ABUSO DE PODER

ABUSO DE PODER NA PSICOTERAPIA e na medicina, serviço social, sacerdócio e magistério

Autor: Adolf Guggenbühl-Craig Editora Paulus – São Paulo, 2004.

O tema central do livro é o mal que involuntariamente o analista ou psicoterapeuta pode fazer ao paciente quando se propõe a ajudá-lo, o que atinge também o padre, médico, assistente social, professores e outros “profissionais de ajuda”. Por trás da intenção filantrópica, das ações generosas ou de doação aos outros pode estar oculta a sombra de poder (do psicoterapeuta e dos demais profissionais), a ânsia de poder disfarçada de humanismo. O livro é considerado um clássico da literatura junguiana por mostrar com clareza a força que o arquétipo Sombra tem sobre as pessoas, de modo particular os “ajudadores”. A sombra profissional do psicoterapeuta que pretende ajudar seus pacientes é o charlatão, aquele que trabalha não para seus pacientes, mas para si próprio. A resistência do paciente incentiva o charlatanismo no psicoterapeuta, estabelecendo uma aliança com a sombra do psicoterapeuta. Quando essas duas forças se constelam, o processo terapêutico passa a ser destrutivo. O psicoterapeuta está mais sujeito à sombra arquetípica do que os outros; isso significa que a análise está condenada ao fracasso? Não, mas será preciso ler o livro para entender o que o autor propõe como saída ou defesa para os perigos dessa profissão.

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