugar de um cigarro ou um gole de cerveja, e voce, ja deixou seu filho provar o alcool?

  37. Fumo maconha e nao penso em parar, me deixa bem, custa pouco, encontro facilmente um traficante em cada esquina e me vende mesmo se sou menor de idade. Ai tem o traficante que mata policiais para continuar com se negocio, a policia prende ou mata traficante para defender a sociedade inclusive eu “usuario”, mais morre tambem os inocente que estao no meio do fogo cruzado. Muito bom, vcs nao acham? Para q DESCRIMINALIZAR? Maconha nunca matou usuario nenhum no mundo por seu uso, porem morre os traficas, os policiais, e os inocentes, incrivelmentes sao justo eles q sao a favor dessa guerra contra as drogas. Nao quer descriminalizar, tudo bem, nao planto minha erva para meu consumo proprio, porque hoje isso ainda pode ser considerado um reato grave, muito melhor continuar comprando do traficante, que o risco para min usuario é bem menor.

  38. Sou totalmente contra a legalização. “Para fins medicinais” e o que dizem, mas querem usá-las para que?
    Se comprovar o uso de maconha para fins medicinais que seja vendida sob prescrição médica, e de preferência com retenção da receita.

    Parabéns pela sua posição e pelos belos argumentos.

    • Maconheiro na marcha leva tiro de borracha, mais para voces, os inocentes, os caretas, os policiais e traficantes ficam reservadas aquelas de chumbo mesmo, e depois choram como idiotas ao redor do querido familiar morto por essa guerra, mais se sao voces mesmos que querem essa guerra, para que chorar, é isso mesmo, violencia causa violencia, nao tem que chorar nao, tem que festejar pois o objetivo de voces foi alcançado, MAIS MORTE mais VIOLENCIA. E viva a lei brasileira e o povo ignorante

  39. Dra. gostei muito dos seu texto sobre a legalização da maconha,isso poderia ser divulgado da melhor maneira pra sociedade,fazendo nosso jovens refletir sobre vícios.

    • Fumo maconha e n penso em parar, custa pouco, encotro um trafica em cada esquina e a qualidade è sempre melhor. Ai tem o trafica q mata policia para mim “usuario” poder fumar e a policia q mata traficante para defender eu usuario, ate inocente morre por nos usuarios. Para q DESCRIMINALIZAR? Maconha nao mata usuario, se tem gente q se mata por nos que se FODA, sao eles mesmos q sao a favor dessa politica de guerra, para q ter dò desses caretas, puliça e trafica, esse idiotas q morram, e eu FUMO.

    • Obrigada. Cada um fazendo um pouco, podemos conseguir muito. Vc certamente tem muito com o quê contribuir… As drogas são realmente inimigas da Vida e a informação, aliada.
      Abraço

  40. Maconheiro na marcha leva tiro de borracha, mais para voces, os inocentes, os caretas, os policiais e traficantes ficam reservadas aquelas de chumbo mesmo, e depois choram como idiotas ao redor do querido familiar morto por essa guerra, mais se sao voces mesmos que querem essa guerra, para que chorar, é isso mesmo, violencia causa violencia, nao tem que chorar nao, tem que festejar pois o objetivo de voces foi alcançado, MAIS MORTE mais VIOLENCIA. E viva a lei brasileira e o povo ignorante

  41. Olá, curso o terceiro ano do ensino médio ainda, mas pretendo me formar em psicologia futuramente, encontrei seu blog e adorei, de verdade. Também faço curso técnico e, em uma das aulas de comunicação, a professora nos propôs um debate sobre a legalização da maconha. Gostaria de dizer que seu post me ajudou muito a me posicionar de forma mais clara, ou melhor, a me expressar de forma menos vaga; as informações dispostas com certeza enriqueceram ainda mais meus conhecimentos sobre o tema e certamente irão me ajudar na hora do debate. Gostei muito, parabéns!

