Livros


 

Um livro para nos ajudar a pensar e compreender a dinâmica de duas polaridades humanas: o arquétipo da eterna criança (Puer) e a do velho (Senex). Não faz muito tempo, a cultura ocidental desprezava a infância e a juventude, superestimando a fase adulta e as supostas virtudes da velhice. Mudou o sistema político-econômico, o capitalismo ganhou força e expansão (com o efeito colateral dele, o consumismo exacerbado) e o eixo de valorização mudou também: passou a ter apreço maior o novo, o jovem e a potencialidade produtiva (ou consumista) dessa fase. O livro Puer-Senex – Dinâmicas Relacionais, lançado pelo Instituto Junguiano do Rio Grande do Sul (IJRS), aborda essa temática, analisando os reflexos das duas posturas extremistas. A seguir, a resenha da própria autora, Dulcinéa da Mata Ribeiro Monteiro: 

“Vivências do tempo-puer e do tempo-senex acontecem ao longo de toda nossa vida, sem se circunscreverem a alguma idade específica. A tessitura destes fios psicológicos e arquetípicos – Puer e Senex – plasmam significados que nos desenvolvem e nos alimentam criativamente nas mais diferentes situações existenciais. Podemos, numa análise da cultura atual, dizer que saímos de uma época de dominância dos aspectos negativos do Senex: rigidez, autoritarismo e caímos na outra polaridade, o cultivo exacerbado dos valores do Puer: eterna juventude e beleza física, falta de limites e de autoridade, pressa, hedonismo entre outros. Toda unilateralidade é um sinal de barbárie, afirma Jung, e a atual Sociedade do Espetáculo o confirma. Daí a necessidade de resgatarmos o significado arquetípico do Senex. Nosso objetivo neste volume é ampliar o horizonte de compreensão deste eixo relacional tão vital no desenvolvimento psicológico nas várias situações e fases da vida por nos colocar no eterno ciclo das mudanças e aprendizagens que o nosso peregrinar neste tempo-vida exige que façamos, e sempre. Assim, nos descobrimos na delícia e na dor do nosso processo de individuação ou de descoberta e atualização de nossas potencialidades no apelo para o nosso Self.”

 

 

 

 

A palavra gentileza deu origem ao termo inglês gentleman, que
significa cavalheiro, homem gentil. É também a raiz da noção latina da palavra gentilis (aquele que pertence a uma família). Portanto, ser gentil é algo que surge de um movimento interno, da predisposição para o bem, reforçada pela influência externa, em geral da família. Ser gentil depende do conhecimento, da boa educação que promova uma constante transformação interior; mas também se manifesta como impulso natural e espontâneo de pessoas simples, generosas e sábias. Viver em grupo, co-habitar espaços exige docilidade da alma, exige boa vontade,
gentilezas. As pessoas gentis, ainda que não percebam isso, demonstram preocupação com a felicidade do outro, anseiam por um ambiente coletivo de bem-estar. A gentileza está por trás do grande ensinamento de Jesus Cristo, presente também em outras grandes expressões filosóficas de inspiração divina: “não faça ao outro o que não gostaria que lhe fizessem” ou, em outras palavras: faça aos outros o que desejar que seja feito a você. “Gentileza” é também o título do livro  de Gabriel  Chalita. Na descrição da editora Gente, o livro “é um convite para que a poesia das palavras se transforme na poesia da ação.” O próprio autor comenta sua obra na seguinte descrição: ”Foi pensando na importância da delicadeza nos relacionamentos e em como essa postura estimula o bem-viver e a felicidade entre as pessoas que escrevi o livro Gentileza.”
Postado por Carmelita Rodrigues, em 29.06.08

