Facilidade para pesquisas ou para a biopirataria?

Olha a falácia dos americanos: o jornal New York Times noticiou ontem (27.08) que as leis brasileiras estão desestimulando pesquisas biológicas no país. O jornal citou o caso do holandês Marc van Roosmalen,  condenado a 16 anos de prisão em Manaus, sob acusação de biopirataria. O jornal americano não diz que essa atividade rende cerca de 1,5 bilhão de dólares por ano; só perde para o tráfico de drogas e de armamentos. Falsos cientistas ou os mal-intencionados vêm aqui alegando interesse em pesquisar um sem número de coisas, mas usam a permissão para traficar nossos animais e nossas plantas. Depois desenvolvem remédios e outros produtos e patenteiam lá fora. E americano vem se queixar de nossas leis! Mais fácil do que já está pra eles usurparem nossas riquezas é impossível. A ONG Renctas  vem alertando para a biopirataria no Brasil há anos. Até sangue humano, de índios, eles traficam – não só os norte-americanos, mas também os holandeses,   suíços e alemães. O Ibama, justiça seja feita, tem bons profissionais de olho na questão, mas são poucos fiscais. Em 2004 eu entrevistei muita gente sobre esse tema; precisava escrever uma matéria para um jornal do DF e pude ver que o quadro é preocupante! Para se ter uma idéia, o remédio Capoten, por exemplo, foi desenvolvido a partir do veneno da jararaca. As pesquisas foram iniciadas no Brasil, mas concluídas por cientistas americanos. Hoje os brasileiros pagam royalties quando compram esse remédio importado. Quem se interessa pelo assunto pode ler parte da matéria – que não é de hoje, mas continua atualizada, na página Biopirataria. Planejo deixar essa página no blog por pouco tempo – por se diferenciar um pouco do resto do conteúdo.

Postado por Carmelita Rodrigues, em 28.08.07

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2 comentários sobre “Facilidade para pesquisas ou para a biopirataria?

  1. keria saber kal o papel do governo ?
    o que ele faz pra impedir a biopirataria?
    eu desejo muito esssas respostas.

  2. Carol, o Ibama tem um departamento de fiscalização com funcionários bem dedicados à defesa do meio ambiente e de modo especial a combater a biopirataria. Infelizmente, no entanto, o número desses servidores é pequeno. A sociedade precisa cobrar mais; governantes sem cobrança social são governantes inaptos, movidos pela lei do menor esforço.
    Um abraço, Carmelita

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