  42. Que bom, Amanda. Obrigada pelo feedback positivo. Fico feliz em saber que pude colaborar e mais ainda com sua informação de que os educadores estão debatendo o assunto. A informação é uma poderosas armas contra essa coisa nefasta comumente chamada de droga. A coesão familiar, o suporte amoroso de pais, irmãos e parentes são outro aspecto de grande valia. Famílias bem estruturadas têm mais condições de proteger os menores contra as tentações das drogas – porque propiciam segurança, proteção, suporte afetivo e demais condições para o pleno e saudável desenvolvimento psicológico das crianças. Sem um vazio a ser preenchido, as drogas ficam sem espaço.
    Boa sorte na sua jornada escolar e profissional. Abraço

  43. Bom eu concordo plenamente com você. Tenho 16 anos e acho que se as drogas forem liberadas , o Brasil vai ficar pior do que já está .

  44. Olá Carmelita, como vai?
    Primeiramente gostaria de lhe parabenizar pela excelente profissional que é. O conteúdo do seu texto demonstra claramente isso.
    Sou de São Paulo e meu melhor amigo também é psicólogo.
    Admito que fumo maconha. Sei o que é a maconha, seus prós e contras, portanto, eu posso expressar meu veredito com total conhecimento de causa.
    Sou totalmente contra a legalização da maconha no Brasil!
    O que mais falta nesse país é informação e educação em TODAS AS FORMAS QUE A PALAVRA SE REFERE (não só aprender a ler e a escrever). Pouquíssimos conseguem ter “opinião própria formada sobre qualquer assunto”.
    As pessoas geralmente não entendem, não querem entender, nem aprender a entender ou saber entender.
    Esses adolescentes e abestalhados em geral nem ao menos sabem o que é política, para que então hastear a bandeira da maconha e fazer passeata para a legalização da mesma? Porque esse imbecis não se importam com coisas mais sérias e úteis como a corrupção no Brasil, a alta carga tributária ou a situação da saúde e educação neste país?
    Esses caras não sabem o quanto influenciam outros indivíduos a fumar maconha e terminar usando crack, acabando com o sossego de muitas famílias por ai.
    Filhinho de papai e maconheiro em geral não respeita a privacidade dos demais. Ao invés de usar maconha, assim como eu faço, dentro da minha casa, vão querer fumar no campus da USP, na rua, pracinha, escola, em repartições públicas ou simplesmente na frente de uma mãe carregando uma criança recém nascida no colo. Fazem até piquete na USP para que possam fumar seu “fininho” na frente de quem não curte.
    Se eles não conseguem exercer cidadania, ter respeito pelas outras pessoas, então, não terão consideração ou aprovação deste fumante que lhes escreve.
    Outro ponto, eles não fazem como eu faço, fumo um ou dois cigarros de maconha com meus dois únicos amigos em casa, a cada dois, três ou seis meses. São reféns da erva, querem fumar um fininho por dia ou até mais como fazem com o cigarro. Agora, como não respeitam a saúde, pode ser até mesmo a saúde psicológica de quem não quer ver seus filhos cruzando ao lado de uma galera usando erva, então jamais terão minha aprovação.
    Em uma ocasião especial, ainda quando era um adolescente “normopata”, não sabia bem o que era maconha. Fiz um charuto de uns 25 centímetros no mínimo, pois, não conseguia montar um fininho, e segui o conselho de uma famosa musica que dizia, “legalize já, legalize já que uma erva natural não pode te prejudicar”, fumei aquilo tudo compulsivamente sem dar uma pausa ou passar a bola para ninguém, até o final.
    Nessa época estava tomando uns medicamentos tarja vermelha, cujo rotulo, observei posteriormente enfatizava para não dirigir, não operar maquinários pesados e informava que poderia causar alucinações, etc. Bem, mas maconha segundo todos diziam, era uma erva natural. Ela me causava muita tosse e irritação forte na garganta, mas continuei mesmo assim.
    Só parei de fumar quando terminou o charuto, até ai já estava bem doidão.