Um trabalho voltado para as necessidades dos profissionais e clientes de psicoterapias; instrumento para a compreensão dos conceitos e orientações sobre a prática, clínica ou em outros espaços, da Gestalt-terapia; ferramenta para pesquisadores. VADE-MÉCUM DE GESTALT-TERAPIA, Conceitos Básicos é tudo isso. E é bem mais do que isso, além de ser mais um precioso esforço de Jorge Ponciano para tornar a abordagem gestáltica e a Gestalt-terapia compreendidas, conhecidas, corretamente utilizadas e reconhecidas em todas as suas complexidades e, paradoxalmente, simplicidade. O livro aprofunda a compreensão dos conceitos e faz paralelos com o uso prático deles, funcionando como instrumento de trabalho imprescindível. Temos no Brasil poucas obras de autores brasileiros dedicadas a clarificar a compreensão da abordagem gestáltica e enriquecimento da psicologia humanista; dos poucos existentes, a maioria é de Ponciano, que conhece bem essa demanda e faz mais um esforço para preencher a lacuna. A linguagem metafórica amplia a possibilidade de compreensão, respeitando os potenciais e bagagens intelecto-psicoemocionais de cada leitor, sobretudo no momento de relacionar teoria e prática clínica. Veja como os 28 conceitos foram abordados no livro lendo trechos de três deles:

Auto-regulação organísmica: “O instrumento de manutenção da vida é a auto-regulação do organismo no mundo e a partir dele. Por intermédio dos comportamentos moleculares e molares, cada ser se auto-regula conforme a necessidade do próprio organismo, aqui e agora. (…) Sem tergiversar, o corpo apresenta aquilo que precisa para um funcionamento adequado e um equilíbrio estável; entretanto, estamos acostumados a ver nossos corpos desrespeitados ou a desrespeitá-los, obrigando-os a funcionar com sobrecarga física, emocional e espiritual. (…) Somos biopsicossocioespirituais e auto-regular-se é não perder a perspectiva dessa quádrupla dimensão humana. Cada uma dessas dimensões tem necessidades próprias que, embora juntas, formam um sistema auto-regulador que distribui os diversos apelos ou necessidades organísmicas, de tal modo que num comportamento vicário, organicamente inteligente, o sistema mais saudável tenta satisfazer um menos saudável, para que o organismo, como um todo, possa funcionar a contento. É o que chamamos função holísitica dos sistemas. Temos de recordar que, às vezes, a própria doença é uma forma precária de auto-regulação e também o caminho que o organismo encontrou para se proteger de um mal maior.” Pág. 56-57.

Awareness: “O estar consciente de que se está consciente, não como um ato cognitivo apenas, mas como algo integrador e transformador. É um momento de síntese emocional, no qual parte e todo, figura e fundo se transformam em parte-todo, figura-fundo, desaparecendo o objeto na subjetividade emocional do sujeito. Awareness é um momento de encontro com minha totalidade, buscada sempre pelas mais variadas formas de ampliação de consciência. (…) Awareness é um caminho de mudança, um processo de integração harmoniosa pessoa-mundo, de tal modo que fica na pessoa a sensação de fim de linha, de chegada de uma longa e difícil viagem e, sobretudo, uma sensação de completude, de um chão fecundo em que as sementes já podem germinar. Estar reflexivamente consciente de si mesmo no mundo é ter encontrado respostas de cujas perguntas pouco ou nada se sabia.” Pág. 75-76.

