Quais são as condições de vida e saúde das mulheres?

O Ministério da Saúde respondeu essa pergunta ao lançar nesta segunda-feira (20.08) a publicação “Painel Temático Saúde da Mulher“. É uma compilação com informações úteis sobre a saúde das mulheres no Brasil. A publicação, de visual clean e leitura agradável, está disponível no Portal Saúde. Você pode acessar a publicação diretamente clicando AQUI. Veja alguns trechos do trabalho, que abrange vários aspectos e temas da saúde da mulher: Maternidade precoce “Entre 2000 e 2004, diminuiu em 19% o número médio de filhos de mães adolescentes,embora ainda seja preocupante. Em 2004 nasceram cerca de 3 milhões de crianças no Brasil, das quais 26.752 de mães entre 10 e 14 anos de idade. No mesmo ano, 7 em cada 100 adolescentes entre 15 e 19 anos de idade tornaram-se mães.Cresce o número de cesarianas no Brasil”Em todas as regiões, a taxa de cesariana está acima do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A cesariana é maior entre as mulheres com maior escolaridade.Em Brasília, por exemplo, no setor hospitalar privado, 80% dos partos são cesarianas.É possível que o grande aumento de nascimentos de bebês prematuros esteja associado ao crescimento do número de partos cesarianos desnecessários, realizados antes da hora. Um rigoroso estudo de base populacional, iniciado há mais de 25 anos, no Município de Pelotas, Rio Grande do Sul, observou que em 1982, a taxa de cesarianas era de 28% e a de crianças nascidas prematuras era de 6%. Em 2004, a taxa de cesarianas subiu para 43% e a de prematuridade alcançou 16%.”

A feminização da aids

“Em 1985, para cada 15 casos novos de aids em homens, contava-se uma mulher. Em 2005, são 10 mulheres para cada 15 homens com aids. A epidemia torna-se mais feminina, expressando a maior vulnerabilidade a que estão sujeitas as mulheres.

Nesse movimento, deve-se considerar a importante diminuição na incidência e mortalidade pela aids, importante vitória do SUS e das políticas públicas. Também é importante observar o deslocamento da epidemia: cada vez mais, ela vai dos centros urbanos para o interior do país, do Sul e Sudeste para o Norte e Nordeste, dos mais jovens para os mais velhos, dos brancos para os negros, dos mais ricos para os mais pobres, dos homo para os heterosexuais. Registre-se, ainda, a diminuição importante de casos entre trabalhadoras do sexo e usuários de drogas injetáveis, fruto de políticas avançadas e corajosas de prevenção e redução de danos, tais como trocas de seringa para usuários de drogas injetáveis.”

Violência contra a mulher

“Há muitas formas de violência contra a mulher. É muito freqüente a violência intrafamiliar ou doméstica, geralmente praticada por alguém da família (pai, mãe, filho, avô etc.) ou muito próximo (tio, sogro, genro, primo, amigo) ou, ainda, com vínculo afetivo (namorado, noivo, companheiro, ex-marido). As agressões domésticas incluem abuso físico, sexual e psicológico, negligência e abandono, entre outras.”

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