    Resultado, pouco depois comecei a ficar muito mal, o efeito não parava de subir. Pouco depois tive uma das piores experiências da minha vida, uma Bad Trip das grandes, foi ai que entendi o sentimento dos caras que pegam o carro e aceleram acreditando serem perseguidos depois de cheirar muito pó. Foi muito feia a coisa, achava que estava morrendo porque parecia que uma artéria do meu coração havia se rompido e o sangue estava jorrando por todos os lados. Comecei a ter alucinações de perseguição, até mesmo me via cercado de um monte de cobras pelo caminho, detalhe odeio cobra. Posteriormente, comecei a me esconder em qualquer sombra que aparecia pela frente, quanto mais escura melhor. Sentia-me protegido das alucinações, mas não conseguia controlar, virou uma mania compulsiva, corria de sombra em sombra. Enfim, apaguei e só acordei de baixo de uma árvore meio escondida do mundo quando amanheceu o dia. Joguei umas cinco trouxinhas que sobraram na privada, dei descarga e só voltei há usar 15 anos depois quando já tinha mais noção das coisas.
    Então devo advertir, serão necessárias instruções sobre como usar maconha se for legalizada.
    Como não gosto que meu imposto seja muito mal empregado, como o é, não quero que seja legalizado, para que os políticos não encham o bolso deles cobrando 200% de imposto em cada fininho que eu adquirir na padaria. Posso ser usuário, mas não sou burro.
    Existem coisas boas na erva como comprovei atualmente. Já estive no paraíso, tive a melhor experiência de toda minha vida, mas devo advertir, não é para qualquer pessoa. Precisa ter boa auto-estima, estar de bem com a vida para que ela não vire um mecanismo para curar frustrações através da fuga da realidade e de todos os problemas pessoais. As pessoas não estão preparadas para experimentar essas sensações, que jamais deveriam ser compartilhadas em grupos. É preciso ter cuidado, pois, a sensação de tão boa, pode ser o caminho para a dependência de outras drogas mais pesadas.
    Legal é ter noção que grupo é grupo e amigos são raros.
    Além do mais, existem outras maneiras de experimentar boas sensações. Assistir a um filme no cinema, ficar ao lado de quem mais gostamos ou mesmo jogar truco acompanhado de algumas doses de cachaça e cerveja. Ficar alegre é bom, ficar bêbado já é demais, ficamos no meio termo em qualquer circunstância.
    Volto a salientar, as pessoas mal enxergam a realidade que lhes cerca, mal conseguem ter “consciência própria” ou “opinião própria”, mesmo porque, jamais aprenderam a cuidar da própria vida, precisando recorrer a astrólogos, cartomantes ou a nós psicólogos, mesmo porque quem tem verdadeiramente um amigo para dividir a realidade, não precisa necessáriamente de um psicólogo para contar seus segredos, e quem conhece a si mesmo, não precisa de cartomante para guiar o próprio destino.
    Amigo que é amigo, ao contrário do que se pensa, não te apóia em tudo o que faz, sabe lhe dar uma chamada quando necessário, não lhe critica, mas nem sempre te apóia. E o problema do grupinho é justamente esse, todos fazem as mesmas coisas. São pessoas aparentemente boas, te apóiam em praticamente tudo, mas quando suja a barra é cada um por si.
    Se me sinto bem sendo como sou, fumando meu fininho sossegado sem causar constrangimento ou transtorno a ninguém, porque então deveria hastear uma bandeira para a legalização da mesma? Porque precisaria ser reconhecido no meio da multidão e bater no meu peito dizendo ter orgulho de ser maconheiro?
    Seria talvez para obter aprovação de todas as pessoas que me cercam, ou daquele grupinho que reivindica poder fumar onde quer que se queira?
    Respeitar os outros, ou aqueles que não curtem é algo digno de louvor, ter consciência que fazendo apologia poderia causar danos terríveis a outras pessoas, optando viver escondido na clandestinidade como o faço é outra coisa digna.
    Indignos são os idiotas e débeis mentais que se importa apenas com o próprio umbigo,
    nunca com o bem estar dos outros. Por isso continue a ser essa pessoa humana e digna, se importando com as pessoas da mesma maneira que se importa com seus entes mais queridos!
    Se quiser um conselho, deixa de ser tão boazinha!
    Tem gente que não vai aprender enquanto não limpar privada ou pegar numa enxada, outros não aprenderão é nunca. As pessoas são cegas, estão cegas e não querem deixar de ser cegas, cabe a nós citarmos alternativas, e, cabe a elas resolverem seus problemas e determinar seu destino. Viver cego é viver bem. Enxergar a realidade significa estar fora do grupo, e, ele certamente cobra seu preço através da opressão e discriminação de quem enxerga verdadeiramente.
    Esse mundo é composto de inúmeras armadilhas, causadas pelo conceito e preconceito social e cultural, sendo uma delas deixar de lado todo qualquer tipo de sofrimento.
