Síndrome de Burnout

A mídia parou de falar em Síndrome de Burnout, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) foi no embalo desse silêncio; pesquisadores que continuam trabalhando com o tema também andam quietos, mas o problema continua existindo, continua vitimando professores, psicólogos de determinadas áreas de atuação, médicos e policiais, entre outros profissionais. Para quem não sabe bem do que se trata, escrevi um pequeno resumo, com informações básicas.

O que é Síndrome de Burnout

O termo “síndrome” denomina agrupamento de sintomas de um ou mais distúrbio no funcionamento orgânico. Síndrome de Burnout é um tipo de estresse ocupacional que se manifesta com maior freqüência entre profissionais cuja atuação envolve relação constante e direta com outras pessoas, caso dos professores, médicos, enfermeiros, policiais e agentes penitenciários, entre outros.

O estresse comum é um esgotamento pessoal com interferência na vida do indivíduo sem, necessariamente, estar relacionado ao trabalho do indivíduo, o que o diferencia da síndrome de burnout, que envolve atitudes e condutas negativas em relação a usuários, clientes, organização e trabalho.

O termo burnout é uma composição de burn(queima) e out(exterior), sugerindo que a pessoa com esse tipo de estresse apresenta exaustão física e emocional, passando a apresentar comportamento agressivo e irritadiço. Essa síndrome caracteriza-se, também, por avaliação negativa de si mesmo, depressão, apatia e insensibilidade em relação a quase tudo e todos.

As pesquisas têm demonstrado que a burnout ocorre em trabalhadores altamente motivados, que reagem ao estresse laboral trabalhando ainda mais até entrar em colapso. Está relacionado ao que o trabalhador doa de si (o que investe no trabalho) e aquilo que recebe (reconhecimento de superiores e colegas, bons resultados no desempenho dos alunos, etc).

Esse distúrbio faz com que a pessoa perca o interesse pelas suas relações profissionais; é considerada uma reação à tensão emocional crônica gerada a partir do contato direto, excessivo e estressante com o trabalho. As coisas deixam de ter importância e, conseqüentemente, qualquer esforço pessoal fica parecendo inútil.

A síndrome de bournout é traiçoeira: o quadro evolui aos poucos e em intensidade variável. Como há a tendência em negá-la, é percebida primeiramente pelas pessoas que convivem com o paciente. Entre 5% a 10% dos casos o quadro adquire gravidade tal que se torna irreversível a menos que a pessoa deixe o trabalho que o afeta, situação mais comum no caso dos médicos.

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30 comentários sobre “Síndrome de Burnout

  1. Queria saber mais da sindrome de bournout, pois estou em tratamento psiquiatrico e me sinto ultimament a pior pessoa do mundo, fiquei assim após 2006 se agredida fisicamente pelo meu marido, depois disso nunca mais fui a mesma, tenho medo de tudo, choro por qualquer coisa que tenha que resolver, tomar decisões ou palavras dita a mim.
    Quero voltar a ser a mesma pessoa que era, confiante e dona de mim.

    • Carmelita
      Moro no Estadodo Rio de Janeiro e infelizmente esse tipo de atendimento(psicológico) na minha cidade é complicado, valeu por sua resposta.
      Coloquei uma meta em minha vida, que meu problema nãoé o mais importante, o que importa é minha busca por uma qualidade de vida suportável, e graças a Deus tenho superado meus medos e frustações.

