A fibromialgia e a enxaqueca podem ser eliminadas com a correção da oclusão dentária. A afirmação é do cirurgião-dentista Rafael Abate, de Brasília, que estuda a relação entre oclusão dos dentes e dores musculares há vinte e cinco anos.

 

A explicação, de forma reduzida, é a seguinte: a fibromialgia decorre da fadiga e contração muscular e surge a partir do desequilíbrio na mordedura ou mesmo nos momentos de “descanso” dos dentes. Esse desequilíbrio, chamado de má oclusão dentária, altera e sobrecarrega a atividade dos nervos em alguns pontos. Ocorre, então, o acúmulo do ácido láctico e de outros produtos tóxicos no corpo. Essa “reação de defesa” do organismo ou tentativa de compensação do desequilíbrio, dificulta a circulação sanguínea e a drenagem linfática, causando dores (algias) nos músculos e tendões.

 

Além das dores, a fibromilagia pode provocar também depressão: a produção de serotonina e de outros neurotransmissores é reduzida, aumentando a sensibilidade a estímulos dolorosos e diminuindo a sensação de bem-estar geral.

 

Após sucessivas crises de fibromialgia a pessoa acumula muitas perdas psicológicas que devem ser avaliadas e corrigidas, paralelamente ou após a correção do problema da arcada dentária. Entre essas perdas pode-se incluir um rebaixamento cronificado da autoestima, condicionamentos e generalização de reações defensivas.

 

O site do dentista contém um artigo com explicações ampliadas dessa relação entre fibromilagia, enxaqueca e outros transtornos e a oclusão dentária. Os resultados das observações e estudos feitos por ele ao longo de 25 anos serão apresentadas no 9º Congresso de Stress da ISMA-BR e 11º Fórum Internacional de Qualidade de Vida no Trabalho (23 a 25 de junho de 2009), em Porto Alegre (RS).

 

Você já ouviu ou leu algo sobre “cuidados paliativos” e “hospice”? Matéria de um jornal de circulação interna da União Social Camiliana, uma rede com atuação na área de educação e saúde, chamou minha atenção para o tema, sobre o qual resolvi postar algo. A expressão cuidados paliativos por vezes é confundida com indução à morte e até eutanásia por suspensão de medicação. Mas refere-se, na verdade, a cuidados com pacientes com doenças em estágio terminal e sem possibilidade de cura. Na explicação de Leo Pessini, padre e professor da União Camiliana, os cuidados paliativos não abreviam a vida da pessoa, “apenas aceitam que a morte natural é uma dimensão do processo de viver. Também não é suspensão do tratamento, apenas daqueles considerados mais fúteis, que somente prolongariam o sofrimento da pessoa”.Em 1990 a Organização Mundial da Saúde definiu Cuidados Paliativos como sendo “o cuidado ativo total de pacientes cuja doença não responde mais ao tratamento curativo. Controle da dor e de outros sintomas e problemas de ordem psicológica, social e espiritual são prioritários. O objetivo dos Cuidados Paliativos é proporcionar a melhor qualidade de vida para os pacientes e seus familiares”.O termo “hospice” aparece associado ao conceito de “cuidado”, no sentido de filosofia do cuidar de pacientes portadores de doenças crônico degenerativas ou em situações de expectativa de vida diminuída.Encontrei um interessante artigo sobre esse tema, escrito por Leo Pessini, Doutor em Teologia Moral/Bioética e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Bioética no site PRÁTICA HOSPITALAR . Leia o artigo AQUI.

Postado por Carmelita Rodrigues, 11.09.07