    Os indivíduos têm medo de sofrer, fazem de tudo para não sofrer ou evitar sofrer. Quando sofrem, alguns começam a aprender, abrem parcialmente seus olhos, e, começam a eliminar uns poucos entraves. Surge neste momento o coletivo, o modismo, e principalmente a família que apoiada pela religião, (que salva ao mesmo tempo em que destrói) e, por todo mecanismo social, a “resgatam” costurando seus olhos e chumbando-os para que não os abram nunca mais, salvando-a da individualidade própria, tornando-a novamente parte de todo um sistema.
    Não adianta cobrar ou convencer o leão para que fique bonzinho, e, em nome de Deus, não mate a gazelinha, dizendo para ele começar a se alimentar de capim. O mesmo vale para o cavalo, convencendo-o a comer carne. Nunca irá dar certo, no entanto, a religião acredita que pode dar certo tal coisa, propagando a insanidade para milhares de pessoas que são convencidas a acreditar nesse negócio, dizendo que Satanás possuiu os leões levando-os a matarem e se alimentarem da carne de gazelinhas lindas, inocentes, bobinhas e bonitinhas. Quem é o louco ou lunático por aclamação popular? Satanás é claro! Fazer o que? O diabo é culpado da insanidade alheia, assim como Deus, segundo minha tia foi culpado pela gravidez dela em um momento tão ruim de sua vida, nada é culpa dela claro, sempre assim!
    Citei isso, porque cabe a cada individuo se convencer que tal coisa é uma realidade. A insanidade se instala em muitos lugares, grupos e sociedades. A maioria cresce e se acostuma com o ambiente, transformando coisas terríveis e insensatas em rotina, em algo costumeiro. Veja o exemplo dos antigos romanos que empalavam suas vitimas, uma ao lado das outras a cada dois metros de distância, ao longo de quilômetros de estradas pelas quais passavam mulheres, crianças, comerciantes, estrangeiros, soldados enfim, todas as pessoas daquela sociedade. Hoje isso seria uma monstruosidade sem limites, mas naquela época era simplesmente “normal”.
    Existem realidades que os outros jamais irão observar sem antes vivenciar. Eles não cuidam de quem cuidamos, não ouvem o que ouvimos e observam aquilo que observamos todos os dias, neste caso, o modismo de determinados grupos se sobrepõe e confrontam-se com a nossa realidade (de simples psicólogos) que em geral não deixa de ser cega. A própria psicanálise é cega, assim como muitos psicólogos o são. A começar pelo psicanalista que pede para o paciente se deitar, pega o bloquinho e finge ouvir enquanto o coitado fala sem parar. Depois passa um monte de antidepressivos e calmantes para solucionar o problema do pobre coitado que muitas vezes precisa somente de um simples favor, ser ouvido atentamente! O profissional não vê o paciente, mas nem sequer olha na cara! O coitado é reduzido a apenas palavras, ele não tem gesto, não tem cara, não tem corpo, é alma penada! Quem é o louco e precisa de tratamento nessa história?
    Já deve ter assistido a uma palestra de psicanalistas. Os caras usam termos e palavras que são difíceis pra burro de se entender, mas todos eles fingem compreender perfeitamente o significado de cada uma delas, que muitas vezes, só ouviram falar uma única vez na vida! Chega a ser uma reunião de loucos que fingem ouvir e entender cada palavrinha dita.
    Quanto ao psicólogo, a maioria mal resolve os próprios problemas e acha que pode resolver o problema do paciente – não me interprete mal, querem resolver os problemas para o paciente, sendo que muitos pacientes necessitam mesmo é de autoridade. Precisam de uma bela “comida de rabo” para que acordem para a realidade, já que nunca aprenderam a guiar o próprio destino, sempre foram guiados pelos outros.
    Melhor eu exercê-la do que deixar para o horóscopo diário ou para a cartomante do fim de semana, que costumam estragar meus poucos proveitosos e preciosos minutos de terapia, se é que me entende.
    As pessoas em geral precisam de algum galho para se apoiar, para não cair, afinal, tem medo de se machucar e sofrer, no entanto, cair do galho não significa que irá se machucar, ainda mais quando o galho encontra-se a poucos centímetros do chão.
    Outros mais gananciosos transformam-no em drogado, refém da terapia do desabafo constante, tornando-se sanguessugas financeiras (assim como boa parte dos advogados).
    Então, a humanidade é cega e nosso mundo é tão cego quanto os outros, feliz de quem sabe disso.
    Beijos.