  2. Oi, Denise!
    Pelo seu relato posso perceber que seu caso não tem relação com Síndrome do Bournout. Aconselho você a procurar um psicólogo tão logo isso seja possível; não sofra sozinha; essa experiência vivida por vc é realmente difícil de ser elaborada. Se vc morar no Distrito Federal, me ligue: 9972-6076; talvez eu possa atendê-la. Caso contrário, tente uma indicação no Conselho Regional de Psicologia da sua cidade (onde vc mora, a propósito?).
    Um abraço,
    Carmelita Rodrigues

  3. Olá Carmelita,
    Sou Mèdico e trabalho em Unidades de terapia intensiva. Tenho feito cerca de 70 a 90 horas semanais em plantões( incluindo 03 noturnos fixos). Sinto todos os sintomas descritos no site. Não consigo sequer estudar mais nem ver uma aula de umm congresso por exemplo sem me inquietar. Tento diminuir a carga horária mas como os convênios pagam muito mal esbarro na questão financeira e às vezes logistica( nem sempre consigo substitutos – pouca gente pratica terapia intendiva no DF). O que fazer num caso destes? Vejo inúmeros colegas com o mesmo problema..

  4. Oi, Paulo. Inicialmente peço desculpas pela demora em lhe responder.

    Em verdade, você faz parte de um grupo que disputa com os professores e os policiais a dianteira da maior incidência de Burnout.

    E, sendo bem objetiva, por desconhecer sua dinâmica psicoemocional e detalhes da sua rotina, não posso ir além do aconselhamento apoiado em padrões (ou generalizações).

    Sugiro, então, que você avalie a possibilidade de procurar um psiquiatra para que ele prescreva um ansiolítico (associado ou não a antidepressivo). O tratamento medicamentoso nesses casos é importante para regular, entre outros aspectos, a produção de neurotransmissores; para interromper um ciclo de prejuízos no equilíbrio homeostático e para viabilizar a continuidade da sua funcionalidade. MAS IMPORTANTE: tratamento apenas medicamentoso apresenta – na maioria dos casos – resultados altamente insatisfátórios, uma vez que a Síndrome de Burnout (ou estresse do trabalho) envolve aspectos comportamentais e de significação psicológica (sem falar na ativação de complexos psicológicos – algo difícil de lhe explicar superficialmente). Os remédios não “dão conta” dessas complexidades que integram o funcionamento da mente humana. Dessa forma, não pode ser qualquer psiquiatra: é bom que seja um com prática clínica orientada pela visão abrangente do conceito de saúde.

    Apesar da escassez de tempo ser uma constante na sua vida, se você desejar entender isso melhor podemos conversar pessoalmente. Terei prazer em recebê-lo na clínica onde atendo (no Sudoeste). Não vou lhe cobrar pela sessão – privilégio de quem vem a mim por intermédio do blog (minha “quitanda”, como diria Dona Canô).

    Outra sugestão – que funciona como paliativo para muitas pessoas – é fazer ioga.

    Em suma, não há uma fórmula pronta nem um caminho único para todos que sofram do transtorno. Em se tratando de funcionamento psicoemocional, a diretriz principal é a individualização.

    Meu telefone é o 9972-6076.
    Espero ter conseguido lhe ajudar de alguma forma.
    Um abraço,
    Carmelita

  5. Oi ,como está vç??Estou procurando informações sobre a sindrome de bournot,não sei ao certo mais acho que meu marido está sofrendo dessa doença e gostaria de poder ajudá-lo.Podemos te ligar??

  6. Sou fono, trabalho com crianças e adolescentes especiais, pobres e carentes,, em duas secretarias de educação(…). Desde novembro o meu clínico vem me pedindo para dar um tempo, pois apresentei episódios de arritmia, hipertensão e hipotensão, cansaço demasiado, crise de pânico ao falar em público (sou palestrante há anos) e etc. Agora, tive que parar mesmo pois tive uma crise de angina instável e ainda estou de repouso e fazendo exames. Porém, onde moro os profissionais ainda não têm esse olhar diferenciado. Estou procurando profissionais que me ajudem.

