Psicologia e Cuidados Paliativos

“Cabe sempre destacar que as ações da Psicologia em Cuidados Paliativos não se restringe ao paciente, mas devem incluir a família,  como parte da indivisível unidade de cuidados, mesmo que estes tenham que ser observados em sua especificidade. Além dessa unidade de cuidados, a Psicologia também se propõe a atuar junto à equipe multiprofissional, uma vez que esta necessita manter a homeostase nas suas relações e encontrar vias de comunicação que permitam a troca e o conhecimento, a partir de diferentes saberes.”

O trecho acima é do livro Cuidado Paliativo, editado pelo Cremesp, o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo, do artigo de Maria Helena Pereira Franco, que nesse mesmo livro escreveu também sobre o tema “Luto em Cuidados paliativos.

Trata-se de primorosa coletânea de artigos sobre cuidados paliativos envolvendo diferentes áreas da saúde. Além da Psicologia, há a análise sobre a relação entre esse tema e a Fisioterapia, a Nutrição, Farmácia, Odontologia, Enfermagem e Assistência Espiritual.

O primeiro capítulo da Parte 4 desse  fabuloso livro de 690 páginas explora o tema ESPIRITUALIDADE, MORTE E LUTO. Veja o seguinte trecho exemplar do valor dessa obra indispensável aos estudiosos de diferentes áreas do saber: “Ao lidar com questões espirituais de nossos pacientes devemos estar atentos às diversas formas de violência espiritual que podem ser cometidas por profissionais, familiares e sacerdotes. Segundo Purcell, o abuso espiritual é caracterizado pelo ato de fazer alguém acreditar numa punição de Deus ou na condenação eterna por ter falhado em alcançar uma vida adequada aos olhos de Deus. Existem diferentes intensidades e formas de abuso espiritual, algumas tão sutis que se encontram nos alicerces de nossa cultura judaico-cristã. (…) Impedir o paciente de expressar suas necessidades espirituais assim como o proselitismo são formas comuns de violência contra o paciente terminal.”

Eu, Carmelita,de modo particular  acrescento: “é violência contra todos os nossos pacientes”. Ninguém pode negar a dimensão religiosa e/ou espiritualista de seus pacientes só por ter a limitação intelectual de nada saber sobre religiosidade ou espiritualidade. Se meu paciente pode falar de uma experiência vivida durante o Carnaval, porque não vou acolher a experiência religiosa dele? Cabe ao psicólogo ampliar seus conhecimentos e estudar/vivenciar as diferentes religiosidades.

Sugiro a leitura completa da obra e para ampliar minha argumentação de que o livro é excelente, aconselho a clicar no link abaixo, onde pode-se ler o índice da obra e ter uma idéia mais ampliada do conteúdo.

Veja índice completo de CUIDADO PALIATIVO.

Postado por Carmelita Rodrigues

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