  45. UAW! Bravo! Perfeito, Luciano. Eu o vejo como uma pessoa muito lúcida, consciente, responsável, bem-informada, politicamente correta e uma infinidade de outras virtudes. É precisamente isso que tento fazer as pessoas entenderem. Não me oponho ao consumo responsável e consciente da maconha. Algumas pessoas têm capacidade para usá-la de forma proveitosa e inócua, mas é a minoria, da qual vc faz parte. Eu sou, sim, contra a apologia do consumo, as falácias, a defesa da legalização dela sem que se entendam as motivações escusas, sem a noção das consequências, sem o necessário preparo para o consumo dela e sem a compreensão do fato de que o comércio lícito vai ter como consequência a propagação do consumo – porque as pessoas sempre se movem pela lei do menor esforço. Agradeço seus esclarecimentos, seu depoimento valioso, sua crítica incontestavelmente construtiva. Eu estava há muito tempo esperando um comentário assim, tão contundente e tão valioso. Muito obrigada. Acredite: já fui até ameaçada, de modo velado, por email, alguém acobertado pelo anonimato (covardia) por me posicionar contra o uso de drogas neste blog. Nem por um instante me senti intimidada. Eu sempre soube que havia pessoas – como vc – com o mesmo entendimento que o meu acerca da questão. Um grande abraço.