  7. Você não informou qual é sua cidade, mas desejo que vc encontre logo a ajuda que busca. Mesmo que não seja alguém especializado nessa dificuldade específica, um especialista em depressão poderá lhe ajudar, Nai. E se for necessário, leve para seu (sua) terapeuta o tema e sugira que ele (ela)pesquise sobre isso para atender melhor a sua demanda específica. Boa sorte! Um abraço,
    Carmelita

  8. Boa Noite ! Na verdade não é um comentário e sim um pedido. Estou fazendo um Tcc onde relataremos a falta da qualidade de vida no trabalho na Educação ( QVT ) e vi um artigo sobre esse assunto que sitou do distúrbio de Burnout , gostaria de saber se tem mais algum atigo ou até mesmo um livro que possa nos dá uma luz … Desde já agradeço a atenção dispensada . Tenha um ótimo final de semana.
    Innes

  9. Oi Carmelita … td bem? Já faz um tempo que desconfio que tenho a síndrome. Trabalho na área financeira e leciono no periodo noturno. Ultimamente tenho tido todos os sintomas, sensaçãode impotencia, crises de choro ao me levantar para trabalhar, não suporto a voz, cheiro e atitudes de colegas de trabalho, todas as vezes que me sento para trabalhar parece que estou sofrendo uma violência física, além de terríveis dores de cabeça, falta de ar, tremedeiras, insonia, desanimo e crescente vontade de desistir de tudo. Comecei a tomar o medicamento fluoxetina, mas é como se me sentisse pior, mais agitada e com ímpetos de fúria durante os quais poso fazer coisas que me deixarão em situação complicada. Moro em Minas, interior, voce poderia me indicar algu médico especializado? Aguardo retorno.

  10. Quais seriam as possiveis condutas como paciente com crise de bournot, e voltados para o paciente profissonal de enfermagem…Obrigado.

  11. Se entendi bem, você se refere a intervenções a serem adotadas em benefício de um (uma) enfermeiro (a) que sofra desse transtorno. Bom, os procedimentos variam de acordo com o caso. Não há condutas específicas para enfermeiros ou qualquer outro profissional especificamente.É necesário avaliar todo o quadro e o contexto, Reinaldo. Mas, via de regra, é aconselhável recorrer à psicoterpia para detectar causas concretas e subjacentes da síndrome, avaliar significações e possilidades de mudançãs e/ou adaptaçnecessárias.Somente após esses passos pode-se adotar esse ou aquele procedimento. Lamento se o decepciono com essa resposta, amigo, mas trata-se de assunto por demais complexo para se resolver com um simples conselho.
    Boa sorte,
    um abraço,
    Carmelita

  12. Boa Tarde Carmelita!
    Estou fazendo um trabalho sobre sindrome de burnout, e gostaria de saber qual site devo entrar para elaborar uma dinâmica.
    Pois gostaria de apresentar este trabalho para os profissionais, com quem trabalho mas tambem fazer esta dinâmica.
    Achei este assunto muito importante depois que foi apresentado na faculdade, queria saber mais coisas sobre o assunto.

    Desde de ja agradeço pela atenção, um abraço.

  13. BOA TARDE, MEU NAMORADO É ADVOGADOE TRABALHA EM UM ESCRITORIO ONDE A ROTINA DE TRABALHO É EXTREMAMENTE PUXADA, NAO TEM SABADO, DOMINGOS NEM FERIADO….NO INICIO ERA TUDO MARAVILHOSO O TRABALHO PARA ELE…DE UM TEMPO PARA CA SENTI ELE DESMOTIVADO, DESINTRESSADO, IRRITADO POR QQUER COISA,ESTRESS, ESGOTAMENO PESSOAL, DESINTERESSE POR TUDO, INSONIA, FORTES DORES DE CABEÇA E VISTA, JA NAO SE SENTE MAIS UM PROFISSIONAL RECONHECIDO E CAPACITADO QUE ELE É….SABE, ELE ACHA QUE NAO CONSEGUE MAIS NADA, QUE É O PIOR DE TODOS….E ISSO SABEMOS QUE NAO É…ACHO QUE ESSA JUNÇÃO DE FATORES E A COINCIDENCIA DOS SINTOMAS POSSO DIZER QUE ELE ESTA NO ESTAGIO UM POUCO AVANÇADO DA SINDROME DE BURNOUT, QUERO MUITO PODER AJUDA-LO, MAS PRECISO SABER MAIS SOBRE A DOENÇA, ISTO FAÇO ATRAVES DA INTERNET, SO SINTO FALTA QDO O ASSUNTO SE REFERE AO TRATAMENTO, QUAL LINHA DE TRATAMENTO DEVO SEGUIR, SE PROCURO TERAPEUTA, SE ENTRA REMEDIO….PRECISO DE SUA AJUDA…POR FAVOR….ME RESPONDA O MAIS BREVE POSSIVEL, A SITUAÇÃO QUE ELE ESTA CHEGA A DEIXA-LO DESMOTIVADO PARA TUDO.
    NO AGUARDO DE UM BREVE RETORNO
    MARIANA FERRARI