Bloqueio de contato: “A essência do bloqueio é sua consciência administrativa, ou seja, tenho consciência de que a experiência que vivo, aqui-agora, é insuportável; quero me livrar dela e uso meios claros para bloqueá-la. Procuro e encontro argumentos emocionais e os introduzo na minha experiência a fim de me livrar das sensações ou pensamentos insuportáveis, bloqueando conscientemente a sensação de contato interior comigo mesmo. (…) Palavras mestras na arte de ser terapeuta: delicadeza, ternura, cuidado. Ninguém se bloqueia porque quer ou por teimosia, pois até o querer se bloquear já é algo que nos diz onde a pessoa se encontra. Assim, quando identificamos algo a que chamamos bloqueio (afinal, o que a pessoa está fazendo é apenas se auto-regular, se auto-ajustar) precisamos de toda nossa perícia para entrar na casa protegida do cliente. Se abrirmos portas e janelas, porque assim pensamos ou sentimos que deva ser, podemos dar entrada a ventos e tufões que o cliente não tem nenhuma condição de enfrentar. Os bloqueios e as resistências do cliente precisam contar com uma amorosa proteção do terapeuta, pois eles não estão ali sem motivos. Bloqueios e resistências são forças de pessoas que, momentaneamente, perderam a confiança em seu poder pessoal e só com muito cuidado, isto é, ao se sentirem cuidadas e aceitas pelo que são e como estão, poderão recuperar seu poder pessoal de estar na vida de maneira saudável e sem medo. Atrás de todo bloqueio há um medo, mas não é o bloqueio que deve ser objeto de cuidado, e sim os componentes envolvidos nesse medo, que impedem a pessoa de se expressar, de sorrir e de viver como verdadeiramente é.” Pág. 81-82.

Sobre o autor: Jorge Ponciano Ribeiro é graduado em Filosofia e Teologia; mestre e doutor em Psicologia pela Universidade Pontifícia Salesiana de Roma; tem formação em Psicanálise e Psicologia Analítica de Grupo e em Gestalt-terapia; fez dois pós-doutorado na Inglaterra; tem quarenta anos de magistério superior; é fundador e presidente do Instituto de Gestalt-terapia de Brasília (IGTB) e autor de vários livros, incluindo: Do Self e da Ipseidade; Ruídos: contato, luz, liberdade; Gestalt-terapia de curta duração; O Ciclo do Contato; Gestalt–terapia: o processo grupal e Gestalt-terapia: refazendo um caminho.

Vade-mécum de Gestalt-terapia – Conceitos Básicos

Autor: Jorge Ponciano Ribeiro

Editora Summus, São Paulo, 2006

“São sete horas da noite. Sentado em minha cadeira, espero, como sempre, com uma ligeira ansiedade, a chegada do primeiro cliente. Já se vão 35 anos desde que conclui meu doutorado sobre “grupos”, e mesmo assim, nunca estou completamente despreocupado, porque nada no grupo desta semana será semelhante ao grupo da semana passada.” É com esta simplicidade que Jorge Ponciano inicia um dos capítulos do livro Ruídos: contato, luz, liberdade – um jeito gestáltico de falar do espaço e do tempo vividos. A obra reúne crônicas, relatos, pequenas histórias repletas de reflexões, pensamentos e vivências orientadas ora pela sabedoria de quem é genuinamente gestaltista.      

Em outro capítulo, Ponciano descreve em detalhes uma sessão de gestalt-terapia em grupo; obviamente sem identificar os participantes nem trair o segredo profissional. A descrição é de grande valor tanto para os profissionais de psicologia quanto para pessoas que desejem ter uma idéia sobre “isso de fazer terapia em grupo”, no caso, sob a orientação gestáltica.      

Em outra historia, uma das inúmeras e deliciosas reminiscências contidas no livro, ele revela, com a mesma simplicidade sábia que permeia toda a obra, seus conflitos e dúvidas quanto à eutanásia, e conta o sofrimento vivido ao acompanhar o envelhecimento, adoecimento e morte do cãozinho de estimação. Desnudando suas incertezas, encerra o texto admitindo que continua sem saber se tomou a decisão certa quanto a mandar sacrificar ou não o “grande amigo”. E admitindo-se aberto -  como sempre esteve – a mais um aprendizado, pergunta aos leitores: “O que você acha? Você o sacrificaria?”     