  46. A maconha, assim como outras drogas tem sido uma das maiores formas de elavados índices de doentes; pessoas desequilibradas psicologicamente, assim como outras patologias causadas pelo seu uso, que em excesso, muitas vezes, induz ao usuário aos atos de violência, pois como já foi dito, somos diferentes em questões psíquicas, assim como fisiológicas. Sendo assim, as respostas desencadeadas pelo uso da maconha variam de pessoa para pessoa. Muitos podem não se deixar serem levados pelo vício. Já outros, utilizam quaisquer outros meios, ainda que prejudiquem a outros, para a satisfação do seu prazer. A legalização da maconha, vem, portanto, atingir um maior número de pessoas em sérias consequências prejudiciais e liberá-la, permite uma maior facilidade para que este grande contingente de pessoas sejam cada vez mais atingidas.
    Parabéns Doutora Carmelita pelas palavras inteligentes, coerentes, sem antes de tudo, desrespeitar o próximo. Também me ajudou muito para um debate deste tema, que será feito amanhã, na faculdade.

  47. Companheira,

    Você foi simplesmente brilhante, continue levantando essa bandeira. Estamos com você . mil abracos.

  48. Olá, parabéns pelo blog. É raro alguém sugerir um debate saudável entre as partes pró e contra legalização da cannabis.
    Primeiramente, gostaria de saber porque escolheu ser psicóloga se disse que “É que acho perigoso apoiar-se em dados estatísticos de estudos”. Isso na verdade é um tiro no pé, pois toda teoria é obtida através de estudos estatísticos. Senão, como poderia a psicologia avançar baseada apenas no estudo individualizado. Achei bem contraditório.

    Voltando…Assim como você, sou um profissional da saúde e vou contar pra ti a minha experiência e acrescentar apenas mais alguns ponto de vista, que ainda não foram abordados (não cheguei a ler tudo, mas acho que n foram) já que a maioria já foi dito e não pretendo repetir os mesmos argumentos(principalmente do João do 2º comentário).

    A minha experiência:
    A minha vida inteira cultivei um preconceito enorme em relação a maconha. Nada mais justo, já que nunca tive acesso a outro tipo de informação além da Escola e TV (assim como a maioria da população). O tempo passou, entrei em Biomedicina na Unesp de Botucatu e lá eu tive a disciplina de Neurobiologia, onde tive que fazer um seminário sobre drogas. Então, pesquisei muito, tive que ler muitos livros sobre substâncias psicotrópicas e depois de muto ler eu percebi o quanto de mentira tinham enfiado na minha cabeça e que o risco de experimentar um “baseado” era muito menor que a cerveja que meu pai me dava com 14 anos ou do cigarro que fumei passivamente a vida inteira.
    Só aí tive coragem de experimentar a tal da maconha.
    Mesmo com todos os dogmas a cerca dos usuários eu me formei normalmente (nunca tive DP), estou trabalhando e estou muito bem, obrigado.
    Agora eu pergunto, o jovem de classe baixa que não tem acesso a livros e informação real. Quando experimenta maconha e vê que não é tudo aquilo que diziam a vida inteira. O que ele irá pensar? Que tudo o que foi dito sobre drogas a ele é mentira. Já que a maconha é “diboa” e é ilegal, será que a cocaína, crack também não são?

    Educação:
    A única coisa que me deixa revoltado nesse tipo de debate é quando dizem “Pô, podiam estar brigando pela educação ou contra a corrupção, mas tão brigando pela Legalização da Maconha”. Isso é um enorme absurdo! Não é porque uma coisa está ruim que a outra tem que esperar pra melhorar. A democracia se faz em várias causas diferentes, basta ela buscar melhorar o país que já é uma causa válida.
    Além do tema estar diretamente ligada com a melhoria da educação, mesmo que num tema específico. Já que, se a maconha fosse legal, a educação teria que falar das drogas como elas realmente merecem. Num tom amplo, esclarecido e baseado no que a ciência nos permite afirmar.
    Para deixar mais claro o que quero dizer, gostaria que se colocasse na seguinte situação:
    Volte no seu tempo de escola, adolescência, colegial. Você teria coragem de perguntar a sua professora sobre a maconha? Acredito que jamais, eu não teria pelo menos. Poderiam acabar chamando meus pais, tomar advertência e provavelmente eles não me diriam a verdade. Assim como qualquer outra droga que eu perguntasse. Ou seja, saímos da escola sem saber o potencial de cada droga e portanto, permanecemos vulneráveis.
    Agora imagine se fosse legalizada, primeiramente os professores deveriam obrigatoriamente ensinar o assunto. Segundo, qualquer dúvida poderia ser sanada sem nenhum constrangimento para o aluno, pois realmente é um assunto delicado.

    Desafio:
    E acho que você como profissional da saúde, promotora do debate e por ser contra a legalização deveria experimentar uma vez e vir aqui com uma posição definitiva sobre o assunto. Eu e uma comunidade científica inteira te dá o aval para tal teste, a não ser que tenha histórico de Esquizofrenia na família.
    Se você depois disso ainda for contra a legalização eu retiro tudo o que eu disse e também me viro contra a legalização. Pois, pelo que li até agora, percebi que é um boa profissional, realmente preocupada com as pessoas e por isso a respeito muito. Caso contrário, ninguém teria perdido tempo para escrever tanto tentando te convencer. Aliás, você está a um passo de aceitar a verdade, como o João mesmo escreveu. Mas, se você insistir em não aceitar a ciência, então pode apagar todos os comentários e toda essa discussão saudável que foi feita aqui, pois não chegaremos a lugar nenhum.