  14. Olá, Mariana!

    Bom, vou tentar responder suas perguntas, limitada às possibilidades de um espaço de interação como este.

    Na tentativa de restabelecer a homeostase, o organismo recorre a respostas adaptativas, entre elas o aumento da secreção de hormônios, como o cortisol e a adrenalina, e da produção de neurotransmissores (dopamina e norepinefrina). Assim, em alguns casos (seja pela duração do contexto estressante ou intensidade dos agentes estressores, seja pela vulnerabilidade do organismo – que varia de caso para caso), é necessário o uso de remédios para restabelecer a autorregulação orgânica. É aconselhável procurar um endocrinologista para que sejam realizados exames de medição de taxas hormonais. Pode ser necessário também o uso de ansiolíticos (a serem prescritos por um psiquiatra).

    Em qualquer dos casos é fundamental a realização de processo psicoterápico, seja para o enfrentamento de “perdas psicológicas” – aí incluído o rebaixamento da autoestima e sentimento de desadaptação ao mundo, entre tantas outras – seja para análise dos prováveis fatores psicoemocionais desencadeantes da fragilidade às situações estressoras. As sessões psicoterápicas vão ajuda-lo a rever metas profissionais e de vida, a “desconstruir” os condicionamentos psicológicos das situações de estresses já vividas, fortalecê-lo para novas situações de conflito (problemas, conflitos, dificuldades são fatos inevitáveis na vida humana), apóia-lo em decisões, reduzir a ansiedade, esvaziar complexos, enfim, o necessário suporte não apenas nos casos de burnout como em depressão, pânico e tantos outros desencadeados pelo estresse. Sugiro um processo psicoterápico de base analítica (de efeito duradouro e até curativo e não apenas paliativo), como a junguiana. A Gestalterapia e a Terapia Ericksoniana também funcionam nesses casos. As psicoterapias comportamentalistas (Behaviorismo e Cognitivo-comportamental), embora também sejam excelentes, são mais terapias de suporte e em alguns casos o efeito não é muito duradouro; mas tb servem. Na verdade, em vez de se preocupar tanto com a linha de atuação do terapeuta (ou a abordagem teórica de suporte), ele deve buscar a afinidade com o profissional. Em havendo um bom vínculo, o resultado será sempre favorável, obviamente que contando com a experiência e a competência do profissional.

    Você deve estar se perguntando: pode onde devemos começar? Respondo: por um (a) psicólogo (a); para que ambos (paciente e terapeuta) avaliem a possibilidade de resolver o problema sem remédios (mas nunca supondo que o uso desses é desnecessário sempre e/ou desaconselhável; nada disso: trabalhar com retaguarda médica é um caminho seguro e os avanços na medicina existem para nos beneficiar, desde que necessários).

    Para finalizar, embora isso possa parecer corporativismo (sem o ser, na verdade, creia-me) preciso afirmar que em burnout, depressão, pânico e tantos outros transtornos psicoafetivos NUNCA se deve resolver o problema apenas com remédios. É o aparente “caminho mais fácil”, mas de preço mais alto, o de uma contínua dependência de medicamentos, sem eliminar o problema na origem e, portanto, sem remissão completa dos sintomas.

    Espero ter lhe ajudado.

    Um abraço,
    Carmelita

  15. boa tarde!!!

