O estresse é uma reação do organismo a situações ameaçadoras à vida, sejam elas reais ou imaginárias (ameaçadoras apenas na percepção individual). É uma resposta de proteção e prevenção. Saiba como o corpo reage e planeje uma mudança comportamental e/ou no estilo de vida para evitar doenças ou a morte precoce.

Sintomas:

. aperto na garganta;

. sensação de estômago revolvido;

. dentes cerrados;

. respiração superficial e mais rápida (como se estivesse incompleta);

. tensão muscular;

. cefaléia (dor de cabeça);

. Dor no torso ( tronco ou parte central do corpo), nuca e ombros;

. dificuldade de concentração;

.  pensamentos vão rapidamente de uma coisa a outra e voltam para

anterior sem resolução (viciação mental).

. sensação de estr correndo cada vez mais rápido na “esteira” da vida sem

sair do lugar.

Isso pode causar doença?

Sim. O estresse pode causar doenças ou agravar as já existentes em um organismo. O impacto do estresse sobre a saúde depende de variáveis genéticas, ambientais e do tipo de personalidade. As pessoas respondem ao estresse de forma diferente. Algumas têm tolerância elevada e ate gostam de viver em alta velocidade; procuram situações cheias de exigências desafiadoras. Outras vivem melhor em ritmo mais lento. Mas cada um de nós tem o seu próprio “calcanhar de  Aquiles”, isto é o ponto vulnerável em que o estresse torna-se danoso, física e psicologicamente. Podemos descobrir nossas tolerâncias nos observando ao longo do tempo. E podemos usar nossas vulnerabilidades físicas e psicológicas como “detectores de estresse” para nos alertar quando precisamos avaliar as fontes de estresse e reorganizar a rotina ou as experiências de vida. Assim estaremos conciliando as demandas externas e internas com nosso equilíbrio orgânico. Não observar as próprias suscetibilidades pode resultar em algo como um sintoma leve que piora até se transformar em doença séria ou crônica. A percepção é  o medidor importante na relação estresse-doença. Isso porque nossas respostas emocionais e físicas ao estresse variam com nossas percepções. Por exemplo: se percebemos que uma situação estressora está completamente fora do nosso controle, sentimo-nos desamparados e sem esperança. Essas emoções têm forte impacto sobre a saúde. Por outro lado, se enxergarmos uma opção a escolher, sentiremos que há um raio de esperança e assim a resposta estressora e os efeitos negativos dela serão menos danosos para a saúde. As pessoas que conseguem evitar adoecer apesar da grande quantidade de estresse em geral estão treinadas a encarar as fontes de estresse como desafios, abordam as tarefas com olhar otimista e a têm a sensação de controle. Elas procuram outras pessoas para obter ajuda e apoio emocional, ou melhor ainda, divertem-se com a situação.

Para finalizar, sabe-se hoje que o estresse pode causar certas doenças pela inibição temporária de certos processos do sistema inumológico. Condições  relacionadas ao estressse incluem doenças como gastrite, colite ulceratite, síndrome do intestino irritável, úlcera péptica, hipertensão arterial, asma, enxaqueca, ansiedade e depressão. Indivíduos estressados apresentam também maior risco de desenvolver doenças crônica, inclusive do coração, ou ter morte prematura.

É importante conhecer as alterações fisiológicas no corpo diante de uma situação de estresse (real ou imaginária). Ocorrem reações semelhantes as de uma situação de luta-e-fuga ou reação de alarme. Para o cérebro, diante de uma situação de ameaça à vida, não há diferença se o indivíduo está assustado com a possibilidade de ficar sem emprego ou se há na frente dele uma fera rugindo e ameaçando matá-lo.  O corpo terá reações iguais. Também importante é ressaltar que se o organismo leva segundos  para preparar o corpo para uma reação de alarme,  demora tempo significativo para dispersar as substâncias no organismo. Se a situação de estresse se prolonga, isso tem efeito semelhante ao de uma “intoxicação”.  Conheça as respostas fisiológicas na reação de luta-e-fuga (reação de alarme), que se manifestam em situações estressoras de modo geral:

  1. As pupilas dos olhos se dilatam;
  2. A freqüência e a força de contração do coração e a pressão arterial aumentam;
  3. Os vasos sanguíneos dos órgãos não-essenciais na reação (como pele e vísceras) se contraem;
  4. Os vasos sanguíneos dos órgãos envolvidos na luta contra o perigo (músculos esqueléticos, músculo cardíaco, encéfalo e pulmões) se dilatam para permitir o fluxo mais rápido do sangue;
  5. Os bronquíolos (tubos pequenos que conduzem o ar para dentro e fora dos pulmões) se dilatam para fornecer mais oxigênio aos músculos e aumentar produção de energia;
  6. O nível de açúcar no sangue sobe à medida que o glicogênio hepático se converte em glicose para energia extra.
  7. As glândulas supra-renais produzem adrenalina e noradrenalina para  intensificar e prolongar efeitos simpáticos já descritos;
  8. Os processos não-essenciais para se opor ao estresse são inibidos, por exemplo, os movimentos musculares do tato gastrintestinal e as secreções digestivas tornam-se lentos ou cessam.

Fica claro assim porque pessoas estressadas têm prisão de ventre, pressão alta, ataque cardíaco, alteração no sono e desenvolvem diabetes, entre outras doenças? É uma reação do corpo a constantes experiências ameaçadoras que levam o organismo a reagir como se a pessoa precisasse fugir ou lutar. Os sintomas são alarmes de que algo está indo muito mal na vida da pessoa e  que o corpo dela não suportará a continuação do ritmo de vida ou manutenção dos conflitos internos. É necesário parar, reorganizar a vida e as cognições (re-elaborar experiências) sem demora. Adiar a decisão de rever a própria existência e se comprometer em “organizar a casa”  pode significar a diferença entre continuar vivo ou morrer. Sem exagero!

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