    abraço

  49. Olá, Iberê. Agradeço sua participação, sua gentileza e seu cuidado em colocar seus pontos de vista. Veja, em nenhum momento nego a validade da ciência. Longe disso – lamento se dei a entender o contrário, por falta de habilidade comunicativa. Tampouco ignoro a importância da Estatística, inclusive para validar estudos científicos. Inclusive “estou” pesquisadora, em um projeto de mestrado acadêmico e vou usar escalas estatísticas. A minha ressalva foi em relação ao perigo de se ignorar a subjetividade. Isto é, quando se trata de questão subjetiva como os arrolados em dificuldades psicológicas pessoais, há que se levar em conta que a estatística trabalha com médias, com uniformização de resultados. E podemos cometer o erro de ignorar um resultado que fuja a isso, que seja totalmente idiossincrático. Então, generalizações, mesmo que apoiadas em estudos científicos ancorados pela Estatística, devem ser olhadas com cuidado. A pessoa deve ser vista sempre que possível como um ser único. Apenas nesse sentido a minha observação qto a dados estatísticos. Qto a experimentar a maconha, vc está certo, nunca experimentei, mas não descarto a possibilidade de um dia vir a fazer isso, como experimentação para fins de aprendizado – não como laser, pq para mim o “grande barato” é encarar a vida a seco – isso me parece incrivelmente desafiador e eu gosto disso. Lamento, mas no momento não posso aceitar seu desafio porque tenho outras prioridades. Mas agradeço a oferta de apoio e acolhimento. Quem sabe um dia…

    Há acima um depoimento longo de um rapaz, o Luciano, que se posicionou com muita lucidez e compreendeu bem porque me oponho à legalização e não ao uso consciente, responsável e comedido. Se puder leia. Se desejar, volte a escrever. Qdo eu tiver mais tempo, tentarei acrescentar outras observações ao seu comentários, todo ele arrazoado e pelo qual tenho respeito.

    Obrigada por visitar o blog e participar.
    Abraço

  50. A droga faz mal, e isso todo mundo sabe, pode ate ser usada para o bem (como na medicina, mais é outra historia e na minha opiniao nao vem ao caso), o importante mesmo é que a proibiçao de um ano mata muito, mais muito mais que todas as drogas juntas no decorrer desses ultimos 40 anos no brasil, é esse o ponto, se liberar, legalizar ou descriminalizar, claro que o aumento desse problema com as drogas pode aumentar, mais viciados e ate muito mais mortes por overdose, mais isso nao é nada comparado com a violencia entre policias vs traficante ou traficante vs traficante, para min uma vida é sempre uma vida, a vida de um drogado nao tem mais valor que a vida de um traficante ou policial. Prefiro ver um viciado morrendo do que outros 10 que morrem por essa guerra. Isso quer dizer limitar os danos. O resto é ESTORIA

    • O mal de quem quer defender a maconha é generalizar os problemas, “porque a alienação política, a violência, a corrupção,”. Já não acham que já temos muitos problemas para resolver, tantas pragas para ceifar as mentes e as vidas dos nossos próximos? Ainda querem que tudo piore com o uso de drogas que arrebata a mente da completa lucidez? A droga não abre a cuca não, mas sim a limita ao vício.