    Minha esposa trabalhou numa empresa durante um ano e meio, na qual houve um certo acumulo de função por descaso dos diretores acabou ficando doente a ponto de nao ter condições de atender ao telefone, trabalhava sobre pressão e sem reconhecimento, no final deste período apresentou várias pertubações (problemas de saude) na qual o cardiologista e clinico geral constataram a doença sindrome de bournout, minha esposa ficou afastada por ordem médica por mais de 10 dias a mesma assim que retornou ao trabalho foi mandada embora sem justa causa. no proprio exame demissional o médico constatou que a funcionaria em questão encontrava-se num grau de hipertensão. o cardiologista sabendo da situação aconselhou que a mesma fosse atras de seus direitos, a empresa exigiu uma percia médica devido ao processo, pergunto ate o momento todas as estancia a causa foi dado como ganha faltando somente a avaliação do perito designado pelo juiz, qual critério esse perito ira utilizar na avaliação para caracterizar a sindrome de bournout, o próprio perito aconselhou a mesma a pesquisar sobre perguntas psquiatricas realizadas em pericias.

  16. Olá, Wagner.
    O instrumento mais usado para avaliar o burnout é o “Maslach Burnout Inventory” ou MBI. É um inventário, constituído por 22 itens, destinado a identificar o burnout em trabalhadores a partir de três aspectos fundamentais: exaustão emocional, despersonalização e realização pessoal no trabalho.

    Na Espanha, estão sendo elaborados diferentes instrumentos para avaliação do burnout, adaptados a profissões específicas. Assim, já existe o CBP ou “Questionário de Burnout para Professores”.

    Não posso afirmar se o juiz irá recorrer a esses instrumentos técnicos ou apenas entrevista.

    Talvez seja útil apresentar como parte integrante do processo judicial uma avaliação dessas. Procurem o Conselho Regional de Psicologia da cidade de vocês e peçam indicação de um profissional ou clínica de psicologia que use esse instrumento, o MBI.

    Boa sorte,
    Carmelita

  17. Lamentavelmente estou com essa sndrome.

    Estou em um processo da evoluo da doena desde 2006 e em 2008 deixei totalmente de trabalhar. No tenho planos de sade e nem pago seguros privados, estou totalmente desamparada. Deixei de advogar. No posso nem pensar em atender pessoas que venham com problemas pra eu resolver tecnicamente. Estudei por anos a fio e me tornei uma otima profissional. Hoje estou doente. S em pensar em advogar meu corao dispara e penso que vou morrer! lamentavel nem imaginada que essa sndrome existia, pensava que eu estava com depresso constante. O que fazer? Hoje sou separada e vivo de doao do meu ex marido que nem isso foi regularizado. Ele me ajuda por ajudar. So me resta ento me conscientizar e procurar uma ajuda. Aonde ?

  18. Estou a 9 meses afastada do trabalho, quando sofri uma crise de pânico aguda numa sala de reuniões da empresa, vinha me sentindo muito cansada, muito sono, muitos problemas digestivos, com grade irritabilidade, e grande insatisfação, tive afastamento pelo INSS, a empresa até já tentou me demitir mais o INSS, barrou, não sei mais o que fazer, pois não estou sentindo melhora, isso já está atingindo minha familia, me sinto sem disposição, não consigo realizar nada direito, parece que tudo que vou fazer, vai dar errado, e não vou conseguir sair do lugar. Por favor preciso de ajuda!