No mesmo texto, o autor nos convida a penar sobre a velhice e afirma: “a velhice não deveria ser imobilizante. Imobilizante é viver sem ideal, sem uma crença, sem esperança, sem estar enamorado de si mesmo, com medo de não ser aceito, transformando os pensamentos dos outros em regras de autocontrole, com medo dos riscos de aceitação, do amor, da realidade; enfim, de colocar  a mão na massa na construção real do hoje, no aqui e agora de cada dia.”       Ruídos: contato, luz, liberdade é, além de tudo o que já foi dito, um poema! Poesia dedicada à Natureza, aquela que é verde, amarela, vermelha, azul, a de flores, ventos, montanhas, bichos e águas… e à natureza masculina&feminina, yin&yang, animus&anima que há dentro de cada um de nós, homens ou mulheres – ou melhor: simultaneamente homem e mulher. 

Livro: RUÍDOS: CONTATO, LUZ, LIBERDADEum jeito gestáltico de falar do espaço e do tempo vividos.Autor: Jorge Ponciano RibeiroEditora: Summus Editorial; São Paulo-SP, 2006 

Postado por Carmelita Rodrigues, em 14.02.08

“O que torna a alquimia tão valiosa para a psicoterapia é o fato de suas imagens concretizarem as experiências de transformação por que passamos na psicoterapia”. A frase é de Edwuard F. Edinger, no livro Anatomia da Psique – o Simbolismo Alquímico na Psicoterapia. É uma obra fundamental para terapeutas junguianos e todos que se proponham entender a realidade da psique. Nela, a analogia entre psicoterapia e processos alquímicos, grande pilar das descobertas de Carl Jung, é explicada minuciosamente, explorando em detalhes cada um dos sete principais processos alquímicos: calcinatio, solutio, coagulatio, sublimatio, mortificatio, separatio e coniuntio.

Jung demonstrou que o simbolismo alquímico era, em grande parte, produto da psique inconsciente. Assim, as imagens alquímicas fornecem base objetiva para abordagem de sonhos e outros materiais inconscientes. “Vi logo que a psicologia analítica coincidia de modo bastante singular com a alquimia. As experiências dos alqumistas eram, num certo sentido, as minhas próprias experiências, e o mundo deles era, num certo sentido, o meu” (Jung, Memórias, Sonhos e Reflexões, ed.2005, pág. 181).

Para clarificar essa analogia de forma simplificada, facilitando a compreensão de todos que tenham interesse pelo tema, tomo por exemplo neste curto texto o processo alquímico da sublimatio. Obviamente, a leitura do livro do Edinger ampliará consideravelmente a compreensão do que tento explicar aqui, embora trate-se de leitura densa e a obra não funcione como aqueles livros de auto-ajuda.

Em alquimia, a sublimatio é a operação que transforma o material em ar por meio de sua elevação e volatilização. Originado do latin sublimis, o termo sublimação significa “elevado”. É um processo de elevação por meio do qual uma substância inferior se transforma, se eleva em movimento ascendente.

Edinger afirma que todas as imagens oníricas que lembram movimento para cima, como escadas, elevadores, alpinismo, montanhas e voar, entre outras, pertencem ao simbolismo da sublimatio; podem estar indicando uma permanência maior nesse estado e ta dificuldade para viver no plano concreto.

Ao lidar com problemas concretos, precisamos ficar “acima” deles, nos elevar. Recorremos a nossa bagagem espiritual, intelectual e vivências pessoais para enxergá-los “de cima”, e portanto, por um anglo maior, com visualização ampla de possibilidades, interligações e implicâncias.

O problema reside em permanecer “no alto”, em não descer para resolver o problema! Poetas, filósofos, intelectuais, artistas, educadores e outros pensadores realizam com freqüência esse movimento ascendente e costumam enxergar aspectos que os outros não vêem. Mas, infelizmente, dominados por intricados complexos e forças arquetípicas, desenvolvem uma dificuldade em fazer o movimento de volta, a descida para o “estado sólido”, o mundo fora das nuvens, menos belo e mais duro, pouco agradável e nada poético, mas necessário. Essa espécie de fixação no estado de sublimação costuma resultar, no mundo concreto, em sérias dificuldades financeiras e na incapacidade de formar patrimônio material, necessário à segurança e ao bem-estar no mundo atual.