  51. Olá Carmelita.
    Primeiramente gostaria de lhe parabenizar pelo excelente trabalho e conclusão pelas construções utilizadas.
    Concordo com suas colocações e penso de maneira semelhante, retirando o fato de ser uma adolescente apenas, mas mesmo assim tenho certeza que o contato com debates e discussões me ajudam a formar minhas opiniões para o meu futuro.
    Sabendo de tudo o que se passa nesta louca sociedade e das formações que pessoas recebem para ter suas opiniões formadas, o contato com realidades diferentes, e vários contextos, venho expor minha opinião. Peço perdão por não saber me expressar de maneira mais clara.
    Se o Brasil fosse um país realmente preparado para tais transformações em uma ética tradicional que levamos, poderia abaixar minha cabeça e ter minha voz sufocada por qualquer ponto de vista, mas não são assim que as coisas ocorrem, quero também lutar pelo meu futuro, saber das decisões que serão tomadas agora para o ambiente que futuramente serei obrigada a viver. Não estamos realmente preparados para apoiar tais bases que países apoiaram. Se adotarmos os termos de legalização para uso medicinal, não deixará de ser uma droga, e quem nos garante que não irão burlar as regras estabelecidas para uso medicinal? E quem nos garante que os números e expectativas na Europa irão ser as mesma aqui no Brasil? E quem nos garante que isso não vá ser prejudicial? São pontos que podem ser debatidos, mas não podem ser previstos.
    Abraços

  52. Agradecemos sua participação, Débora. Continue sendo assim, uma pessoa engajada, ocupada com temas e preocupações sociais e desejando ampliar suas concepções, percepções e seu aprendizado. Parabéns. Abraço.

  53. Nao aguento mais ler essas cagadas, a verdade é so uma, e nao adianta rodar entorno, a GUERRA CONTRA AS DROGAS no Brasil matau e mata infinitamente mais que todas as drogas juntas desde o inicio da proibiçao, nao preciso falar mais nada, é muita burrice continuar falando mais se, e se…., e opiniao daqui e dali, é papo furado de brasileiro mesmo, teria que acabar com essa guerra e ponto final, mais como estamos no brasil, o pais mais violento e corrupto do mundo, ninguem quer esses comercio nao legalidade, o dinheiro sujo tem que continuar sujo, e o Brasil tambem.

    • Porque está tudo errado tem que liberar? Isso sim é papo furado,”molho verde”. Precisamos de uma sociedade bem lúcida para se converter e lutar contra todas as outras drogas que você citou.
      Quando você enxergar as coisas claramente terá menos dificuldade para expressar suas idéias, que aliás estão equivocadas, irmão.

  54. Genial: a primeira palavra que me veio à mente para definir o que acabei de ler aqui. Assim como várias pessoas acima, fui trazida a seu blog por motivações acadêmicas, e, inevitavelmente, acabei hipnotizada por suas colocações tão claras e pertinentes. Comungo plenamente com o prisma pelo qual a senhora estabelece suas considerações, e meu desejo agora é apenas esse; o de externar minha satisfação com toda informação a que tive acesso por meio deste blog. Preconceitos particulares atinentes aos profissionais da sua área caíram por terra a partir de hoje. Comentários espetaculares ! Gostei MUITO! Ganhastes uma fã Dra. Abraço.

  55. Olá Carmelita, eu concordo plenamente com seu ponto de vista, creio que você é realista e sente amor pelos próximo, eu não sou nenhuma doutora, mais sou de um país onde a moral e a educação na família ainda é valorizada e vejo que os índices de alcoólatras e drogados são inferiores ao Brasil, e por isso acredito que a midia e o fácil acesso consequente da legalização terá consequencias fatais para o nosso Brasil. Desculpa a ortografia mais sou latina não sei muito escrever em Português.

  56. Não podemos pensar de maneira egoísta, “…porque comigo é diferente, eu fumo qundo quero, fumo pouco, sei me controlar…”, pois o caso é que estaremos incentivando outras pessoas ao uso e elas podem ser muito fracas moral, orgânica, física e psicologicamente. Se faz mal para os outros, preferível é não se arriscar, como super-heróis, podendo ficar cego para os prejuízos, ou seja, um viciado.
    Existem vários perfis, zens, intelectuais, problemáticas, no universo da maconha, mas sinceramente vejo-as todas como pessoas muito suscetíveis, que tentam passar a impressão de donas de uma personalidade forte; mas como pode, se o apêgo pelo seu próprio ser está ausente?

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