Estava pesquisando sobre os efeitos do óleo de fígado de bacalhau e descobri que ele é útil no combate à depressão! O médico Alexandre Feldman, clínico geral especializado em cefaléias, explica que esse benefício ocorre devido ao fato de a vitamina D influenciar a absorsão de magnésio e zinco. Níveis adequados desses sais minerais no cérebro são fundamentais para a produção e o bom funcionamento de neurotransmisores. Segundo Feldman, doenças como a enxaqueca, depressão, ansiedade, pânico, fibromialgia e déficit de atenção têm como base o mau funcionamento na neurotransmissão.

O médico explica que a vitamina D regula uma enzima chamada tirosina hidroxilase, necessária para a produção de neurotransmissores como a dopamina, adrenalina e noradrenalina. Ele diz que o desequilíbrio desses neurotransmissores está associado â enxaqueca e depressão, entre outras doenças.

A médica nutróloga Keila Rachel de Azevedo, especialista em medicina ortomolecular, enumera outras propriedades do óleo de fígado de bacalhau: “Por ser um óleo medicinal, ele deve ser ingerido diariamente, pois proporciona maior renovação de pele e mucosas, proteção cardiovascular, reforço do sistema imunológico, ajuda na formação e fortalecimento de ossos, pele, unhas e cabelos e na melhora da resposta visual e da lubrificação ocular. Ele ainda ajuda na formação de colágeno, atua como antioxidante e promove os benefícios da medicina antienvelhecimento”, afirma a médica.

Mais benefícios: segundo o médico Luis Fernando Correia, o óleo de fígado de bacalhau, rico em ácidos graxos e ômega-3, aumenta os níveis de ‘colesterol bom’ e diminui gorduras e triglicérides.

Mas atenção: para garantir a boa saúde dos ossos, ao tomar o óleo de fígado de bacalhau deve-se ingerir boa dosagem de cálcio. Não faz bem aos ossos ingerir vitamina D sem cálcio suficiente. É o conselho do médico Feldman, que sugere como fonte de cálcio o iogurte natural integral.

A depressão parece ser um produto dos séculos XX e XXI. A instabilidade e as incertezas próprias da pós-modernidade estariam entre as prováveis causas. A falta de segurança, a instabilidade nos empregos e nas relações afetivas ou em outras esferas da vida dão a sensação, consciente ou não, de que tudo é muito instável e passageiro. E a insegurança nos leva a buscar refúgio em nosso próprio interior.

 

A cobrança permanente por marcas externas de “sucesso” (a qualquer custo!) intensifica a ansiedade e angústia das pessoas. Essa cobrança incide com muita força sobre o sujeito. Assim, a dificuldade ou mesmo incapacidade de adaptação ao mundo atual pode estar por trás da grande incidência de depressão. Com medo e sentindo-se insegura, inconscientemente a pessoa só enxerga como saída recolher-se no interior, “entrar em si.”

 

A reação depressiva é algo normal, principalmente em casos de perdas. Normal e até necessária, já que precisamos fazer reflexões, movimentos de auto-conhecimento. Anormal é permanecer em depressão. “É preciso entrar para buscar a riqueza do interior, mas em seguida deve-se subir à superfície para usufruir da riqueza descoberta”. São palavras de um alquimista.  

 

Na visão de alguns pesquisadores, a depressão decorre do fato de estarmos nos nutrindo mal (nutrição espiritual); de não estarmos encontrando tempo para o sagrado; de estamos desrespeitando a necessidade natural do ser humano de se conectar com o divino, com valores ancestrais.

  

Postado por Carmelita Rodrigues, em 31.10.08

 

Algumas pessoas entram em processo depressivo após ser submetidas a situações de grande estresse. Outras, mesmo passando por situações idênticas resistem sem alterações duradouras no estado de humor. Sem entrar na análise profunda das diferentes causas da depressão, pode-se afirmar que uma pessoa submetida à situação de estresse (profissional ou emocional) e que tolera melhor as circunstâncias opressoras, vencendo a “crise” sem lesões severas é um indivíduo resiliente. Entre muitas conceituações para o termo, pode-se explicar a resiliência como sendo o equilíbrio entre tensão e habilidade de lutar além do aprendizado adquirido até o momento de se deparar  com graves obstáculos e sofrimentos. O indivíduo sem resiliência é como um ser de vidro, que se quebra ao ser submetido a pressões e situações estressantes. Em outra comparação, semelhante a uma bexiga de borracha, que suporta ser enchida de ar e após ser esvaziada volta à forma anterior, uma pessoa resiliente resiste a pressões sem “estourar”.  Dicas para aumentar a capacidade de resiliência. Mentalizar seu projeto de vida, mesmo que não possa ser colocado em prática   imediatamente. “Focar” em um propósito específico reduz o sentimento de vitimização;. Aprender e adotar métodos práticos de relaxamento e meditação;. Praticar esporte para aumentar o ânimo e a disposição física e mental; os exercícios   aumentam a produção de endorfinas e testosteronas que, consequentemente,    proporcionam sensação de bem-estar;. Aproveitar parte do tempo para ampliar os conhecimentos, pois isso aumenta a   autoconfiança;. Transformar-se em um otimista incurável, visualizando sempre um futuro bom;. Assumir riscos (ter coragem);. Tornar-se um “sobrevivente” repleto de recursos no mercado profissional;. Separar bem quem você é e o que faz;. Usar a criatividade para quebrar a rotina;. Examinar e refletir sobre sua relação com o dinheiro;. Permitir-se sentir dor, recuar e, às vezes, enfraquecer, para em seguida retornar ao    estado original.   * Dicas do Dr. Alberto D’Auria, ginecologista e superintendente de Saúde Ocupacional do     Hospital e Maternidade São Luiz.  

Hoje é o dia das notícias relacionadas à UnB. Então vamos a mais uma. Um estudo comprovou o que já vinha sendo percebido pelos profissionais de saúde:pessoas que sofrem de depressão têm maior predisposição para o excesso de peso. Os efeitos colaterais dos antidepressivos e características como a inatividade física e a compulsão alimentar podem ser as causas disso. Essa constatação foi obtida por um estudo da Universidade de Brasília (UnB), feita com 300 indivíduos portadores da doença. A maioria deles (62%) estava acima do peso. Desses, 34% apresentavam sobrepeso (Índice de Massa Corporal entre 25 e 30)  e 28% tinham obesidade (IMC está acima de 30). O estudo foi realizado pela nutricionista Helicínia Peixoto. Ela avalia que a depressão interfere diretamente no estado nutricional do paciente, tanto para provocar perda de peso quanto obesidade. Mas a tendência maior é para o sobrepeso porque alguns antidepressivos estimulam o apetite e a própria depressão leva ao sedentarismo. Uma notícia completa sobre esta pesquisa está publicada no Banco de Pautas da UnB.