  19. Você precisa iniciar um tratamento sistemático, Joelma, começando por um ir a um psiquiatra, e ao AO MESMO TEMPO com num psicólogo.Com o tratametno medicamentoso e as sessões de psicoterapia em pouco tempo você começa a recuperar seu funcionamento normal. Os remédios são necessários para eliminar os sintomas, incluindo a ansiedade elevada. E sem psicoteraspia vc pode tomar remédio a vida toda e o problema vai permanecer. Não sei onde vc mora, se for em Brasília volte a me escrever que lhe indico bom psiquiatra e terapeuta … se vc não quiser fazer comigo. Cuide-se, moça: há muita vida ainda pela frente; queira que essa vida seja boa e faça a sua parte.
    Abraço,
    Carmelita

    • Carmelita, gostaria muito de fazer psicoterapia, mais faço parte da classe baixa, sou do interior e não tenho condições financeiras para isso, estou desesperada, tenho 02 filhos, meu marido tem me ajudado muito e assim mesmo sinto que estou remando quanto a maré, estou fazendo tratamento com psiquiatra, mas ainda não está sendo suficiente, estou cada vez me sentindo mais fragilizada…

    • Sou de Capão Bonito – São Paulo, hoje fui fazer perícia e novamente fui injustiçada, pois o próprio, períto do INSS, admitiu que sofri Síndrome de burnout, mas que estar afastada pelo INSS, não resolveria o meu problema, que eu tenho que enfrentar o problema e me desligar da Empresa. Mas não é tão simples assim, o tratamento que faço é pelo convênio da Empresa, preciso comprar os medicamento que não são baratos, trabalho no ramo de RH há 10 anos e nunca imaginei que chegaria nesta situação.

      • Joelma*, * S consegui descobrir um contato de psicloga em Capo Bonito: Daniela Vicente T Bezerra – Avenida Placido Batista da Silveira, 180 – Centro de C. Bonito. No encontrei telefone. Pensei que talvez fosse bom vc conversar com ela e pedir uma indicao de atendimento psicoterpico gratuito ou de preo mais em conta. O que acha? A sua situao mesmo delicada e imagino suas dificuldades. Apesar disso convm no desanimar, nem se sentir “coitadinha”. O frio vem conforme o cobertor. Acredite: se vc est nessa situao pq tem suporte para resolv-la, para contornar e sseguir em frente. As leis da Vida so sbias. Se vc acha que consegue voltar ao trabalho, tente esse caminho, alegando que far terapia, que precisa do convnio mdico, etc.

        Outra possibilidade vc buscar ajuda com um bom homeopata. Essa tcnica tb trabalha questes sutis e talvez ele possa lhe indicar um (a) terapeuta. Na net encontrei o contato do mdico Dorival Melo: Rua Quintino Bocaiuva 361, Centro de Capo Bonito. Tel.: (15) 3542-3173. Ele atende pelos convnios Golden Cross e Sul Amrica Sade. Se o seu no for nenhum desses, certamente ele pode lhe cobrar um valor que chamaos “preo de convnio” – ou seja: o mesmo que ele recebe das operadoras (bem baixo!). Converse. Persista. Algo de bom voc vai conseguir.

        Lamento no poder lhe ajudar mais a distncia.

        Boa sorte, abrao,

  20. Eu é que agradeço, vou procurar Daniela Vicente, quanto ao homeopata, realmente se tratava de um ótimo profissional, que infelizmente nós deixou há alguns anos.
    Obrigada assim mesmo!

  21. Republicou isso em Psicopauta e comentado:

    Republico este texto de 207 porque o problema continua existindo e recebendo pouca atenção. São muitas as pessoas que trabalham adoecidas, agravando dia a dia uma alteração que rouba o sentido de viver.

  22. Olá
    Meu nome é Rosana e fui diagnosticada com a síndrome de burnout. Sou professora e tive que me afastar do trabalho.Faço tratamento psiquiátrico e psicoterápico.Gostaria de saber se há alguma linha da psicologia mais indicada para o tratamento da síndrome?

    • Não, Rosana. Qualquer bom profissional da psicologia clínica sabe manejar essa queixa, inclusive de qualquer abordagem. Basta ter formação e experiência em clínica – e não apenas ser graduado. Boa sorte! 🙂

  23. Olá. Obrigada pela resposta!!! Gostaria de saber se existe cura para a síndrome e se o tratamento é demorado? Estou em tratamento há 3 anos, me sinto melhor , mas ainda não consegui me restabelecer totalmente.

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