Amor bandido: Mulheres vítimas de violência

As mulheres demoram em média 10 anos para sair de uma relação violenta, segundo estatísticas mundiais. A informação é da acadêmica Noemí Díaz Marroquín, da Faculdade de Psicologia da Universidade Nacional Autônoma do  México (UNAM), durante a conferência “Prevención y atención psicológica en caso de violencia contra la mujer en pareja”. A pesquisadora afirmou que nessas situações de violência doméstica a mulher sofre isolamento, falta de apoio familiar e social, assim como institucional, de saúde e judicial.

Explicou que as mulheres não abandonam seus parceiros violentos, em situaçõs de amor banido, entre outras causas, pela dependência econômica, por medo do agressor, de perder os filhos, por minimizarem as ocorrências de agressão, terem sentimentos de vergonha e humilhação e por apresentarem baixa autoestima.

Díaz Marroquín disse que existe um contrato, às vezes em forma de documento, noutras vezes apenas tácito, de apoio, de carinho e lealdade, inclusive de não falar da violência fora de casa. “Se a mulher conseguir violar esse contrato já é um ganho, um passo a frente”, afirmou Diaz Marroquín.

Acrescentou que as mulheres que sofrem violência dentro de uma relação conjugal apresentam também sintomas de depressão e ansiedade, fobias, medo antecipado de maus tratos, transtorno do sono, hipervigilância, irritabilidade e embotamento emocional.

Todas essas informações são comprovadas na prática clínica, no atendimento a mulheres vitimizadas por seus parceiros. Foi o que pude constatar trabalhando com mulheres encaminhadas pela Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam).  Mas há um aspecto que posso acrescentar com base em minha experiência clínica pela abordagem analítica: algumas mulheres continuam presas a companheiros violentos, que as maltratam, mesmo sem haver dependência econômica. Isso porque há forças inconscientes envolvidas. Em alguns casos, as mulheres estão com complexos constelados, como o “Complexo de Salvadora”, ou o “Complexo Paterno”, entre outros. É preciso chegar a esses complexos, que mantêm essas mulheres fixadas em equívocos, e esvaziá-los, para que elas comecem a recuperar a saúde psicoemocional, reconstruam a autoestima e voltem a acreditar na possibilidade de ser feliz.

Postado por Carmelita Rodrigues.

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