Veja o que diz Edinger sobre isso (in Anatonia da Psique, 2005, pág. 136):

“A sublimatio é uma ascensão que nos eleva acima do emaranhado confinador da existência terrestre, imediata, e de suas particularidades concretas, pessoais. Quanto mais alto nos elevamos, tanto maior e mais ampla nossa perspectiva, mas, ao mesmo tempo, tanto mais distantes ficamos da vida real e tanto menor a nossa capacidade de agir sobre aquilo que percebemos. Tornam-nos expectadores magníficos, mas impotentes.”

Um amigo de grande bagagem intelectual contou-me que tem muita facilidade para visualisar as questões nas suas múltiplas abrangências e para planejar, elaborar ações ideais. E, ao mesmo tempo, enorme dificuldade para realizar as ações planejadas. No plano pessoal, provavelmente ele deve ver com clareza as causas de suas dificuldades concretas, onde erra e o que deveria fazer para livrar-se dos problemas. Mas a simples compreensão do que deve ser feito não o ajuda. Isso porque será necessário conseguir “descer” do estado de sublimação e submeter-se ao mundo real e enfrentar as necessidades concretas.

A sublimatio pode, também, ter significado de purificação. Num estado de contaminação inconsciente, matéria e espírito que foram misturados devem ser purificados pela separação: “Nesse estado impuro, o espírito deve primeiro buscar sua própria natureza e verá tudo que pertence à carne e à matéria – o concreto, o pessoal, o que é movido pelo desejo – como o inimigo a ser superado. Toda a história da evolução cultural pode ser considerada como um grande processo de sublimatio, no qual os seres humanos aprendem a ver a si mesmos e ao mundo. A filosofia estóica foi vasto esforço para ensinar os seres humanos a atingirem o alvo estóico da apathia por meio da superação das paixões que aprisionam à terra. O idealismo de Platão, bem como todos os sistemas idealistas posteriores, se esforçam por apresentar a vida em termos de formas eternas e idéias universais, com o objetivo de suplantarem a irritante sujeição humana às contingências da matéria.” (Idem, pág. 143).

Ficar acima das coisas, ver a si mesmo com objetividade é chamado em psicologia de “dissociar” e nisso reside o perigo da sublimatio. Quando levada a extremo, esse estado psíquico poderá ser patológico, isso porque a dissociação é fonte de consciência do ego, mas também causa de doença mental.

Se o movimento ascendente eterniza, conduz rumo ao divino, o movimento descendente personaliza. E o ideal é que esses dois estados se combinem, dando origem a outro processo alquímico: a circulatio. A Tábua de Esmeralda de Hermes diz o seguinte sobre a circulatio: “ela ascende da terra para o céu e desce outra vez para a terra, e recebe o poder do que está em cima e do que está em baixo. E, assim, terás a glória de todo o mundo. Desse modo, toda a treva fugirá de ti.”

No plano psicológico a circulatio é fundamental, porque promove o trânsito entre todos os aspectos do ser, incluindo suas polaridades opostas, levando ao equilíbrio de forças conflitantes.

Em psicoterapia junguiana, para lidar com a fixação em estado de sublimtio trabalha-se com sonhos e exercícios de imaginação ativa, entre outros recursos, para promover a consciência acerca dos elementos subjacentes à permanência maior nesse estado psíquico e para “esvaziar” os complexos, de modo a desarticular a dominação dessas forças sobre as ações do paciente. O psicoterapeuta vai se esforçar por desenvolver no paciente a capacidade de fazer circulatio, de realizar movimentos de ascensão e de descida, de subir para o camarote e assistir do alto, mas, em seguida, descer para o palco da própria vida e atuar.

Postado por Carmelita Rodrigues, em 04 de janeiro de 2008

Próxima Página »